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Este é o Diário do Mundial da Rádio Observador. Portugal já está de regresso, viagem de Dallas para Lisboa e no Mundial estão concluídos os oitavos de final. Vamos falar com o Miguel Cordeiro, enviado do Observador ao Campeonato do Mundo, que hoje já nos fala em viagem de regresso para Portugal. Fala, Miguel.
Olá, Maria João.
Portugal voltou, mas nem todos viajaram para Lisboa.
Sim, houve alguns jogadores que viajaram mais cedo. Nós, jornalistas que estivemos nesse momento da partida da Seleção Portuguesa de Futebol, recebemos essa informação. Houve, de facto, alguns jogadores que saíram ainda durante a noite, portanto, depois do jogo de Portugal frente à Espanha, e houve outros que saíram já durante o dia, durante este dia de saída de Dallas. Os jogadores que saíram mais cedo, os jogadores que não entraram no autocarro: Diogo Dalot, Gonçalo Inácio, Gonçalo Ramos, João Félix, Rúben Dias, João Neves, José Sá, Bernardo Silva e Matheus Nunes. Estes foram os jogadores que não saíram do hotel com a equipa, mas houve mais que não fizeram a viagem com a restante seleção para Portugal: Cristiano Ronaldo, Diogo Costa, Chico Conceição e Rafael Leão deixaram o hotel Adolfo's, em Dallas, entraram no autocarro, mas entraram, podemos dizer, à civil. Portanto, não iam já com o fat train, com a equipa. Estavam no autocarro, sim, foram para o aeroporto com a equipa, mas acabaram depois por não viajar com a equipa estes quatro jogadores. Nesse momento da saída, o que é que encontrámos? Encontrámos centena e meia de adeptos. Foi, por acaso, um fator curioso, porque esses adeptos tiveram praticamente uma hora e meia, duas, à espera da saída dos jogadores da seleção portuguesa. E isso aconteceu ao mesmo tempo que estava a jogar a Argentina com o Egito. Nós já vamos falar desse jogo. Mas o que é que aconteceu? Quando o Egito marcava, esses adeptos celebravam. Quando a Argentina marcou, os adeptos acabaram por apoupar um pouco. Portanto, percebeu-se que aqueles adeptos que ali estavam não eram propriamente superfãs da seleção portuguesa, eram, sim, maioritariamente fãs de Cristiano Ronaldo e eram quase todos estrangeiros. Nós bem tentámos procurar adeptos portugueses, mas não conseguimos. O que é que aconteceu com a seleção? Voo de Dallas diretamente para Lisboa e é o fim da aventura portuguesa nas Américas.
Miguel, e no Mundial que continua, terminaram os oitavos. Vamos falar desses jogos?
Sim. Primeiro, temos que fazer aqui uma correção face ao programa de ontem, não é? Nós ontem, talvez ainda a sofrer também com a derrota de Portugal, também por causa da diferença horária e também porque, importa dizer isto, a Argentina tem jogado sempre antes de Portugal e isso criou aqui uma certa confusão. Dissemos, eu e tu, Maria João, que Portugal estava a jogar. Portugal estava a jogar, não. Estavam a chegar ao fim os oitavos de final e que iam começar os quartos de final. Isso não aconteceu. Os oitavos de final só acabaram hoje. Certo. Só acabaram hoje com o jogo da Argentina com o Egito e com o jogo da Colômbia com a Suíça. E, portanto, vamos falar desses dois jogos, os dois últimos dos oitavos de final, para fazer essa correção. Vamos começar pelo da Argentina. Estávamos a falar disso mesmo. Os adeptos da seleção portuguesa ou de Cristiano Ronaldo, à porta do hotel em que ficou a seleção em Dallas, foram fechando os gols do Egito e foram apoupando os gols da Argentina. E de facto, isso aconteceu várias vezes porque o jogo ficou 3x2 para a Argentina, mas pelo meio houve pênaltis falhados, gols anulados, teve de tudo e portanto, foi uma ótima tarde de futebol, mas também um jogo que acaba por ser um pouco polémico. O Egito deixa várias críticas sobre este jogo, várias críticas sobre favorecimento à Argentina. É natural quando equipas perdem haver este tipo de críticas, mas de facto, mais uma vez, ficam este tipo de críticas ligadas à seleção da Argentina. O que aconteceu foi que o Egito estava a ganhar por 2x0, marcou o primeiro na primeira parte, na segunda parte marcou, foi anulado, depois voltou a marcar, ficou 2x0 e a Argentina de repente dá a volta ao jogo, faz três gols muito rapidamente e vence por 3x2. O Egito está fora, a Argentina segue em frente.
Temos também de olhar para o jogo entre Colômbia e Suíça, que ficou resolvido nos pênaltis.
Foi um jogo até à última. Parecia que os oitavos de final não queriam acabar. Foi o último jogo desta fase do Mundial. Colômbia, Suíça. A Colômbia que tem praticado um futebol incrível. De facto, temos que dizer isto, a animar os adeptos, um futebol muito vivo. O que acontece é que a estabilidade suíça, a segurança suíça, o conforto também que a Suíça foi tendo durante o jogo, acabaram por segurar esse resultado até ao fim e depois ditou a sorte, a lotaria ou a qualidade dos pênaltis. E aí a Suíça, de facto, foi melhor, porque cada uma das equipas falhou uma grande penalidade. Portanto, quando eu digo que falhou, não acertou na baliza. A Colômbia acertou na barra, a Suíça mandou uma bola para fora, bem para fora, e depois, naquelas bolas que foram à baliza, foi o guarda-redes da Suíça que acabou por defender uma dessas bolas e venceu. Acabou por vencer nas grandes penalidades, bateu a Colômbia nessa fase do jogo, não teve gols, ficou 0x0. Nas grandes penalidades, foi a Suíça que venceu e, portanto, segue a Suíça, que neste caso vai jogar com a Argentina na próxima fase. Argentina-Suíça é um jogo já dos próximos quartos de final.
E agora, Miguel, temos a primeira pausa no Mundial.
É isso mesmo, vamos ter a primeira pausa. Agora, sim, vamos ter a primeira pausa. Desde o dia 11 que temos tido sempre jogos, 27 dias consecutivos de futebol. Foi isto que nos deu o Mundial. E agora a primeira pausa. É curta, é só um dia. Futebol agora só amanhã. Vamos ter um França-Marrocos já no dia de amanhã e aí sim, vão começar os quartos de final. Por agora, vamos ter um período de pausa. Não significa que não exista o Mundial. Há sempre o Mundial a mexer. Nós vamos ter Diário do Mundial amanhã na mesma, mesmo não existindo jogos na véspera. Há sempre coisas a mexer. Portugal está a viajar. Esperam-se também declarações na chegada. Vamos ver o que é que acontece. Mas o que sabemos agora é que temos um período de pausa. É o primeiro dia desde o início sem jogos de futebol.
Está feito o Diário do Mundial com o jornalista Miguel Cordeiro, que está de regresso a Portugal, tal como a seleção. Amanhã há uma nova edição.