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Apito inicial para mais um "E o Campeão É". Hoje vamos ter Augusto Inácio, Gabriel Alves, João Castro e Pedro Henriques para apresentar os protagonistas deste dia no desporto. Ora, bem-vindos, Augusto, Gabriel, João e Pedro Henriques. Muito bem-vindos, como estão?

Muito obrigado. Boa tarde.

Muito forte, é isso mesmo. Hoje temos a prova rainha, temos a Taça de Portugal, temos um Santa Clara Futebol Clube Porto para acompanhar aqui na Rádio Observador e depois, um pouco mais tarde, temos União de Leiria Sporting Clube Portugal. Vamos fazer a divisão destes dois jogos por aqui. Vamos começar por ordem cronológica com o Santa Clara Futebol Clube Porto. Começo por ti, Augusto Inácio. É um jogo que os Dragões ultimamente até nem têm tido muita sorte. Nos últimos três jogos, o Futebol Clube Porto venceu um, empatou outro e perdeu outro, isto nas três últimas deslocações aos Açores. Esperas também dificuldades neste jogo. Agora o Santa Clara, já na Segunda Liga, mas ainda com um campo tradicionalmente difícil.

Boa tarde a todos. Os jogos da Taça são sempre complicados e sempre difíceis. E eu tenho experiência disso mesmo. E cada vez que era jogos daqueles considerados que éramos os favoritos, superfavoritos, às vezes a gente não conseguia ganhar e às vezes tinha que adiar o jogo para o campo adversário.

Quão fáceis são os adiamentos agora, Augusto?

Não, mas antigamente era assim. Quando a gente empatava, e no prolongamento empatava, não havia pênaltis, e era jogando no campo do adversário. E eu passei por isso muitas vezes e sei as dificuldades que é jogar para a Taça de Portugal. Agora, nos Açores, o Santa Clara está bem classificado, está uma equipa forte, está uma equipa claramente que é para subir. O Porto, enfim, com grandes dificuldades nos últimos tempos. Tem perdido muitos pontos para o campeonato, principalmente nos jogos em casa. Há estas coisas das eleições, estas coisas agora também do chefe da CLAC.

Achas que pode influenciar, tendo em conta que, por exemplo, às 16h, em princípio, a partir das 16h, podemos saber as medidas de coação ao líder dos Super Dragões e aos outros arguidos, sendo que o jogo está marcado precisamente para as 16h. Pode haver, não para os jogadores, mas para a equipa técnica, para os elementos da equipa do Futebol Clube do Porto, pode haver aqui algum misto de sentimentos?

Não, eu não acredito muito nisso, mas quando os resultados não são positivos, depois agarram-se a isso. Porque foi por isto, porque houve intermissões e porque houve estas coisas destabilizadoras. É sempre assim, mas eu creio que os jogadores no balneário, o Sérgio Conceição não vai deixar, e de certeza absoluta que tem tido várias mensagens para os jogadores a falar nesse sentido. Uma coisa é a equipa de futebol, outra coisa é o ruído que passa à volta disso. Mas o que é certo é que também, indiretamente ou diretamente, o Sérgio Conceição também com o apoio que me ministrou, com aquele abraço ao presidente. Não quer estar nas eleições, mas no fundo acaba-se por confundir aqui o treinador, o sócio, o homem. E nessa perspectiva, parecendo que não, pode interferir em alguma coisa para o treinador. Eu sei que ele tem uma grande personalidade, diz que não, mas às vezes essas coisas mexem no intelecto da pessoa e não que tenha influência naquilo que vai ser o jogo, mas para o próprio treinador é capaz de mexer alguma coisinha. De qualquer das maneiras, o Porto é favorito, tem que ganhar o jogo. O Santa Clara também nada tem a perder, mas não dou como garantida para já a vitória do Porto nos Açores.

Gabriel Alves, Sérgio Conceição fez uma conferência de imprensa muito também ligada a Pinto da Costa, falou no mestre, falou sobre aquele abraço, aquele beijo na testa que deu a Pinto da Costa na apresentação da candidatura. Disse também na conferência de imprensa que não deve fazer aqui muitas poupanças. Esperas também aqui um Sérgio Conceição mais emotivo num jogo que chega nesta altura tão atribulada no Futebol Clube do Porto?

Boa tarde uma vez mais. Sérgio Conceição, como nós, é homem. É uma pessoa. E obviamente que estando naquilo que podemos até nesta altura apelidar do centro do furacão, que é evidente que estas eleições no Futebol Clube do Porto são um furacão, até porque o clube não estava habituado a este tipo de situações e até àquilo que é a classificação no campeonato, os resultados que têm vindo a suceder. Obviamente que ele é um homem, mas ele também lidera todo um processo, que é o processo técnico do Futebol Clube do Porto. Mas para além disso, nós sabemos que ele é uma figura ligada ao Futebol Clube do Porto, até como sócio, naturalmente. Mas ele sabe distinguir aquela questão do sócio do profissional.

Mas achas que fez bem, por exemplo, esta colagem entre Sérgio Conceição e Pinto da Costa nesta fase da época, nesta altura em que estamos numa fase decisiva. Muitas competições. Achas que fez bem Sérgio Conceição em aproximar-se novamente assim tanto de Pinto da Costa?

Olha, eu sobre isso ficaria admirado se ele se aproximasse de Vilas-Boas. Essa era, de facto, a minha surpresa. De resto, eu acho que ele acabou por fazer aquilo que lhe está diretamente e intimamente ligado. Agora, é evidente que nesta altura toda a gente fala disto, porque é preciso. Isto agora cada detalhe tem uma história, outra história, porque é assim. Vamos lá pôr esta questão das eleições do Porto. Quem deve votar as eleições do Porto são os sócios do Futebol Clube do Porto devidamente inscritos. Não é o país. O país pode gostar ou não. Obviamente, também tem direito a isso, mas quem tem que votar são os adeptos Não façamos aquilo que muito na Europa se faz. Queremos ser americanos e votar nos Estados Unidos, queremos ser africanos e votar nos países africanos. A Europa tem muito isso. Não, votem dentro dos seus países e votem nos clubes que são os sócios. Têm que votar. Nesta circunstância, eu estou com o Porto dos sócios. Em relação a Sérgio Conceição, naturalmente, ele tem a sua vertente, mostrou-a e parece-me que na conferência de imprensa também deixou claro que não quer conversa sobre o assunto e faz muito bem, distinguiu as coisas. Quanto ao jogo, eu também estou com o Augusto Inácio. O foco do Porto é favorito, mas não é um vencedor antecipado. Felizmente para o futebol, que nenhuma equipa grande é vencedora no futebol. O Santa Clara espreita uma oportunidade, está à frente da Segunda Liga e pode dar aquele grito que estou vivo, estou presente e criar estilhaços num gigante. Agora, há aqui uma coisa engraçada. O Porto venceu o Estoril e o Montalegre 4 x 0, o Vilar de Perdizes 2 x 0 e o Santa Clara, repare-se, isto é engraçado, acaba por chegar aqui vencendo o Nacional nos penáltis, o Elba nos penáltis, o Vianense no prolongamento. Só o Ribeirão é que foi de frasco. De forma fácil.

É a Fernando Santos. No Europeu. João Castro, gostava de perguntar precisamente sobre o Santa Clara. Estamos aqui a falar de uma equipa que já não está no primeiro escalão do futebol português, desceu à segunda divisão, está em primeiro lugar, tem nos últimos jogos uma boa senda. Nos últimos cinco jogos, venceu três, empatou dois. Nos jogos em casa, só perdeu uma vez, só tem um jogo, de resto, completamente invencível em casa durante toda a temporada. É verdade que tem aqui quatro empates, mas apenas uma derrota frente ao Mafra. Isto é um cartão de visita mais que suficiente para dar uma boa ambição aos açorianos para este jogo com o Porto? E a assustar.

É claramente, André. Este Santa Clara, eu diria, se calhar até é um pouquinho superior a algumas equipas da primeira divisão que estão no fundo da tabela. Só tem uma derrota, lidera a liga, tem bons jogadores, tem o Matheus Babi com cinco gols, o Gabriel Silva com cinco gols. Joga em casa num relvado já muito antigo e muito gasto, o que não ajuda equipas que tentem praticar um futebol mais apoiado como o Porto e dominar mais, portanto vai ser difícil. Pois eu acho que jogar nas ilhas é sempre difícil. É uma questão de altitude, uma questão, às vezes, de pressão atmosférica, há algo e qualquer coisa que realmente os clubes grandes tropeçam muitas vezes na Madeira. Todo o cuidado é pouco para o futebol do Porto. É um Santa Clara claramente determinado a chegar ainda mais longe na taça. O Porto vem de um empate que não estava nas contas, obviamente, do Sérgio Conceição e vai ter que provar tudo. Vai rodar muito pouco, sabe que o Santa Clara é quase uma equipa da primeira divisão e sabe que vai ter que pôr a carne toda no assador para passar hoje em São Miguel, caso contrário, vai ter muitas dificuldades com este Santa Clara.

João Castro, já vamos falar sobre o jogo do teu Sporting em Leiria. Pedro Henriques, vamos ao teu momento zandinga. Vamos então saber qual é o 11 que achas que vai ser escolhido por Sérgio Conceição.

Deixe-me só dar aqui duas ou três coisas também, já agora. Em primeiro lugar, este é os tais jogos, tanto para Sporting e Benfica como para Porto. É uma verdade lá para a lista, mas é mesmo a grande realidade do terreno, que é as equipas se ganharem, ganham pouco, isto é, passam à fase seguinte, que é importante, que é a meia final, que é um objetivo de todos, e vamos ter o Sporting e Benfica caso isso acontecesse, mas se perderem, têm muito a perder. É que têm mesmo muito a perder, porque são com adversários teoricamente mais frágeis ou menores e neste momento, para todos, por motivos diferentes, uma derrota seria extremamente difícil. E o Porto, é bom relembrar, até pela distância pontual que tem no campeonato, que nem sequer está a liderar, porque às vezes um Sporting pode dizer: "Bem, nós estamos no primeiro lugar ou no segundo, não interessa agora." Aqui, não. Aqui o Porto, por isso é que vai pôr a carne toda no assador, só vai fazer uma rotação, só vai mudar um jogador, que é na baliza, porque de resto, o Porto tem que ganhar. É um jogo fundamental. Não é pela questão da taça ou não ser taça, é pela posição que neste momento tem no campeonato, pelo momento interno que está a viver, até começaste por aí. Estas questões daquilo que pode acontecer fora das quatro linhas e por todo este momento emocional, é por causa daquilo que o Luís Gonçalves ontem lembrou-se dizer, quer dizer, é o maior disparate que podia acontecer. O Porto ainda não aprendeu, a maior parte dos clubes ainda não aprendeu, nas vésperas de um jogo mandar-se à arbitragem da maneira que se mandou, ainda por cima podia ter escolhido tanta coisa boa que realmente o Porto tem, lances e jogos, obviamente, onde os outros são beneficiados e onde o Porto foi prejudicado, visto pela análise azul, foi logo escolher o lance onde todos os comentadores dizem que foi uma excelente decisão, foi reverter o pênalti do Evanilso, que não há mesmo pênalti e há mesmo simulação. É que têm o azar, mas por quê? Não é nem azar, são incompetentes e obviamente não percebem nada de arbitragem e não têm quem os ajude, quem os ensine estas coisas. E termino, antes de dizer a equipa, com o seguinte, que tem a ver com esta questão do Sérgio Conceição que estávamos aqui a falar. O Sérgio Conceição quando vai dar aquele abraço, que as pessoas podem dizer que ele fica conectado com o Pinto da Costa, com o Porto, etc. É uma amizade que tem a ver com aspectos muito importantes e relevantes da vida pessoal do Sérgio Conceição, quando ele perde os pais e que tem a ver com os 15, 16 anos e há coisas que ficam para a vida e não são esquecidas. Mais do que o apoio ao candidato, foi o amigo do amigo, o pai e filho, o irmão, o que vocês quiserem chamar, que veio ali ao de cima e percebeu-se isso claramente na parte emocional que envolveu. Acho que nem se deve especular muito em torno disso, porque nada tem a ver com vou apoiar um e não vou apoiar outro. Tem muito a ver com o aspecto emocional da vida pessoal. Termino. Eu acho que a única alteração do Porto, que o Porto hoje tem mesmo que ganhar, ainda por cima no momento em que está a viver e com este disparate mental que o senhor Luís Gonçalves fez, o Porto hoje vai colocar a assador toda. Cláudio Ramos é, para mim, a única alteração. De resto, é exatamente o Porto que nós conhecemos, na minha opinião, com Pepi e Fábio Cardoso, vendendo o João Mário, o Alan Varela, Nico González, Francisco Conceição, PP Galeno nas costas de Evanilson.

Muito bem, vamos confirmar mais logo. Já sabe que vai ser um jogo para acompanhar aqui na Rádio Observador, com relato em direto. Vamos estar a partir das 13:35 com a emissão especial a acompanhar este Santa Clara Futebol Clube do Porto, com relato do João Farinha. Mais logo vamos ter às 20:45 União de Leiria Sporting, jogo também para acompanhar aqui na Rádio Observador, sendo que, e começo por ti, João Castro, o teu clube, o Sporting vai aqui jogar contra uma equipa que tem estado muito bem na Taça de Portugal, principalmente. 12 a 0 em Pedrógão, 3 a 1 ao Académico de Viseu, 5 a 0 ao Atlético da Malveira e agora 3 a 0 frente ao Marítimo na Madeira. Tem apenas um gol sofrido na competição e em termos de gols marcados é dos melhores ataques da prova. Assusta-te este União de Leiria que está nesta altura em 13º lugar da segunda liga e que está a tentar ganhar aqui uma nova vida?

Não me assusta propriamente. Todo o respeito, obviamente, pela União de Leiria, que já esteve muitos anos na primeira divisão e até com algum sucesso, mas acho que o Sporting é claramente o favorito para este jogo, com aquilo que o Pedro ressalvou, o Sporting tem pouco a ganhar e o Leiria tem tudo para vencer neste jogo. Portanto, acho que não há grandes preocupações sobre o adversário. Eu diria mais que estou mais preocupado sobre como é que o Sporting vai reagir a ter estado parado no fim de semana. E por isso acho que o Rúben Amorim vai apostar no 11 mais forte, só que com a alteração com o Israel, que deve ir para a baliza. Aliás, acho que vai ser exatamente o mesmo 11, só com a troca do Adam pelo Israel, o 11 que estava já escalado para o jogo de pó Famalicão. Agora, obviamente, é preciso ter cuidado, o Leiria quer e há muitas surpresas, e o Sporting já teve nos últimos anos surpresas bastante desagradáveis, como o Varzim, por exemplo, e portanto, tem que entrar com a atitude certa, com o chip certo para o jogo de hoje, sabendo que, obviamente, se o Sporting passar, irá para essa meia final e muito provavelmente até será uma meia final com o eterno rival, o que iria apimentar muito a Taça de Portugal. Mas vamos ver. Eu acho que o fundamental hoje é dar ritmo aos titulares. Não tiveram competição durante o fim de semana e, portanto, ter agora seria diferente a preparação. Se, por exemplo, o Sporting tivesse jogado em Famalicão, se calhar hoje até havia três ou quatro mexidas. Não havendo, há que dar realmente minutos e competição a sério aos titulares.

Meus caros, temos seis minutos até ao final do programa. Peço aqui a vossa melhor ginástica para ainda analisarmos este jogo e também darmos um saltinho muito rápido à seção portuguesa. Gabriel Alves, o Sporting vai a um terreno e a uma cidade que tem muitos sportinguistas. Espera-se, portanto, um apoio massivo dos adeptos do Sporting no Doutor Magalhães Pessoa. Que alterações é que o Rúben Amorim deve fazer, tendo em conta a situação que todos conhecemos de Famalicão? Achas que, por exemplo, Iliman Morita pode ser agora uma aposta?

Olha, poderá. Já cá está, já pode jogar. E eu só chamo a atenção é para isto. Sublinho tudo aquilo que o João Castro acabou de dizer. Nem vou dizer nem mais, nem menos. Está correto e é objetivo. Quanto ao mais, vai ser uma festa muito grande com a população de Leiria ligada ao União de Leiria e também com aquela população de Leiria que forma um forte núcleo sportinguista. Portanto, vai ser, eu diria, uma boa festa para estar lá.

Augusto Inácio, pergunto também o que é que esperas para o jogo de mais logo e de que forma é que Rúben Amorim, no fundo, a deixar um ponto final na situação de Famalicão, diz que para ele é como se o jogo não tivesse existido e o Sporting está dois pontos atrás do líder. É uma estratégia boa do treinador do Sporting, na tua opinião?

Olha, eu só espero é que os jogadores do Sporting se lembrem da pá de Varzim. Só espero que se lembrem disso. Se lembrarem disso, vão ganhar o jogo.

E de Alverca.

Sim, mas essa foi a que está mais presente na minha cabeça.

Certo.

Mas diria, lá está a tal coisa. Os jogos da Taça são sempre difíceis, complicados. O estádio é grande. O Sporting vai estar praticamente, entre aspas, em família, porque Leiria realmente é uma região de muitos sportinguistas. O Sporting não jogou o fim de semana, está fresquinho, não é mau passo. O Rúben Amorim pode gerir os jogadores como quiser e por isso o Sporting só tem é que manter a mesma bitola que tem mantido desde que iniciou o campeonato até agora, a jogar sempre muito bem, sendo impressionante. E claramente, se o Sporting não der confiança ao União de Leiria, vai ganhar o jogo. Agora, se der confiança ao Leiria, vai passar pelas mesmas dificuldades como passou, como foi na Póvoa que foi eliminado, ou em Alverca que foi eliminado, e assim sucessivamente.

Pedro Henriques, quem é então o 11 inicial do Sporting? Há pouco ouvi-te ali mais ao fundo, no fundo do túnel, estavas a concordar com o João Castro, não é? Tudo igual, só a tua baliza.

Claro. Em primeiro lugar, realçar com muita humildade que eu acertei no 11 do Sporting para Famalicão.

Não conta.

Exatamente aquilo que a gente tinha dito. Não, tá bem, mas acertei. Falhei no Benfica em dois e acertei no Porto.

Pedro, há algum jogo já para dar as equipas, acertar? Já há algum jogo?

Temos de pesquisar isso. Queremos nós. Um jogo. Pronto, mas concordo com o João, é o 11 com o Frank Israel na baliza e de resto é aquilo que a gente tinha dito, Quaresma, Covate, Inácio, Nuno Santos, Yanni Katano, Houlmann, Pote, Trincão, Gyökeres e Paulinho, até por aquilo que se tem havido jogo em Famalicão, acredito que havia aqui outras alterações. Sem jogo em Famalicão, acho que é este 11 com a alteração da baliza.

Ora, União de Leiria, Sporting a partir das 18h45. Relato Diogo Varela, os comentários são do Augusto Inácio e do João Castro. Há pouco não disse os comentários do Santa Clara, Porto, são do nosso Gabriel Alves e também do Luís Pinto Coelho. Pedro Henriques vai estar a acompanhar ambos os jogos em termos de arbitragem, com a análise a todos os lances ao segundo. Muito rapidamente, antes dos campeões, aqui peço mesmo uma frase a cada. Anunciados mais dois jogos de preparação para o Campeonato da Europa. Portugal vai jogar contra a Finlândia no dia 4 de junho e contra a República da Irlanda no dia 11 de junho, juntam-se estes dois jogos ao jogo já marcado com a Croácia no dia 8. Ou seja, temos aqui uma fase de grupos antes da fase de grupos. É uma fase de grupos de pré-época com Finlândia, República da Irlanda e Croácia. Augusto Inácio, parecem-te duas boas equipas a acrescentar à Croácia para preparar este Campeonato da Europa? Relembro que são duas equipas que não vão ao Europeu, sendo que a Finlândia é a 59ª do ranking da FIFA. A Irlanda vem logo a seguir, é número 60, vamos dizer assim para ser mais fácil.

Olha, eu diria que isto de certeza foi bem estudado, os adversários de Portugal para fazer estes jogos particulares antes de entrar no Europeu e claramente que tem um objetivo. E esse objetivo só o selecionador é que pode dizer qual foi. De qualquer maneira, são três jogos que temos que fazer de pré-preparação para o Europeu e dentro dessa perspectiva é para dar ritmo aos jogadores. Os jogadores jogarem outra vez juntos para entrar na grande competição em forma, que é aquilo que se espera.

Gabriel Alves, bons adversários para Portugal preparar?

Aqui, repara bem, Irlanda e Finlândia são equipas de carga, portanto futebol mais musculado E a Croácia é de um futebol mais tecnicista, portanto, carga competitiva à seleção, acertar dentro do modelo aquilo que é teórico, mas também na prática dos automatismos, daí que dar diferentes cambiantes com adversários para poder ter a equipe pronta para a Alemanha.

Pedro Henriques e João Castro, é uma pré-época para ganhar ou o importante é participar?

Já que falaste em mim em primeiro lugar, vou responder rápido. É só rever os jogos que o selecionador português, quando estava na Bélgica, fez de preparação pela Bélgica. Ele tem sempre este modus operandi, é só ir lá ver. Um deles, por acaso, é até coincido com a Croácia, que é equipes que sendo relativamente fortes, são sempre teoricamente mais fracas que a própria seleção. Mais importante do que estar a meter seleções que sejam mais fortes, porque isso pode trazer uma derrota que normalmente as seleções que ele treina não têm, ele prefere apostar para treinar, sim, e para dar carga competitiva, mas ao mesmo tempo seleções que eventualmente não põem em risco aquilo que é a ida a um Campeonato da Europa sempre com resultados positivos. É um modus operandi que ele tem, vale o que vale, mas no fundo o que interessa é preparar-nos e termos esta dupla situação que é equipes físicas e ao mesmo tempo uma equipe técnica que vão pôr graus de dificuldades diferentes.

João Castro, concordas?

Concordo, mas acrescento. Eu acho que a escolha tem muito a ver com o sistema de jogo de cada seleção, para ser o mais parecido com o sistema de jogo das seleções que vão estar na Alemanha, no nosso grupo, que vamos encontrar. Portanto, acho que é muito por aí, ver situações parecidas, obviamente valias diferentes, categorias diferentes, mas o sistema de jogo muito parecido ou quase idêntico e para fazer ali um copy paste e jogar com as mesmas seleções.

Ora vamos aos campeões e às vossas notas. Agostinho Inácio, começo por ti. 30 segundinhos a cada um, quem é o teu campeão e que nota é que dás?

Nota 17 para a Jordânia, que eliminou a Coreia do Sul ganhando por 2 x 0. Grande surpresa nesta Taça Asiática. Tem um jogador interessantíssimo, Al-Tamari, 26 anos, joga no Montpellier, está avaliado em € 6 milhões e é um excelentíssimo jogador e é treinada por um marroquino, Hamad. E a Jordânia merece esse destaque, porque realmente ninguém esperava que a Jordânia chegasse à final e está a apresentar um futebol e uma equipe simplesmente sensacional.

Ora, Jordânia aqui. Que nota é que dás?

17.

Nota 17 para a Jordânia. Pedro Henriques, quem é o teu campeão e que nota dás?

Vou dar a nota 5 ao senhor Luís Gonçalves. Na forma, no modo e no conteúdo, alguém que explique o que atualiza o senhor, já não é assim que se faz. Mesmo que o objetivo seja reverter alguma coisa e tirar partido de alguma coisa em termos de arbitragem, alguém que explique, já não é assim que se faz. Era assim há 30 anos, as pessoas não evoluem no espaço e no tempo e é por isso que se calhar as eleições do Porto nunca foram tão relevantes e importantes para o próprio Porto e para a sua sobrevivência.

Nota 5 para o administrador da SAD do Futebol Clube do Porto, que diz que não vamos permitir que alguns árbitros tratem mal o futebol. Basta, são as palavras de Luís Gonçalves. João Castro, quem é o teu campeão e que nota é que dás também?

O Bayern de Leverkusen, acho que já nem há palavras para o Bayern de Leverkusen. Nota 17. Venceu ontem o Estugarda por 3 x 2 na taça e no campeonato continua invicto e à frente da Bundesliga.

Grande trabalho de Xabi Alonso. Gabriel Alves, terminamos contigo. Quem é o teu campeão e qual é a tua nota?

Vai hoje decorrer o comitê executivo da UEFA, onde o senhor Ceferin vai ter mais um mandato, porque tudo leva a crer a isso. Portanto, congresso com alteração dos estatutos para que isso aconteça, para poder prolongar por mais uma data até 2031. Aliás, ele não vai fazer nem mais nem menos do que aquilo que o senhor Infantino também fez na FIFA. Portanto, é um belo futebol administrativo. Para ele é zero, como também para o senhor Infantino, pelas mesmas razões. Deixo uma nota alta, só não dou o 20 hoje porque eu quero confirmar, mas é uma nota alta para já para os ingleses e noruegueses, são outras mentalidades. Vão votar contra. Oi, ainda bem.

Vamos esperar então para o que vai ser desse comitê executivo. Gabriel Alves, Pedro Henriques, Agostinho Inácio e João Castro. Obrigado. E o "Campeão É" está de volta amanhã à mesma hora, depois do 12h30.