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Está no ar o "E o Vencedor É..." que também pode acompanhar, como sempre, em direto através do Facebook, YouTube ou através do site do Observador. E esta quinta-feira ao pontoar temos também conosco o Miguel Santos Carrapateoso. Carla, esta manhã falamos dos negócios da Transtejo, mas começamos a correr contra o tempo. Começamos com o arranque de mais um ano letivo. Escolas e faculdades enfrentam problemas antigos, faltam professores, faltam também residências universitárias, mas, Miguel, também Roma e Pavia não se fizeram num dia.

É verdade, não se fizeram num dia, nem em oito, aparentemente. E esse é o grande problema de António Costa e dos seus ministros, é que não raras vezes nos querem convencer que chegaram ontem ao cargo. Se no início da legislatura tudo servia para culpar Pedro Passos Coelho, havia até uma hashtag muito conhecida que era a hashtag a culpar o Passos. Já passaram oito anos e portanto, a falta de professores seguramente não começou neste ano letivo. O problema está há muito identificado e parece-me pouco compreensível e aceitável que um ministro venha dizer que precisa de mais tempo. E se fosse só na educação, talvez até pudéssemos fechar os olhos. Mas esta desculpa dos problemas estruturais que não se resolvem num único dia, lastra-se a todas as áreas que têm alguma importância para nós. Quer dizer, ouvir António Costa a falar sobre a habitação, o filme é o mesmo. Os problemas na habitação não se resolvem num dia. Bom, António Costa é primeiro-ministro há oito anos, a caminho dos nove. Os problemas na habitação não começaram ontem e António Costa continua a convencer-nos de que é preciso mais tempo, que não teve tempo. Também se olharmos para a saúde, os problemas na saúde, bem sei que tivemos uma pandemia pelo meio e a pandemia também tem costas largas, mas também não começaram ontem. E, portanto, nada do que é verdadeiramente relevante e estruturante para o país, começou a ter problemas ontem. E, portanto, o governo e António Costa têm sempre esta tendência de se desculpar com a falta de tempo. O Pedro Santos Guerreiro, jornalista da CNN, a propósito da habitação, precisamente, tinha uma expressão muito engraçada num artigo de opinião em que lembrava aquela célebre declaração de António Costa dizendo que tem alergia às formas estruturais e Pedro Santos Guerreiro lançava uma pista: talvez não seja alergia, talvez seja mesmo porque não as sabe fazer. E o que se tem visto em tudo o que é, de facto, difícil e complexo de resolver, que não pode ser enfrentado apenas com pequenos remédios que exigem ou que deveriam ter exigido respostas complexas e tomadas a tempo, nada disso parece ter sido feito ao longo destes oito anos. E arrisco-me a dizer que até o final da legislatura, que já não falta assim tanto tempo, já estamos quase a meio desta maioria absoluta, António Costa vai continuar a usar a desculpa do tempo e da dificuldade que estas medidas têm em sair do papel. Acho que é uma desculpa, também agora parafraseando António Costa, poucochinha.

É uma desculpa de mau pagador, Paulo?

Sim, sobretudo de mau fazedor ou de não fazedor. Eu acompanho inteiramente o que o Miguel disse.

Que é coisa que António Costa diz que é.

Diz que é por oposição a quem comenta. Presume-se que seja o presidente da República. Se este é o fazedor que nós temos, o que seria um não fazedor? O que seria alguém que não soubesse fazer. Eu acompanho o Miguel inteiramente. Nós temos sido brindados todos os dias, é mesmo numa base diária, com declarações de responsáveis do governo que dizem que parece que chegaram ontem ao governo. Alguns deles chegaram, não ontem, mas há um ano e meio, Elvira Fortunato, por exemplo, mas este ciclo de governação dura há oito anos. João Costa disse ontem, ministro da Educação: "O governo pediu tempo para resolver problemas herdados nas escolas." Ele está no Ministério da Educação desde-

Herdados por quem?

Do seu antecessor, que foi seu ministro.

Tiago Brandão Rodrigues.

Tiago Brandão Rodrigues. Mas precisam de mais de oito anos pra começar a resolver estas coisas? Vai a um ponto, atenção, com a falta de professores. João Costa, já agora, e cito a frase: "Falta de professores é importante para os jovens saberem que é profissão com futuro." Isto foi dito pelo ministro. Portanto, basicamente, acha que há aqui uma coisa positiva da falta de professores, que é os alunos terem os furos e começam a pensar: "Bom, se eu for para professor, há aqui um caminho, é uma profissão com muita empregabilidade." Eu espero que não seja esta a tática que o governo está a aplicar aos médicos. Falta de médicos, que é pra nós todos sabermos ali a sofrer, que é importante ser médico e para convencermos os miúdos lá em casa a ir pra medicina. Portanto, João Costa diz isto. Manuel Pizarro já avisou que o país vai viver muitas dificuldades até o final de 2024, portanto, já estamos a um ano daqui, da cobertura de médicos de família. Depois perguntou-lhe pela formação de médicos e ele diz: "Bom, começámos tarde demais a fazê-lo." Falta de tempo também. Elvira Fortunato, há uns dias, sobre as camas residenciais para estudantes universitários, diz ela: "As camas para os estudantes não se fazem de repente." Claro que não, não se fazem de repente, mas em oito anos não daria.

Em 2018, ó Paulo, tinham sido promovidas mais 15 mil.

15 mil pra estarem prontas em 2022.

2022, e há menos 300.

Claro. Depois a justificação da pandemia. Mas quando a pandemia começou em 2020, quantos concursos é que já estavam lançados? O que já tinha sido feito naqueles dois anos, 18, 19 e início de 20? Marina Gonçalves, Habitação, diz a ministra: "Vamos com o atraso de décadas." Nós já percebíamos. Quase uma década e atrás deste governo António Costa, uma dessas décadas. Nós estamos mais ou menos a meio da legislatura, menos de meio da legislatura, e já entramos na fase com o governo com maioria absoluta, portanto não tem que negociar rigorosamente nada com ninguém, tem absolutamente autonomia em termos políticos no Parlamento, e já entramos na fase de, área a área, justificar por que nada foi feito e por que nada vai ser feito. Nós estamos claramente na terceira década, e esta vai ser a terceira década de absoluta estagnação do país. Em 2023 ainda estamos a um terço da década. Mas reparem, até 2026 isto não vai mudar. Nós estamos a entrar no ciclo eleitoral. Se este governo, com maioria absoluta, não conseguiu neste ano e meio dar a volta a isto e lançar alguma coisa, o PR que está atrasadíssimo, não vai ser numa reta final, depois com eleições à porta, que vai começar a mexer em coisas que, para serem bem feitas, incomodam de alguma maneira alguns setores e algumas corporações. Portanto, vamos para a terceira década perdida. Claramente, em 2026, o PS ou outro partido virá para o governo, mais aquecer motores, mais qualquer coisa, não se faz nada até o fim da década.

Depois médico natal.

Médico natal, que é típico. E portanto, vamos andar nisto. Educação, saúde, habitação, parece uma música.

Parece uma música.

Não falamos da justiça.

Da justiça, a mesma coisa. Isto então, aquelas aberturas dos anos judiciais, toda a gente com aquele ar muito institucional, com os discursos que podiam ter sido recuperados de há 10, 15 anos, ninguém notaria a diferença. Os discursos são os mesmos. E pronto, vamos lá à terceira década então perdida do país, de estagnação, em que nada acontece de alguma maneira.

Portanto, a tua nota, Paulo, não se vai dirigir a um ministro em concreto?

Não, porque isto já é uma forma de estar na vida, de exercício de poder, que é ocupar o poder por ocupar o poder. Não é ter o poder como um instrumento, um meio para atingir um fim, e o fim é fazer políticas, no fundo, deixar o país melhor e as pessoas melhor do que aquilo que se encontrou. E portanto, não, isso é uma forma de estar, ocupar poder e ser calculista ao máximo para evitar escândalos e polémicas que mantenham o governo em pé. E portanto, acho que isto é uma questão de cultura governativa, basicamente.

E a nota é?

A nota é para António Costa, e não se pode dar mais do que um quatro por isto. Ele próprio é responsável por isto tudo. Ele está no poder há oito anos. Portanto, toda esta falta de tempo foi ele e os seus ministros, como é evidente. Mas ele também não diz que as políticas são do governo, não são do ministro A ou B. É preciso assumir isso até ao fim.

É um quatro para o primeiro-ministro, Miguel?

Acompanho o Paulo, claro que António Costa é o principal responsável, é ele o grande timoneiro deste governo, deste e dos outros que lhe antecederam, é ele que escolhe os ministros. Se as coisas não saem do papel, o responsável é ele. Vamos lá ver se a falta de tempo não serve de desculpa a António Costa para uma eventual recandidatura para lá de 2026. Bom, se precisa de mais tempo, talvez fique mais quatro anos.

Podia-se dizer: "Para acabar aquilo que começou", mas ele não começou nada ainda. Pode ser que comece nessa altura.

Mas vou dar um quatro a António Costa.

Alinhas então no quatro do Paulo Ferreira a António Costa. José Manuel Fernandes, queres pontuar a Transtejo, será?

Eu gostava de pontuar a Transtejo, não sei se é de pontuar a Transtejo, se é de pontuar a tutela da Transtejo, se é de pontuar a administração da Transtejo, mas a verdade é relativamente simples de perceber. A Transtejo decidiu renovar a frota, algo que é muito louvável e provavelmente importante. O governo resolveu meter-se nisso. O depoimento ontem da antiga administradora é muito revelador, porque há várias coisas que são típicas, que é: há uma administração da Transtejo, mas quem manda é a tutela. Portanto, estão lá administradores, qual é a responsabilidade deles? Enfim, não se sabe muito bem. Há uma frase no seu depoimento que, aliás, é particularmente reveladora, que é: os recursos são limitados, as empresas vivem debaixo de um regime orçamental muitíssimo rígido, o que dificulta muito a gestão e traz dificuldades. A pior coisa para as empresas públicas é a incerteza sobre a execução e gestão dos orçamentos. Se o país puder melhorar isto, o desgaste é brutal. Quer dizer, isto o que é que é? Isto são as regras absolutamente infinitas que são colocadas às empresas todas, o facto de terem lá gestores que na prática não são gestores porque não têm autonomia, quer dizer, não são avaliados pelos resultados, são avaliados pelo grau de obediência. E depois vão-se arranjando problemas atrás de problemas e esta telenovela dos novos barcos é muito reveladora, porque aquilo que começou a ser diesel, quer dizer, pensou-se que era um diesel, mas não podia ser diesel porque era preciso acabar com as emissões. Depois eram para ser híbridos, não podiam ser híbridos, depois puderam ser elétricos, mas o governo quis que fossem a gás natural, mas depois não apareceu ninguém no concurso e foram para ser elétricos. Quando foram para ser elétricos, acharam que a melhor forma era separar o concurso dos barcos do concurso das baterias. O processo dos concursos é absolutamente infernal, ora ficam desertos, ora acham que não aparecem concorrentes porque as condições são impraticáveis, ora há megalomanias, ora há entrada de pessoas. Quer dizer, neste caso concreto, por exemplo, achavam que podia sair muito bem, mas quando olharam melhor para o tamanho dos barcos, ficaram que havia um elemento importante para as baterias que não cabia lá dentro. Portanto, tudo isto é uma mistura de interferência política, incompetência e, sobretudo, incapacidade de perceber que assim não funciona. Não dá para trabalhar quando Quem devia ter a responsabilidade, não é responsabilizado. Quem devia ter a responsabilidade, só tem a responsabilidade de seguir ordens e não de decidir. E depois, no fundo, aquilo que fazem muitos destes gestores no seu dia a dia é apagar fogos, tentar fazer a gestão corrente, tentar ver se no fim do dia não há problemas. Eles nem autonomia têm para lidar com os trabalhadores e encontrar soluções que possam permitir, por exemplo, resolver. Não garante que resolva esse problema das greves, porque estas empresas também estão prisioneiras do fato de serem empresas públicas, de os sindicatos acharem que podem fazer 300 mil greves que nunca vão estar em causa os postos de trabalho, que aquilo nunca vai à falência, que o bolso dos contribuintes é fundo e, portanto, se der prejuízo, haverá sempre quem pague. Assim, aquilo que me parece, apesar de tudo, mais razoável, ainda é o texto daquele parecer do Tribunal de Contas, que considerou que aquilo era como ter carros sem motor. A gestora, Marina Ferreira, ficou muito apespinhada, disse que era uma analogia ridícula. Não acho que seja ridícula a situação, acho que é trágica a situação de todas as empresas, porque isto são empresas públicas, não é só a Transtejo, são inúmeras outras empresas. É assim que não só não se presta serviço, como se acumulam défices. Aqui há uns tempos tivemos aqueles que todos diziam, dizia na altura o ministro, que era o melhor gestor de sempre da CP, a bater com a porta porque não conseguia gerir.

Não conseguia comprar rodas para os comboios, o ministro das Finanças não autorizava.

É assim que as coisas estão.

Vais dar a nota a quem?

Como te disse, nem sei a quem é que hei de dar nota.

Para os atentos.

E esses, pela paciência infinita que têm, pela resistência, pela resiliência, que essa palavra está tanto na moda, esses merecem um 16. E nós também, os contribuintes, que pagamos isso tudo, merecíamos talvez até um 17.

É um 16 para a maioria, um 17. A grande maioria até merece uma boa nota. Júlio, quer ver que vencedor é que tu encontras nesta polêmica que existe em torno da estátua de Camilo Castelo Branco no Porto?

Pois é, é um tema sensível este.

E vais pôr tudo nu agora.

Exato. Não, o problema é este: esta estátua foi erguida ali há 11 anos, o escultor foi o Francisco Simões. Eu, sinceramente, já vi lá a estátua, eu não sou um especialista nesta arte, não olhava para a estátua com estes olhos. Não é muito bonita, não é muito feia. Era uma estátua que foi ali erguida e o escultor Francisco Simões justificou a mulher nua na estátua, que retrata a mulher nos livros de Camilo. Acontece que, pelos vistos, toda a gente acha, e faz uma associação, se calhar lógica, de que não há ninguém que olhe para ali e não veja ali a Ana Plácido, que foi o seu grande amor ao longo de toda a vida e foi o grande amor de Camilo Castelo Branco e, portanto, o Camilo abraçado a uma mulher nua aqui é Ana Plácido. É legítimo, pode-se pensar nisto. O escultor diz que não, a ideia foi só retratar a mulher no livro de Camilo e ergueu a estátua há 11 anos e nunca tinha ouvido falar sequer de uma polêmica em redor desta estátua. Acontece que agora 37 ilustres da cidade do Porto assinaram a petição e o presidente da Câmara aceitou tirar a estátua de imediato. O problema também não é só este. Depois, vivemos num mundo de radicalização, em que os textos que justificam este tipo de coisas são... Vou ler, a Carla já leu há pouco, foi ela que até trouxe isto há pouco para a conferência de imprensa. Diz isto: "O grande amor de Camilo foi Ana Plácido, cuja memória não merece o ultraje de expor o génio do amor de perdição e das novelas semiabraçadas a um exemplar mais ou menos pornográfico", diz ainda o texto, que termina a dizer isto: "Pedindo ao presidente da Câmara o favor higiênico de mandar desentulhar aquele belo largo de tão lamentável peça e despejá-la onde não possa agredir a memória de Camilo." Está tudo certo.

O curioso é, como tu dizias, Júlio, a estátua está aí há 11 anos.

Pois, está há 11 anos. E agora há 37 ilustres. Às vezes fazem-se petições de milhares de pessoas que ninguém liga nenhuma.

Ilustres, aquilo é muito pluralista.

Pois, pluralista, claro. E se calhar, são pessoas.

Até ao CDS.

Sim, até ao Lourenço Xavier.

E são pessoas que têm, se calhar, mais noção do que o cidadão normal disto, talvez, mas a verdade é que todos assinaram um texto com esta radicalização sequer, que não faz sentido. Podia ter havido uma discussão, hoje faz-se discussões públicas para tudo e para nada, ouve-se as pessoas, mas não foi preciso, bastou 37 ilustres e tira-se a estátua. E tirou-se a estátua do Porto, fala-se em moral, atentado à moral, enfim.

É a ditadura da boa elites.

Pois, e o presidente da Câmara aceitou de imediato tirar a estátua. Dos ilustres, exatamente.

Tu é que não perdoas, chegaste a assinar isso?

Pois, é verdade.

Ninguém te perguntou, ó Júlio.

Nada, ninguém me perguntou nada.

Faz lá um contra-abaixo assinado.

É verdade, nem a mim, nem aos meus amigos, nem às pessoas que eu conheço.

Não.

Não. O problema deste basicamente também é o seguinte: vivemos hoje nesta era, radicaliza-se as palavras, são pessoas que normalmente até defendem que devemos viver numa paz, em comunhão, não deve haver guerras, não deve haver nada. Mas depois este tipo de linguagem é tudo menos uma linguagem que seja inclusiva, que leve as pessoas ao diálogo, a pensar, a refletir. Não, é assim. É despejar onde não se possa agredir a imagem de Camilo, pornografia, favor higiênico de mandar desentulhar aquele lago, uma escultura que está ali há 11 anos, que nunca ninguém que eu soubesse e que eu saiba tenha posto em causa. Puseram agora 37 ilustres e toca a andar. Tirou-se a escultura, é assim mesmo. Isto é um seis, claramente. Ó Júlio, vamos ver se a ideia não chega ali a Lisboa, porque temos cá uma escultura doessa, também com uma senhora nua. Não sei se alguém vai ficar.

Ali na Rua do Alecrim, não é?

Aqui há dois ou três anos.

Está a cima de perder a mão.

Perante a visita de um líder muçulmano a Florença, não andaram a tapar umas estátuas do Davidi?

Estátuas clássicas.

As clássicas.

Em Florença, começa pelo Miguel Angelo.

O Miguel Angelo, claro, que está cá fora.

Pelo David do Miguel Angelo.

Eu acho que essa também foi encaixotada de alguma maneira, para não ferir os olhares de um líder muçulmano, que eu já não recordo qual era.

Os escritores não falam das mulheres nos seus livros de forma erótica, etc. Qualquer dia até os livros vão ter ser retirados do mercado. Vice-versa, escritoras a falar de homens dessa maneira.

E se eles descobrirem as estátuas da Assembleia da República, é começar pela República.

Exatamente. Eu percebo. Podia ter havido um diálogo, podia ter havido um debate, uma discussão pública sobre isto, que não tivesse esta radicalização e que não tivesse esta decisão. E se calhar, fazia sentido até tirar a estátua, pô-la noutro lugar ou tirá-la, ou as pessoas acharem, de facto, que aquela mulher representa a Ana Plácido.

O autor diz que não. Diz que representa a mulher.

O autor diz que não, diz que representa a mulher nos livros, no geral, nos livros, na obra do Camilo Castelo Branco. Se calhar, também pode estar errado, mas ao menos ouça-se as pessoas, fale-se, discuta-se, debata-se, mas não é agora uma petição com este tipo de linguagem que 37 ilustres assinam e o presidente da Câmara assina por baixo e manda tirar a estátua. É um seis.

É um seis, dizias um seis para a Câmara do Porto, da forma rápida com que ouviu a opinião destes ilustres. Está feito a ronda pelos vencedores desta manhã. Até amanhã.