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E o campeão é está com a Rádio Observador. Vamos nos próximos minutos falar de desporto num dia importante para a seleção portuguesa de basquetebol. Está nesta altura a jogar com a Estónia, um jogo decisivo. Portugal precisa de vencer para continuar em prova. Não está a correr bem. Portugal está a perder nesta altura, já no segundo quarto, está a perder por 21-14 frente à Estónia. É um dos temas que vamos falar hoje com Pedro Henriques, Gabriel Alves e Mariana Fernandes. Mariana, Portugal começou bem este Europeu de basquetebol com uma vitória. Depois jogou contra equipas poderosas. Hoje encontra aqui uma Estónia onde Portugal poderia aspirar a vencer, mas continua a não ser um adversário fácil. A nível estatístico, é a seleção com maior eficácia a nível de triplos e tem também um pudre que Portugal para já não está a conseguir dar resposta.

Sim, e para além disso, conta com o fator casa, ou seja, tem os seus próprios adeptos a apoiar. A Estónia é um jogo muito complicado para Portugal, não só porque o adversário é muito complicado, mas por toda esta questão que envolve o fato de ser um jogo tudo ou nada. Ou seja, Portugal está completamente obrigado a ganhar para seguir em frente. Já sabíamos que esta era uma competição muito complicada para Portugal. Na verdade, o que saiu um bocadinho das contas, e obviamente com todo o respeito, foi aquela vitória inaugural contra a República Checa, porque já sabíamos que o mais provável era Portugal não conseguir sair deste Eurobasket com resultado positivo. Ainda assim, eu acho que há sempre questões positivas a retirar e obviamente ainda falta este jogo terminar e Portugal ainda pode dar a volta e conseguir seguir em frente. Acho que existem sempre questões positivas a retirar, mas percebeu-se que Portugal ainda está uns níveis e uns degraus abaixo destas equipas que enfrentou. Eu acho que a pior exibição de Portugal foi mesmo contra a Turquia. Acabou por ser um golpe duro para aquela equipa, pelos números a que o resultado acabou por chegar. Agora, não deixa de ser uma experiência. Eu acho que Portugal está neste momento nessa fase de crescimento e de construção da modalidade em que precisa destas experiências, que às vezes são um bocadinho dolorosas, obviamente, mas que têm sempre questões positivas a retirar.

Vamos ver como corre. Está em andamento o encontro. Portugal nesta altura a perder por cinco pontos, 21-16. Gabriel Alves, também uma palavra sobre esta participação portuguesa neste Eurobasket. Ainda pode seguir em frente. Vamos, claro, acompanhar aqui na Rádio Observador nos espaços informativos. Para já, é a Estónia que está na frente.

Boa tarde. A verdade é que as modalidades em Portugal têm uma forte determinação, uma forte vontade ao nível das associações, das federações e às vezes até do poder local, naquilo que é o apoio ao desenvolvimento das diversas modalidades. Agora, a grande verdade é esta: por muito que o basquete tenha tido um grande esforço, o andebol também, a natação, o futsal com grandes resultados. Nós não temos um plano desportivo para Portugal e enquanto assim for, vamos vivendo destes picos, destas vontades, desta determinação e da vontade de muitos do povo português, dos jovens portugueses, dos pais dos jovens portugueses, quererem ter os seus filhos como praticantes de desporto. Tanto ao nível daquilo que é a diversificação desportiva, a diversificação das modalidades. Agora, enquanto não tivermos um desporto base, um desporto escolar, enquanto não tivermos algo devidamente estruturado e definido, com um planeamento, com metas, com balizas, com visão e não querer sermos campeões agora já temos daqui a seis meses. Não! É por planos com sustentabilidade, portanto, crescimento com sustentabilidade, com planos a dois, quatro, seis, 10 anos. Portugal não vai ter, a não ser, portanto, questões destas de momento em que há uma grande esperança. Há, de facto, bons jogadores, há bons atletas, há bons praticantes, competentes, qualificados, mas não consegue mais do que isto. Isto não é só no basquete, é no basquete, é no andebol, é nas diversas modalidades, na natação, que até temos campeões do mundo, temos no remo, etc. Estamos por aí fora. E ficamos só com isso. Ora bem, nós temos uma ministra do Desporto, finalmente temos uma ministra do Desporto. Eu não sei se é em pleno ou se é em part-time, porque também é ministra da Cultura. Já foi empossada há uns meses. Ainda não vimos um plano desportivo para Portugal até este momento.

Muito bem. Vamos seguir com o futebol. Há a renovação de Diogo Costa a ser conversada no Futebol Clube do Porto. Pedro Henriques, é importante para os Dragões conseguir a renovação de Diogo Costa? Chega aqui, tudo aponta para os patamares do jogador mais bem pago. A cláusula será a grande dúvida neste período de renovação. É importante para o Futebol Clube do Porto garantir uma renovação do Diogo Costa?

Muito bom dia. Portugal neste momento perde por dois pontos, portanto já se aproximou. Estamos a recuperar. Olha, em relação ao Diogo Costa, até se pensava que ele seria um daqueles ativos que iria render aos cofres do Futebol Clube do Porto muito dinheiro, caso houvesse aqui uma transferência a nível de mercado, deste chamado mercado de verão, por assim dizer. Acabou por não acontecer. O Porto não só se reforçou muito bem, gastou muito, mas gastou muito e bem, e também teve este cuidado que é a valorização desportiva, porque o Futebol Clube do Porto, tal como o Benfica, nesse aspeto está hoje no mesmo patamar. É vencer ou vencer, porque depois de perderem dois campeonatos, ou se pode dizer conquistar dois campeonatos, qualquer um deles neste momento está um pouquinho com o caroço na garganta. De maneiras diferentes, os dois presidentes estão a ser julgados, no sentido de, e o do Benfica, neste caso, com a questão das eleições, no sentido que tinham que apresentar alguns resultados. Uma vez que o Diogo Costa não saiu, ficou, que é guarda-redes titular do Futebol Clube do Porto, guarda-redes titular da Seleção Nacional, faz todo o sentido que neste momento Que façam do Diogo Costa, porque ele vai continuar com certeza na seleção a ser o número um, lá está o tal jogador capitão mais bem pago, se calhar com prolongamento. Ou seja, para que se fique aqui assegurado em termos desportivos uma posição que a malta às vezes não liga muito, até o momento em que de repente começa a acontecer umas bolas que entram na baliza, etc. E portanto, tendo uma função tão específica, acho muito bem que o Futebol Clube do Porto, uma vez que não o vendeu, agora lhe dê todas essas condições, façam essa renovação e o Diogo Costa, que já é, obviamente, e garantidamente vai ser um daqueles símbolos, à semelhança de outros guarda-redes, penso logo em Vítor Baía, quando penso em Futebol Clube do Porto, no passado mais recente, que acabam por deixar uma marca bastante grande e forte no clube.

E nesta altura Portugal já está empatado frente à Estónia, 21 a 21, está a correr bem, pelo menos enquanto falamos. Mariana Fernandes, Diogo Costa. Eu reforço esta parte, se é nesta altura importante para o Futebol Clube do Porto ter uma renovação do jogador que se tem afirmado dragão ao peito e chegar a estes patamares, capitão, jogador mais bem pago, figura do clube nesta altura.

Sim, claro que sim. Principalmente depois deste mercado de verão, como o Pedro também dizia, em que chegámos a achar ou pensar que o Diogo Costa poderia sair. Eu acho que teria sido um problema para o Futebol Clube do Porto se o Diogo Costa tivesse saído, não só do ponto de vista desportivo, ou seja, a ideia de que obviamente o guarda-redes titular saia é sempre uma posição difícil de substituir, ainda que o encaixe financeiro obviamente fosse bom, acho que o Porto ia ter um problema de liderança e o Porto anda muito órfão nos últimos anos de líderes dentro do campo. Ou seja, ficou sempre muito órfão a partir do momento em que Pepe saiu, também muito órfão a partir do momento em que Octávio saiu. O próprio Galeno era um jogador que já estava muito identificado com aquilo que era o clube e, portanto, precisava desse tipo de jogadores. Encontrou alguns no mercado de transferências, é verdade. E acho que o Benedict é a figura maior desse ponto de vista, o Luuk de Jong também pela idade e pela experiência que tem. Mas o Diogo Costa, obviamente por ser capitão de equipa, por estar no clube há tantos anos, por estar tão identificado com o Futebol Clube do Porto, é o verdadeiro líder daquele balneário e é a verdadeira extensão, neste momento, de Francesco Farioli dentro de campo. E acho que o Porto ia ter problemas nesse sentido do ponto de vista da liderança. Por isso é óbvio que é sempre uma boa notícia para o Porto, para os adeptos do Porto, para o universo do clube, que um jogador tão importante como Diogo Costa renove e que ele próprio também tenha essa recompensa, obviamente, de chegar aqui a níveis salariais um bocadinho diferentes e um bocadinho distanciados do resto da equipa. Acho que é uma boa notícia, obviamente, para o Futebol Clube do Porto e não deixa de ser uma boa notícia também para o Diogo Costa. Não me parece que Diogo Costa fique imensamente desiludido com a sua carreira, por não ter saído este verão para outro clube qualquer.

Gabriel Alves, é bom para o Futebol Clube do Porto, é bom para Diogo Costa?

Subscrevo tudo o que o Pedro e a Mariana acabaram de dizer, só acrescento. Mais do que um líder, ele é um emblema do Futebol Clube do Porto. Portanto, é muito bom para o Futebol Clube do Porto e é muito bom para o Diogo Costa. Aliás, tem toda a possibilidade, dentro daquilo que é a sua carreira, ainda por cima específica no lugar de guarda-redes, de poder vir a ser transferido num dos próximos mercados nos próximos anos.

Vamos então falar aqui de outro negócio que está iminente, Rôger Fernandes, com possibilidade de se seguir para a Arábia Saudita, para o Al-Ittihad, em Portugal.

É o Braga. O Braga caladinho vai fazer um negocião.

Caladinho pode fazer um grande negócio, mas a verdade é que é um negócio que chega já depois do encerramento do mercado e que coloca aqui alguns entraves na possibilidade do Sporting Braga arranjar um substituto ou outro reforço para colmatar esta saída. Gabriel Alves, é um negócio, de facto, importante pela dimensão. Estamos a falar de 35 milhões mais cinco, é o que está a ser noticiado. É um grande encaixe financeiro para o Sporting Braga, mas também fica com essa lacuna no plantel. Portanto, uma saída já depois do encerramento do mercado. Perdemos aqui, creio, o Gabriel Alves. Vamos tentar retomar essa ligação. Mariana Fernandes, faço-te a mesma pergunta. O Sporting Braga fica aqui com um problema por resolver, mas ao mesmo tempo com mais 35 milhões no cofre.

Sim, é obviamente uma grande venda para o Sporting Braga. O Sporting Braga que faz também um dos seus maiores mercados, a verdade é essa. Ou seja, bate duas vezes no mesmo mercado e no mesmo verão o seu recorde de contratação, com o Orellana e depois com o central, com o Pál Vítor, que veio do Barcelona. É um Sporting Braga que se posiciona cada vez mais também nesta rota dos milhões. E obviamente que à sua escala, Porto, Sporting e Benfica estão aqui a chegar a valores que também nunca tínhamos visto. É normal que o Sporting Braga também consiga posicionar-se nesse sentido. Agora, é claro que neste momento, com o mercado já fechado, perder um jogador como o Rôger, que não é propriamente um titular indiscutível do Sporting Braga, mas que é um jogador muito importante, obviamente, do Sporting Braga, sem ter a possibilidade de o substituir, ou seja, ter de encontrar substitutos e ter de encontrar soluções no plantel que já tem, que já está fechado, é obviamente um bocadinho mais complicado do que perder Rôger há uma semana ou perder Rôger há dois ou três dias, e ter ainda alguma margem de manobra para encontrar um substituto. Agora é óbvio, e acredito que sim, que seja um encaixe financeiro demasiado complicado para o Sporting Braga dizer que não, para o Sporting Braga ter sequer a possibilidade de dizer que não. É a maior venda da história do clube, fica à frente da saída do Vitinha para o Marselha e o próprio Rôger era um bocadinho aquilo que falávamos sobre o Rodrigo Mora há algumas semanas. Ou seja, é muito complicado dizer a um jogador desta idade que no espaço de um ano ou no espaço de dois anos pode enriquecer praticamente para o resto da vida. Por muito que tenha ambição desportiva, por muito que tenha ambição de fazer carreira no futebol europeu, é muito complicado rejeitar este tipo de valores e rejeitar este tipo de quantias, principalmente quando são tão jovens e ainda existe esta possibilidade de voltarem à Europa para relançar a carreira se assim o pretenderem. Portanto, acho que acaba por ser aqui uma escolha óbvia por parte do Rôger. É uma escolha complicada em termos desportivos para o Sporting Braga, em termos financeiros entende-se perfeitamente.

Pedro Henriques, é esta situação, um jogador de 19 anos. De facto, ele começou a jogar muito cedo no Sporting Braga, ainda com 16. Dezenove anos, partir para a Arábia Saudita, fica numa situação em que pode De facto, resolver a vida a nível financeiro e ter uma possibilidade de regressar à Europa. Para o Sporting Braga é um bom negócio?

Eu olho exatamente para essas duas dimensões. A primeira é o ganho em relação ao Braga. O negócio sob o ponto de vista de números, de dinheiro, é bom. O Braga é o quarto que mais gastou, gastou 28,57 milhões nas despesas que teve. Vai fazer aqui um negócio que por si só, em teoria, vai quase cobrir todas essas despesas. Portanto, é uma venda, ainda por cima, como disseste, é um jogador que não é propriamente aquele titular indiscutível. A questão que se coloca é, uma vez mais, na vertente desportiva. Nós andamos sempre a dizer que estamos sempre à espera que o Braga não só se intrometa entre os ditos três grandes, como estamos sempre à espera que venha a ser campeão. E acho que há um projeto, pelo menos já foi falado nesse aspeto, até 2030, uma coisa parecida, para ser campeão, etc. Tu para seres campeão não podes estar sistematicamente a vender jogadores que eventualmente, e neste caso não é mesmo eventualmente, concretamente são jogadores diferenciados e que podem fazer desportivamente essa mesma diferença. Não é tanto no mercado de verão, aliás, não é tanto no mercado de inverno, é sobretudo no mercado de inverno, que quando tem um jogador que sai da casca, ou seja, está nas listas, normalmente vem um clube, vai buscá-lo e o Braga faz esse negócio. E todos nós aplaudimos, porque sim, espetacular, grande negócio, mais um jogador potenciado, mas depois na prática, quando se chega a ver quem ganha a Taça da Liga, a Taça de Portugal, mas sobretudo quem é campeão, o Braga não está lá, não tem hipótese. E este vai ser sempre o problema de um clube como o Braga. Se realmente tem como objetivo ser campeão nacional, vai ter de sempre vender alguém, mas vai ter que segurar os jogadores que desportivamente possam fazer a diferença. E nesse particular, eu acho que o Braga aqui fica mais pobre. Fica mais rico financeiramente, fica mais pobre. Para o jogador, só pra terminar, é aquela questão que é: não tenho dúvidas, 100 euro milhões, se souber fazer essa boa gestão, está resolvido para o resto da sua vida, para ele, para os filhos e para os netos. A questão que se coloca é o que é que os jogadores também pretendem quando entram nesta carreira. É só resolver o aspeto financeiro ou é serem campeões da Europa, campeões do mundo, ganharem campeonatos nacionais? E dentro dessa perspectiva, fico sempre com esta ideia que ao ir para estes mercados, não quer dizer também que não ganhe lá, mas não é a mesma coisa. E portanto, o currículo nunca vai ser, provavelmente, no final de uma carreira, o mesmo em relação aos jogadores que depois dizem: "Fui campeão nacional no Benfica, ou no Porto, ou no Sport, ou ganhei a Liga Champions". E nesse aspeto, eu acho que é mau para ele, embora perceba a parcença.

Gabriel Alves, rapidamente, antes das notas, tua análise a este negócio.

Eu acho que a Mariana e o Pedro já disseram tudo. É o Braga, naturalmente, a fazer o seu papel. Deixa no ar aquela bandeira que quer vir a ser campeã ou que trabalha para isso, há um plano, mas no fundo, depois quando chega ao momento, eu diria aquela frase que é em Portugal: "A bota não dá com a perdigota". Portanto, está tudo dito e vamos aguardar. Quanto ao Roger, ele sai, tem 19 anos, pode fazer como o Gabri Veiga. Foi lá, encheu o banco e agora está no Porto.

Vamos às nossas notas de campeão. Pedro Henriques, campeão do dia.

A minha nota de campeão é um bocadinho de campeão, porque estou muito triste e decepcionado. Sou muito aficionado a todos os esportes, mas hóquei patins até por uma questão de tradição. E obviamente estou um bocadinho decepcionado.

Quem diria que a França já batia Portugal, Pedro? Quem diria?

Sim, já aconteceu isso da última vez em que nós não fomos à final, perdemos com a França nas semifinais. E também é engraçado, o treinador da França é português, fala em português para os jogadores e os jogadores entendem. Ontem nos highlights. Sinais dos tempos. E também é um sinal de que Portugal está sempre a importar, e eu acho que toda a gente tem a qualidade de vir jogar para Portugal. Claro que sim, não está aqui em questão, mas tantos argentinos, tantos espanhóis, tanta gente a jogar em Portugal e depois esse reflexo, se calhar, na não oportunidade ou na falta de quantidade/qualidade dos jogadores portugueses. O fato é que esse selecionador fez as suas opções. Eu tenho algumas dúvidas porque é que Gonçalo Pinto, João Rodrigues, Pedro Henriques, o outro Pedro Henriques, não estão na seleção. Eu acho que não estão lá os melhores jogadores, no meu ponto de vista. Mas dei de bandeira. Mas agora está-se a ver. E realmente não faz sentido nenhum. Até podem vir a fazer coisas muito bonitas, porque neste momento ficar em primeiro ou em quarto dá sempre acesso aos quartos final, porque é só para escalonar, para depois começar a fazer os cruzamentos. Mas perdendo com a França e perdemos com a Itália e hoje não auguro nada de bom no jogo com a Espanha, eu acho que nos quartos-final vamos apanhar uma seleção mais fraca que todas elas. Obviamente, vamos cruzar com o outro grupo. Provavelmente conseguiremos talvez passar daí, mas não passaremos das semifinais, porque qualquer destas equipas com que jogámos e como jogámos hoje, são muito melhores do que Portugal em termos de jogo desenvolvido. E portanto, estou muito decepcionado, vou dar nota cinco. Estou com a sensação que este hóquei vem mesmo de patins.

Mariana Fernandes.

É uma notícia de ontem, é uma entrevista de ontem. O Vitória Jokeras, eu acho que continuo sem bem perceber aquilo que se passou ao longo das últimas semanas. Eu entendo toda aquela entrevista e entendo o fato de ter chegado à seleção da Suécia e estes jogadores estrangeiros, normalmente isso já aconteceu com vários jogadores estrangeiros a jogar em Portugal, sentem-se sempre normalmente muito mais à vontade para falar sobre outras coisas com a comunicação social dos próprios países. Já aconteceu várias vezes e o Jokeras fez isso agora que estando concentrado na seleção da Suécia, abordou toda a questão da saída do Sporting, todo o processo de saída do Sporting e ida para o Arsenal. Eu entendo tudo aquilo que ele disse, ou praticamente tudo aquilo que ele disse, só não entendo duas coisas, que é: "Não poderia ter feito nada de forma diferente." Acho que poderia. Poderia ter aparecido nos treinos, porque tinha contrato com o clube. E segunda coisa: "Não estou ressentido com o Sporting." Vitória Oqueiras não tem nada que estar ressentido com o Sporting. É precisamente o inverso. O Sporting, obviamente, defendeu os seus interesses, tinha um clube, tinha um jogador, tinha contrato, tinha uma cláusula de rescisão, até abdicou e disse que abdicava de parte dessa cláusula de rescisão e depois vendeu o jogador pelo valor que achava justo para defender os seus próprios interesses. Portanto, eu acho que, e não sendo já problema do Sporting, acho que Vitória Oqueiras continua sem perceber muito bem aquilo que se passou nas últimas semanas, portanto, nota 8 para Oqueiras.

Para fechar, Gabriel Alves.

Eu deixo uma nota de preocupação. Nem vou dar nota numérica. O Pedro Ricks acabou de falar da importação de atletas. Nada contra isso, desde que venham enriquecer o património desportivo português dos clubes, mas a verdade é que tem que se começar a olhar para aquilo que é a prática desportiva em Portugal e nas diversas modalidades. Falou-se agora do hóquei, mas eu posso falar do futebol. Verifique-se que havendo tanto jogador nas escolas dos clubes, haja só 99%, para não dizer quase 100%, de negociação com estrangeiros. A questão é esta: é que os pais das crianças e as próprias crianças e os jovens começam a pensar e a ter dúvidas se vale a pena praticar desporto em Portugal. E depois levanta-se a questão das seleções nacionais, porque depois talvez tenhas que fazer seleções com estrangeiros. E isto não é bom para a juventude, para a saúde, para a economia, para o país. Eu digo que há clubes em Portugal, e já não estou a falar dos grandes, de classe média-baixa, que só têm três portugueses. Todos os negócios são feitos com outros estrangeiros, com outros países. Portanto, isto é uma nota de preocupação que eu deixo aqui ficar.

Fecha assim esta edição de "O Campeão É". Estamos de regresso amanhã.