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Está no ar a edição de domingo do Campeão A, na Rádio Observador, com João Castro, Luís Pinto Coelho e Pedro Henriques. Bom dia aos três. Vamos começar pelo jogo de ontem do Porto. O Futebol Clube do Porto recebeu e ganhou ao Gil Vicente por 2 x 1. Foi uma vitória suada. Um Gil Vicente com bastante personalidade, mas vamos querer saber tudo. Luís Pinto Coelho, começo obviamente por ti. Ainda na semana passada falavas desse coração, como é que está esse coração?
Olá, bom dia. Está difícil, isso é sofrimento em todos os jogos. Foi mais um jogo difícil, uma exibição pobre. Melhor resultado, obviamente, que era o mais importante, mas o Porto muito oscilante sempre. Nunca conseguiu ter o controle do jogo. Entrou bem, faz 10, 15 minutos interessantes, mas a partir daí o Gil Vicente cresceu e o Porto teve sempre muitas dificuldades. O Diogo Costa esteve muito bem e segurou em alguns momentos a equipa também, mas tem sido este o padrão do Porto no campeonato, jogos sempre com uma nota artística pobre, diferença mínima sempre, sempre muito sofrimento, muitos gols na parte final do jogo, mas conseguiu-se o mais importante e principalmente antes da deslocação ao Estádio da Luz. Isso era muito importante, porque continua na frente, pressiona o Benfica para hoje e para o próximo jogo, por isso foi conseguido o mais importante, mas é preciso ter algumas ilações, perceber e melhorar, porque jogando assim mais vezes vai perder pontos como perdeu, por exemplo, contra o Arouca.
Estavas a falar de padrão e a verdade é que nos últimos jogos o Porto tem ganho quase no fim, no tempo de compensação.
Sim, são vários pontos já depois dos 90. Faz parte do jogo, o Porto luta até o fim, tenta sempre. Ontem foi aos 91, 90 minutos, mas isso também revela que ao longo do jogo não se conseguiu fazer uma grande exibição, porque senão, não teria que se esperar pelos últimos minutos. E ontem até foi estranho, porque o Porto entra muito bem, ao contrário do que tem acontecido noutros jogos, faz 10, 15 minutos muito bons, chega ao gol e depois a partir daí é que foi sempre decrescendo de qualidade e deixou o Gil entrar no jogo e o Gil faz uma bela exibição. Acho que tem muita qualidade esta equipa, e já se percebeu que os grandes vão ter sempre muitas dificuldades e todos têm sentido isso, porque existe muita qualidade nas equipas chamadas mais pequenas.
João Castro, achas que ontem o Porto pagou alguma fatura física do jogo da Champions? Por exemplo, a questão depois do médico nem sequer ter estado no banco, a ausência do Pepe.
Bom dia. Sim, aqui pelo menos a ausência do Pepe denota que possa ter existido alguma situação, fruto do cansaço do jogador português e de outros que podem ter ressentido mais na segunda parte, diria eu. Até o próprio Galeno já estava cansado, o próprio Gonçalo Borges entrou um bocadinho a falhar bastantes lances e pode ter sido também uma questão de cansaço, de não estar habituado a um ritmo tão grande. A verdade é que ontem tínhamos avisado aqui no É Campeão, eu tinha avisado desta dificuldade que o Porto iria ter antes do Gil Vicente e cumpriu-se. E concordo com o Luís, o início do jogo do Porto foi bom e podia perspetivar um jogo fácil, ou seja, se o Porto tem chegado a 2 x 0, acho que as coisas tornavam-se mais fáceis. Não fazendo, o Gil Vicente começou a assentar o seu jogo com muita personalidade, com muita qualidade, com os homens que foram referidos ontem, como o Depu, o Dominguez e o Félix Correia. E a verdade é que eles começaram a produzir futebol, o Porto continuou a atacar, mas sem conseguir criar grandes oportunidades e chegaram ao gol. E na segunda parte até foram bastante perigosos. Há aquela jogada do Félix Correia, o Diogo Costa defende muito bem, caso contrário, se o Gil Vicente chega ao 2 x 1, o Porto não iria conseguir os três pontos. São verdadeiramente jogos de estrelinha para o Futebol Clube do Porto nestas jornadas, nos últimos cinco jogos, marcas nos descontos, o que depreende dificuldades aos 90 minutos, mas depreende também um grande coração e uma grande vontade de vencer, que caracteriza as equipas de Sérgio Conceição. Mas isto não vai acontecer sempre. Ou o Porto realmente melhora ou vai acabar por perder pontos, obviamente. Já o fez contra o Arouca e pode voltar a perder. A qualidade do Gil Vicente é de ressalvar. Realmente é uma grande equipa, obviamente para o nível deles. E aqui o Porto ontem teve que meter a carne toda no assador quando mete o Gonçalo Borges, mete o Toni Martínez e o Francisco Conceição. O Sérgio Conceição apostou tudo e depois podia ter algum dissabor na defesa. Diogo Costa segurou e o Porto depois acaba marcando aquele gol com a nuca de Ostáculo, mas é uma vitória que realmente é muito saborosa, principalmente antes de ir à Luz.
Claro que sim. Pedro Henriques, antes de análises e casos, é algo que tu já fazes, só perguntar. O que está a falhar neste Porto, na tua opinião?
Bom dia. Em primeiro lugar, acho que as equipes jogam aquilo que os adversários também lhes vão permitindo e adaptam-se plasticamente àquilo que são as dificuldades que oferecem. Na realidade, chega-se ao fim e ganha-se. E é um bocadinho esta a história. Nós, nos últimos anos, focamo-nos muito naquilo que é a nota artística, os jogos dão todos na televisão, está tudo muito exposto, mas se recuássemos 20 ou 30 anos, se calhar os problemas eram os mesmos, só que as pessoas não viam os jogos e viam o resumo que dava no Domingo Desportivo à noite de um minuto e meio a dois, e focavam-se muito mais, por vezes, naquilo que é o resultado. Dito isto, o Porto dominou o jogo. Tem 20 tentativas de gol contra 12, 64% de posse de bola, tem o dobro dos ataques perigosos, 52 contra 27. A questão é que aquilo que eu pensava, que muito honestamente eu tinha dito isso ontem, o João Castro, e bem, acabou por acertar naquele que foi o fatíssimo dele do jogo difícil, eu pensava que não ia ser e que era um jogo à semelhança do que foi o jogo europeu, em que o Porto iria controlar o jogo com mais facilidade. E não acontece porque efetivamente o Porto até que entrou bem e que parecia que esse ia ser o caminho, mas depois vem um bocadinho ao de cima um conjunto de fantasmas, que é quando não marcas, quando o adversário começa a ganhar confiança, quando os minutos começam a passar e vem um bocadinho ao de cima, se calhar. Não estou a dizer que seja só a questão da jornada europeia, do tal cansaço emocional e físico, que existe sempre. Eu vou sempre lembrar o Rúben Amorim quando disse que o difícil não é ir, é o regressar. Porque não é só a questão da carga física, 196 horas, embora Eu acho que jogadores como o Galeno, por exemplo, tenham se ressentido claramente disso. Eu acho que é muito mais do que isso. E eu acho que o Futebol Clube do Porto, neste momento, vive um problema, que é um problema de natureza interna. Ponto final, parágrafo. Quando tu tens um treinador que vai a uma conferência de imprensa e que diz: "Sobre o Pep, perguntem ao médico." Onde é que anda o médico? Onde é que está o Pep? Parece que há aqui alguma coisa que não está a funcionar bem ao nível interno. E quando tu, por dentro, tens uma estrutura que não está a funcionar, e nós já temos vindo a perceber isso, que se calhar tem sido o presidente Pinto da Costa e a sua muito boa relação que tem com o Sérgio, que tem segurado aquilo que era inevitável, que é o Sérgio Conceição já se ter ido embora, se calhar tu percebes que por dentro, se tens a coisa minada, por fora o que acontece se calhar é muito malabarismo, ilusionismo, na perspectiva de que mesmo assim conseguem fazer isto tudo. Portanto, há aqui coisas que são internas e que têm que ser explicadas. E eu acho que tem consequência exatamente naquilo que está a acontecer com o Futebol do Porto. E para terminar, dizer só isto: obviamente que esta discussão de futebol é extremamente interessante, e há de ser sempre muito interessante e apaixonante, mas na sexta-feira, por hipótese, se o Porto chegar à luz e ganhar ao Benfica, com ou sem nota artística, tudo o que nós temos andado aqui a dizer no geral, as críticas do Porto apagam-se, morrem. Mas também se perderem, que é uma possibilidade, então aí vêm ao de cima o médico e o Pep e todas as outras situações. E o futebol é muito isto, vive exatamente daquilo que é o resultado.
É o momento, não é?
É o momento. E o Futebol Clube do Porto, aquilo que tem feito, sem nota artística, é adaptar-se aos adversários que tem tido e com mais minuto ou menos minuto. E reparem, agora o que sai para a comunicação social é: "Quinto jogo, o Porto nos descontos." Mas ontem foi ao minuto um, ao minuto dois dos descontos, que foram poucos, que é outra problemática que a gente tem que discutir mais à frente. É que esses cinco minutos não podem ser. Cinco minutos foi o tempo gasto nas seis paragens das substituições. E o resto? Ao minuto 82, quando o número 10 esteve no chão, quando o Sérgio Conceição levou amarelo, com mais os outros quatro amarelos que levou. Portanto, a arbitragem tem aqui um problema grave, neste momento, para resolver, que foi do oito para o 80, 80 para o oito. E depois temos o treinador do Farense a queixar-se do jogo do Moreirense, que foram dados seis minutos com uma lesão e depois com uma substituição, que não foram descontados. E depois temos, e bem, um árbitro que no Estoril-Vizela, em que praticamente não se jogou três minutos por uma lesão e um minuto por causa de haver um gol do Estoril, que deu mais três minutos que deram o gol do Vizela, que deu um empate. E, portanto, o problema neste momento é a não uniformização de critérios da arbitragem à conta daquelas reuniões. Valia mais estar como estavam, com 10 e com 12 minutos, do que andarem agora a regressar, entre aspas, ao passado, uns andam, outros não. E, portanto, isto está aqui uma bela de uma confusão. Mas, de qualquer maneira, acho que a vitória assenta bem no Porto e percebam agora quando a gente faz aqui a crítica ao Rotruini, da importância que é, ou que fizemos naquele jogo específico, da importância que é para uma equipa saber que lá atrás tem realmente alguém, neste caso, Diogo Costa. Fez a diferença. Imaginemos que não está o Diogo Costa, está outro guarda-redes que não dá segurança, sofre um gol. O Porto tinha perdido o jogo. É a diferença entre perderes e ganhares um jogo. E, portanto, a importância de um guarda-redes de qualidade na baliza faz toda a diferença. Não é sorte, é qualidade de um guarda-redes que defende.
Olha, só mesmo para terminar, há pênalti sobre o Eustaquio?
Não. Eu sei que na comunicação social, em termos de arbitragem, por acaso dei uma vista de olhos, quase tudo é unânime a dizer que não há pênalti, um ou outro ex-árbitro que considera, mas eu acho que é uma situação tão pacífica. O Gabriel é que está na frente, o Eustaquio é que está nas costas, o Gabriel tem a posição de ganho, o Eustaquio é quem engaja o braço esquerdo no braço direito e depois acaba por tropeçar e, portanto, não há motivo para ponto de pé a pênalti, como também no remate, três minutos antes, a bola vai ao peito do Gabriel e, portanto, não vai ao braço e por isso boas decisões de arbitragem. Aliás, dei uma das minhas notas mais altas e a crítica também foi unânime em relação à exibição do António Nobre. Dei nota oito, mas uma grande exibição e nos momentos-chave, nomeadamente nestes dois, esteve impecável.
Luís Pinto Coelho, só mesmo para encerrarmos aqui este tema do Porto, e o Pedro falou também aqui de eventualmente algumas questões internas, esta questão aqui do médico, mas ontem também houve aquele detalhe. Normalmente, o Futebol Clube do Porto no final faz sempre uma roda, certo? O Sérgio Conceição não foi ao relvado e seguiu logo para o túnel. Concordas que há mais questões para além daquelas que nós eventualmente estejamos aqui a ver no que toca à equipa e cansaço e rotatividade?
Sim, acredito que exista ali alguns problemas. Eu acho que aquelas declarações do Sérgio não fazem qualquer sentido. Ele quis atear uma fogueira, porque a pergunta que se faz é: mas então onde é que está o médico para se poder perguntar? Dizer: "Perguntem ao médico", mas onde é que está o médico? Isto não tem qualquer sentido. E eu, e acho que alguns adeptos do Futebol Clube do Porto, começam a ficar um bocadinho cansados destes recados constantes do Sérgio. Isto é um problema nitidamente para se resolver internamente. Não é para vir para uma conferência de imprensa. Toda a gente sabe que o Pep tem a idade que tem, tem que ser gerido de uma forma diferente de outros atletas. Isto tem que ser resolvido internamente. Sempre, constantemente, com estes recados que não acrescentam nada, só criam polêmica e levantam questões. Acho que não faz muito sentido. Acho que isto tem a ver com questões passadas do chamado Doutor Milagres, que o Porto tinha e que foi trazido pelo Sérgio e que o doutor Nelson Puga incompatibilizou-se. Pode haver ali algum problema entre o doutor Nelson Puga e o Sérgio, mas numa organização as coisas têm que se falar internamente, não é vir para uma conferência de imprensa e dizer: "Perguntem". Eu ontem brincava, dizia: "Mas alguém tem o número dele para a gente lhe ligar?" Porque isto não faz sentido. Estes recados constantes também mostram que o Sérgio está um bocadinho cansado e acho que também às vezes exagera na posição que tem no clube. Ele é um funcionário altamente bem pago, mas também não é dono do clube para estar sempre a dar recados a toda a gente. E o Sérgio, que eu saiba, ainda não é especialista em medicina. Acho um bocadinho ridícula a postura dele ontem.
Passamos agora ao jogo desta tarde. O Benfica entra em ação para jogar frente ao Portimonense às 18h. O Benfica já sabe que não vai conseguir ultrapassar o Futebol Clube do Porto na tabela classificativa, uma vez que o Porto venceu o Gil Vicente. João Castro, a deslocação a Portimão é crucial antes do clássico com o Futebol Clube do Porto. Aliás, temos aqui um antes, uma derrota na Champions e já a pensar-se num próximo jogo.
É verdade, eu acho que é um jogo muito importante para o Benfica. Além de gerir o resultado europeu, tem esse grande confronto já ao virar da esquina, mas não pode esquecer que esta ida ao Algarve pode ser problemática. Primeiro, porque o Portimonense tem vindo a subir de forma, começou mal com duas goleadas que sofreu, depois consegue dois empates e na última jornada foi ganhar em Guimarães 2x1. Portanto, está indo crescendo. Não é um campo fácil. Prevejo que o Benfica poderá ter algumas dificuldades, depende muito do início do Benfica. Acho que se o Benfica chegar lá, começar bem, marcar primeiro, pode resolver o jogo mais facilmente. Caso contrário, à medida que os minutos vão passando, as coisas podem complicar e não há jogos fáceis. Depois há a questão do Trubin, que o Pedro levantou e bem. Vamos ver como é que vai ser o jogo do Trubin logo, porque é um teste que poderá ser complicado. Obviamente, se o Portimonense estiver dentro do jogo, as coisas podem se complicar, pode fazer uma grande exibição, mas o verdadeiro teste para Trubin, também quanto a mim, será depois no clássico. Aí é que vamos ver. E portanto, o Benfica e o Schmidt hoje têm aquela questão de gerir, se calhar, algum esforço do jogo europeu e também já com um olho nesse clássico. Mas hoje é um jogo fundamental, até porque o Benfica, nesta altura, parte atrás dos líderes e já tem pontos de atraso e não pode ficar mais atrasado, porque caso contrário, poderá acontecer, e o Porto costuma jogar muito bem na Luz e até, se calhar, nos últimos anos ganha mais do que perde. Portanto, é complicado para o Benfica, hoje tem que vencer. Obviamente, nesse jogo, que eu acho que vai ser um bom jogo, mas deixa-me dizer, Catarina, que o jogo do dia quanto a mim é esse Braga-Boavista.
Já lá vamos.
Já lá vamos.
Já lá vamos.
É o jogo do dia que merece destaque, mas o jogo do Benfica claramente será também um belo jogo. Portanto, vamos ter um belo domingo.
Sem dúvida.
Em termos de futebol nacional. Como ontem, por exemplo, deixa eu saudar aqui, o Pedro falou há bocadinho, eu vi a segunda parte do Estoril-Vizela e foi uma segunda parte muito agradável, com quatro gols e emoção até o fim.
Isto ultimamente tem sido assim, não é? Estes jogos que se calhar passavam um bocadinho mais ao lado, digo eu, de repente começam a mexer, não é? E a verdade é que depois quando jogam com os grandes, os ditos grandes, acabam também por mexer. Só uma última questão, João. Tu falaste aqui no Trubin, que obviamente atenções viradas, mas achas também que há aqui alguma pressão extra para o António Silva, tendo em conta o jogo da Champions?
Não, acho que não. Acho que é uma coisa normal do futebol. Foi expulso, foi bem expulso, obviamente, é algo que aconteceu, mas acho que o António já tinha alguma experiência, já foi à seleção, portanto vai estar hoje de cabeça completamente tranquila em Portimão, mas obviamente o Benfica tem que estar muito atento a este jogo. Acho que será o que Roger Schmidt irá dizer e o mais importante é o atual jogo, que é em Portimão. É nisso que eles têm que se focar e portanto esquecer realmente o passado.
Pedro Henriques, Roger Schmidt vai mexer na equipa, já a pensar no próximo jogo?
Olha, eu acho que não. Eu tenho aqui uma nuance entre aquilo que eu faria e aquilo que eu acho que ele vai fazer. O que ele vai fazer é agarrar na equipa e meter exatamente a mesma equipa. Ou seja, eu acho que ele vai agarrar no Trubin e coloca-lo na baliza e põe António Silva também, tem o Ortmans à esquerda, o Bah, João Neves com o Ochú, João Mário, Rafa, Di María e Musa. Tendo em mente os quatro dias que passaram e dos que faltam para sexta-feira para o clássico. Aquilo que eu faria, e pode vir aqui a ser uma nuance, é ele fazer subir o Ortmans tirando o João Mário e pôr o Jurásek a lateral esquerdo. E portanto, eu diria que entre essas duas equipas poderia estar próximo daquilo que pode vir a acontecer no jogo hoje, porque se há coisa que este treinador tem demonstrado, não é uma questão de teimosia, é uma questão de scale da sua convicção ou teimosia, vamos lá ver. E saber que o clássico é muito importante, descansar os jogadores é muito importante, e sabemos isso, que sim, as cargas, a parte emocional, psicológica, mas se passaram quatro dias e de domingo até sexta-feira vão ser cinco dias. Portanto, sob o ponto de vista das recuperações, tudo é possível fazer e com esta nuance. É que não adianta ir, da mesma maneira que o Porto, o melhor que tira de ontem é chegar ao Estádio da Luz com a vitória sobre o Gil Vicente, não adianta o Benfica preparar, descansar e fazer tudo e mais alguma coisa para ir ganhar a um adversário direto, se hoje não ganhar ao Portimonense. E portanto, é que eu acho que com estas distâncias, ainda estando no princípio destas andanças de quatro e cinco dias, estamos em setembro ainda, não estamos em novembro, eu acho que não vai haver grande rotatividade. E, portanto, por isso é que eu aposto nesta equipa ou nesta alteraçãozinha de Ortmans a ir para a sua posição normal, sendo João Mário e o Jurásek a ocupar a lateral esquerda.
O João Castro já falou noutro jogo, Luís, entre dois históricos do futebol português, não é? O Sporting Clube Braga e o Boavista jogam às 20h30. Na tua opinião, quem vence este duelo na Pedreira?
Eu acho que o Braga vai vencer. Se tivesse que apostar, apostava no Braga, mas será um belo jogo, certamente, porque o Boavista joga sem qualquer pressão. A pressão está toda do lado do Braga, que já está atrasado na tabela, é o favorito, joga em casa, mas o Boavista tem feito um belo campeonato, o Petit está a fazer um trabalho extraordinário. Por isso, prevejo um belo jogo, porque o Braga tem mesmo que ganhar, está encostado às cordas, ao nível do campeonato já tem algum atraso e o Boavista joga sem qualquer pressão. Por isso, prevejo duas equipas ao ataque, um jogo que pode dar muitos gols. Acho que pode ser um belo espetáculo.
Amanhã é a vez do Sporting receber o Rio Ave às 20h15. João, Rúben Amorim chamou dois jovens jogadores ao treino, certo? O Sikulamba e o Mames. Achas que também vai alterar aqui? Pelo menos a imprensa está a dizer que à partida vai fazer algumas alterações.
Sim, vai repor aquilo que fez na jornada anterior, ou seja, vai colocar o Esgaio de início, Morita será titular, Nuno Santos serão titulares.
O Platano também volta.
O Pote de volta lá para a frente. Aqui a minha única dúvida, mas depois deixo para o Pedro Henriques, é se na frente vai jogar o Paulinho ou se vai, por exemplo, colocar a titularidade do Edwards. Portanto, Pote, Edwards e Gyökeres, ou se vai manter Pote, Gyökeres e Paulinho. Essa será a grande dúvida, depende também da condição física do Paulinho, mas acho que vai ser exatamente o mesmo 11 que defrontou o último adversário no campeonato. Há essa questão na frente, agora vai voltar realmente os jogadores mais importantes, Nuno Santos, Morita e Pote vão regressar claramente à titularidade e o Esgaio também vai regressar, até porque eu acho que ainda é cedo para lançar o Fresneda. Portanto, vai ser um jogo difícil contra o Rio Ave. Se o Sporting entrar mais forte e tiver a ocasião de marcar golo e assumir a liderança, será muito difícil para o Rio Ave, porque o Sporting está bastante consistente neste início de época.
Mas acreditas que não vai ser um jogo fácil, em casa?
Não, depende do início.
Da entrada.
É, da entrada. Se chegar cedo à vantagem, acho que o Sporting poderá ter um resultado mais tranquilo. Aí, sim, concordo com o Pedro Henriques quando também vaticinou aquilo do Porto, e é verdade que o Porto depois descansou muito cedo e o Gil Vicente cresceu. Caso contrário, se fizesse 2 x 0, as coisas seriam diferentes. Eu acho que é exatamente a mesma história aqui para o jogo de Alvalade diante do Rio Ave. Se o Sporting chegar cedo à vantagem, será muito difícil ao Rio Ave depois conseguir um resultado positivo e o Sporting poderá avolumar o marcador.
Pedro, deixa-me adivinhar, deixamos o 11 para amanhã ou queres já avançar?
Não, preciso do Rúben Amorim primeiro.
Precisas do Rúben.
Exatamente, porque eu acho que é muito importante nós ouvirmos as conferências de antecipação, porque se lê muita coisa, não só naquilo que os treinadores dizem, como nas entrelinhas.
Claro que sim. Olha, Pedro, então pergunto do jogo de ontem dos Lobos. A seleção nacional de rugby conquistou o primeiro empate de sempre numa fase final do Mundial de rugby. Tivemos aqui o momento pele de galinha do hino, mas não só. Merecia mais, certo? Merecíamos mais.
Olha, é a minha nota de campeão e fica já arrumada.
Outra vez, ontem foi assim, Pedro.
Exatamente. Não, porque é uma coincidência e nós não combinamos nada.
Nada!
Exatamente, não combinamos nada. Vou dar a minha nota 20, claramente ao rugby português. Eu acho que o segredo esteve na atitude, e como diz o poeta, que a atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença. E eu acho que foi na atitude, nomeadamente da segunda parte, que se fez a diferença do que significa verdadeiramente o ser português e fazer acontecer Portugal. Eu acho que ontem é um bom exemplo disso mesmo. Nota 20 para o rugby.
Muito bem. Luís Pinto Coelho, ronda final campeão.
Sim, também. Obviamente que tenho que dar um 20 ao rugby, porque acho que principalmente a segunda parte foi excepcional, muito pelo que o Pedro disse agora, mas tenho que dar um nove também ao Sérgio Conceição, porque acho que não faz sentido as declarações dele de ontem, quando bastava dizer que o Pepe não estava disponível fisicamente e acabava a questão. Quis alimentar uma polêmica contra pessoas internas do clube. Acho que isso não faz muito sentido, por isso o nove para o Sérgio Conceição.
João Castro.
Olha, vai para o rugby, porque foi a primeira vez que eu tive que roer as unhas num jogo de rugby. Aqueles momentos finais, eu imagino a emoção, ainda para mais quem for fã mesmo de rugby, mas aquela segunda parte foi fantástica. Nota 20 para eles. Faltou ali realmente, se calhar, um escardinho a marcar aquela última bola, mas se calhar não temos nenhum, portanto, estou aqui a tirar à sorte. Mas é verdade, aquele último momento foi fantástico, um grande momento. Depois é aqui para a Fórmula 1. O campeonato da Red Bull também merece destaque enquanto temos construtores e aquilo que eu tinha dito, o campeão de ontem, o Piastri a chegar ao pódio. É um rookie fantástico e, portanto, nota para eles também, nota 15 para a McLaren e para o Piastri novamente, porque têm estado muito bem.
Muito bem, nota 20 para vocês. Muito obrigada, Luís Pinto Coelho, João Castro e Pedro Henriques. O "Campeão É Esta" está de regresso. Amanhã, continuação de um ótimo domingo.
Bom domingo.
Bom domingo.