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O Brasil acorda a sorrir, os Estados Unidos carimbam os oitavos, aliás, passam à próxima fase desta competição e a Escócia chora também a eficácia de Marrocos. Está a andar o Mundial 2026. Há também a primeira seleção eliminada, a Turquia, de forma surpreendente ou não, já vamos perceber, está de fora da próxima fase, uma seleção na qual havia algumas expectativas. São os destaques deste "E o Campeão É", hoje com a análise do Luís Pinto Coelho, do João Pinto e também do Pedro Henriques. Eu sou o João Costa e Silva. Começamos pelo Brasil, que se endireita depois desse empate na primeira jornada. Matheus Cunha e Vini Júnior estiveram em destaque nesta vitória canarinha, uma exibição autoritária do conjunto orientado por Carlo Ancelotti. Luís Pinto Coelho, é o Brasil a ganhar embalagem?
Olá, bom dia. Uma vitória normal também contra um adversário relativamente frágil ou mesmo bastante frágil. E eu tinha dito que o Brasil acho que vai subir na competição, vai melhorar o seu rendimento. Agora, me parece que ainda está um bocadinho longe de outras seleções que a gente tem visto, por exemplo, a França ou a Inglaterra, que apresentaram um futebol muito mais interessante, mais coletivo também, e se calhar com mais armas até do ponto de vista individual. Mas o Brasil tem talento para num dia bom vencer qualquer seleção. Vamos ver agora contra a Escócia também. A Escócia também precisa de ganhar o jogo, até poderá ser um jogo interessante por isso. Mas parece-me, obviamente, que o Brasil vai melhorar. Também jogou contra Marrocos, também temos que ver isso. Marrocos é uma seleção forte na primeira jornada e Marrocos também é daquelas seleções que pode chegar a um patamar muito alto, mas para já a cumprir a missão. Tinha que ganhar, ganhou com folga, não teve qualquer problema.
Marrocos, que é uma seleção que não traz boas memórias para nós enquanto portugueses. João Pinto, a Escócia vinha dessa vitória na primeira jornada, ontem perdeu por 1 x 0 contra Marrocos. Temos aqui também o gol mais rápido deste mundial até agora, aos 71 segundos. O que tens a dizer destas duas equipas, destas duas seleções, Marrocos e Brasil, que empataram na primeira jornada? Acreditas que o Brasil tem esse teste mais difícil agora na última frente à Escócia, que perdeu apenas por 1 x 0, ou seja, é uma seleção que até conseguiu ser algo combativa e reagir a uma seleção do Marrocos, que é sempre também muito forte.
Bom, eu temi por Marrocos, porque toda mundo sabe que marcar cedo é perigoso. Portanto, eu temi muito por Marrocos. Mas a verdade é que eles foram avassaladores, entraram muito fortes, tiveram ali até a meia hora, 35 minutos, muitas oportunidades, um jogo ofensivo em cima da Escócia, e depois a Escócia lá começou a levantar cabelo, a ir titubeantemente até à área contrária, mas só deu Marrocos, realmente. É uma equipa forte. Em relação ao Brasil, concordo com o Luís, acho que há ali coisas a faltar, há ali peças que me parece que já estão muito perto do desgaste. O Casemiro, o Fabiano, o Danilo, o Alexandro, já são jogadores que já estão em fim de vida, mas para hoje e para este mundial ainda vão dar. Vamos ver quando começar a apertar e aparecerem outros adversários. Em relação à Turquia, aí, sim.
Já lá vamos, João. À Turquia.
Surpreendeu. Força nisto.
Já lá vamos. Pedro Henriques, estamos aqui a ir pelo grupo C e já vamos ao grupo D, com essa surpresa também, ou não, dos Estados Unidos estarem aqui em bom caminho. Pedro Henriques, concordas com a opinião do João e do Luís? O Brasil realmente vence, mas temos que ter em atenção a seleção que enfrentou, ou seja, não há espaço aqui ainda para grandes euforias.
Bom dia. Acho que não. A mesma coisa que se me perguntares, e eu acho lá que perguntas isso, que é sinal que ganhamos aos Iraque, se porventura Portugal ganhar por dois ou três aos Iraque, marque quem marcar, pelo menos vai dizer que a seleção se endireitou minimamente, mas também não dá para ter referências, porque trata-se de seleções teoricamente menos favoritas e mais frágeis, e portanto, estar a aferir o valor de uma seleção quando eventualmente ganhas por dois ou três a uma dessas seleções, para mim, diz-me pouco. Portanto, de qualquer maneira, dizer que o primeiro gol do Brasil, o Matheus Cunha faz falta, e portanto não percebo, faz falta na jogada de construção, portanto devia ter sido anulado o primeiro gol do Brasil, mas o Brasil acabou o intervalo a ganhar 3 x 0. Fizeram uma grande festa, fizeram uma grande comemoração. Achei muita piada, porque eu acho que 50% das pessoas que estão lá a ver o jogo não fazem ideia o que é um fora de jogo, não fazem ideia das regras do jogo e estão lá para se divertir. Aliás, isso foi visto quando um gol é anulado ao Brasil por fora de jogo e a malta continua toda a festejar, olhar para a televisão, fazer uma grande festa. O assistente já tinha a bandeira no ar, o árbitro já tinha anulado, o jogo já tinha recomeçado e a malta ainda estava em festa. Portanto, o que diz muito também de que se calhar muitas pessoas que estão ali pela diversão, e acho bem, e não pela percepção do que é propriamente o jogo de futebol. Agora, o Brasil cumpriu, isso era o mais importante E isso revela também que o Brasil está a tentar entritar-se. O Matheus Cunha fez dois gols, se não estou em erro. E vamos ver qual era o outro país que estavas me a referir também, que querias colocar a questão.
A questão de Marrocos, que venceu a Escócia, neste caso por 1 x 0.
Pragmatismo. Marcou o gol cedo e pragmatismo. Atenção, que para casa até pensava que podia haver mais desnível em relação aos escoceses, muito honestamente. Mas é o pragmatismo marroquino. Esta segunda jornada é uma jornada muito importante, aliás, todas são, obviamente, e muitas coisas vão ficar adiadas para a terceira jornada. Por quê? Porque é aquilo que falaste da Turquia e que falaste agora de outros países que com zero pontos podem ficar nesta fase já eliminadas, que é o tudo ou nada. Ou seja, é uma jornada em que pode já ficar apurado, como aconteceu aos Estados Unidos, mas ao mesmo tempo também para quem perde e perde um segundo jogo, ou quem vem até mesmo de um empate ou de uma derrota, está com a corda na garganta e deixa tudo muito aflito. E por isso também não me admira que as equipes em desespero, percebendo que estão a perder e que podem ser eliminadas ou ficar muito próximo disso, criem grau de dificuldade maior. Termino com isto: esta fase nada tem a ver com o que vem a seguir, que são as fases a eliminar, onde embora fique já com a referência de quem pode estar e chegar lá, mas as equipes vão ter comportamentos totalmente diferentes entre aquilo que é por pontos e aquilo que é depois o mata-mata.
Uhum! O chip muda. Entretanto, no grupo D, os donos da casa, uns dos donos da casa, os Estados Unidos, continuam imparáveis. Dois jogos, duas vitórias. Venceram a Austrália por 2 x 0, que é a segunda vitória em dois jogos. Há também essa desilusão do lado da Turquia, que talvez esperasse, tendo em conta o grupo em que estava inserida, outro desfecho. Perdeu por 1 x 0 ontem frente ao Paraguai, que até jogou com menos um jogador durante toda a segunda parte. João Pinto, estavas a dizer que era surpreendente, ou seja, esperavas que a Turquia avançasse para a próxima fase, é isso?
Especialmente por aquilo que disseste, pela composição do grupo. É realmente um grupo que fazia pensar que a Turquia ia acabar em primeiro. Deram o cabo das apostas a muita gente, mas é um país que adora futebol, que vive muito o futebol, que vive muito apaixonadamente e, portanto, imagino o luto que para lá vai agora. Foram afetados também por esta coisa da regra do confronto direto. Este ano, contar o confronto direto elimina imediatamente a Turquia, porque mesmo que possam fazer três pontos na última jornada, ficam sempre empatados com as duas equipes com que já perderam. E portanto, é isso que os faz ir para casa mais cedo, e mesmo com três pontos, não ficarem habilitados a disputar um dos melhores terceiros. E portanto, é realmente uma pena ver a Turquia sair, mas foram dois jogos em que nem sequer se pode dizer que a Turquia tenha jogado muito mal. Tentaram muitas bolas no poste, muitas bolas ao lado, muitas defesas extraordinárias, mas a verdade é que Yildiz e os seus amigos já estão de volta.
Muito bem. Luís, também te surpreende esta eliminação precoce da Turquia? É que nem, por exemplo, pode chegar aqui esta questão nova do terceiro lugar, não é?
Sim, surpreende bastante, porque até é um grupo que tem bastante qualidade, em termos do plantel da Turquia. Há muito talento ali. É verdade que faltou-lhes um bocadinho a sorte, como o João Pinto disse. Eles criaram bastante, mas depois desperdiçaram muito. Faltou ali um ponta de lança para matar algumas jogadas, mas em dois jogos não fazer nenhum gol, obviamente que foram muito perdulários e isso paga-se caro nesta competição. Eu acho que, teoricamente, olhando para o nome dos jogadores e para a qualidade individual, seria a melhor equipe do grupo. Agora, é uma surpresa, já uma seleção europeia eliminada a faltar uma jornada e uma seleção europeia que tem qualidade individual e a gente conhece muito daqueles jogadores. Alguns que passaram por Portugal, o Denis Gul também cá está. Eu diria que é uma grande surpresa, porque mesmo que façam três pontos e sejam eliminados, era algo que eu não contava que acontecesse neste grupo.
Lá está. Neste caso, pelo menos chegar ali aos terceiros melhores, não é?
Sim, era isso. Sim, com três pontos podia acontecer, mas também tiveram azar nos dois jogos que perderam, o confronto direto já os eliminou.
Exatamente. Pedro Henriques, a mesma pergunta, no fundo, a Turquia acaba por ser aqui talvez a seleção que nos salte mais à vista naquele lote de eliminadas para já. Esperava-se mais desta seleção, tendo em conta, como já referiu aqui também o Luís, os nomes alguns sonantes que estão nesta seleção turca.
Sim, duas coisas a retirar deste jogo. Por um lado, isso que estás a dizer, portanto, esperava-se mais, acho que é a expressão correta, porque a Turquia tem jogadores de patamar médio-alto e fez por isso. De alguma maneira, se calhar, há seleções que vão passar fazendo menos. No sentido daquilo que acabou por produzir com todas aquelas situações, a baliza social tem 72 por 2,44, portanto não tem mais centímetros. Isso vai ao poste ou vai ao poste. Vale tanto como ir ao lado. Mas isto para dizer que entre isso e defesas e, portanto, alguma ineficácia, até nem foi por falta de produção. Não foi aquela estatística que acabaste o jogo e tiveste uma bola, como diz o Gabriel Alves entre paus, como aconteceu com Portugal, tirando o gol que marcou. E daí dizer que estava-se à espera de mais, acaba por ser decepcionante. É um povo que vibra e vive muito estas circunstâncias e, portanto, certeza que estão muito tristes. Realçar que deste jogo, sobretudo do ponto de vista de arbitragem, sai a expulsão do Almirón, e portanto, do Miguel Almirón, que é uma coisa que vem ao encontro do que eu chamo, eu e a maior parte das pessoas chamam a lei Vini Júnior. Portanto, ele lembrou-se de tapar a boca para falar, provavelmente algo, não interessa se é bom ou se é mau, em relação ao número 18 adversário, e o árbitro, depois de revisão VAR, acaba por o expulsar. Portanto, é a nova lei que diz que qualquer jogador que cobrir a boca durante uma situação de confronto com o adversário, pode ser sancionado com cartão vermelho. Foi isso que aconteceu. E portanto, eu disse que este mundial vai ser marcado por questões relativas de arbitragem, mais do que todos os outros E sobretudo com base nas devidas alterações. E está a ser, claramente.
Muito bem. E estás cá tu também para nos dares conta disso mesmo.
Sim, já tivemos em 27 jogos, cinco vermelhos. Aliás, agora seis. Com este seis cartões vermelhos e no último mundial, em 64 jogos, tivemos quatro cartões vermelhos. Para percebermos como vai o andamento.
Exato. E vamos ter mais, com certeza. Vamos agora olhar para o menu de hoje muito rapidamente. Temos Países Baixos, Suécia às 17:00, hora portuguesa, também Alemanha, Costa do Marfim e durante a madrugada, Equador, Curaçao e ainda Tunísia, Japão. Luís Pinto Coelho, algum jogo que salte aqui mais à vista?
Sim, Alemanha, Costa do Marfim, parece-me um jogo muito interessante. Estou curioso para ver a luta que a Costa do Marfim pode dar à Alemanha. Para mim é o jogo cartaz desta jornada, os jogos da madrugada acho que é difícil de aguentar, já são tarde.
Então das 05:00 .
Sim, e mesmo à 01:00 da manhã já não é daqueles jogos que nos prende à televisão. Agora os dois primeiros jogos sim, e destaque para o Alemanha, Costa do Marfim.
João Pinto.
Eu prefiro o jogo dos vizinhos. Eu prefiro o jogo dos nórdicos.
Vai ser interessante esse também.
Exatamente, é um Holanda, Suécia, que tem tudo para ser bom. Realmente uma Holanda que jogou bem na primeira jornada, uma Suécia que estilhaçou na primeira jornada, com aquela dupla de avançados finalmente a aparecer. E portanto, olhos postos. Eu gostei muito do jogo da Holanda, acho que tem realmente um grupo muito forte. Podem dar mais, cá está, ainda estamos muito no início. A Suécia prometeu muito, mas acho eu mais fraca que a equipa da Holanda, portanto estou muito curioso em ver este jogo. Depois o da Costa do Marfim e Alemanha, claro, também, mas especialmente o Países Baixos, Suécia.
Pedro Henriques, não sei se vais ficar a madrugada toda acordado ou não.
Não vai dar, porque amanhã tenho uma prova, tenho que correr 10 km.
É preciso descansar as pernas.
Exatamente. Mas basicamente dizer um bocadinho disto, que é tentar perceber se a Alemanha é realmente aquele aparente rolo compressor que ficámos com aquela ideia que foi ali até o fundo, não interessa que resultado é que está, e uma vez mais se a Alemanha é realmente uma fortíssima candidata, portanto eu acho que este jogo vai dar para isso. Perceber se o Japão, em termos das equipes asiáticas, e pegando aqui até nas palavras do João Castro, que era uma das seleções que o nosso João Castro dizia que tinha grande curiosidade em perceber porque achava que podia ser uma das tais surpresas no sentido da afirmação, e também dos Países Baixos, porque os Países Baixos também são tidas como, às vezes quando há aquelas previsões e prognósticos, muita gente os coloca nas semifinais, nas finais, e tentar perceber realmente qual é o valor destes Países Baixos, porque já vai ter um confronto que lhe vai exigir isso. Portanto, eu acho que isso vai ser bastante revelador.
Muito bem, fica aqui este menu para hoje. Vamos acompanhar o minuto 90 de todos estes jogos aqui na Rádio Observador. Já sabe, como temos feito ao longo deste Mundial 2026. Por agora vamos avançar para as notas. Começo por ti, João Pinto.
Bem, vem cá para casa o Benfica, o último jogo da final do hóquei é hoje, e portanto, à espera de um jogo três que dê o título ao Benfica, um título numa modalidade amadora que vai escapando entre os dedos. E portanto, é essa a nota, uma nota 15, ou nota 20. Vamos para o 20. Vamos para o 20 e vamos Benfica.
Otimista.
Nota 20 para o Benfica. Vamos para a final.
Vamos até ti, Pedro, as tuas notas.
Eu vou virar isso para a arbitragem, porque estando atento principalmente a estas alterações das leis de jogo, que isso também vai ter repercussões, porque a maior parte delas no nosso futebol profissional também vão ser depois implementadas, mas disso falaremos daqui a mais um mês. E para esta questão é que todas estas alterações, às vezes podiam ser daquelas muito insignificantes, que não aconteciam, aconteciam uma vez. Estão a acontecer. Na primeira e segunda jornada já aconteceram todos, os cinco segundos, os lançamentos, os pontapés de baliza, das substituições, estão a acontecer todas. E inclusivamente esta, até a troca de identidade já tinha acontecido logo de amanhã, curiosamente com os Estados Unidos e com o Paraguai, e agora esta questão da expulsão por tapar a boca, e portanto estão todas a acontecer. E portanto uma nota 15, porque desta vez eles fizeram alterações. Podemos concordar, podemos não concordar, mas elas estão a ter impacto imediato naquilo que são os jogos. Agora já estamos na segunda jornada e por isso nota 15 para toda esta revolução que foi feita em termos de arbitragem. Eu concordo com quase todas estas grandes alterações que houve.
Luís Pinto Coelho, fechamos contigo.
Nota sete para a Turquia, desilusão ao estar já eliminada após a segunda jornada e depois 20 para os Estados Unidos e para o México. O fator casa aqui a ser preponderante, as duas equipes já apuradas, a fazer valer o fator casa, que normalmente é sempre importante nestas grandes competições.
Muito bem. É desta forma que fechamos esta edição de "E O Campeão É". Amanhã estamos de regresso com mais jogos para analisar e outras notícias que também marcam a atualidade no desporto. Um grande abraço a todos e continuação de bom fim de semana.