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A conferência de imprensa de hoje é com a jornalista Teresa Freire. Bom dia, Teresa.
Bom dia, Miguel.
Vamos começar por olhar para o "Jornal de Negócios": o preço médio das casas subiu 100 mil € em 10 anos.
O "Negócios" destaca os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística. A pressão sobre a habitação continua sem dar tréguas. O primeiro trimestre deste ano registou uma subida homóloga de 17,8% no índice de preços. O número de transações, por outro lado, diminuiu. Neste momento, o valor médio de uma habitação em Portugal é de 261 mil €.
Passamos para o jornal "Público": as Câmaras Municipais pedem ajuda urgente ao governo para salvar obras do PRR, o Plano de Recuperação e Resiliência.
Há autarquias sob pressão para devolver verbas do PRR de obras atrasadas que não vão estar concluídas até o final de agosto. Falamos de escolas, centros de saúde, habitação pública ou lojas do cidadão e, por isso, a Associação Nacional de Municípios Portugueses enviou uma carta ao primeiro-ministro. Pedem que o governo crie um mecanismo para assegurar um financiamento alternativo para esses projetos. Quanto ao ministro da Economia, que respondeu ao "Público", limitou-se a apelar às autarquias para que façam o máximo possível até agosto.
Passamos para o "Diário de Notícias", que também destaca um pedido de ajuda ao governo, mas por parte da área da restauração.
O DN falou com o presidente da Associação Nacional de Restaurantes, que fala de um período de enorme incerteza. Daniel Serra fala de custos cada vez mais altos, seja com matérias-primas, energia, trabalhadores. Queixa-se também dos clientes, que cada vez consomem menos. Por isso tudo, a associação defende uma resposta urgente concentrada entre o Executivo e as autarquias para assegurar a sobrevivência do setor, numa altura em que está a chegar o verão. Às Câmaras Municipais pedem que apliquem, no imediato, uma parte das receitas provenientes das taxas turísticas na promoção da gastronomia nacional.
Fechamos a ronda pela imprensa nacional com o "Jornal de Notícias", que destaca a vitória de Portugal frente ao Uzbequistão e a forma como foi vivida na cidade do Porto, Teresa.
Com o título "Quinas enchem o balão de confiança em noite de São João", o JN destaca que depois da desilusão contra a República Democrática do Congo, a qualidade portuguesa deu um espetáculo. Perante as cinco bolas marcadas por Portugal, a seleção garante, no mínimo, o terceiro lugar do grupo K. A seleção das Quinas venceu com dois gols de Cristiano Ronaldo, um de Nuno Mendes, outro de Rafael Leão e ainda um autogol.
Passamos agora para a imprensa internacional, mas não saímos deste jogo de Portugal, até porque o brasileiro "Folha de São Paulo" destaca o novo recorde de Cristiano Ronaldo.
Depois do jogo de ontem, o capitão português entrou novamente para a história do futebol. Tornou-se no primeiro jogador a marcar gols em seis edições diferentes do Campeonato Mundial, em 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e agora 2026. Ao marcar aos 41 anos e 138 dias, Cristiano Ronaldo tornou-se também no segundo jogador mais velho a marcar um gol em Campeonatos Mundiais. O primeiro é Roger Miller, que marcou com 42 anos e 39 dias. Antes, Cristiano Ronaldo ocupava o quarto lugar.
Vamos ainda ao continente norte-americano. O "The New York Times" destaca a decisão dos Estados Unidos de suspender temporariamente as sanções petrolíferas contra o Irão.
A administração Trump suspendeu temporariamente as sanções contra o Irão na segunda-feira, o que pode proporcionar um impulso econômico ao Irão. O secretário do Tesouro afirmou que a isenção das sanções por 60 dias foi resultado das conversas com o Irão na Suíça. Já o vice-presidente, J.D. Vance, que tem liderado a equipe de negociações dos Estados Unidos na Suíça, descreveu este desenvolvimento como um marco importante para o povo americano e um primeiro passo para pôr fim, de forma permanente, ao programa de armas nucleares do Irão. Já o presidente norte-americano, Donald Trump, nas redes sociais, disse que todos estão plenamente cientes de que o Irão concordará em submeter-se a inspeções de armas de grande envergadura, a fim de garantir a honestidade nuclear a longo prazo.
A edição de hoje da conferência de imprensa foi com a Teresa Freire.