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Benfica 3, Lech Poznań 1. Benfica volta a vencer um jogo no qual é favorito, mas o que é facto, Mário Cajica, foi favorito, confirmou essa vantagem no marcador, mas houve até alguns momentos em que sofreu, acredito que desnecessariamente, também com algumas assunções de culpas por parte de Marco Silva. O que é certo é que o Benfica entrou no jogo até bastante pujante, porque marcou logo aos seis minutos por Rafa e a partir daí foi mantendo o domínio do jogo, mas sem grande criatividade e sem grandes lances de perigo.
Sim, sem dúvida. Foi uma boa entrada do Benfica e o gol ajudou logo a dar confiança à equipa, dar aquela noção de controle e, portanto, eu acho que o Benfica, na primeira parte, apesar de ter tido uns momentozitos de maior, não diria relaxamento, mas um bocadinho de baixa intensidade em algumas fases da primeira parte. Acho que foi uma primeira parte bem conseguida da equipa do Benfica, a criar muito desconforto na formação do Lech Poznań, principalmente ali do lado esquerdo com o trabalho do Karavani, do Scheldrup e do Etxeverri, que os três funcionaram bem a castigar muito, principalmente o lado direito da defensiva do Lech Poznań, onde estava até o português Joel Pereira, foram as principais armas para gerar esses momentos de maior perigo. Surge, como dizias e muito bem, esse gol, se calhar numa das maiores lacunas da equipa do Lech Poznań, defensivamente a equipa tinha muitos problemas, principalmente nos corredores, quando os laterais então subiam um bocadinho, era um brinde grande que o Benfica tinha. Aliás, isso viu-se na segunda parte e por onde o Benfica foi criando sempre perigo. Era precisamente nessas incursões dos laterais que deixavam muito espaço nas costas e que foram bem aproveitados pela equipa do Benfica. Os centrais também com algumas dificuldades em alguns momentos, mas a verdade é que na primeira parte o Benfica foi superior, em larga escala, à equipa do Lech Poznań. Chega ao gol. Na verdade, faltou ali alguma clarevidência no último terço para materializar melhor as jogadas que ia criando, mas não era disparate nenhum se o Benfica ao intervalo estivesse a ganhar por 2 ou por 3, porque criou ali situações para fazer esses mesmos gols. Não fez, foi com 1 x 0. E na segunda parte é que eu sinto que a equipa baixou muito o rendimento e o resultado, neste caso, o jogo em si, foi um pouquinho mais partido e colocou até em alguns momentos o Lech no jogo. O Lech Poznań, neste caso, no jogo.
E tivemos também da equipa inicial do Benfica, não sei se será uma adaptação, mas não tinha ainda memória de ter visto o Sudakov jogar no lugar do número oito, um bocadinho mais atrasado no terreno, muito importante no jogo sem bola, também a mencionar na entrevista rápida que deu, a necessidade de trabalhar sem bola nesta posição e de fazer trabalho defensivo. Aqui com os 10 às costas, acabou por fazer este lugar de oito, mas saiu do jogo com um gol apontado. Noite feliz para o ucraniano do Benfica.
Sim, já tem aparecido ali há alguns momentos e acho que sim, acho que esta para mim é a melhor posição para o Sudakov. Já o vimos número 10, na esquerda, na direita, e honestamente, acho que é ali no duplo pivô que pode fazer mais sentido o Sudakov. A verdade é que as características do Sudakov não se adequam a qualquer adversário. Neste jogo em que o Benfica ia ter mais posse e era um adversário um pouquinho mais inofensivo em alguns momentos. Acho que isto dá alguma liberdade para o Sudakov ter bola, para pensar o jogo de outra forma e, portanto, acho que a decisão foi acertada. A verdade é que, como te dizia há pouco, na segunda parte, eu acho que o Sudakov até foi dos poucos que manteve o rendimento, quase todos baixaram um bocadinho da primeira para a segunda parte. O Sudakov, se calhar, foi mais linear durante o jogo, mas o jogo partiu muito e a verdade é que em alguns momentos sentimos essa dificuldade, principalmente ali do lado direito, com o Banjaqui, com o cartão amarelo. Eu acho que o Banjaqui, depois da entrada do Luís Palma para aquele corredor esquerdo, sentiu ali muito peso e foi um jogo duro para o Daniel Banjaqui, há que dizer. E a verdade é que com o passar do jogo e com esses momentos em que a equipa desligava um bocadinho, o jogo foi se partindo, foi se abrindo espaço para um lado e para o outro. O Lech tem as suas oportunidades, tem os seus momentos e depois eu acho que o momento do jogo é quando o Marco Silva decide ir ao banco e decide relançar o melhor jogador do campeonato nesta fase, que é o Prestianni, e a partir do momento em que o Prestianni entra, as coisas podem rapidamente virar e foi o que aconteceu. Entrou, cria logo uma situação e um ou dois minutos depois faz um trabalho extraordinário perante o Joel Pereira, tira-o do caminho e atira pra baliza. E acho que aí, não diria que sentenciou o jogo, porque temos depois o 2 x 1, mas dá logo um boost de confiança gigante pro Benfica encarar o final da partida.
E nesse 2 x 1 acaba por haver aqui alguma displicência de Barrenechea, que a vir baixar pra tentar construir com o ardores e com os centrais, acaba por tentar dar a bola para o seu lado direito, estava virado pra baliza do Benfica. Hora dentro da área, a bola cai nos pés de um jogador do Lech Poznań, que finaliza sem qualquer hipótese para Turbin. O que é facto é que Barrenechea entrou displicente e isso poderá de alguma forma também ser pago caro pra um treinador como Marco Silva, que é muito exigente com o compromisso dos jogadores.
Sim, não creio que o Marco Silva vá arranjar algum problema com o Bah-Renatçá por aquele lance. Mas o Enzo Bah-Renatçá tem que ter algum cuidado, porque já não é a primeira vez, nem a segunda, que tem esse tipo de abordagem com erros. Lembro-me de cabeça já do dérbi da época passada, do Benfica-Sporting, que o Bah-Renatçá demora a sair e perde a bola e o Sporting até marca. Hoje voltou a fazer um passe para dentro numa saída de bola sem olhar. Enfim, são desatenções que um médio, como o Enzo Bah-Renatçá e na posição em que o Enzo Bah-Renatçá joga, não pode sucessivamente cometer esse tipo de erros, portanto, tem que ter algum cuidado. Obviamente que vem de lesão, vem ainda de uma paragem. Acredito que ainda estivesse ali à procura, se calhar, do seu espaço e de se ambientar a 100%, porque eu acho que o Enzo até começou bem a época, é verdade, mas é preciso mais e tem que ter alguma atenção nesses momentos, principalmente de saída de bola, onde eu acho que é um jogador ainda perdulário, digamos assim, e desconcentrado. Mas acho que foi, se calhar, o Benfica que foi reanimando o Lech Poznan para o jogo. Com o 2 x 0 parecia que estava tudo sentenciado, aí esse real 2 x 1. Mesmo na segunda parte, quando está 1 x 0, houve ali sucessivas perdas de bola e jogo mais partido, que o Benfica não conseguia estabilizar o jogo com posses de bola mais prolongadas, que eu acho que também iam acordando um bocadinho o Lech Poznan e principalmente do lado esquerdo, falei do Luís Palma e do próprio Pablo Rodriguez, que estiveram muito bem no segundo tempo. E, portanto, eu acho que foi o Benfica que deu alguma margem para que o Lech Poznan crescesse no jogo. Ainda assim, e volto a frisar, o Benfica foi justíssimo vencedor, foi mais uma vitória convincente. São quatro jogos, quatro vitórias. A equipa está muito bem com o Marco Silva nesta fase e fez por merecer, obviamente, os três pontos.
Para fecharmos este relatório de jogo, Mário Cajica, o que foi o pior esta noite na Luz? Em mais uma vitória do Benfica, a quarta consecutiva nesta edição da Liga Europa.
Se calhar, não focando aqui muito no lado do Lech Poznan, mas dando só o toque na linha defensiva, o João Pereira hoje sentiu algumas dificuldades, os centrais também com alguns erros, mas isto é um bocadinho o problema coletivo. Defensivamente, o Lech Poznan tem ali algumas debilidades, principalmente, como já expliquei, quando os laterais sobem muito, há muito espaço, que eu acho que é bem aproveitado pelo Benfica. Do lado encarnado, acho que hoje foram ali oportunidades que não foram bem agarradas pelo Manu, o Duran também não esteve propriamente superligado e o Enzo tem o tal erro que eu acho que é um bocadinho comprometedor. O Lukebakio também não entrou propriamente bem, mas já entrou numa fase final do jogo. Portanto, dir-te-ia que ali, se calhar, entre o Duran, Manu e Enzo, se esperaria um bocadinho mais, principalmente do Manu e do Duran, que jogaram de início.
E para fechar este relatório de jogo, Mário Cajica, quem é que foi o melhor, ou quem, ou o quê, na verdade? Tu escolhes.
Vou tentar aqui ser justo, dar o prémio ao Sudakov pela regularidade, não tendo sido uma exibição estrondosa, mas foi uma boa exibição do Sudakov, foi uma exibição concentrada e séria do Sudakov. Se calhar, das mais certinhas e mais lineares que vi do Sudakov ao serviço do Benfica, porque foi linear do princípio ao fim, não teve apagões como ele tem durante o jogo. Portanto, gostei do Sudakov hoje, sim. Na primeira parte, muito bem aquela dinâmica dos três, do Etcheverry, do Karavani e do Scheldrup. E depois, mais do mesmo, o Prestianni no segundo tempo, que foi a tempo de dar ainda um abanão no jogo e ser importante mais uma vez para a equipa encarnada. Portanto, são aqui a espaços, o Scheldrup, o Karavani e o Etcheverry em mente ofensivo na primeira parte, o Prestianni na segunda.
Está feito e entregue o relatório do jogo deste Benfica 3, Lech Poznan 1, a contar para a quarta jornada da Liga Europa. O Benfica tem quatro vitórias, 12 pontos, está no primeiro lugar com 11 gols marcados, apenas dois sofridos. Contamos com os comentários e também com a análise do Mário Cajica. Um grande abraço, Mário. Até breve. Um bom descanso.
Forte abraço, Vicente. Um abraço.