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Foi sofrer até o fim e 17 jornadas depois até houve direito a um herói improvável. O Benfica venceu em Arouca 2:1, com uma reviravolta já nos minutos finais e pressiona os da frente. Um deles, o Futebol Clube do Porto, que recebe hoje o Moreirense no Dragão e ainda ontem Frederico Varandas foi reeleito e continua à frente dos destinos do Sporting. São temas em análise nesta edição de "O Campeão É", de domingo, com os comentários do João Castro, Luís Pinto Coelho e também do Pedro Henriques. Eu sou o João Costa e Silva e vamos começar pelo Benfica. É preciso irmos até 25 de outubro de 2025. Nesse dia, Ivanovic marcou o último gol precisamente frente ao Arouca, numa goleada do Benfica no Estádio da Luz. Dia que também marca as eleições do Benfica dessa primeira volta. Depois disso, Ivanovic esteve 17 jornadas consecutivas sem marcar. Este sábado, 14 de março, rompeu o enguiço, vamos dizer assim, e o gol valeu mesmo a vitória. João Castro, muito bom dia. A minha pergunta é simples: Ivanovic, neste momento, e tendo em conta o rendimento atual do Benfica, nomeadamente na frente, merece ou não lugar no 11?

Ora bem, bom dia. Isto é difícil dizer. Obviamente, saiu do banco, marcou o gol, mexeu com o jogo. Já o tinha feito também anteriormente.

Perdemos aqui o João Castro. Não sei se ele vai conseguir voltar, mas já lá vamos. Já lá vamos até ti, João Castro. Perdemos aqui a tua ligação. Luís Pinto Coelho, tinha outra pergunta pra ti, mas podes responder a esta. Bom dia.

Olá, bom dia.

Bom dia.

Eu acho que é um jogador de qualidade. Agora, naquele sistema tático, o Benfica só joga com um ponta de lança e eu acho que o Pavlídis acaba por ser mais completo. O Ivanovic é um pouco diferente, mas ontem voltou a entrar bem. É uma boa finalização, é um lance difícil e ele finaliza bem. Já contra o Porto também tinha entrado bastante bem. Eu acho que é um jogador muito válido. O de estranhar é a pouca utilização ao longo da época, porque eu acho que é um jogador de qualidade, disso não tenho dúvidas.

Uhum! E Luís, ontem falávamos aqui das dificuldades que o Benfica podia sentir a jogar em casa do Arouca. O jogo foi decidido praticamente nos instantes finais, quase à semelhança como também foi no Dragão. E tu sabes, o Porto esteve empatado até aos 90 minutos e depois o jogo foi resolvido também nos instantes finais. É um resultado justo, tendo em conta aquilo que foi a partida em Arouca?

Eu acho que o resultado justo até seria um empate. Eu acho que o Arouca também teve ali situações perigosas. Podia ter feito também o segundo gol. Acho que o Benfica faz uma exibição muito pobre, principalmente na primeira parte, pois obviamente na segunda parte tentou tudo, meteu muita gente na frente, e acaba por chegar ao gol. Mas acho que é uma exibição pobre, até atendendo à questão que o Benfica não tem jogos a meio da semana, tem semanas limpas pra poder preparar os jogos e apresenta-se a um nível que eu diria bastante aquém daquilo que seria de esperar. É verdade que teve algumas ausências, mas isso não pode explicar tudo. José Mourinho também já tem bastantes meses à frente do Benfica. A equipa vai estando organizada, mas depois no plano ofensivo é pobre, cria poucas oportunidades. Alguns dos reforços de inverno, como o Rafa, não estão a corresponder. Sidnei desapareceu depois daquele episódio de Madrid. Parece-me que o Benfica está muito longe do mínimo exigido. Mas ganhou, o Arouca está com uma sina um pouco complicada.

Sim.

Também que o Sporting penso que aos 95 ou 94 também sofreu o gol, mas acho que o empate até se justificava. Se a gente olhar pras estatísticas, as grandes oportunidades foram repartidas, os remates enquadrados também. Foi um jogo bastante equilibrado nesse aspecto.

Uhum! Penso que já temos agora, sim, o João Castro. Não sei quem é que te quis boicotar pra não dares aqui a tua opinião sobre Ivanovic, mas já tens aqui antena livre. Vamos a isso.

Não, eu não sei onde é que eu ia quando a ligação falhou.

Eu também, sinceramente, já me perdi, porque ia depois ouvir o Luís. Já não sei muito bem.

Não sei se já tinha dito, acho que o Arouca merecia realmente o empate.

Essa parte não ouvimos.

O futebol mais ligado do Arouca e teve ali uma grande oportunidade também na segunda parte. O Benfica também as teve, mas acho que o Arouca melhora o futebol do jogo. O Benfica teve muita dificuldade em controlar o jogo, em ter o controle total do jogo. Depois, lá está, meteram Anízio, Ivanovic, Sudakov, Prestianni, o Benfica ficou mais ofensivo, sobretudo com mais presença na área e o que fez que depois naquela jogada do Barreiro e o cruzamento para Prestianni, Ivanovic aparecesse quase livre ao segundo poste a marcar e, portanto, acaba por vencer e o jogo só termina quando o árbitro apita. Em relação ao Ivanovic, que era a tua questão, sobre o Pavlídis, a titular, acho que isso era a tua questão. Pavlídis não tá a passar o melhor momento.

Sim.

Só que dá coisas ao jogo que o Mourinho acha que pro futebol do Benfica é mais importante.

É um jogador que joga muito pra equipe.

Exatamente. Liga mais o jogo. Só que o Ivanovic é um suplente de luxo. Estamos a falar de um suplente de 24 milhões, não é?

Uhum.

E, portanto, ao ter aqui a oportunidade, marcou. Mas acho que o Mourinho prefere claramente o Pavlídis. Foi um bom jogo, com alguns bons apontamentos, mas realmente gostei do Arouca. Teve azar, já contra o Sporting, foi mesmo no final. É preciso aguentar essas partes finais, mas o Arouca na segunda volta tá bastante melhor.

Uhum! Pedro Henriques, vou até ti pegar aqui numa expressão que o Luís Pinto Coelho usou, um futebol pobre por parte do Benfica. Ia te perguntar se também partilhas dessa opinião e também aquele lance, claro. Eu sei que tu fazes o "Sem Falta" e às vezes é um bocadinho redundante, mas tendo em conta que temos aqui também públicos diferentes, se calhar a ouvir aí o "O Campeão É", também perceber a tua posição sobre esse lance, que acaba por marcar o encontro, porque foi logo no início, o Benfica estava a perder logo aos seis minutos.

Em primeiro lugar, dizer que relativamente ao jogo, o Benfica, para quem realmente tem agora mais tempo para preparar os jogos, e aqui concordo em absoluto com o que foi dito, não é que ganhe os jogos todos, mas espera-se uma outra frescura que se reflita no próprio comportamento no jogo. E a primeira parte foi muito parecida com aquilo que o Benfica tem vindo a habituar a fazer, sempre muito apático, muito amorfo, e depois uma segunda parte também parecida com aquilo que também é normal, que é normalmente reage e depois vai atrás do prejuízo. Umas vezes dá, outras vezes não dá. Do Benfica, para mim, obviamente que o Ivanović acaba por ser o destaque. Primeiro, porque marcou um gol decisivo, o tal jejum de 87 dias, e percebe-se que é um jogador que tem qualidade, no meu ponto de vista. Naquilo que foi a contratação deste jogador para ter alguma alternativa com outras características, como vimos quando foi no jogo contra o Nápolis, a jogar fora o Benfica, para dar outras características ao ataque e para poder ser uma alternativa ao Pavlídis, a questão aqui é claramente, mas a questão foi realmente o que acontece quando os jogadores se lesionam, isso é sempre muito complicado. E o Prestiánnik, no meu ponto de vista, foi talvez o jogador que deu um bocadinho de energia à coisa e que se destacou também nesse aspecto. Eu realço também que eu gosto muito das estatísticas, já sei que as estatísticas não resolvem tudo. Nós temos o exemplo do jogo do Braga, que com 70% fora, quando foi agora para as competições internacionais, mesmo assim perdeu 2x0 e com 11 cantos contra dois. Mas as estatísticas dão-nos também alguma tendência daquilo que foi o jogo. Eu relembro que o Benfica teve 61% de posse de bolas e em cantos foram 15 contra dois. O que isso significa ter um canto? Embora alguns deles tenham ali sido, houve ali uma série de trocas por parte do árbitro. Quinze cantos significa que tens 15 ações de possibilidade de finalização. Se fizeres o canto direto ou se tiveres alguém que meter. Portanto, isto diz muito também de um certo pendor ofensivo e atacante, sendo que o problema, na maior parte das vezes, dessas equipes é depois na finalização, na tal fase do jogo que é a finalização. Depois, queria dar ainda dois destaques, que é o facto do senhor Mário Branco ter ido ao balneário do árbitro, isso consta do relatório, para mostrar insatisfação relativamente à arbitragem, e um equívoco que a maior parte dos treinadores também tem. Aliás, eu sinto muito isso às vezes nos cursos que dou de formação aos treinadores, que eles têm todos este equívoco. As pessoas estão a confundir um aspecto que é o facto de ser capitão não pode dirigir-se só aos árbitros. Pode-se dirigir ao árbitro. Não, o facto de ser capitão, a única coisa que eu posso dizer-

Aquela ideia que é o único que se pode dirigir ao árbitro.

Não, isso é mentira. O capitão está lá para o sorteio inicial e sempre que houver necessidade por parte da equipe de arbitragem ou de esclarecer alguma coisa ou por parte da equipe X ou Y precisar de algum esclarecimento, dirigir-se de forma educada ao árbitro para pedir esclarecimentos. Não é para dizer que não é falta ou que é falta. As pessoas estão completamente equivocadas em termos de teoria de lei. Portanto, é lógico que depois há uma certa abertura e os árbitros, obviamente, eu também fui árbitro, muitas vezes os jogadores vêm dizer: "Ô Pedro, não é falta, é?" E eu dou essa abertura, mas estamos acima da lei quando fazemos isso. E, portanto, correr para o árbitro, desbracejar, contestar faltas, isso não é algo que esteja escrito na lei. Portanto, o António Silva é advertido pela forma, muitas vezes, como o fez em relação ao árbitro, como temos o caso do Humen no Sporting, que é um dos casos mais conhecidos e equívocos. Portanto, para as pessoas perceberem isso. Relativamente ao lance, no meu ponto de vista, há um pênalti sobre o Pavlídis. Uma vez mais, a transmissão não é a mais perfeita, sob o ponto de vista, há falta de sensibilidade de quem está na regie a fazer, no fundo, o realizador. E isso não tem mal nenhum, sensibilidade em relação ao jogo, não é em relação à transmissão, que eles sabem isso melhor do que eu. Mas muitas vezes há lances que mereciam determinados ângulos e repetições, que obviamente o vídeo ao árbitro tem, porque o vídeo ao árbitro está independente da regie e do seu realizador, mas faltou ali, mas é lance em que eu vejo o Dala cruzar a bola para o Pavlídis, o Pavlídis está na frente, tem a posição ganha e de repente passa para trás do seu marcador. E passa para trás por quê? Porque o jogador que está ali a fazer a respectiva marcação, agarra com o braço direito no ombro direito do Pavlídis, estou a falar do Fontana, eu estava-me a esquecer do nome, e puxa-o para trás. E, portanto, para mim ficou aqui um pontapé de penal de personagem de televisão de VAR, mas é a minha opinião. Gosto sempre de ver a opinião também dos outros e curiosamente é um lance que em oito comentadores de arbitragem que eu estive a analisar, onde eu estou incluído, quatro dão pênalti e quatro não dão pênalti, o que não quer dizer que quem dá o pênalti tenha razão ou quem não dá não tenha razão.

Claro. É um lance que suscita dúvidas.

Exato. A minha opinião é que ficou um pênalti para o Benfica e esse é um dos erros, mas a arbitragem não foi muito positiva, não foi muito bem conseguida. Muito irregular em termos disciplinares e muita troca de canto com pontapé de baliza, mal colocado em determinados lances, muito reativo, longe dos lances, não gostei nada.

Fica aqui a opinião do Pedro Henriques. Para mais detalhes, também a ouvir o "Sem Falta", disponível em podcast. O Benfica com esta vitória cola-se ao Sporting no segundo lugar, com 62 pontos. O Sporting, como se sabe, não joga esta jornada porque está focado nas competições europeias. Esse jogo frente ao Tondela foi adiado. Fica a quatro pontos à condição do Futebol Clube do Porto, que é líder do campeonato e hoje recebe o Moreirense no Dragão. E Luís Pinto Coelho, este Moreirense já esteve melhor, já foi mais consistente. Aliás, deves te lembrar também das dificuldades que criou a jogar em casa frente ao Futebol Clube do Porto, ainda na primeira volta. Tendo em conta a fase que o Futebol Clube do Porto está a passar neste momento, também com alguma sobrecarga de jogos, tendo em conta que está também na frente da Liga Europa, que tipo de jogo é que achas que vamos ter mais logo no Dragão?

O Moreirense é uma equipe organizada e que traz sempre alguns problemas. Agora parece-me que o Porto está bem, está num bom momento físico e anímico e acredito que hoje vai ser novamente uma mudança quase total da equipe. Acho que hoje vai ser se calhar seis, sete mudanças.

Queres antecipar? Para depois confirmarmos com o Pedro Henriques.

Eu acho que o 11 vai ser muito parecido ao que jogou no Estádio da Luz. Porque o Porto mudou para jogar na Alemanha e agora deve voltar a mudar. O Thiago Silva também não deve jogar por causa do falecimento da mãe, por isso também é uma opção que deve estar fora da equação. O Alberto não pode jogar, aí sim, há essa alteração relativamente ao Estádio da Luz, deve jogar o Martim, mas eu acho que vai mudar praticamente o 11 que jogou na Alemanha. Obviamente que nesta fase os jogos são perigosos. Agora me parece que o Moreirense, o mercado de inverno, acho que debilitou um pouco a equipa e o azar também de uma outra lesão, mas principalmente a saída de Schetine, que era o ponta de lança titular e um dos melhores jogadores da equipa. Acho que a equipa ficou um pouco mais frágil e acredito que o Porto a jogar em casa, moralizado, acho que com maior ou menor dificuldade, vai chegar à vitória.

João Castro, este Moreirense do Vasco Botelho da Costa teceu grandes elogios ao Futebol Clube do Porto, nomeadamente no capítulo defensivo, que é uma das grandes qualidades deste Futebol Clube do Porto de Farioli. Esta equipa do Moreirense, e também o Luís tocou aqui num ponto muito importante, a questão de Schetine, que era uma das principais referências ofensivas do Moreirense. Achas que vai ser capaz de criar problemas no Dragão ou antecipas até um teste mais acessível para os Dragões?

Olha, quando são verdes, eu tenho sempre esperança que eles consigam alguma coisa.

É telepatia, não é? Transmite-se através das cores.

Ainda por mais, o Sporting tem lá o Travassos. Portanto, há sempre alguma esperança. É uma equipa muito bem organizada, é uma equipa que sabe o que faz em todos os momentos do jogo. Concordo com o Luís, ficou mais fraca a partir da saída do Schetine, isso não há a menor dúvida. Mas acho que é uma equipa que pode dar algum trabalho ao Futebol Clube do Porto. Agora, depende muito também de como é que o Porto vem para o jogo. Se vier entrar um bocadinho a meio gás e dar a primeira parte ao Moreirense, as coisas podem complicar. Se vier realmente fresco e com vontade de resolver logo, é o contrário, as coisas podem complicar para o Moreirense. Portanto, espero um Moreirense organizado, que consiga chatear o Porto, que se conseguisse retirar pontos era o urso verde, mas vai ser difícil. Eu acho que o Porto vem aqui, apesar de ter perdido com o Sporting e depois daquele empate com o Benfica, em que teve praticamente o jogo ganho, a verdade é que teve uma boa reação na Alemanha, consegue uma boa vitória e está a rodar bem, ou seja, tem jogadores frescos. Isso também é mérito do mercado do Futebol Clube do Porto em janeiro, que deu a possibilidade ao treinador poder fazer essa rotação. Caso contrário, eu acho que o Porto nesta altura estaria a pagar a fatura de não conseguir rodar.

Que foi um dos principais problemas, se calhar, da época passada.

Sim, exatamente. Eu acho que aprender com os erros é sempre bom. E, portanto, acho que neste caso a estrutura do Porto deu ao Fariola essa possibilidade e o Fariola tem feito bem essa rotação e com isso é verdade que tem sempre jogadores mais frescos para alguns compromissos e depois acaba por tirar vantagem disso. Mas acho que pode ser um jogo que depende muito de como entrar o Porto. Se o Moreirense conseguir suster o Porto na primeira parte, as coisas podem ficar mais complicadas, mas claramente o Porto é favorito.

Logo veremos o que é que vai acontecer, mas não sem antes ouvir o Pedro Henriques, que ouviu com atenção também o Luís Pinto Coelho, no que toca aqui à questão.

Não é fácil.

Não é fácil. Então, não é fácil ou é fácil?

Não, não é fácil a questão do 11, porque estamos todos com esta ideia, e bem, que o Futebol Clube do Porto está a fazer esta gestão, que tem tido sucesso, de tirar jogadores e meter outros, estão todos a render naquilo que é o resultado final. E portanto, pode haver essa lógica de voltar outra vez a um 11 diferente, mas também pode haver aqui a questão de às vezes haver misturas de jogadores uns com os outros, que a gente também não sabe quando isso é feito. Portanto, eu vou aqui apostar num 11 que é mais meu do que propriamente daquilo que estive a ler. Diogo Costa, Martim Fernandes, Bendarek, Orelhas, Aiduu, Frahol, Varela, Gabri Veiga, PP, Gol e Petrzewski. Estou aqui com estes nomes.

Algumas dúvidas.

Sim, muitas dúvidas hoje.

Vamos confirmar isso. Entretanto, há esta emissão especial aqui na Rádio Observador, a partir das 20h15, Futebol Clube do Porto Moreirense. Relato do Ricardo Loureiro a partir do Dragão, com comentários do Augusto Inácio, do João Pereira e do Pedro Henriques. Ontem, muita contestação em Guimarães. O Vitória Sport Club perdeu com o Famalicão por duas bolas a uma. Já está muito longe da luta pela Europa. Eu penso que neste momento são 14 pontos para o Braga, que está no quarto lugar, sendo que o Braga ainda não jogou. Vai jogar com o Casa Pia e é só na quinta-feira, dia 23 de abril. Parece que este jogo também foi adiado em virtude das competições europeias do Sporting Clube Braga. Estou aqui a confirmar isso, mas vocês também me podem confirmar. O Braga pode ficar aqui com uma distância cada vez mais considerável, mas ainda tem ali o Gil Vicente à perna e também o Famalicão, que venceu ontem, como já disse. O Gil Vicente ontem empatou com o Alverca para esta jornada 26 do campeonato. Hoje, à Nacional Estoril às 15h30, AVS Santa Clara também às 15h30. Aqui uma luta também interessante pela manutenção e ainda o Rio Ave Estrela também às 18h. Temos tempo, pouco, mas queria ouvir o João Castro, até porque ontem o Pedro Henriques e o Luís Pinto Coelho falaram sobre a reeleição quase certa de Frederico Varandas. O que é certo é que foi reeleito com 89,5% dos votos. João, elogiou o adversário, Bruno Sá, também definiu metas para o mandato que agora se inicia, títulos, fazer crescer o Sporting, aumentar o número de sócios. Ficou alguma prioridade, na tua opinião, pelo caminho ou nem por isso?

Nem por isso. Acho que é uma reeleição que já estava mais que certa, apesar da concorrência do Bruno Sá Mas já se sabia que não havia a mínima hipótese. São números expressivos, 89%. Houve muitos votos de correspondência nulos, o que eu acho que esse processo de correspondência tem que ser feito, se calhar, de outra forma. Mas de resto, tudo normal. Correu tudo bem, rapidamente soube-se também os resultados. Desta vez não se teve que esperar até às tantas da madrugada.

Foi por volta das 11:00 da noite.

Sim, não é como das outras vezes, que era só no dia seguinte, praticamente. Acaba por falar muito da continuidade do que têm sido as apostas do Sporting e, nesse caso, do mandato de Frederico Varandas. Tudo certo, não há ali nada que se possa tocar. Podemos gostar mais de um aspeto ou outro, mas na globalidade já sabíamos que ele ia vencer e que o discurso ia ser muito na continuidade do projeto e do que ainda falta fazer, sobretudo também em termos de estruturas que têm vindo a ser feitas, que eu acho que também é um ponto importante. Falta uma questão que o Bruno Sá apontou, que é a relação com os sócios, que está um pouco mais fria, mas a verdade é que, de resto, o Sporting tem conquistado, não só no futebol, mas nas modalidades, muitos títulos. E por isso é que muitos rivais não gostam do Frederico Varandas, porque se ele não tem ganho, gostavam um pouco mais. Portanto, eu acho que está no bom caminho e a continuidade e estabilidade, sobretudo, é necessária para se alcançar os sucessos que temos tido.

Há mérito para o Frederico Varandas e para o trabalho que tem feito. Vai a caminho do terceiro mandato. A tomada de posse deve ser algures ainda esta semana. Destaque também esta manhã para Kimi Antonelli. Não sei se são fãs de Fórmula 1. É a primeira vitória do piloto da Mercedes, que com este resultado se torna o segundo piloto mais novo de sempre a vencer um grande prêmio. É também a primeira vez em 20 anos que um piloto italiano sobe ao lugar mais alto do pódio. Não sei se está nas vossas notas de campeão, mas é para lá que vamos. Vou começar por ti, Luís.

Tenho aqui duas notas, um 20 para a equipa feminina de voleibol do Porto, que ontem ganhou a Taça de Portugal, e depois um zero para os adeptos do Benfica, que ontem, na parte final, queimaram uma parte da bancada e com isso os cabos de fibra que dão para a transmissão televisiva. Acho que as pessoas têm que começar a ser castigadas, identificadas, proibidas de entrar nos estádios, porque ainda ontem a transmissão ficou sem som, ficou só com uma câmera. Aquilo são cabos caríssimos, câmeras caríssimas e as pessoas têm que ser identificadas e punidas, porque senão continuamos sempre nisto semana após semana. Não tem nada a ver com os clubes, tem a ver com as pessoas. Têm que se identificar as pessoas e proibi-las de entrar nos estádios e castigá-las, porque ainda ontem o prejuízo é imenso. Para as pessoas terem noção, um rolo daquele cabo, por exemplo, são em torno de 50 mil euros. E queimaram aquilo. Por isso acho que as pessoas têm que ser mesmo punidas para isto endireitar.

E acima de tudo, responsáveis num estádio de futebol. Pedro Henriques, vamos às tuas notas.

Sim, a minha nota vai ser uma nota cinco para a falta de conhecimento dos regulamentos e para quem gosta de cavalgar em discursos com falta de conhecimento dos regulamentos. Eu queria dizer que o jogo do Sporting é adiado, não é porque o Sporting está na Liga dos Campeões e fez algum pedido especial. Existe um regulamento que diz que entre um jogo e outro tem que haver 72 horas de distância. Ora, o Sporting jogou dia 11, quarta-feira, às 20h, hora de início. Para que conseguisse ter um jogo em Portugal 72 horas depois e um jogo da Liga dos Campeões 72 horas depois, era preciso que no dia 17, terça-feira, o Sporting jogasse às 20h. Como o jogo é às 17h45, faltam aqui duas horas e 15. E são os próprios regulamentos, porque quem marcou os jogos e quem marca é a UEFA, e os campeonatos nacionais é que têm que se adaptar. Portanto, nunca podia o Sporting fazer um jogo que coubesse dentro daquilo que seriam os espaços de 144 horas, que foram reduzidos para 142. O Sporting adia o jogo, obviamente está focado, tal como o Braga, e vai ter mais descanso, etc. Porque a lei, a norma, o regulamento não permite. Discursos que venham no sentido contrário são os chamados discursos redondos, a cavalgar naquilo que é a ignorância das pessoas e, sobretudo, no não conhecimento dos regulamentos. E eu gosto tanto de preparar para as coisas, tinha que dizer isto. Nota 5 para esses discursos.

João Castro, fechamos contigo. Olha que isto hoje não está muito famoso.

Nota 20 para o Kimi. Nota 18 para Frederico Varandas, obviamente pela sua reeleição. E depois nota 5 para o Fariola e para o discurso sobre o jogo do Sporting, claramente. Sobre o adiamento do jogo do Sporting.

Isto hoje está assim, uns dão uma nota mais altinha, outros depois vêm baixar, a média deve estar positiva, digo eu. Fiquei aqui com uns 20 e pronto. Ficamos por aqui nesta edição de domingo de "E o Campeão É". Não esquecer que mais logo há essa emissão especial em direto para o relato do Futebol Clube do Porto Muriense, jogo da jornada 26, aqui na Rádio Observador.