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Está na hora de falar de desporto na Rádio Observador. Mais uma edição de "O Campeão É", hoje com os comentários de Gabriel Alves, Bruno Vieira Amaral e também Pedro Henriques. Estamos em plena jornada do campeonato, sexta jornada a decorrer. Ontem tivemos alguns jogos importantes. O Benfica venceu no Algarve, frente ao Portimonense, por 3 x 1. O Sporting Braga venceu por 4 x 1 o Boavista, num jogo em que o Boavista também teve uma expulsão, mas foi um grande jogo na Pedreira, nesse Braga x Boavista. Hoje ainda vamos ter um Sporting Rio Ave às 19h15, no jogo que encerra esta jornada. Mas vamos aos jogos de ontem. Gabriel Alves, que notas tiras desse Portimonense x Benfica, da vitória encarnada ontem frente ao Portimonense?
Boa tarde para já. O Benfica cumpriu aquilo que era, de facto, a sua obrigação, a sua necessidade de vencer o Portimonense para dar um ar de saúde. E conseguiu dar esse ar de saúde, mas nem tanto à terra, nem tanto ao mar. Isto é um Benfica que ainda estamos todos a ver, pelo menos eu, qual é, de facto, o seu acerto em relação ao futuro que aí vem, um futuro apertado em termos competitivos e em termos daquilo que o Benfica se candidata, não só a título em Portugal, a todas as provas onde intervém, como inclusivamente ir o mais longe possível na Champions. Não sei se ainda é essa equipa equilibrada que derrotou ontem. Não sei, mas deu notas de saúde nalguns aspectos. Trouxe Neres à ribalta, que está nos três gols. Saber se Neres e Di María podem, é a grande questão, jogar os dois ao mesmo tempo. Saber quais são os equilíbrios que se tem, de facto, que se colocar para que a equipa não se parta, saber como é que Rafa funciona através da sua vertente futbolística positiva, obviamente, como é que se integra quando isso vier a acontecer, e depois saber até que ponto Florentino é ou não aquela mais-valia que, de facto, o Benfica precisa para fechar determinado tipo de meio-campo com um jogo mais aberto dos flancos, mais largo, um jogador que possa, obviamente, apoiar o Turco, que ontem, finalmente, na primeira parte, sim, deu ar daquilo que é, de grande jogador.
Pedro Henriques, algumas alterações neste Benfica, algumas já a pensar em jogos futuros. Falo, por exemplo, de Morato, uma vez que António Silva não está no próximo jogo da Champions, mas talvez estará em campo na sexta-feira frente ao Futebol Clube do Porto. Outras alterações, mudanças aqui na estratégia. Como é que viste este Benfica que jogou em Portimão?
Boa tarde. Em primeiro lugar, foi superior ao Portimonense, com os seus 64% de posse de bola, com 10 contra 7 tentativas de gol, sete remates à baliza contra dois e com o dobro de 55 x 27 ataques perigosos. E, portanto, foi um Benfica em toda a linha, sempre superior relativamente à equipa do Portimonense. Depois, eu acho que alguma das coisas que foram feitas de diferente, nomeadamente algumas substituições, alguma gestão, é óbvio que a gente pode pensar sempre no que foi a Champions League, naquilo que é o jogo propriamente dito com o Portimonense, mas eu acho que foi muito pensado numa perspectiva do que vem na sexta-feira. E não é o que vem na sexta-feira de ser mais uma jornada, mas é mais uma jornada contra o Futebol Clube do Porto. Nesse aspecto, acho que houve aqui alguma gestão. O António Silva, que estava em condições, naturalmente, para ir a jogo, mas se calhar até mesmo mentalmente podia ser bom para descansar. O pênalti que ele cometeu não foi nenhuma agressão, foi apenas uma situação técnica, jogou a bola com a mão. Portanto, não é nada de preocupante. Mas na perspectiva que na Champions League ele não vai poder jogar, se calhar, aqui a possibilidade do Morato neste jogo jogar, porque estou convicto que António Silva regressa, pela qualidade que ele tem, num jogo fundamental como é contra o Futebol Clube do Porto. Também a gestão do Di María. O Di María, na época passada, tem uma média de 55%, à volta disso, 56% de jogos realizados sob o ponto de vista do total e aquilo que realizou. Portanto, aquilo que é expectável é que o Di María, acho eu, não vá fazer os jogos todos esta época, questão de idade, carga, etc. E portanto, acho que foi uma gestão bem feita. O Neres, afinal, não é só bom como suplente, acho que esteve muito bem ontem. O Musa, do meu ponto de vista, continua à frente do Artur Cabral, que ainda falta mostrar qualquer coisa. E a questão do Trubin, que eu acho que é importante, que aquele pênalti, quanto mais não seja para ele, acho que foi muito moralizador. Havia aqui umas desconfianças, havia aqui alguma questão.
E acaba de ser convocado para os próximos jogos da Ucrânia também.
E eu acho que isso também vai ser moralizador e ele precisa, porque o Benfica já não tem muito mais alternativas sob o ponto de vista de outro guarda-redes, a não ser o Trubin ou o Samuel. E por isso, o Portimonense é uma das menos boas equipas que está no nosso campeonato neste momento, neste contexto, com uma vitória, dois empates, três derrotas, 6 x 15 em termos de pontos, mas o Benfica cumpriu, fez o seu papel e, mais importante, está à semelhança do Porto, vão para o próximo jogo com vitórias asseguradas e neste momento é pensar naquilo que vai acontecer na sexta-feira.
Bruno Vieira Amaral, o Benfica consegue uma vitória e consegue, ao mesmo tempo, fazer esta gestão de um plantel, descansar alguns jogadores, dar mais minutos a outros. Acaba por ser duplamente positivo este jogo?
Sim, positivo no resultado, na exibição, na maior parte do tempo. De negativo, houve aquele apagão que permitiu ao Portimonense marcar um gol, poder ter a oportunidade para empatar o jogo e não sabemos como é que seria a reação do Benfica, nem do Portimonense, se isso tivesse acontecido. Não aconteceu, mas esse apagão não deixa de ser preocupante. No jogo com o Salzburg, aconteceu o apagão nos primeiros minutos, agora aconteceu na segunda parte e isso significa que o Benfica, que tinha tudo para controlar o jogo, estando a ganhar desde mais ou menos 1 minuto 15 por 2 x 0, não teve essa capacidade para matar o jogo, para saber controlar o jogo.
E teve ocasiões.
Não, é verdade que teve ocasiões, mas não marcando o terceiro gol, é preciso conseguir controlar o jogo e o Benfica, pelo menos ali durante um período, não foi capaz De controlar um jogo que tinha tudo para controlar e isso não deixa de ser preocupante. É esse lado positivo que conseguiu fazer essa gestão e dessa gestão também se podem tirar algumas conclusões. Não há uma alternativa a Bah. Musa está muito à frente de Arthur Cabral. Morato não oferece, quanto a mim, as mesmas garantias que António Silva, mas precisava de jogar por isso mesmo, porque também não sabemos se com tempo de jogo, o nível de jogo de Morato também não aumenta, não dá mais garantias, porque neste momento ele é suplente, não é um titular e isso também pode pesar na forma como o jogador entra em campo e no desempenho que tem. Agora era importante também dar-lhe minutos sabendo que vai ter de ir a jogo contra o Inter de Milão. Não tenho tanta certeza que António Silva seja titular no próximo jogo.
Portanto, com o Porto, achas que isso está em discussão?
Eu acho que é possível Morato ser titular, para dar uma resposta objetiva, ser titular no jogo contra o Porto, porque é um facto que ele vai ter de jogar, ou ele ou outro central vão ter de jogar no lugar de António Silva em Milão. Faz sentido agora dar-lhe minutos contra o Portimonense e depois pôr António Silva contra o Porto, sendo que ele vai ter de jogar contra o Inter? Pode-se pensar que Roger Schmidt poderá vir a fazer também alguma gestão, não arriscando lançar Morato sabendo que vai precisar dele. Eu acho que o melhor era dar-lhe minutos, dar-lhe ritmo de jogo e se há jogos com nível de dificuldade semelhante é jogar contra o Porto em casa e ir jogar fora contra este Inter de Milão que está muito forte. Outro aspeto positivo também a retirar do jogo foi o Trubin, não tanto por ter feito uma exibição espetacular, mas por esse tónico que poderá ter recebido por ter defendido um penalti. E ao ritmo que o Benfica tem sofrido penaltis, é bom ter guarda-redes que consiga defender alguns.
Gostaria de intervir aqui, Ó Miguel, desculpa, só por duas ou três situações. A primeira em relação ao apagão do Benfica. Faz parte. Isto em alta competição, não é só no futebol, é na globalidade. Uma equipa quando baixa o ritmo de jogo, se depois tiver necessidade de o voltar a recuperar, tem grande dificuldade. Portanto, face ao Portimonense é uma coisa, com todo o respeito pela equipa algarvia. Face a uma grande equipa ou a uma equipa maior que o Portimonense, as coisas podem se tornar bastante mais complexas.
Não, e viu-se isso, Gabriel, no jogo da Champions. Nem é preciso ser um adversário muito forte. Com todo o respeito também pelo Salzburgo, a verdade é que o Benfica teve um apagão e foi penalizado, foi punido por esse apagão de forma contundente pelo Salzburgo.
Porque não consegue depois recuperar os índices de competição e depois tudo, os passes, os automatismos, as rotinas, elas não aparecem. As equipas, estou a falar na globalidade do Benfica também, acabam por se perder no seu próprio jogo e entrar naquilo que se chama um caos, e que naturalmente é pernicioso. Depois, temos aqui outra situação que eu gostaria de reportar. O Morato, na minha opinião, vai ter que jogar com o Porto, porque tem que ter rotinas com o guarda-redes novo, tem que ter rotinas com o central, que ele conhece, que é o Otamendi.
O defesa esquerdo.
O defesa esquerdo. Portanto, ele tem que entrar nos mecanismos de defesa e nos mecanismos dos homens que estão à sua frente. Não é hoje joga aqui, amanhã fica no banco, depois volta a jogar. É que o Inter não é o Salzburgo. Vamos lá ter isso em atenção. O Benfica tem que ir solidário. O Benfica que é quem vai jogar com a equipa italiana. E uma terceira nota para Trubin. Eu acho que sim, é bom, mas quem falha o penalti é quem rematou, tive a ver o penalti. Agora para Trubin é bom, porque tirou a bola de lá. O grande problema do Trubin é assim, não é um grande guarda-redes como o Benfica precisa. Poderá vir a ser um excelente guarda-redes. Antes que a foto vir a ser um guarda-redes de grande elite. Neste momento, não é.
Sim. Pedro Henriques, vamos a este Braga-Boavista. O Braga acaba por vencer por 4-1 frente ao Boavista, num jogo em que houve também uma expulsão bem cedo para a equipa achegrazada. O que é que retiras deste jogo? Temos um Sporting Braga de regresso às vitórias, mas um Boavista a bater-se muito bem.
Sim, mas eu não retiro isso porque o jogo terminou, sob o ponto de vista de jogo, ao minuto 31. Quer queiramos, quer não. E está 1-1. Não sei se o Braga até não ganhava por 8-1, 11 contra 11, mas eu sei que o jogo tornou-se totalmente diferente. E aquilo que o Boavista, para uma equipa como o Boavista poderia fazer no jogo, deixou de o fazer ao minuto 31 e portanto acho que isso muda completamente.
Aliás, não voltou a rematar à baliza, só rematou o golo.
Pronto, exatamente. É muito difícil tirar, na minha perspectiva, obviamente, e tirar ilações de que o Braga regressou, que o Boavista afinal é fogo de vista. Não, nada disso. Até ao minuto 31 estava 1-1 e estava um jogo relativamente equilibrado, obviamente que o Braga jogava em casa e era expectável iniciativa de jogo, mais posse de bola, etc. E o minuto 31, só tenho uma coisa a acrescentar. É lógico que se fosse uma pergunta de teste escrito e olhássemos para a situação da falta e depois olhássemos para a situação que visualmente vimos do jogador ir ter com o árbitro, mandar a bola ao chão e depois sabendo inclusivamente as palavras que foram proferidas, a resposta é segundo cartão amarelo. Mas sob o ponto de vista da gestão de um jogo, partindo do princípio que há todo um enquadramento, nós estamos sistematicamente a dizer aos árbitros, aquela posição física do Artur Soares Dias, que fica focado no jogador, que não sai dos olhos do jogador, que sabe que o jogador está... Não é assim que se faz. Vai-se ter que o jogador tenta se conversar com ele ou então sai-se rapidamente da jogada, vira-se as costas, apita-se, começa-se o jogo e vai-se embora. E se o jogador mesmo assim for atrás de ti, então aí já não há nada a fazer. A questão é que há que ter esta perceção. Claro que estão todos com os nervos à fora da pele e o árbitro também está, mas é o juiz e tinha que ter aqui uma atitude diferente. É daquelas situações que, termino com isto, obviamente que a lei defende tudo aquilo que ele fez, Artur Soares Dias, mas sob o ponto de vista de gestão, não é assim que se espera de um árbitro, sobretudo no patamar em que ele está, no nível que ele está. Podia claramente ter sido evitado este segundo cartão amarelo, nesta perspectiva que eu estou a dizer.
Pedro, só para dizer, faltou Arthur Soares Dias, aquela lei do bom senso.
E ficam já a saber, que não é novidade nenhuma, qual vai ser o árbitro do clássico.
E só esperamos que ele no clássico não queira ser a vedeta do encontro. Queira ser só o árbitro. Isso é que é fundamental. Não queira ser a estrela.
Vamos esperar para ver a confirmação. Mas Gabriel Alves, do jogo, o que é que retiras?
Retiro exatamente o que o Pedro Henriques disse. Subscrevo por baixo.
Muito bem. Bruno Vieira Amaral.
Olha, eu estava a gostar muito do Braga. Houve ali momentos de um futebol exaltante, muito rápido.
Muito mexido.
Sim. E a equipa a conseguir desmontar várias vezes o Boavista, o que não é fácil, que esta equipa defende bem, mas o Boavista também mostrou a capacidade e aquela jogada do golo do empate é extraordinária. É um erro do jogador do Braga, mas a forma como o Boavista em três, quatro toques, passando por três jogadores, consegue chegar ao golo é extraordinária e nada nos diz, de facto, se não tivesse havido a expulsão, o que é que teria acontecido? Não sabemos. A verdade é que eu acredito que, é dizer o óbvio, mudou completamente o jogo. A responsabilidade da expulsão é dos jogadores. Os jogadores protestam e nós sabemos que basta comparar com o que acontece no Reibo. Não há protestos com os árbitros e muitas vezes os jogadores até se agarram e os árbitros não ligam aquilo, desde que não ultrapasse certos limites, mas não há protestos em relação aos árbitros, portanto, a responsabilidade é do jogador. Mas também fica a questão: será que os árbitros atuam sempre da mesma forma nestas situações? Eu acho que não. E nós gostávamos de saber o que é que ele disse, o que é que Seba Pérez disse de tão grave que tenha motivado, que não tenha possibilitado a Arthur Soares Dias ignorar aquilo que tinha dito, sabendo que era um segundo amarelo, era a expulsão e mudava completamente o jogo. A questão é saber se há um critério nestas situações ou se é o árbitro que naquele dia está mal-disposto, se lhe apeteceu, se qualquer coisa que desencadeou ali uma reação. Parece-me que havendo protesto, o árbitro tem toda a legitimidade para exibir o segundo amarelo. Gostava de saber o que é que ele disse e se esse critério é aplicado em todos os jogos por todos os árbitros. Olhando para o número de protestos, para as situações de protesto dos jogadores em Portugal, não parece que esse critério seja uniforme.
Hoje temos um Sporting Rio Ave às 20h15 para encerrar esta sexta jornada. Jogo para analisar, claro, na edição de "O Campeão É" de amanhã. Vamos às nossas notas. Pedro Henriques, começo por ti. Campeão do dia.
Eu ontem segui este fim de semana muito atentamente uma festa que eu gosto muito, que é a Taça de Portugal, e tivemos jogos muito giros de equipas históricas. O Oriental, só para dar a ideia, que foi um dos jogos que por acaso também segui, do Oriental do Torriense.
Alverca Atlético, também gostei bastante.
O Alverca, exatamente, no teu caso concreto. Mas lá está, com o próprio Alverca, o próprio Atlético, equipas que já estiveram na Primeira Liga. E foi muito interessante ver exatamente a festa da Taça de Portugal, alguns jogos muito desequilibrados, mas é a festa da democracia, como costumam dizer, em termos de futebol, ainda por cima agora com os jogos todos transmitidos praticamente, porque existem vários canais a fazer essa transmissão, mesmo de ditos jogos de equipas de Campeonato de Portugal. E é para a festa da Taça de Portugal que regresso, que na próxima eliminatória, como nós sabemos, já vai contar com os ditos grandes. É sempre a magia da Taça de Portugal, que eu acho que é sempre uma competição diferente e que independentemente das equipas rodarem, perderem o interesse mais competitivo, embora deem acesso à Liga Europa, eu acho que é sempre a grande festa e por isso nota 16 para aquilo que foi este fim de semana a Taça de Portugal.
Gabriel Alves.
Olha, eu vou dar aqui, porque acho que é um bom exemplo, trata-se de um treinador que eu até como jogador tenho por ele a consideração maior, que é Xavi, mas como treinador, não é um treinador com quem eu tenha uma grande afetividade, mas sim o seu dono, o pragmatismo, a objetividade. E eu quero já dar 16 a Xavi por aquilo que ele fez no jogo frente ao Celta. Ele ganhou o jogo no banco. Esta é que é a verdade. A única substituição que ele fez forçada foi a de De Jong, por um problema de Jordi musculada. Todas as outras substituições foram sempre no amplo movimento de tornar a equipa diferente do que estava. Não é trocar por trocar, não é pôr por pôr. Não! Foi criar dinâmicas novas. É isso que se espera dos senhores treinadores. É isso que faz Guardiola e Xavi trabalhou com Guardiola, foi pupilo dele, naturalmente, se calhar conversa com ele ao telefone. Naturalmente, falam catalão os dois. A verdade é isto que se espera de um treinador, porque ele mudou. E quando muda a posição do João Cancelo, para mim tem nota 18, porque faz um jogão fantástico, fabuloso, jogador de alta competição, alto rendimento, daquilo tudo que é melhor. Ele queria ser o Dani Alves do Barcelona. É melhor que o Dani Alves. A verdade é esta.
Rapidamente, Gabriel, para fechar.
É que João Cancelo, quando passa de defesa para a frente, para médio, criou toda uma nova dinâmica, toda uma nova dimensão. Criou um caos na equipa do Barcelona, mas é um caos controlado. E o que é facto é que esse caos deu resultados. Parabéns a Xavi, 16. 19 para o João Cancelo.
Bruno Vieira Amaral.
O meu campeão é o Gonçalo Ramos, pelos dois gols que marcou. Não foi titular ontem no jogo contra o Olympique de Marseille, um clássico do futebol francês. Entrou para o lugar de Mbappé, que terá saído lesionado, mas conseguiu marcar os dois primeiros gols ao serviço do Paris Saint-Germain. E muitas vezes é preciso esse clique para que os jogadores, sobretudo os avançados que vivem de gols, comecem a render mais. E Gonçalo Ramos precisa render mais, precisa fazer aquilo que fez ontem, que é gols. Para ele, um 17.
Termina assim esta edição de "O Campeão É" hoje com Gabriel Alves, Pedro Henriques e também Bruno Vieira Amaral.