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É a conferência de imprensa desta quarta-feira, o espaço onde passamos em revista algumas das notícias em destaque nos jornais nacionais e internacionais. Comigo está o Miguel Gato. Bom dia, Miguel.

Bom dia, Vera.

Bem-vindo. Começas com o novo relatório do Fundo Monetário Internacional, que prevê que o excedente orçamental português desapareça já a partir do próximo ano.

Isto se não forem aplicadas medidas adicionais nos próximos orçamentos do Estado. Em 2025, o saldo deverá ser de 0,2% do PIB, ligeiramente abaixo da meta do governo. Em 2026, cairá para zero e nos anos seguintes regressariam os défices até 2029. O relatório do FMI revela ainda a previsão sobre a dívida pública portuguesa, é que continua a descer, e o Fundo Monetário Internacional revê também em alta as previsões de crescimento económico em Portugal, 1,9% este ano e 2,1% em 2026. Apesar destes sinais positivos e alguns negativos, o negativo relacionado com a meta do governo relativamente ao excedente orçamental, o Fundo Monetário Internacional alerta também para riscos externos, sobretudo por causa da incerteza nas tarifas comerciais internacionais e também causadas pelo abrandamento da economia europeia, um artigo que está no Dinheiro Vivo.

Ainda na economia, mais de 24 mil pessoas reformaram-se antecipadamente no ano passado, um aumento de 19% face ao ano anterior.

É uma notícia que está no Correio da Manhã. Os dados do Ministério da Segurança Social, que estão anexados ao orçamento do Estado para 2026, mostram que a maioria optou pela flexibilização da idade da reforma. Mais de 15 mil trabalhadores acederam à reforma por esta via e mais de 100 mil pessoas recebem atualmente pensões antecipadas.

A agência de viagens Top Atlântico revela que José Sócrates deixou uma dívida de mais de 11 mil euros.

O montante acabou por ser considerado incobrável. Estamos a falar do processo da Operação Marquês na Justiça. Ontem foi ouvido um gestor bancário sobre levantamentos de 250 mil euros em numerário feitos por Carlos Santos Silva no final de 2013, quando Portugal ainda estava sob assistência financeira. As escutas divulgadas sobre a agência de viagens Top Atlântico, que tratava das viagens de José Sócrates, mostram a frequência e rapidez destas operações e revelam também que José Sócrates deixou uma dívida de mais de 11 mil euros a esta agência de viagens Top Atlântico, pelo menos foi esse o testemunho deixado em tribunal. É uma notícia que está no nosso site do Observador.

Já o jornal Público revela que a Polícia Judiciária já constituiu arguidos no âmbito da investigação que está ligada à chegada de dezenas de migrantes marroquinos ao Algarve.

E os próprios não estão a ser investigados, mas há a suspeita de que foram vítimas de tráfico humano. O Público escreve que estes imigrantes saíram de pousadas da Segurança Social enquanto aguardavam decisão judicial sobre os pedidos de asilo. As autoridades procuram agora saber se estas pessoas foram alvo de redes de tráfico humano. A PJ está a investigar eventuais ligações a grupos organizados num contexto de aumento de travessias no sul do país.

Vamos agora à imprensa internacional. Começamos por Espanha. O jornal "El País" destaca a ofensiva política do governo de Pedro Sánchez para blindar o direito ao aborto na Constituição.

A coligação liderada por Pedro Sánchez aprovou ontem um anteprojeto que introduz na Constituição um novo parágrafo que reconhece o direito das mulheres à interrupção voluntária da gravidez. A proposta surge após dias de negociações entre o Partido Socialista Espanhol e também a coligação Sumar, de esquerda. O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, já anunciou que vai votar contra e é também bem conhecida a posição do Vox sobre esta matéria. Mesmo sem maioria para aprovar a mudança, que implicaria uma medida aprovada a dois terços do Parlamento, Sánchez quer na mesma reforçar este debate sobre o aborto, mesmo com poucas possibilidades de haver efeitos práticos.

Nos Estados Unidos, o "Wall Street Journal" noticia um braço de ferro entre os principais meios de comunicação social e a Casa Branca.

Vários órgãos, incluindo o "The New York Times", o "The Washington Post", a CNN e a Fox News, recusaram-se a assinar uma nova política que restringe contactos entre jornalistas e fontes militares. A medida obriga repórteres a aceitar que os militares obtenham autorização antes de falar com a imprensa, mesmo em informações consideradas não classificadas. Esta recusa implica a perda do acesso físico ao edifício por parte dos órgãos de comunicação social, algo sem precedentes nas últimas décadas. O Pentágono argumenta que o acesso é um privilégio e não um direito, enquanto que as associações de imprensa acusam a administração Trump e também o secretário da Defesa, Pete Hegseth, de tentar limitar a transparência das instituições e também um ataque à liberdade de imprensa.

No Reino Unido, o "The Times" destaca uma descoberta médica com potencial transformador.

Sim, um fármaco experimental à base de cannabis que ajudou pacientes com cancro a recuperar peso e massa muscular durante os tratamentos. Esta molécula estimula o apetite sem causar efeitos psicoativos e apresentou também ganhos de mais de 6%, ganhos médios de peso corporal ao longo de 12 semanas para estes pacientes. Os especialistas ouvidos pelo "Times" descrevem os resultados como muito importantes, apontam também para melhorias físicas e emocionais nos pacientes. A empresa em questão prevê alargar os testes e submeter o fármaco para aprovação regulatória até 2028.

E o jornal britânico "The Telegraph" analisa o impacto da geração Z no mercado de trabalho.

Um inquérito mostra que 70% dos gestores ou patrões dizem ter dificuldades em lidar com os jovens trabalhadores, considerando que estes jovens têm expectativas irrealistas em relação ao mercado de trabalho e também têm novas atitudes relativamente à autoridade e ao equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Entre os comportamentos mais comuns apontados aos jovens no mercado de trabalho por estes patrões ouvidos pelo "Telegraph", estão evitar chamadas telefónicas, exigir safe spaces ou espaços seguros, usar auscultadores no escritório ou no meio de trabalho, adotar códigos de vestuário informais e também dar prioridade a causas ambientais. Os especialistas ouvidos pelo "Telegraph" dizem que estas práticas refletem uma mudança geracional profunda, acelerada pela pandemia da Covid-19, com foco no bem-estar e na autonomia para estes jovens. Para muitos dos patrões, estas atitudes tratam-se de uma quebra de normas tradicionais. Para os jovens, são apenas uma redefinição do que significa trabalhar, das regras do mercado de trabalho. É um artigo de Ana muito interessante para ler no "Telegraph".

O "Telegraph" costuma ter artigos assim bastante interessantes também. Dizer só aqui, Miguel Gato, que temos de andar sempre à procura quando é que começam as gerações, quando é que acabam. A geração Z, estou aqui a ver, começa em 1997 e acaba em 2012.

Estamos a falar da geração Z.

Exatamente, da geração Z.

Portanto, eu estou incluído.

Estás incluído. Eu não. Infelizmente, já não estou. Foram alguns destaques da imprensa nacional e internacional com o jornalista Miguel Gato. A conferência de imprensa que está de regresso amanhã.