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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, espaço onde passamos em revista os destaques da imprensa russa e ucraniana. A edição de hoje é com o José Rafael Lopes. Vamos começar, José, com os destaques da imprensa ucraniana com ataques russos que provocaram cortes de eletricidade em sete regiões da Ucrânia.
A Ucrânia que voltou a enfrentar uma noite de ataques russos contra infraestruturas energéticas. Segundo as autoridades ucranianas, a Rússia lançou mais de 200 drones durante a noite, tendo as defesas aéreas conseguido neutralizar a maioria, é o que se pode ler na imprensa ucraniana. Ainda assim, foram registrados impactos em várias localidades, com danos a instalações energéticas e infraestruturas civis. O balanço divulgado pelo Ministério da Energia da Ucrânia aponta para cortes de eletricidade de emergência em sete regiões, incluindo a capital Kiev. A situação nessa cidade é particularmente complicada devido aos danos acumulados na rede de distribuição. As equipes de reparação ucranianas continuam a trabalhar para tentar restabelecer o fornecimento de energia em Kiev e nas outras seis regiões afetadas.
Aumentou o número de mortos após um ataque russo contra uma escola.
Notícia em destaque em praticamente toda a imprensa ucraniana. O balanço do ataque russo contra uma escola na região de Zaporíjia: são agora 53 mortos. A informação foi avançada pela imprensa ucraniana, que acompanha as operações de busca e salvamento no local. O edifício, essa escola, tinha sido atingida durante um ataque aéreo russo, enquanto várias pessoas se encontravam nas instalações. A operação de recuperação de vítimas já dura vários dias e continua a mobilizar equipes de emergência. O ataque é considerado um dos mais mortíferos registrados na região desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.
Em contraofensiva, a Ucrânia atacou depósitos de munições russos em territórios ocupados.
As forças ucranianas dizem ter atingido dois depósitos de munições russas em territórios ocupados da região de Zaporíjia. Segundo o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, os alvos encontravam-se nas proximidades de Melitopol, é o que se pode ler na imprensa ucraniana. Esta operação terá sido feita durante uma série de ataques contra instalações militares russas nos territórios ocupados. A informação foi divulgada pelo comando militar ucraniano, reproduzida pelo Kyiv Independent e também pelo Pravda ucraniano. Kiev não revelou a dimensão dos estragos provocados, nem a quantidade de munições que estariam armazenadas nestes dois locais, estes pontos estratégicos da Rússia.
E ainda sobre a ofensiva ucraniana, há a registrar ataques contra uma refinaria de petróleo no sul da Rússia.
Uma refinaria de petróleo na região russa de Krasnodar foi atingida durante uma operação ucraniana com recurso a drones. O ataque provocou um incêndio na instalação industrial e também numa unidade com capacidade para processar quase nove milhões de toneladas de crude por ano. O jornal Kyiv Independent escreve que também há registro de outras explosões e incêndios noutras zonas do sul da Rússia, devido a ataques ucranianos. A instalação, esta refinaria em Krasnodar, já tinha sido alvo de outras operações semelhantes no passado, levadas a cabo pelas Forças Armadas da Ucrânia. Esta refinaria produz, entre outros combustíveis, gasolina e gasóleo. As autoridades russas confirmaram a queda de destroços de drones numa instalação industrial, mas não identificaram oficialmente esta refinaria como o alvo atingido pela Ucrânia.
Volodymyr Zelenskyy revela que os Estados Unidos, José, não entregaram 16 bilhões de dólares em ajuda que tinha sido prometida.
A declaração foi destacada pelo jornal New Voice of Ukraine, que cita o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy. A questão surge numa altura de incerteza sobre o futuro do apoio militar de Washington a Kiev, sobretudo no que diz respeito ao fornecimento de armamento e sistemas de defesa aérea. Por mais do que uma vez, Volodymyr Zelenskyy já veio reforçar a necessidade ucraniana de obter mais sistemas de defesa Patriot, fundamentais para a forma como a Ucrânia se defende de ataques russos. Kiev continua a insistir na necessidade de manter o apoio dos Estados Unidos, enquanto, noutro sentido, procura diversificar as fontes de financiamento e reforçar a cooperação com os países europeus, que podem ter aqui um papel cada vez mais importante na forma como a Ucrânia se defende de ataques russos.
Fica por aqui a "Guerra Traduzida", com os destaques da imprensa ucraniana nesta sexta-feira, 06 de novembro.