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Começa agora o E o Campeão É. Esta manhã juntam-se de novo a mim e ao Júlio Magalhães, os comentadores Gabriel Alves, Luís Vilaros, jornalista da Rádio Observador, Miguel Cordeiro, e hoje também um convidado extra.
"Lasciatemi cantare"
Buongiorno a tutti.
Buongiorno.
Buongiorno.
Não acho piada absolutamente nenhuma. Nenhuma. Este programa já deu o que tinha a dar.
Luís ainda agora começou. Ainda agora começou. Itália está na final do Euro 2020, o Gabriel ri-se. Depois da vitória sobre a Espanha nas grandes penalidades, o Júlio e o Miguel acertaram nas apostas de ontem quanto à vitória da Squadra Azzurra. Gabriel, tu apontavas para a Espanha, que fica pelo caminho. Itália foi uma justa vencedora?
Um banho de bola. Em muitas fases do jogo. Mas acima de tudo, o que eu gostei foi daquele clima mediterrânico que se sentiu e que surgiu naquele palco do futebol mundial que é o Wembley. De facto, este clima mediterrânico é uma coisa tão boa, por isso os do Norte procuram-no tanto. Quanto ao Luís Enrique, de facto não ganhou, mas contra tudo e contra todos fez uma equipa de futebol. E atenção, eu vou sublinhar, sem clubes, estado. Isso é que é importante referir e reportar. Aliás, a Itália vai no mesmo sentido. Portanto, temos duas seleções, que são seleções de talentos, são seleções de grande índice competitivo, de qualidade, de jogadores de coletivo, de equipa, com um futebol solto, alegre, em que se joga de facto para ganhar, sem artimanhas. As táticas sim, as projeções, os planos de jogo, todos eles existem, naturalmente, mas acima de tudo futebol foi aquilo que ontem o Wembley, na Casa do Futebol, viu. Ganhou a Itália, foi nos penaltis. Houve momentos em que a Itália esteve um bocadinho melhor. Vimos gols fantásticos, aquele gol do Chiesa é uma maravilha. A jogada do gol da Espanha, fabulosa. Portanto, coisa boa.
Foi bom futebol.
E há um fator que me parece extraordinário. Estamos nesta ponta final do Campeonato da Europa 2020, no campeonato das equipas, dos talentes. As estrelas estão em casa. Que bom!
Luís, prepara-te. Em jejum desde 1968, vamos ter uma Itália cheia de garra no domingo. Será que vai ser football is coming Rome, como a tarja que os adeptos italianos exibiram ontem e tu partilhaste no grupo?
Essa foi. Partilhei no grupo, foi uma piadola sem graça, como esta agora da música é outra piadola sem graça. Mas pronto, a Zia eu vou ter que encaixar.
Pelo menos até domingo.
Eu estava mesmo tão feito.
Cuidado com o Damzinho.
Sim.
Ok?
Estou de acordo.
O Damzinho.
Eu acho que foi um grande jogo, primeiro. É verdade que foi a momentos um jogo mais estratégico e mais tático, só para aqueles verdadeiros amantes destes paradigmas técnico-táticos, estas coisas às vezes um bocado enfadonhas. A Itália, que começou de peito aberto a querer também pressionar a campanteira Espanha e que depois de 45 minutos percebeu que assim não ia lá. E este também é um banho de humildade que Mancini também soube dar, que é: percebeu que pressionar não dava e então, na segunda parte, baixou para meio-campo, deixou a Espanha então assumir-se com bola e acontece que marcou mesmo o gol em contra-ataque, uma jogada perfeita. Aliás, nasce de um lance de muito perigo da Espanha e a Itália muito bem, faz o gol em contra-ataque. Depois a Espanha, Luís Enrique começa a tirar as suas cartas do banco, por assim dizer, começa a pô-las todas em campo e o Dani Olmo, que faz um jogo absolutamente fantástico.
Fabuloso.
O Dani Olmo e o Pedri, atenção a estes dois meninos. Isto vai ser uma geração, esta Espanha.
Até o Gary Lineker foi pro Twitter.
Absolutamente, Bernardo. Nós vamos ver nos próximos seis, oito anos, esta Espanha vai ganhar títulos, mas na certa. Tem uma equipa muito jovem, já com grande capacidade.
E é um grande treinador.
O Dani Olmo, o Pedri e depois o Morata, também numa combinação simples com o Dani Olmo, conseguiram fazer o empate. Segunda parte igual, Espanha a carregar, a Itália a defender. A partir de determinada altura, percebeu-se que a Itália já só queria ir para os penaltis e nos penaltis foi muito mais competente. Acaba por ser justo, porque a justiça no futebol mede-se pelos gols, mas há uma frase muito célebre de um treinador que dizia: "Eu quero jogar bem, se não puder jogar bem, eu quero jogar melhor, se não puder jogar melhor, eu quero ganhar." E a beleza do futebol é esta, que tu podes ganhar sem jogar bem e sem jogar melhor. Acho que neste caso a Itália jogou bem. Acho que não jogou melhor que a Espanha, mas é óbvio que ganhou e estará, espero eu, na final domingo com a Inglaterra.
Eu só queria dar aqui uma pequenina achega, e sou rápido. Focar aqui alguns jogadores. Na Itália, quero focar o papel de Jorginho e Verratti, fantástico no meio-campo, muito bom. Se falávamos ontem em trabalhadores, aí estão eles. E Jorginho no penalti, foi uma coisa fantástica. Na Espanha, para além do Pedri e do Olmo, de jogão, quero fazer aqui uma referência a Sergio Busquets. Não haja dúvidas que um cérebro dentro de uma equipa é sempre extremamente importante dentro da sua maturidade. E foi o que aconteceu com o Busquets. Quando ele saiu-
Gabriel, o Busquets não é jogar para o lado, é jogar para a frente.
Para a frente.
É para a frente.
E aparecer lá na frente para criar perigo também.
É verdade. E mais, e quando ele sai e entra o Thiago, a equipa ressentiu-se na segunda parte, mas a resistência física humana não é eterna nem é infinita.
Miguel, e é inevitável falarmos, já que o Luís falou de Morata. Ele foi de herói a vilão, marcou o gol que dá o empate e depois falha o penalti.
Sim, tem sido assim um pouco a vida de Morata, a carreira de Morata, quase toda, mas também por este Europeu tem sido assim. Andamos sempre a dizer: "Afinal, Luís Enrique tinha razão, Morata é um grande jogador."
É um grande jogador, está em grande forma e logo a seguir dizemos: "Morata está completamente perdido, voltou a falhar de forma escandalosa". Neste caso, foi um penalti que não conseguimos avaliar por aqui. Falhou um penalti, foi Donnarumma que defendeu. Donnarumma também faz uma excelente exibição no jogo de ontem e está bem nos penaltis e Morata acaba por ser o patinho feio. Mas eu até acho que ontem Ayòs Sàbel acaba por ser mais patinho feio do que Morata, que teve várias oportunidades e não conseguiu marcar. Ficou ele ontem com esse papel. Mas Maria João, eu não te vou deixar os créditos todos neste programa, porque depois do que o Luís Vilar fez com o futebol "It's Coming Home", eu tenho aqui a canção que ontem os italianos cantaram para os espanhóis. E agora vocês dizem.
Não queres guardar isso para domingo?
Agora vocês dizem. Esta canção chama-se "Con Te Partirò" que significa alguma coisa como "eu vou partir com vocês". Pois, para os ingleses, para que não comecem a pensar nisso e dizer: "Olha, o Miguel Cordeiro estava errado." Eu digo que o Miguel Cordeiro não está errado, porque em Inglaterra, no King Power Stadium, Andrea Bocelli já cantou. Time to win again. E, portanto, força Itália. O Júlio tinha razão. A Itália é grande candidata ao título. Júlio, disseste no primeiro Campeão Éd sobre o Euro e tinhas toda a razão.
Esta não era a linha editorial do programa, mas está melhor que nunca. Eu acho que os ouvintes estão todos malucos.
Júlio, o Miguel lançou-te aqui um desafio.
É para vos dizer obrigado a todos e a todos muito obrigado.
O que é que mais te surpreendeu no jogo de ontem?
Já agora, Maria João, quando precisares de um consultor musical, chama. Hoje, a melhor homenagem que podíamos fazer à Itália era teres posto uma música da Raffaella Carrà.
Quando for assim, manda-me essa dica, já sabes.
Eu também não sabia que ias pôr esta. Mas foi bem escolhida. Aliás, um jornal italiano fez um título magnífico anteontem com a seleção italiana e a Raffaella Carrà. Mas isto não é para aqui chamado. E também não estou muito de acordo hoje com os meus companheiros aqui de painel, porque não estou de acordo, não. Tenho uma visão mais crítica. O jogo de ontem não me apaixonou verdadeiramente, devo-vos dizer. As duas seleções têm jogadores muito jovens, estão a renovar. É notável o que a Espanha e Itália, há bocado o Gabriel falava, não foi um jogo manhoso, não foi um jogo de truques. Ora, isso é que é a grande notícia deste jogo, porque se havia seleções há anos que eram paritas e eram especialistas em truques e em fazer jogos manhosos, eram a Espanha e a Itália. Mudaram completamente o seu perfil e porque estão a mudar e porque ainda têm jogadores muito novos, ainda estão a fazer uma renovação. Senti que o jogo ontem em determinadas alturas foi um bocado chato e noutras foi caótico, porque os jogadores correram muito. E eu normalmente não defendo que os penaltis são uma lotaria. Acho que os penaltis obrigam os jogadores a pensar, a ter uma pressão grande, a decidirem no detalhe. Acho que os penaltis fazem sentido e eu gosto de ver penaltis. Só que ontem foi mesmo uma lotaria, na minha opinião, porque as duas equipas estavam muito cansadas e portanto, ir para os penaltis naquelas condições é muito difícil. E por isso houve logo dois falhanços, depois também falhou a Espanha, o que é natural, mas no fim do dia, acho que o jogo contempla mais aquilo que foi um melhor campeonato da Itália até agora e não contempla tanto aquilo que foi ontem um melhor jogo da Espanha sobre a Itália. A única dúvida, eu continuo a considerar a Itália a grande candidata, a dúvida que eu tenho mesmo neste momento é, de facto, o desgaste que os jogadores italianos já têm, que já se nota, já se notou muito ontem e se essa final for contra a Inglaterra, que a lógica do futebol é para aí que aponta, a Inglaterra ainda não teve um verdadeiro teste. É o plantel mais completo deste Europeu, a seleção inglesa. O desgaste que a seleção italiana já ontem mostrou pode ser fatal na final. Mas em relação à final de ontem, eu tinha apostado na Itália. Eu disse inclusivamente aqui que a única hipótese que a Espanha tinha de ganhar era nos penaltis, mas se a Espanha ganhasse ontem, também não tinha sido injusto.
Ó Júlio, falaste bem do desgaste, mas há aqui um fator em relação à Itália e que é preciso ter em conta e vamos ver como é que Mancini vai gerir esse fator, que é o facto de a Itália, ainda na fase de grupos, obviamente já com a passagem garantida, ter ido buscar ao banco oito jogadores, ter feito oito substituições e não se notou, por ir além, que essa substituição tivesse acontecido dentro do seu perfil de futebol e no rendimento e na intensidade. Até que ponto, dado esse fator que falaste e bem, Mancini não poderá surpreender na final com uma equipa algo modificada? Vamos estar atentos, porque ele vai certamente poder fazê-lo, tendo os jogadores mais chave que ele considere no banco para poderem entrar dentro da projeção que ele fizer para o desafio. Portanto, vamos estar atentos, porque Luís Enrique, por exemplo, ontem foi extremamente inteligente ao retirar o ponta de lança de referência e fazer do Olmo um falso nove, que muitas vezes jogou a falso 10 e que conseguiu desorganizar aquilo que é o espetro defensivo da equipa italiana, onde estão aqueles dois senhores doutores, Bonucci e Chiellini.
Deixa-me só completar, Gabriel. O Bonucci e o Chiellini são dois jogadores experientes, muito fortes do ponto de vista físico, que gostam muito do duelo e do combate corpo a corpo, mas que depois têm algumas dificuldades de mobilidade. E o que o Luís Enrique fez? Tira um ponta de lança mais fixo, mais dado à referência, mais de marcação e põe um jogador móvel, aquilo que na gíria se chama de falso nove, e o Dani Olmo passou o jogo quase todo até a entrada do Morata a jogar no meio do Jorginho e do Verratti, quer dizer, muito longe dos avançados. E se vocês olharem para o golo, o Dani Olmo e o Morata vêm de frente para os centrais a trocar a bola.
Fazer o dois um, o chamado dois um.
Uma tabela simples. Obviamente, estratégia de Luís Henrique muito bem conseguida.
Muito bem, e depois tendo Pedri e Busquets no apoio a esse trabalho, que é fantástico, e a inteligência do maduro e do jovem.
Gabriel, vamos então ao campeão em nota deste jogo.
A nota deste jogo vai para a Itália, obviamente. Foi ela que se apurou, foi competente nas grandes penalidades e o Júlio bem disse que isto de penáltis é lotaria. Ontem, talvez, essa questão do fator físico tivesse pesado, mas é para a Itália e nesta altura dou-lhe 16. Vamos ver se consegue levantar o caneco.
Júlio, campeão em nota.
Ontem, em relação ao jogo de ontem, é o óbvio para a Itália e para os jogadores espanhóis, que tiveram uma boa prestação no jogo. Eu quero destacar um jogador que não se falou, para não falar dos mesmos, e que foi um que podia ter contribuído para que isto tivesse sido um problema para a Itália. Foi o Emerson. A Itália perdeu o lateral esquerdo Spinazzola.
Locatelli.
Um jogador muito importante. E eu acho que o Emerson ontem entrou e foi um suplente à altura do Spinazzola, sobretudo na primeira parte.
E que nota lhe dás?
E pôs uma bola lá no ferro.
Júlio, nota para Emerson.
15.
15. Luís, o teu campeão.
O meu campeão vai para o Chiesa, porque o Chiesa começou este Europeu suplente. O Berardi jogava a extremo-direito, o Berardi faz dois, três jogos, parece-me a mim, depois começa a perceber-se que o Berardi não é jogador para ser titular. O Chiesa começa a jogar titular, decidiu os oitavos no penálti com a Áustria, com um golo belíssimo, e ontem faz outra vez outro golo belíssimo. Portanto, nota 14 para o Chiesa.
Miguel, o teu campeão?
O meu campeão é a defesa italiana. Tentem recuar no tempo para encontrar a última vez que esta seleção sofreu mais do que um golo. Defesa incrível esta Itália. Não é aquilo que fomos habituados nos anos 90, anos 80. É muito mais cínica, tem uma grande organização defensiva e depois consegue partir para o ataque com muita magia. Esta seleção italiana tem muita magia e tem grandes jogadores no meio-campo e no ataque. Mas destaque também para Chiesa, para esse golo, que ontem foi o único momento que me fez levantar da cadeira, realmente, um grande golo. Eu vi o jogo aqui na redação e foi um momento incrível esse remate de Chiesa.
E que nota dás?
Dou nota 18 à defesa italiana e dou nota também 18 ao momento artístico de Chiesa.
E hoje joga-se a outra meia-final, Dinamarca e Inglaterra, é às 20:00 também, em Wembley. Gabriel, no que a Dinamarca deve apostar se quiser vencer os ingleses?
Na ansiedade que os ingleses podem vir a ter, porque eles é que têm a pressão toda. Estão a jogar no seu estádio e vão lá ter 60 mil nas bancadas. Os dinamarqueses estão de nariz torcido ao facto de não poderem vir adeptos seus do norte, do seu país. Vão-se ter que contentar nas bancadas com aqueles que vivem no Reino Unido e que certamente irão ao jogo. É aí que eu penso que a Dinamarca vai apostar, mas também vai apostar naquilo que é a alegria do seu futebol, a simplicidade dos seus processos. Um treinador que me tem surpreendido e eu gosto muito quando ele defende as ideias de Cruyff e diz que as táticas não podem ser de medo. O jogo tem que ser jogado com vontade de ganhar. E depois, ele disse algo que me parece que é importante: há 29 anos, quando a Dinamarca apareceu, vinha de férias, aquela que foi apelidada de Legião Estrangeira, estava tudo na praia e no campo, que tal como em 92, na Suécia, havia um Schmeichel, hoje também há, havia um Christensen, hoje também há, havia um Poulsen, hoje também há, havia um Jensen, hoje também há, havia um Andersson, também há. E além disso tudo, há um Dolberg, há um Damsgaard, há um Delaney, há um Maehle, há um Kjaer, há um Braithwaite. E não esqueçam isto que tem passado despercebido. Por acaso, em outubro passado venceram em Wembley por 1 x 0.
Miguel, o defesa dinamarquês Christensen disse: "Temos qualidade para defrontar qualquer seleção". O problema vai ser parar os Harry Kane desta vida?
Harry Kane, Sterling, Raheem Sterling a centrar. Podrio atacante. Sim, a Inglaterra marca muitos gols. É óbvio que a Dinamarca tem uma boa organização, está a surpreender, quer continuar a surpreender. Tem coração neste Europeu. E esta é a expressão que quero deixar, porque é isto que esta Dinamarca tem-nos mostrado. Depois de tudo o que aconteceu e depois do que aconteceu logo no dia 12 de junho, no segundo dia de Europeu, com Eriksen, esta Dinamarca tem mostrado muita vontade. E assim que entra em campo é difícil não querermos torcer pela Dinamarca. Pelo menos para mim é difícil.
Para o Luís, não é nada difícil.
Nada, não custa nadinha, nem um bocadinho.
Até porque gosto muito de ver os ingleses olhar para baixo e a cara de quem ganha não é igual à cara de quem perde. Gosto de ver os ingleses com a cara de quem perde. Quanto a este jogo, sim, Dolberg é um perigo para os ingleses e a defesa da Dinamarca vai ter que suar e vai ter que estar muito concentrada para fazer face a esse poderio britânico. Temos pela frente, novamente, mais um grande jogo e num estádio cheio, como vimos ontem.
Luís, já vou a ti. Júlio, achas que Gareth Southgate vai mexer muito na equipa ou equipa que vence não se mexe?
Não sei, mas o Luís, o Gabriel e eu acreditamos muito em mim neste ponto. Eu já vi o filme deste jogo logo, sabes qual é?
É que a Inglaterra logo tem que estar preocupada com a ansiedade. A Inglaterra logo tem que estar preocupada com o fato de sofrer um gol. É que a Inglaterra ainda não sofreu gols e, portanto, não foi testada verdadeiramente neste Europeu. Escreve o que eu estou a dizer: logo, a Dinamarca vai marcar um gol. Os ingleses, com ansiedade de terem sofrido um gol, que é uma coisa que ainda não lhes aconteceu neste Europeu, vão se lançar para o ataque à velha moda inglesa e lá para o final do jogo, quando estiverem desesperados à procura do empate, sofrem o 2 x 0, é o resultado logo à noite.
Estás escrito, Júlio.
Queres adiantar os minutos, Júlio, dos gols?
Eu vou dar o meu filme. Um golo na primeira parte e um golo no final do jogo.
Amanhã jogamos todos o EuroMilhões com a chave do Júlio.
As casas de apostas vão perder tanto dinheiro.
Júlio, está tudo apontado. Só não acertaste nos 11 da seleção, mas nestas partes, resultados. Quer dizer, também não acertaste nos da Espanha.
E marca o Sérgio Oliveira.
Miguel, eu continuo a manter a minha. Não acertei nos 11 da seleção, mas acertei na ideia que todos defendiam.
Luís, jogar em casa faz com que os ingleses tenham a vida facilitada ou pelo contrário, esta ansiedade se aumenta?
Já disse aqui ontem, estas quatro equipes que estão nas semifinais foram as únicas que jogaram em casa, dois jogos, únicas. E a Inglaterra vai jogar as semifinais e eventualmente a final em casa, tem essa vantagem. Mas eu já fiz o filme do logo, e portanto vocês até escusam de ver o jogo, que é assim e pronto. Podem ir jantar tranquilamente.
Amanhã falamos só com base no que o Júlio já disse.
Luís.
Olha, eu acho que não vai ser um jogo nada fácil para a Inglaterra, eu concordo com o Júlio.
Concordas, mas não em tudo.
Não, não em tudo. Isto vai dar Inglaterra e Itália no final, mas o que eu acho? Acho que a Dinamarca é uma equipe que alterna os ritmos de jogo de uma forma atípica. Não é aquela tradicional seleção do ataque posicional e do padrão de jogo. Eles tanto jogam curto com o Højbjerg e o Delaney, como saem um chutão na frente na velocidade do Damsgaard ou do próprio Dolberg ou do Braithwaite. E este tipo de jogo muitas vezes atrapalha estas equipes mais convencionais do futebol moderno. Este é o meu receio para o lado de Inglaterra. Para o lado da Dinamarca, eu acho que a Inglaterra tem um talento incrível, tem jogadores incríveis. Eu acho que o Sterling e o Harry Kane estão os dois brutalmente a jogar. Ninguém tem falado muito no Luke Shaw, basta ir ver a quantidade de assistências que o Luke Shaw faz para o Harry Kane.
E o Rice e o Phillips, o trabalho do Rice e Phillips no meio-campo.
O Declan Rice e o Kalvin Phillips têm sido brilhantes na força que trazem ao meio-campo. A minha dúvida é se a Inglaterra vai jogar com três centrais, ou se vai jogar só com dois. Já testou os dois modelos. O que eu acho? Acho que de um lado, as variâncias e as mudanças de ritmo da Dinamarca podem ser um perigo para a Inglaterra. Do outro lado, eu acho que o público vai chegar ali em um momento que vai empurrar a seleção inglesa. Quando a seleção inglesa estiver nestes momentos down, nestes momentos mais caída, eu acho que o público vai levantar esta seleção inglesa. Lembra-se do que Gareth Southgate disse nos oitavos final? Nunca tinha sentido um público a puxar daquela forma como puxou. A minha expectativa é um pouco essa.
Deixa-me ser advogado do diabo aqui com o Luís Gilar. Campeonato da Europa de 2008, a Inglaterra não se classificou. O Mundial de 2014, foi eliminada na fase de grupos. Campeonato da Europa de 2016, foi eliminada nos oitavos frente à Islândia. Há 55 anos não ganha nada. A Inglaterra há 29 anos, portanto é aqui um duelo muito interessante para seguir.
Luís, e achas que o resultado se vai decidir nos 90 minutos ou vamos ter prolongamentos, pênaltis?
Sim, eu acho que vai haver muitos gols, acho que vai ser um jogo aberto. Acho que não vai ser nada, e concordo com o Júlio, não vai ser um jogo muito encaixado, Itália e Espanha. Acho que vai ser um jogo de vertigem. Acho que vai ser um jogo com mudanças de liderança no marcador e eu acho que não vai passar dos 90 minutos.
Então vamos às vossas apostas. Luís, resultado?
Olha, eu aposto num 3 x 2 para a Inglaterra.
Gabriel?
Eu aposto num 2 x 1 para a Dinamarca.
Sempre o meu favorito.
Como assim, Gabriel? Como assim?
Miguel?
Eu vou apostar também num 2 x 1 para a Dinamarca, porque aqui no estúdio dois estou a olhar para o Dinamarca.
Eu estava a agradecer à Rádio Observador, as oportunidades que me tem dado. Portanto, agradeço imenso e até uma próxima oportunidade. Obrigado a todos.
Desculpa, Luís.
Mas estavas a dizer, Miguel, que estavas olhando.
Não, estou no estúdio dois, está a dar a repetição do República-Checa x Dinamarca. Está 2 x 1 e é este o resultado em que eu vou confiar. Isto é um sinal do destino, vai ficar 2 x 1, porque é o resultado que eu estou a ver agora.
Júlio, queres repetir a tua previsão?
Já é a previsão e o filme. 2 x 0, gol ao final da primeira parte da Dinamarca e no final, quando a Inglaterra estiver desesperada à procura do empate, sofre o 2 x 0.
Lá dentro.
Amanhã cá estaremos para falar sobre este jogo.
Dá-me a tua previsão.
Eu aposto em Itália, pode ser? As minhas fichas estão na Itália. Amanhã cá estaremos para mais um "Campeão É". Beijinhos e abraços. Até amanhã.
Até amanhã.
Valeu, beijinhos, abraços.
Até amanhã.