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À segunda foi de vez e o Paris Saint-Germain fez história, leva a Paris a primeira Liga dos Campeões da sua história. Hoje a seleção portuguesa sub-17 pode alcançar mais um troféu, mas já lá vamos. Começa agora o "Campeão É" na Rádio Observador. Damos as boas-vindas ao João Castro, Luís Pinto Coelho e Pedro Henriques. Bom dia, feliz Dia Mundial da Criança. Sejam bem-vindos.
Bom dia.
Bom dia.
Vamos a isto. Há muitos temas em cima da mesa e vamos tentar ir a todos. Um, dois, três, quatro, cinco gols sem resposta. O Paris Saint-Germain aplicou aquilo que podemos chamar uma goleada das antigas ao Inter de Milão e venceu pela primeira vez na sua história a tão desejada Liga dos Campeões, este sábado em Munique. Luís Pinto Coelho, ontem falávamos precisamente do cinismo italiano que tirou uma folga. Vitória sem contestação do Paris Saint-Germain. Pergunto quem é, para ti, um dos principais responsáveis deste sucesso. Luís Enrique tem que estar nessa lista, Luís.
Sim, obviamente que o Luís Enrique está no topo da lista. Depois há vários intervenientes, os jogadores, a direção desportiva também. Há aqui muita gente que tem muito mérito nesta vitória, mas à cabeça, obviamente, que é o timoneiro, que é Luís Enrique, que transformou o Paris Saint-Germain. Acho que o Paris Saint-Germain, neste momento, eu acredito e penso mesmo que é a equipe mais forte do futebol mundial, a equipe mais equilibrada e consegue juntar nota artística. Dá prazer ver jogar a equipe. E isso é muito interessante, mas sem dúvida alguma que o Luís Enrique é o grande timoneiro.
João Castro, vou até ti. Eu fiz aqui uma aldrabice, mas também para fazermos aqui uma comparação. 2019, final com o Bayern, o Paris Saint-Germain perdeu por 1 x 0. Tinha jogadores como Neymar, Mbappé, Di María, Icardi. O Messi depois veio ligeiramente mais tarde, mas nem assim o Paris Saint-Germain com estas estrelas todas no plantel conseguiu ganhar este troféu. Estava escrito na história que seria este ano, 2025, e também como é que olhaste para o espetáculo de ontem, cinco gols sem qualquer tipo de contestação e uma exibição muito apagada do Inter?
É, sem dúvida, a equipe que joga melhor, controla todos os momentos de jogo, é melhor no jogo posicional também. Acho que é a equipe mais avançada nesse aspecto. E depois é uma equipe que joga como equipe. Primeiro, o jogo foi muito bem preparado pelo Luís Enrique. Repara, os italianos estavam à espera do avançado e o avançado estava sempre, jogaram com cinco defesas e o Air foi um falso nove. E o Dembélé correu quilômetros na pressão, nunca deixou à vontade o Inter organizar, correu quilômetros. Depois tem grandes jogadores, mas joga como equipe e eu tive ontem a oportunidade de escrever sobre isso, sobre o que estavas a referir agora. Não foi com Neymar, não foi com Messi, não foi com Mbappé, com Zlatan Ibrahimović, com Ronaldinho Gaúcho. O Paris Saint-Germain já teve todas as estrelas mundiais. Agora tem estrelas mundiais, mas que jogam em equipe.
Exato. E que cresceram a tornar-se estrelas no Paris Saint-Germain.
Exatamente. Nuno Mendes, melhor lateral esquerdo do mundo. Vitinha, um dos melhores médios do mundo. Eu acho que só à frente está ali muito parecido com o Pedri. A meu ver, João Neves também grande jogo, mas Doué, claramente a revelação.
É um nome para estarmos muito atentos aqui no futuro, porque deixa ótimas indicações já no campeonato francês, com ótimas exibições, e ontem na final provou isso mesmo, o talento.
Sem dúvida. Mas há aqui o mérito todo do Luís Enrique, que foi cada vez aprimorando mais esta equipe a nível tático. E depois também há o mérito do Luís Campos, que renovou completamente a estratégia do Paris Saint-Germain, porque era uma estratégia obviamente de vedetas e agora é uma estratégia de jovens talentos que depois compõem uma equipe. Porque com essas vedetas, o Paris Saint-Germain não defendia bem, porque defendia com menos jogadores, que esses jogadores não defendiam. E agora todos defendem, todos atacam. Luís Enrique ainda para mais tem aquela situação pessoal, que foi o falecimento da filha e que foi bem recordado pelos adeptos do Paris Saint-Germain. Mas a verdade é que é um treinador fantástico, uma equipe fabulosa e mereceu claramente ganhar. Perante os italianos, que quanto àquela estratégia nunca conseguiram levar o jogo para onde deveriam ter levado, que era para os pontos fortes deles. E com isso ficaram à mercê de um Paris Saint-Germain que, com a nota artística de nunca querer defender o resultado, ou seja, estava 2 x 0, 3 x 0, podiam ter se fechado, mas não. Isso era levar o jogo pro lado do Inter e então sempre conseguiram manter quase sempre a posse de bola, ser sempre perigosos na transição. Portanto, é realmente uma equipe fabulosa e este Paris Saint-Germain mereceu largamente vencer a Liga dos Campeões.
E destacar essa homenagem que falaste, que foi muito amplamente difundida nas redes sociais e um pouco por toda a imprensa, uma homenagem bem merecida dos adeptos do Paris Saint-Germain ao treinador Luís Enrique. Pedro Henriques, como é que olhas para esta final, vitória sem contestação e um Paris Saint-Germain que pra além de ter conseguido esta vitória, tem aqui uma grande montra de talentos, aliás, para mostrar à Europa jogadores espetaculares. Já falamos aqui de Doué, mas os portugueses também estiveram aqui em ótimo plano nesta final.
Bom dia, uma vez mais. Em primeiro lugar, espero que o Luís Pinto Coelho tenha seguido o meu conselho quando ele ontem deu 65% de vitória pro Inter, eu disse: "Não apostes, que é pra não perderes dinheiro". Eu tinha dado 70%, só me arrependi de ter só dado 70%, porque obviamente foi o chamado tratamento de fuga, que era lógico. Equipes como o Inter, que até tinham feito 20% de posse de bola contra o Barcelona e ganharam o jogo. Isso acontece raramente. Tivemos também recentemente o Tottenham, com os mesmos 20% ou 23%, mas aí numa situação diferente, marcou um gol e estendeu a final. Portanto, numa circunstância diferente, mas também com 23% acabou por ganhar, neste caso, ao Manchester United. Essas circunstâncias são raras. Acontecem, mas são raras
E esse não é o tipo de futebol que, no meu ponto de vista, nós, de uma maneira geral, todos gostamos, porque não é só uma questão de posse de bola. É a posse de bola e tudo o resto que vem a seguir, os remates, os remates enquadrados, o número de passes, ações ofensivas. Por norma, quem tem mais desse tipo de ações está mais perto da vitória. O futebol é aquele desporto que depois contraria um bocadinho isso, porque de vez em quando há equipas como o Inter, que até conseguem os seus intentos jogando menos. Fica aquela ideia que se tivesse preciso um Paris Saint-Germain ou Barcelona, que era a lógica, e a lógica de um bom jogo e de um bom futebol, teria sido uma final melhor, no meu ponto de vista. Portanto, acaba por ser uma final que, sob o ponto de vista da final, quem não está a torcer por ninguém, perde um bocadinho o interesse, porque se percebeu claramente que estávamos perante um crime público, que é o chamado atropelamento e fuga. Dito isto, parabéns aos cinco elementos portugueses, acho que não estou a falhar nenhum. Portanto, o Nuno Mendes, o Vitinha e o João Neves, e depois também o Gonçalo Ramos e o Luís Campos, que faz parte da estrutura e acaba por ter um papel muito relevante e importante. Mais uma nota que eu acho que é interessante, e eu aqui não fui confirmar tudo pela certeza absoluta, mas não estou muito longe disso, que é uma nova era de futebol em que quantos jogadores abaixo dos 25 anos é que o Inter tinha de princípio na equipa? Eu acho que nenhum. E olhem a oposição, o Paris Saint-Germain, portanto, com uma média de anos. Até uma das substituições é um menino de 19 anos que dá lugar a um jovem de 22. Temos aqui uma dinâmica completamente diferente, o próprio Yamal, que não faz parte da equipa, mas esta nova coisa que é um Yamal de 16, 17 anos, que é um ou o Moura no Futebol Clube do Porto, ou o Kenda. Temos aqui uma série de novidades. De qualquer maneira, foi uma final bem ganha e, no meu ponto de vista, justissimamente ganha e merecida para o Paris Saint-Germain.
E fica para a história este primeiro troféu do Paris Saint-Germain, em contexto de Liga dos Campeões. Já tinha tido uma oportunidade diante do Bayern, falámos disso há bocadinho, e na altura com muitas estrelas, e nem assim conquistou, foi desta vez e com muitos jovens à mistura. Meus caros, vamos avançar. Vamos falar da seleção portuguesa de sub-17, que hoje disputa com a França a final do Europeu de futebol sub-17, pelas 19h30. Fomos falando por aqui do avanço da seleção portuguesa nesta competição. Pergunto a ti, João Castro, quem são os jogadores mais promissores desta equipa de sub-17 e que desfecho esperas mais logo neste jogo, que vai ser difícil com a França?
Olha, vai ser um jogo extremamente difícil. Nós empatamos com a França.
Exato, 0 x 0.
Exatamente. Mas esta seleção nunca perdeu nenhum jogo. Acho que é uma seleção que tem muitos talentos, mas vale sobretudo pelo todo. E sobretudo, há uma coisa que me interessou muito na seleção, que é a maneira como eles reagem também às adversidades. Isso não é fácil, sobretudo em equipas mais novas e mais jovens. Acho que jogam bem, reagem muito bem mesmo às adversidades. Já estiveram a perder vários jogos e dão quase sempre a volta ou conseguem pelo menos o empate. Hoje a seleção francesa, obviamente, é muito forte e fisicamente é mais forte que a nossa, mas eu acho que toda a seleção vale pelo conjunto. Obviamente, há jogadores que se destacam e já estão a aparecer aí, nomeadamente no 11 ideal do sub-17, mas sobretudo, quanto a mim, continuo a achar que esta seleção vale mesmo pelo seu todo. De referir que o Moura e o Kenda foram grandes destaques também no torneio de sub-17. Aqui vão emergir outros que poderão ter ou não, e fica aqui a questão, alguma oportunidade na pré-época. Ou seja, se os treinadores do Sporting, Porto e Benfica, e até Braga, virem que existe ali algum talento emergente, poderá mesmo ser chamado aos trabalhos da pré-época, porque é por aí que os treinadores às vezes descobrem os grandes jogadores, chamando à equipa principal, como foi o caso do Kenda, que foi chamado, por exemplo, no estágio do Algarve do Sporting no ano passado e ficou no plantel. Portanto, acho que esta nova leva de jogadores sub-17 pode trazer aqui, a um ou dois anos, jogadores já para fazerem parte dos grandes, isso é fundamental para o futebol português.
Luís Pinto Coelho, perguntar-te se estamos aqui perante uma geração de ouro emergente, com vários talentos a aparecer. E esta questão que o João Castro também falava, dos jogadores que eventualmente podem estar aqui a dar os primeiros passos para um dia fazerem parte do plantel principal. Falamos de Sporting, Porto, Benfica e também o Sporting Clube de Braga.
Sim, sem dúvida. Eu fiquei muito impressionado com esta seleção, por algumas coisas que o João já referiu, a capacidade de reagir sempre às adversidades, mas depois a combinação da criatividade e do talento também com a questão física, o que não é muito vulgar em Portugal. Nós batemos de igual para igual com a França e com a Alemanha, que normalmente são seleções sempre mais físicas do que nós, e nós conseguimos igualar um bocadinho isso. Mas é uma seleção que vale muito pelo seu conjunto. Destaco aqui o jogador do Futebol Clube do Porto, obviamente, Matheus Almeida, que tem feito um belo campeonato europeu, é um jogador muito criativo. Vamos ver se o Porto está ali a trabalhar outro Rodrigo Mora. A qualidade é muito alta, mas o Matheus Almeida parece-me um talento muito interessante, muito criativo, também versátil, pode jogar em várias posições e tem sido um destaque muito positivo desta seleção.
E o teu Futebol Clube do Porto, Luís Pinto Coelho, não se pode dar ao luxo de desperdiçar este talento, até para rentabilizá-lo, tendo em conta a situação financeira. O Futebol Clube do Porto, ao longo desta época, foi talvez o clube mais prejudicado por isso mesmo, através também do plantel curto que teve em relação ao Benfica e ao Sporting. Portanto, não se pode dar ao luxo de desperdiçar este tipo de talentos.
Sim, sem dúvida. E a nova filosofia do clube, percebe-se que depois há uma aposta clara. Acredito que o Matheus Almeida na próxima época irá estar na equipa B, com 17 anos já a jogar no patamar alto E muitas vezes até poderá já ser chamado à equipe principal. E o Porto vai continuar essa aposta na formação.
Pedro Henriques, que desfecho vamos ter mais logo desta final? Começa às 19h30. Portugal-França, empate na fase de grupos e agora o que é que se segue? Portugal leva o troféu para casa?
Sim, vamos ganhar nos pontapés de pênalti e por isso vou destacar o jogador que foi decisivo e vai continuar a ser decisivo, embora seja uma equipe recheada de talentos, o meu ponto de vista, que é o Mário Cunha, o guarda-redes do Sporting Braga. E vamos bater todos naquilo que é fundamental e que os meus colegas panelas já destacaram, que acho que é muito importante, que é cada vez mais, e esta é a nova lógica, independentemente da experiência, em qualquer modalidade desportiva seja muito importante, aquilo que define cada vez mais, no meu ponto de vista, o cartão de cidadão do jogador é a competência e não a idade. Se és competente, tens competência. Claro que a experiência é muito importante, mas se és competente, tens que aparecer e tens que ter, sobretudo, oportunidade. E estes jogadores, embora tenham uma longa vida pela frente, desportiva, e não só, mas desportiva, têm que ter uma coisa que é muito relevante e importante, têm que ter a oportunidade para jogar, porque se não os colocares a jogar, e em contexto profissional, obviamente que por muito talento tenhas, não vais conseguir colocar. E não há que ter medo, e por isso é que há pessoas que percebem de futebol e dessas coisas, que é para tentar perceber se realmente é melhor ou não colocá-los a jogar em determinados contextos. Eu, no meu ponto de vista, acho que sim, por isso têm que ter oportunidades, e aqui há uma responsabilidade muito grande dos ditos clubes grandes também nesse sentido, como felizmente o Mora ou o Penha, como foi aqui destacado, têm tido essa oportunidade. Acho que Portugal vai ganhar e vai ser nos penáltis uma vez mais.
E ficamos a torcer aqui pela Armada Lusa, joga hoje com a França esta final do Campeonato Europeu de Futebol Sub-17 na Albânia. Pelas 19h30, hora de Lisboa, acontece então esta final. Vamos avançar aqui nos nossos temas e vamos falar do Sporting, que João Castro tem neste momento o plantel mais valioso de sempre em Portugal. Bicampeões nacionais, vencedores da Taça de Portugal, atingiram os € 511 milhões em valor de mercado, dados do portal especializado TransfertoMarket. E queria te perguntar se, eventualmente, claro, já sei o que é que me vais responder, se isto aumenta a cobiça em jogadores do Sporting, mas vou te descansar, porque Deco já afastou o interesse do Barcelona, portanto, tem menos um tubarão a correr atrás de Gyökeres.
Olha, ainda bem, porque acho que era daqueles clubes que o Gyökeres iria dizer sim, pela cidade e da Liga. Já falei aqui várias vezes disso. Acho que Inglaterra não é o sonho dele.
E em Espanha ficava sempre perto de Portugal, portanto, estava aqui a um passinho.
É. E portanto, aí era um dos meus maiores receios. E portanto, eu acho que o ideal era o Gyökeres renovar. Dá-lhe um salário chorudo, dá-lhe um prêmio de assinatura e ele ficar cá mais um ano, está bem. E, portanto, esse seria o ideal, obviamente que será difícil, mas para já não estou a ver aí nenhum tubarãozinho a pretender o Gyökeres, já que os ingleses estão se a virar para outros jogadores, ainda bem. Eles lá sabem fazer o scouting deles, mas depois não ganham nada nas competições europeias ou estão em ganho muito pouco em termos de Liga dos Campeões. Acho que se salvem só o Manchester City, obviamente, e depois o Chelsea. Mas a verdade é que podiam ganhar muito mais e às vezes falham claramente nas escolhas. E portanto, em relação à valorização, acho que é o trabalho desenvolvido não só pela direção, mas é que juntas talento, talento gera talento. E a verdade é que quando juntas também ali a estabilidade, quer diretiva, quer financeira, proporcionou o Sporting ir construindo a equipa. E vamos reparar nisso. Obviamente, o Rúben Amorim teve um papel também decisivo. O Sporting na primeira época de título do Rúben Amorim tinha o Nuno Mendes, tinha o Tiago Tomás, tinha o Gonçalo Inácio, tinha o Eduardo Quaresma. Portanto, tiveram que fazer uma equipa e depois juntaram o Pedro Gonçalves, o Nuno Santos. A partir dessa base, o Sporting foi crescendo e foi acrescentando cada vez mais valor todas as épocas. Houve épocas que não venceu, mas a verdade é que foi adicionando camadas de talento em cima e valorização dos jogadores. E portanto, quando consegues valorizar um todo, um grupo, através das performances e ajuntar ainda mais talento, que é isso que o Sporting tem feito, e bem, através do scouting, o Ulmer, o Gyökeres, o próprio Max Araújo, o Lé Bass, e portanto, vais acrescentando, e a verdade é que a valorização tem acontecido, acho que de forma natural. Não ganha nenhum troféu por ser a equipa mais valiosa de sempre no Transfermarkt, não há nenhum troféu, não festejamos nada disso, mas a verdade é que é importante. Agora vamos ver o mercado. Acho que o Sporting vai tentar dois ou três jogadores. Não acho que vai haver muitas mexidas, conforme muita gente pensa que vai haver uma revolução. Acho que não vai haver e, portanto, espero que o Sporting continue assim a valorizar o seu plantel, acrescentando camadas de talento sobre as camadas de talento que já tem.
Luís Pinto de Coelho, Pedro Henriques, vou inserir aqui o tema também de Álvaro Carreras, mas caso queiram opinar sobre esta questão do Sporting, estejam à vontade. Mas Carreras tem sido assunto, uma vez que o Benfica não está a querer ceder na cláusula dos € 50 milhões, não quer abdicar deste valor. Há notícias que dizem que o interesse do Real Madrid pode ter esfriado por causa disso mesmo. O Benfica faz bem em manter esta posição firme, tendo em conta que o contrato também de Álvaro Carreras termina só em 2029? Luís.
Olha, eu acho que a questão de Carreras, parece-me aqui que o Real Madrid vai jogar com a questão do jogador, porque o Benfica pode ser intransigente nos € 50 milhões da cláusula, mas digam a um jogador espanhol que pode ir e pode jogar no Real Madrid, que é, eu diria, o maior clube do mundo. Vai sempre mexer com o lado emocional do jogador. Por muito que até o empresário tenha dito que ele está bem no Benfica.
Supostamente, já há um sim de Carreras ao Real Madrid. É o que é avançado.
Sim, e o jogador vai sempre pressionar um bocadinho o Benfica na questão de querer ir para o Real Madrid. E se não são 50, se calhar são 45 ou 40 e mais cinco.
Acho sempre muito difícil, principalmente por ser um jogador espanhol que já passou pelo Real Madrid. Estamos a falar de valores para um defesa esquerdo que raramente são batidos. Por isso, acho muito difícil o Benfica conseguir segurar o jogador por este lado, que é o lado emblemático que é o Real Madrid para qualquer jogador espanhol. Eu apostaria quase 90% que o Carreras vai ser jogador do Real Madrid.
E Pedro Henriques, tu quanto a apostas, 90% ou menos do que isso?
Não, aqui a questão, acho que o Luís Pinto Coelho disse, no meu ponto de vista, aquilo que é o mais relevante e importante. O Benfica que faça bem a gestão, não é a questão só financeira, que essa é muito importante, e o Benfica tem que defender os seus interesses, isso estamos todos de acordo, é a questão depois psicológica e emocional do próprio jogador. Porque não é um clube qualquer, é o Real Madrid. E o Carreras é espanhol. E, porventura, toda a gente quer jogar no Real Madrid, acho eu que será, entre aspas, não digo sonho, mas um objetivo de cada jogador. E este é que é o aspecto mais importante. Se o Carreras eventualmente não sair e se eventualmente ficar no Benfica, se isso é confortável para o Carreras na postura, atitude, comportamento e compromisso, sabendo que eventualmente estaria a um passo para o Real Madrid e acaba por não ir. É essa a questão principal.
Meus caros, agradecer pelo fato de terem sido muito ágeis, porque conseguimos ir a todos os temas e portanto só falta campeões e notas. Luís Pinto Coelho, começo por ti. Vamos a isso.
Eu vou dar aqui dois vintes, por questões diferentes aos dois treinadores.
Mãos largas.
O Luiz Enrique, obviamente, acho que não é preciso explicar muito. Por tudo, pelo trabalho em si, pelos problemas que passou na sua vida, por conseguir esta vitória. Ele e a sua equipa técnica, que também tem tido outros problemas. Não foi só o Luiz Enrique, um dos adjuntos também perdeu recentemente a sua mulher, por uma doença. Por isso, há aqui um fator emocional também que é importante destacar na equipa técnica do Luiz Enrique, e depois toda a qualidade do seu trabalho. Mas também a Simone Inzaghi e ao projeto do Inter. O Inter vai contratar um bocadinho na loja dos trezentos, comparativamente com o Manchester City, com o próprio Paris Saint-Germain, com outros colossos, e em três anos teve duas finais de Champions. É verdade que esta época perdeu tudo na reta final, na última jornada do campeonato, agora na final da Champions, mas é um trabalho incrível do Inzaghi e por isso o destaque também para ele, porque acho que o trabalho desportivo do Inter também é muito bom, que não compra jogadores a 70 nem 80 milhões, mas consegue ser competitivo todos os anos. Por isso dois vintes para dois grandes treinadores.
Mãos largas deste Luís Pinto Coelho. Tenho só 30 segundos para cada um. João Castro, nota e campeão do dia.
Olha, 20 para o Luiz Enrique, melhor treinador da Europa, e 20 para a Armada Portuguesa. Realmente no Paris Saint-Germain, grande época que fizeram, venceram tudo. E a nota negativa também vai para Paris. Obviamente é uma questão mais social, mas é verdade, os festejos sempre com problemas, já se antevia. E portanto continua ali um problema social, quer de Paris. E portanto nota zero para os festejos do Paris Saint-Germain.
Pedro Henriques, só faltas tu.
Não consigo fugir disto, como é óbvio, do tema e dos campeões, porque a nota 20 para o Paris Saint-Germain, que alcançou o título que todos os clubes querem alcançar, ser campeão da Europa, neste caso a Champions League. Nota 20 para o Luiz Enrique, acima de tudo pelo lado mais pessoal, humano, que nestes momentos se sobrepõe a tudo, inclusive ao futebol. E naturalmente para a Armada Lusa, que faz parte deste título e que fez parte de uma forma muito assertiva, muito positiva e muito importante. Portanto, tudo em vintes.
Meus caros, muito obrigado por terem estado aqui conosco mais uma vez nesta edição de "O Campeão é". Amanhã estamos de regresso depois de 13h30. Um abraço. Este programa tem o apoio de Betclic. Desafia as odds.