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Nos próximos minutos falamos de desporto na Rádio Observador. É mais uma edição de "E o Campeão É". Hoje com mais um capítulo da novela Gyökeres, que tem sido tema habitual nestas últimas semanas. Não é, contudo, tema único esta quarta-feira. Para analisar este tema e todos os que surgirem durante a conversa, convidámos o Gabriel Alves, figura e parte da história do desporto, o João Castro, o adepto leonino mais fervoroso que eu conheço, o Pedro Henriques, que deixou o apito, mas que continua a ser aqui um árbitro de querelas, e também o Bruno Roseiro, nosso editor de desporto aqui no Observador. Bruno, vou começar por ti e por uma história de hoje que nos chega de Itália, que envolve o empresário de Gyökeres e uma promessa escrita supostamente numa carta. É um pouco confuso toda esta situação. Gostaria que nos elucidasses, não só a nós, aqui ao nosso auditório, mas também a quem nos estiver a ouvir, mas supostamente há aqui uma via aberta para que Gyökeres possa deixar o Sporting mediante uma proposta de 70 milhões. Que história é esta, Bruno?

É mais uma. Deixa-me, antes de mais, lamentar o facto de não ter adjetivos, ao contrário do Gabriel, do João Castro e do Pedro Henriques. Toda a gente teve imensos adjetivos, eu não tive. Não faz mal. Posso explicar na mesma a história. E de facto a carta é uma figura retórica, digamos assim. Por quê? Porque não existe nenhuma carta, ponto prévio. Isso agora vem da parte da imprensa italiana. Em termos práticos, anulando todo o ruído, o que é que existe? Houve, de facto, uma primeira abordagem do Arsenal, uma proposta que não chegou bem a ser proposta, foi, digamos assim, um início de conversas que situava os valores entre os 55 milhões fixos, mais 10 milhões por objetivos. Esta é a única coisa que houve até agora. Não houve qualquer conversa do Real Madrid, não houve qualquer proposta nem da Juventus, nem do Atlético de Madrid, nem do próprio Al-Hilal, que o próprio empresário de Gyökeres também afastou. O que é que está a acontecer aqui? Uma pressão da parte da entourage de Gyökeres, porque a oportunidade do Arsenal está a começar a fugir. Por quê? Porque o Arsenal está a começar a olhar com outros olhos para o Benjamin Sesko, que não diria que é ao nível do Gyökeres, mas é um perfil de avançado parecido e que poderá ser um negócio com menos entraves e menos problemas, e daí também esta pressão. Em relação à figura da carta, parece-me óbvio que Frederico Varandas não se iria atravessar com aquilo que ele disse na semana passada, se houvesse alguma coisa por escrito. Portanto, aquilo que houve foi uma combinação no final da última época, de que Gyökeres sairia por menos dos 100 milhões da cláusula. Esse valor dos 60 mais 10 poderá ter sido ventilado. Agora, há aqui várias coisas que mudaram e há uma delas que tem passado aqui de uma forma lateral, que é importante, que é Matheus Cunha vai pro United por quase 75 milhões de euros. E como é óbvio, quando nós olhamos para a perspectiva de mercado, por exemplo-

Os avançados valem mais, por norma.

Não, e não é só isso. Por exemplo, o João Neves. O João Neves, muita gente do Benfica se indignou por ele ter saído por 60 milhões, mas se nós colocarmos em perspectiva, se percebermos que o jogador que saiu mais caro no último verão foi o Julián Álvarez pro Atlético de Madrid por 75 milhões, e é avançado, campeão do mundo e jogava no City. E o João Neves foi, depois também com os bónus por objetivos, a segunda maior venda do verão, se calhar não foi assim uma venda tão má. Ou seja, aquilo que o mercado também dita é importante neste tipo de negociações. Portanto, Gyökeres vai acabar por sair, qualquer que seja o clube, seja ele Inglaterra, seja ele de outra liga. Parece-me, sobretudo, que o Sporting está preocupado com um outro problema paralelo, que é a incapacidade que grandes figuras e grandes heróis do Sporting não saírem bem com o clube. Ou seja, poderá haver depois, no final de tudo isto e quando ele sair, uma conversa para tentar fazer essa saída airosa, digamos assim, mas esse é o grande problema do Sporting. As grandes figuras continuam a sair mal do clube. E isso sim, parece-me nesta altura, o grande problema do Sporting, que não está nada preocupado com aquilo que tem acontecido, nem com esta chantagem atrás do empresário do Gyökeres.

Bruno Roseiro, o explicador aqui na nossa edição de "E o Campeão". Ele estava preparado, Bruno. Gabriel Alves, seja bem-vindo. Estas histórias de mercado são habituais, mas ainda assim relevantes. Parece-te um Gyökeres preocupado com um comboio que possa estar a passar e que ele não possa apanhar? É que nem sempre o carteiro toca duas vezes.

Isso é verdade, mas tudo o que o Bruno acabou de nos dizer também deixa aqui algumas prerrogativas que é preciso refletir. Eu começo pela última, a questão dos jogadores-

O empresário

...as figuras que saem mal do Sporting. Tirando isto, portanto, tirando a carga Sporting, o Gyökeres não é, neste momento, um jogador qualquer Portanto, foi um jogador que marcou a temporada pelo seu rendimento, pela sua produtividade. E obviamente que isto é uma questão que se levanta também em relação ao futebol português e a futuras contratações de futebolistas e de empresários, etc. Independentemente de toda a conversa que há. Basta ler os jornais para ver que há conversas sobre vários jogadores, diversos jogadores, etc. Não há matéria, vamos por aí. Mas a verdade é esta: certamente os empresários e os próprios futebolistas, quando vierem para o futebol português, seja para o A, B, C, D, E, não interessa, vão começar a ter mais cuidados com a questão das cláusulas de rescisão. E falo que está muito bem, o Bruno Roseiro também pegou a questão do Álvarez, do Matheus Cunha agora, do João Neves, é que aqui põe-se a cláusula de rescisão: 100 milhões, 150 milhões. E eu digo, a cláusula que está mais cara é do Wirtz, na Alemanha, que ronda os 140 milhões. E neste momento, pode ser do Liverpool ou não. Vamos ver se é o Liverpool. Pelo menos parece, à partida, o que está mais próximo. O City também o queria. Vamos ver se é assim, se é os 140 ou se isso depois tem outro tipo de taxa de negociação. Agora, nós aqui temos os jogadores extremamente inflacionados. Na tal taxa de venda, de rescisão, etc. Acho que têm que começar a pensar um pouco mais, porque temos centrais a serem comprados por 60 milhões, quando temos aqui centrais que não valem os 60 milhões, mas têm taxa de 100 milhões. E vou por aí. Eu percebo que os clubes portugueses a tentarem defender o seu patrimônio. Obviamente, Portugal é um país de clubes vendedores, têm necessidade dessas vendas, mas o mercado cada vez está mais exigente. E olhem que o Real Madrid, que é um clube de dinheiro, precisa de comprar, discute tudo até o fim. Veja-se o caso Carreras no Benfica. Agora, há um fator: ter jogadores na próxima temporada contrariados ao serviço dos clubes, meu Deus, isso aí é um prejuízo enorme.

E essa é a minha pergunta para o João Castro. Antes, mais bem-vindo, João Castro. Se este é um cenário que te apoquenta, a hipótese de haver um jogador insatisfeito, neste caso o Gyökeres, até porque tu já disseste, por mais do que uma vez, que não te incomodas muito com este tema, devido ao fato do jogador ter contrato, mas e se o rendimento, devido à insatisfação, não for o desejado?

Bom dia a todos. Se o rendimento for só metade dos gols, mesmo assim era o melhor marcador do campeonato, não é? E portanto, não me chateia assim tanto. Mas acho que concordo aqui com o mestre Bruno Roseiro, que claramente o Gyökeres irá sair. É uma questão, obviamente, de tempo. Há questões aqui que são importantes, sobretudo a questão do empresário. Nesta altura, as notícias que saíram são notícias aquecidas. A frustração do Gyökeres hoje é a mesma notícia, um bocadinho aquecida, no micro-ondas, que é para vender jornais, porque realmente as coisas continuam iguais. Ou seja, não chegou ao Sporting nenhuma proposta formal. Houve uma abordagem inicial por parte do Arsenal com os valores que se sabe que estão aquém daquilo que o Sporting pede. Repara, tens um contrato longo e tens uma cláusula alta, a faca e o cai está sempre na mão do clube, por mais pressão, obviamente, que o jogador possa fazer. Primeiro, os nórdicos nunca fazem greve e, portanto, não é por isso que o Gyökeres irá fazer greve, ao contrário do que eu já havia escrito. Depois, há a questão, que eu acho que é fundamental termos essa noção, os empresários só ganham dinheiro com as transferências, basicamente. E portanto, por isso, existe uma pressão muito grande. Obviamente, que o jogador também quer sair e o empresário quer fazer o seu negócio. Por isso é que também há aquela cláusula que o empresário colocou, porque o contrato era de cinco anos, de que se o Sporting rejeitasse uma proposta de 60 milhões, teria que receber 6% desse valor. Claro que o Sporting já veio, entre aspas, a público, dizer: "Se acionarem essa cláusula, eu também remeto para a cláusula de rescisão a saída do Gyökeres". Portanto, acho que aqui vai tender a que haja uma plataforma de entendimento se houver uma proposta. Nesta altura, temos que pensar: o Gyökeres está frustrado por esta situação. Eu acho que ele vai tender a ficar mais frustrado com o empresário por o empresário não conseguir trazer uma proposta real para o Sporting, porque o trabalho do empresário é, obviamente, despoletar o interesse de vários clubes e chegarem propostas reais, formais, com o valor que o Sporting também possa aceitar. E nesta altura, a verdade é que o empresário não tem conseguido isso. E eu acho que isso vai fazer o Gyökeres depois também pensar, porque o melhor marcador da Europa, ou um dos melhores marcadores da Europa, se calhar o melhor avançado da Europa nesta altura, e não tem uma proposta formal de um valor acima dos 60 milhões. Eu acho que é o Gyökeres que tem que pensar muito bem também a parte do empresário. Quanto ao Sporting, o Bruno falou dessa questão. Eu acho que o Sporting nos últimos anos melhorou muito isso, a saída dos jogadores e a relação dos jogadores. A maneira como sai é uma situação que preocupa, obviamente, mas há outra questão que preocupa: é o timing. Porque repare, o Sporting tem que preparar a próxima época e tem que saber se conta com o Gyökeres ou não e tem que saber se consegue contratar um substituto e para isso o Gyökeres tem que sair. E, portanto, não pode ser no último dia da época, porque nessa altura o Sporting já não terá.

Mas aí o Sporting está ao mercê, João. O Sporting não pode fazer nada em relação a isso.

Não, mas o Sporting aqui vai ter que tomar uma decisão. Acho que vai haver uma data limite, porque o Sporting não pode esperar para o último dia de mercado. Portanto, eu acho que aí o Sporting vai ter que definir uma data limite ou realmente investe à cabeça, se tiver condições para isso e vai buscar um avançado para substituir o Gyökeres. Estamos a falar aqui de um avançado, provavelmente, num valor de 20 milhões ou lá perto. Ou então vai ter que falar com o jogador e ter que pôr um limite Sobre uma possível transferência, o que me preocupa desportivamente é claramente essa situação. O Sporting tem que estar a preparar a próxima época sabendo se vai contar com o Gyökeres ou não.

Vou só aqui acrescentar um pormenor e vou fazer aqui uma analogia com uma questão de comprar a casa. Uma coisa é eu ir à procura dessa casa e só haver um agente imobiliário pelo meio, que é quem me está a vender a casa. Outra coisa é eu também ter o meu agente imobiliário, que depois vai ter que dividir a comissão com o agente imobiliário do outro lado. E quando nós olhamos e fazemos o paralelismo em relação à situação de Gyökeres, conseguimos provavelmente perceber que um dos problemas do empresário de Gyökeres é perceber que existe um agente, neste caso um dia chamado superagente, que também já está a tentar ver se se consegue meter no negócio para tentar facilitar a saída de Gyökeres.

Ora bem, quando o Jorge Mendes se mete no assunto, por norma-

Foste tu que disseste o nome. Mas acertaste.

Não está errado.

Mas acertaste.

Pedro Henriques, gostaria também de te ouvir sobre o tema. Quem é que no teu entender assume aqui um papel de vilão, se é que existe um papel de vilão?

Não diria assim, eu diria o seguinte: eu gosto de dar certezas, eu não dou opinião, dou certezas. Escrevam lá no papel e depois digam: "Está bem, faz favor". O Gyökeres vai sair.

O bruxo de Mafra, aí vai ele.

Escrevam aí, vai sair. Vale um pão com chouriço se eu falhar. Depois, exercício financeiro. O Sporting não vai vender ninguém antes do dia 30, esqueçam lá isso. O interesse é que entre nas contas depois do dia 30. Portanto, convém alimentar aqui esta novela, porque antes do dia 30 não convém vender. O exercício financeiro até dia 30 já está feito. O depois de dia 30 é que convém fazer, e com valor grande. Terceiro ponto, obviamente, se não houvesse empresário, não havia esta novela. Eu percebo o papel do empresário, que facilita as partes burocráticas, os contatos, etc. Mas se não houvesse empresário, não havia esta novela. As coisas eram muito mais simples. Nem havia este escalar de tensão em que um diz que vai assinar a tal cláusula por causa do valor e o Sporting remete para a tal cláusula de 100 milhões se assinarem essa cláusula. E depois, obviamente, que se estivesse nas mãos de Jorge Mendes, não havia metade desta confusão e já tinha outras propostas, porque independentemente disso que foi dito, e bem, que primeiro tem que se fazer o apalpar de terreno, antes de um papel físico escrito com uma proposta, por isso é que muitas vezes aparentemente dizem que estão à procura de algo, mas na realidade ainda não houve uma proposta, mas também nunca há uma proposta sem se perceber quais são os contornos. E acho que aqui o empresário tem uma cota parte de alguma culpabilidade, e estou de acordo com o João Castro, no sentido de que com tudo aquilo que nós sabemos do que fez o Gyökeres, nomeadamente nesta última época, o estranho é não haver, mesmo que seja não escrita, mas quase de acordo ou de verbal, uma proposta que vá ao encontro desses valores. Alguma coisa não está a ser feita, e não é pelo valor do Gyökeres. É exatamente pela capacidade que quem está a tentar negociar não consegue ter, porque nós temos muitos exemplos, e aqui não vou estar a citar outros nomes, porque senão as pessoas depois julgam que uma pessoa está a fazer comparações entre clubes, de jogadores com muito menos valias, com muito menos capacidades e que são vendidos, e que eram vendidos e são vendidos a valores muito mais altos. Portanto, quem está a fazer aqui o papel menos bom, menos correto, é claramente o empresário, que neste momento está muito preocupado é com os possíveis 6 milhões ou o que quer que seja, que pode ganhar ou não ganhar. Ou seja, é basicamente alguém trabalha e o outro tira partido do trabalho dos outros, mas é o papel dos empresários, basicamente isso. Por muito que custe, esta é que é a realidade. Por isso é que depois há os superagentes, que realmente não só tiram partido disso, mas conseguem, na prática e na realidade, fazer grandes negócios. É por isso que o Jorge Mendes provavelmente é o melhor do mundo. Não há dois Jorge Mendes, obviamente. Se o Jorge Mendes alguma vez lê esta novela, nem pensar. E também não acredito que o Gyökeres vá fazer greve se ficasse no Sporting, que depois não ia trabalhar para continuar a ser bom. Portanto, isso não vai acontecer, mas também é a minha convicção que o Sporting não vai ter o Gyökeres na próxima época e vai haver negócio.

Agora já é convicção, há bocado era certeza.

Não, certeza. É tudo igual pra mim, como eu acerto sempre, é tudo igual. É certeza, convicção. Isto é como o bacará e como a bet click, é sempre a bater.

Estou apenas a brincar contigo. Vamos avançar, analisar um outro tema. Na verdade, vou juntar aqui dois, acabam por estar de certa forma ligados e incidem sobre a mesma temática. O Benfica está a tentar um plano para tentar assegurar a continuidade de Otamendi. Já o Futebol Clube do Porto tem uma questão semelhante, mas com Iván Marcano, dois jogadores centrais, da mesma posição, já com uma vasta experiência e também com uma idade que o fim está mais perto do que propriamente o início. Bruno Roseiro, vou começar de novo por ti. São dois jogadores experientes, Otamendi é mesmo capitão do Benfica, Marcano é também um jogador influente no setor mais recuado do Futebol Clube do Porto, que podem já não ter a mesma forma física, podem não ter a mesma capacidade, mas continuam a ter muita liderança. Faz sentido os dois clubes fazerem este esforço para tentarem manter estas peças?

Faz sentido, vou ser muito sucinto, mas separar os assuntos. Em relação ao Marcano, a mim só me faz sentido olhar para aquela linha defensiva do Porto na estreia do Mundial de Clubes, à luz de uma proposta de renovação de Marcano, caso contrário, nada faz sentido. Porque isto deveria ser, digamos assim, um balão de ensaio para aquilo que será a versão Futebol Clube do Porto 25/26. E parece-me que olhando para aquela equipe e olhando para o peso que o Marcano ainda tem até nas bolas paradas, porque é o defesa com mais gols da história do Futebol Clube do Porto, faria todo sentido já estar decidido. Em relação ao Otamendi, eu mais ou menos há três, quatro meses disse aqui que não me parecia que fizesse muito sentido o Otamendi renovar. Há aqui duas questões que entretanto mudaram. Uma, o António Silva, a segunda metade da época e o próprio Tomás Araújo, de facto, não conseguiram chegar muito longe até do patamar que era expectável e, portanto, o Otamendi nesta altura é o melhor central do Benfica. O problema dois é que nesta altura existem interessados de Espanha, Itália e Arábia Saudita, o que faz com que Rui Costa tenha menos flexibilidade na questão da renovação. Agora, se há três meses eu achava que o Otamendi não devia renovar, agora acho que sim, porque o António Silva e o Tomás Araújo tiveram uma segunda metade da época muito fraca.

Gabriel Alves, tem que ser muito rápido. Estamos perante um caso em que se pode dizer que velhos são os trapos?

Não acrescento nada ao que o Bruno acabou de dizer. Subscrevo em relação ao Marcano. E aliás, precisa de um líder, porque a questão não é só preparar as equipas. É muito melhor teres um líder que conhece bem a casa do que teres retornados, porque isto, equipas de retornados, não. O líder que está lá, que tem vivido os últimos anos, é ele que passa aquilo que é o clube para os novos que chegam no desafio à continuidade. O Otamendi é exatamente isso. Também subscrevo o que o Bruno acabou de referir e dizer: decide ou Benfica rápido, porque o Simeone tem na lista e é só o Romero não vir e vamos ver para onde é que vai parar o Otamendi. Só com cláusula de prémio de assinatura.

Ora bem, e o contrato de Otamendi está no último mês de vigência. João Castro e Pedro Henriques, eu vou para vocês avançar já para notas e campeões. Vou começar por ti, João Castro, mas obviamente, se quiserem deixar aqui uma colherada, tem a ser mesmo muito breve. Estamos a chegar ao final do nosso tempo. Portanto, João Castro, nota e campeão do dia para ti.

Deixe-me dizer que o Otamendi fica de renovar e o Marcano também. O Porto até acionou a continuidade e o Neón Pérez foi suplente, o que me leva a crer que também há ali algumas dúvidas em relação ao ex-defensivo do Futebol Clube do Porto. Nota campeão. Eu vou dar aqui uma nota 10 aos adeptos do futebol em geral pela esta guerra que anda nas redes sociais entre o futebol sul-americano e o futebol europeu. Andam os brasileiros e argentinos todos contentes porque não perderam nenhum jogo na primeira rodada e andam a comparar que são mais fortes que o futebol europeu por causa desses resultados. E ao contrário, andam os europeus a responder, a dizer que realmente o futebol europeu é superior ao futebol sul-americano. Este Mundial de Clubes traz isto também, ou seja, a hipótese dos europeus jogarem com os sul-americanos e depois esta guerra que tem havido nas redes sociais incessante sobre realmente clubes brasileiros, argentinos quanto aos clubes europeus, mas isto não é como começa, é como acaba. Portanto, vamos ver como é que vai acabar aqui.

Ora bem, Pedro Henriques, em 30 segundos, as tuas notas e os teus campeões do dia.

A minha nota de campeão vai para o sub-21. Ontem marcou-se o gol 500 do sub-21, foi o Rodrigo Pinheiro. Está bem que o guarda-redes deu uma ajuda neste gol 500, mas sobretudo para aquilo que a seleção fez neste Europeu até agora e para um jogador em particular, o Geovany Quenda, que esteve ligado aos dois gols, ao minuto 24 e ao minuto 62, assistiu o Rodrigo Pinheiro e depois ainda tem aquela questão que é ter feito uma grande exibição e está num grande momento de forma. E portanto, o Geovany Quenda e a seleção nacional, nota 18 e estou muito expectante para aquilo que os sub-21 agora vão fazer a partir dos quartos-final.

E não és só tu, Pedro, certamente não és o único expectante com essa prestação. Bruno Roseiro, vamos às tuas notas e aos teus campeões do dia, por favor.

Só uma nota 15 para Patrícia Sampaio, que já está nos quartos do Mundial de Judo com uma limpeza brutal, ou seja, é de facto o maior expoente nesta altura do nosso judo. E uma nota 10, apesar de tudo, para o Jorge Fonseca, que caiu na segunda ronda, caiu num erro, mais uma vez, infantil, mas ainda assim acho que o Jorge Fonseca continua a ser daqueles atletas que devemos olhar para ele, devemos perceber a sua história e apesar do avançar de idade, devemos sempre ter um carinho especial por ele.

Ora bem, fica aqui esta nota do Bruno Roseiro. Gabriel Alves, em 20 segundinhos, as tuas notas e os teus campeões para fecharmos esta edição de hoje.

Já que velhos são os trapos, Sérgio Ramos tem para já 15. Ele ontem frente ao Inter foi de facto o Sérgio Ramos que conhecemos no Mundial de Clubes. Vou deixar ficar aqui uma expectativa. Vou dar só um 12 para o Real Madrid-Al Hilal, para Xabi Alonso e Inzaghi no primeiro confronto para uma época que vem aí e que se espera tudo. Vamos ver se é tudo.

Ficam também aqui então as notas do Gabriel Alves e é desta forma que fechamos a edição de hoje de "E o Campeão É".