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E o "Vencer a Oreia" das manhãs 360, que também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. Carla, esta segunda-feira junta-se a nós e ao José Manuel Fernandes, Alexandra Machado. E hoje temos um PRR minimalista e temos presidenciais maximalistas. Há muito pra dizer, Bruno, há muitos candidatos e também muitos cenários em cima da mesa.
Sim, e as sondagens vão apresentando resultados dentro ainda da margem de erro. Portanto, é difícil tirar conclusões sobre quem está mais bem posicionado neste momento para passar à segunda volta. Esse parece ser o único cenário garantido, o de que vai haver segunda volta. Nesta última sondagem, Gouveia e Melo aparece novamente à frente, neste barômetro Aximage. E eu continuo a acreditar que a tendência de Gouveia e Melo é pra quebrar um pouco em relação às primeiras sondagens, e isso também é indicado por esta sondagem, que há uma quebra em relação às primeiras sondagens que o davam, de fato, com uma grande vantagem. Mas eu queria olhar até mais para o campeonato dos pequenos, porque os primeiros, e até António José Seguro, que aparece em quarto lugar, mas dentro da margem de erro em relação a Marques Mendes e André Ventura, portanto, com hipóteses reais de passagem à segunda volta. Mas depois nos restantes, e sobretudo à esquerda, vê-se que esta dispersão de votos acaba por não beneficiar ninguém. Todos concorrem na tentativa de marcar território para os seus partidos, isso é inegável. Quando se olha para as candidaturas de Catarina Martins, António Filipe e agora Jorge Pinto, ninguém quer perder o comboio, querem estar aqui a marcar território, mas não sei até que ponto isso terá alguma utilidade. Por exemplo, no caso do LIVRE, é verdade que o Jorge Pinto acabou de anunciar. Tem 0,9%, mas acaba por não ser muito significativo, porque acabou de anunciar a candidatura. Mas se tiver um resultado inferior ao do LIVRE, a pergunta é o porquê desta candidatura. Não se vê outra razão a não ser tentar posicionar-se em relação aos candidatos dos outros partidos à esquerda, que neste momento parecem mais fortes. E como já falamos a propósito das outras sondagens, no caso de Catarina Martins, até é um pouco acima daquilo que o Bloco de Esquerda tem tido. Mas no caso do LIVRE, a pergunta é: por quê? O porquê desta candidatura. Não seria possível mesmo tentar encontrar aqui algumas pontes com outro candidato da esquerda? Já não falo do António José Seguro, que não quer dizer que é de esquerda, mas tentar aqui uma solução que permitisse, se a ideia é marcar-
Mas a ideia não será as presidenciais de Jorge Pinto, parece-me a mim.
Mas é pro futuro.
Eu acho que ele está a lançar pro futuro, não propriamente para as presidenciais.
Ganhar notoriedade pra outra coisa.
Notoriedade, se calhar, pra se candidatar ao LIVRE.
Mas e o partido, o que é que ganha? O partido, aliás, já agora esta consulta indica que Jorge Pinto estreita o eleitorado LIVRE. Só dois terços dos que participaram na votação interna é que acharam que a candidatura dele é melhor. Isto compara dois terços, foi 65, 66% ou 67%. Anda à volta disso, tira a cabeça dois terços. Isto compara com votações na casa dos 87 e 88% para apoiar Ana Gomes e Sampaio da Nova, há cinco e há 10 anos. Ou seja, duas pessoas que não eram do partido.
Não eram do partido, ele próprio assume que se houvesse uma pessoa sem ser do partido que cativasse o partido, ele não teria chegado à frente. Enfim, também não estou certa que ele não chegasse à frente. Eu acho mesmo que o LIVRE está a tentar não ser o CHEGA da esquerda. Ou seja, o LIVRE é muito o partido do homem só até agora, de Rui Tavares. E acho que estão a tentar lançar bases pra que não seja um partido de um homem só. Não sei se bem-sucedido ou não.
Pois, eu tenho dúvidas que isso venha a acontecer. Claro que é sempre uma oportunidade para lançar nomes que não são muito conhecidos. E como a Alexandra diz, até agora o LIVRE tem sido mais um partido de um homem só, o rosto que se associa ao partido continua a ser o do Rui Tavares, apesar de Isabel Mendes Lopes também ter algum grau de notoriedade, eu até diria mais do que Jorge Pinto, mas compreendo que não queira desperdiçar esse ativo no Parlamento com uma candidatura presidencial. Mas não sei realmente o que esta candidatura traz, pra além dessa possibilidade de lançar Jorge Pinto, de benéfico para o LIVRE. Até corre o risco de conseguindo um resultado muito inferior ao que o partido conseguiu nas legislativas, que isso de alguma forma se repercuta no próprio partido. Porque aqui, quando há esta tentativa de fixar eleitorado, se o resultado É o contrário. Quando se perde eleitorado, a questão é saber se vale a pena ou se valeu, no caso do resultado ser negativo, se valeu a pena ir a jogo para arriscar tanto.
Para um resultado destes.
Poderia simplesmente dizer, não havendo uma alternativa à esquerda, não se tendo conseguido construir essa alternativa em torno de alguém fora dos partidos, então se calhar, às vezes o mais avisado é não ir a jogo, porque os riscos são muitos. Quem tem alguma coisa a ganhar parece ser, de fato, o candidato, mas não sei se será tanto o partido, e os partidos estão envolvidos. Uma vez mais, temos aquela conversa de que isto são candidaturas pessoais, mas neste caso dos pequenos, são os partidos que estão envolvidos, uns com apoio mais direto, outros com apoio um bocadinho mais envergonhado, mas o que está em causa são os partidos, e esses resultados são resultados que têm de ser assumidos pro bem e pro mal pelos partidos.
A tua nota vai para o candidato do Livre?
Vai pro Livre, porque não consigo ver aqui uma boa oportunidade para o Livre se afirmar, crescer e fixar eleitorado. Acho que seria preferível, neste caso, abster-se à abstenção, talvez uma abstenção exigente ou violenta seria o melhor neste caso.
Que nota dás ao Livre?
Dou um seis.
Um seis. Alexandra, como é que tens acompanhado isto em fim de semana intenso, com apresentações de duas candidaturas?
Acompanhei, sim, dentro das minhas possibilidades. Mas isto é muito dinâmico. Uma pessoa precisava de ter um dia com 48 horas pra acompanhar isto tudo, na realidade. Mas eu gostava de fazer aqui uma analogia com outras eleições que estão a decorrer por estes dias. Cotrim Figueiredo parece que quer ser o Noronha Lopes, o candidato que passa à segunda volta, mas arrisca-se a ser o José Diogo Madeira.
Mantegas.
Mantegas, que fica em quarto, mas que nas redes sociais tinha um apoio bastante grande e até parecia que estava a construir uma candidatura grande. Já Jorge Pinto, que também diz querer ser Noronha Lopes, diz que vai passar à segunda volta, arrisca-se a ser Martim Mayer ou mesmo Cristóvão Carvalho.
É mais que.
É isso. É o mesmo Cristóvão Carvalho, que eu já lhe estou a dar aqui alguma porcentagem que eu acho que ele não vai ter.
Lá tenho eu que ir ver os resultados das eleições do Benfica para ver.
Não chegou a 1%.
Não chegou a 1%, e é o que, aliás, nesta sondagem de hoje do Diário de Notícias, Jorge Pinto também não chega a 1%, se bem que acabou de ser apresentado. Nós já sabíamos que ele possivelmente iria ser candidato, mas acabou de ser apresentado, portanto vamos dar-lhe aqui uma margem. E portanto, Jorge Pinto arrisca-se a ser, de facto, o Cristóvão Carvalho e a ficar a noite de 18 de janeiro, que é o dia das eleições presidenciais, a comer batatas fritas. Assumidamente, ele já disse que o seu guilty pleasure é comer batatas fritas, portanto acho que vai ter que comprar bastantes batatas fritas pra aquele dia 18 de janeiro, ou não. Ou então acaba-se rapidamente a noite eleitoral de Jorge Pinto. Estas duas candidaturas foram oficializadas este fim de semana, dois lados que usam até algum do mesmo argumentário. Ambos acreditam existir uma vaga de fundo em torno das respectivas candidaturas e que por isso vão surpreender contra as sondagens e, claro, contra os mídia e os comentadores. Ambos os candidatos têm ligações aos partidos, como o Bruno estava a dizer há pouco, e isso mal nenhum, mas essa ligação pode prejudicá-los no sentido em que são partidos que têm pouca expressão. Para as legislativas, Chega pra ter uma presença na Assembleia da República, mas pras presidenciais ficará mesmo muito curto. Eu estou a falar também da Iniciativa Liberal que apoia Cotrim Figueiredo, e assumidamente Cotrim Figueiredo foi líder da Iniciativa Liberal, portanto, não se pode dissociar dela. A Iniciativa Liberal teve nas legislativas 5,3%, quase 5,4%, e o Livre teve 4%.
Mas são dois candidatos diferentes. Cotrim Figueiredo alarga.
Muito diferentes.
Com mais notoriedade.
Sim, e dá a ideia que alarga muito o espaço da Iniciativa Liberal. Vai pescar a outros lados.
Eu creio que o melhor resultado da Iniciativa Liberal em termos de porcentagem foi nas europeias com Cotrim.
Sim, mas eu também acho que Cotrim é maior que a Iniciativa Liberal.
Acrescenta, claro.
Já Jorge Pinto é muito menor do que o Livre.
Um acrescenta, o outro retira.
Exatamente. Por isso eu só estava a fazer a analogia de que nem um nem outro têm uma base suficiente, se calhar, pra chegar à segunda volta, como ambos dizem querer. Embora acho que Cotrim de Figueiredo é muito bom em debate.
Em campanha, de uma forma genérica.
Sim, mas nos debates ele normalmente é muito bom. Agora, também preciso descer um bocadinho ali no seu pedestal, porque acho que ele se coloca um bocadinho num pedestal, mas tem que descer um pouco mais à Terra, mas eu acho que ele vai conseguir ganhar alguns pontos quando começarem os debates. Jorge Pinto não esteve mal nas entrevistas, genericamente.
Não chega.
Muito pouca gente conhece Jorge Pinto. Mas é também curioso ver como um eventual bom resultado de Cotrim Figueiredo pode ser mau pra Iniciativa Liberal, e ao contrário também com o Livre. Nesse caso, o mau resultado do Livre pode ser mau pro Livre. Eu não sei, e essa é que é a questão, porque o que eu coloco é o que os partidos, de facto, têm a ganhar com este investimento.
Em apoiar as candidaturas. Que notas dás, Alexandra?
Só o Chega que candidata o seu líder, porque claramente o Chega, quando não é André Ventura Cai muito de votos e de eleitores. Por isso é que eu dizia que o Livre é um bocadinho o Chega da esquerda neste sentido, do líder acrescentar mais do que o próprio partido e quando não vai o líder, a coisa acaba por cair. Cotrim é o contrário. Quando a iniciativa liberal ia com Cotrim de Figueiredo, era o partido que ganhava com Cotrim de Figueiredo.
Já pensaste em notas?
Eu vou dar aqui um 8%, não é 8%, é oito. Vou dar uma nota oito, que é a percentagem que Cotrim tem nesta sondagem de hoje, para ver se ainda há margem para crescer e chegar à segunda volta.
O que será o valor da segunda volta? Não sabemos, José Manuel, o que a sondagem de hoje nos vai dizendo sobre os candidatos que podem passar à segunda volta. O José Manuel estava aqui, nós estávamos a perceber que sim. E entretanto é preciso aqui carregar num botão ou então caiu a chamada. Então já vamos voltar aqui às presidenciais. Paulo, tu tens um outro tema e que tem a ver com o PRR, que foi reprogramado.
Certo. Foi reprogramado no sentido de redesenhado.
Redesenhado, não é reprogramado. Caso para o Almeida não gosta muito de dizer reprogramado.
Pois, mas as mudanças também não são assim tantas. É basicamente fazer o controle de danos, porque se chegou-se à conclusão que havia muitos projetos que não iam ser concluídos a tempo e, portanto, o país arriscava perder uma grande quantia de dinheiro. E o que o Estado fez, este e outros por essa Europa fora, é chegar neste ponto de situação, ver o que é praticável até ao fim do prazo e destinar dinheiro, que estava previsto nalguns projetos, para outros, para que possa ser utilizado. Números redondos. No fundo, isto vem confirmar aquilo que desde o início se criticou ao PRR. Um Estado com mais olhos de barriga, isto é, a dizer que queria muita coisa para ele, mas depois a não ter capacidade para executar o investimento. E daqui resulta que cerca de 600 milhões de euros vão ser transferidos essencialmente de projetos que eram públicos, do Estado, e que vão ser transferidos para empresas, sobretudo através do Banco Português de Fomento, que finalmente parece estar a funcionar bem, com uma boa estratégia. Basicamente, a cumprir a sua missão depois de vários anos a tentar arrancar. Só duas notas aqui muito rápidas. Quais são as duas áreas, ou qual é a área, se quisermos, onde há mais cortes, isto é, onde havia dinheiro destinado e não há capacidade para o executar? A transição climática. Isto é, aquilo que faz parte de qualquer discurso floreado em termos políticos, pois há dinheiro vindo da Europa e simplesmente o país e o Estado não conseguem executar os investimentos que tinham posto. E aqui à cabeça vem logo a linha vermelha do metro de Lisboa. O metro de Lisboa absolutamente incapaz de pegar num projeto de investimento que já tem financiamento garantido e pô-lo em marcha em tempo útil. Dava aqui uma sugestão à capaciada da Climáximo, por que não irem para a sede do metro de Lisboa protestar desta vez, porque de facto é uma empresa, eu sei que é uma empresa pública e isso é custar um bocado, mas é uma empresa que devia fazer a sua parte e não está a fazê-la para substituirmos o transporte individual pelo transporte público. Outra área que leva um corte aqui de 300 milhões de euros é a transição digital, também muito importante, com o projeto da escola digital, portanto, digitalização das escolas, aqui na primeira linha, a não conseguir executar os 235 milhões de euros do que estava previsto. São só duas notas, basicamente. São os dois pilares que eram mais estratégicos, que sofrem cortes. É o Estado que aproveitou a desgraça da pandemia e o dinheiro que vinha para recuperar a economia, para meter aqui em linha de financiamento uma série de projetos que durante anos foram adiando os governos de António Costa, precisamente para chegar ao déficit zero, e agora chega-se à conclusão que esse Estado, de facto, não tem capacidade para investir, mesmo quando grande parte do dinheiro vem de borla. Quer dizer, de borla achamos nós, são os contribuintes. Os empréstimos não são de borla. Depois há uma parte que era fundo perdido.
Aliás, foram os empréstimos que agora foram reduzidos.
Mas pronto.
A nota.
A nota. Dou um seis, de facto, a esta nossa gestãozinha de deixar que é tudo fácil até ir para o terreno.
E nem para gastar. O José Manuel já está conosco. José Manuel, voltamos então aqui às presidenciais. Estávamos a falar da quantidade de candidaturas que existem.
Sim, mas eu queria sobretudo falar da qualidade das sondagens. Nós temos que ter cuidado com aquilo que às vezes estamos a discutir, porque nas três últimas sondagens, os dados são claramente, no mínimo, contraditórios entre si. Então nós tivemos a semana passada, no final da semana passada, a sondagem da Correio da Manhã, que apontava para Luís Marques Mendes em primeiro lugar, André Ventura em segundo.
Pela primeira vez, o almirante não estava em primeiro.
O almirante não estava em primeiro, com 15,4, e a diferença é muito grande, porque na sondagem da TVI e CNN, que tinha sido 15 dias antes, nós tínhamos o almirante, em vez de ter 15,4, tinha 26,9, e na sondagem do Diário de Notícias de hoje, temos novamente o almirante com uma vantagem muito significativa, aparece com 24,4, mais cinco pontos percentuais do que Marques Mendes e André Ventura. Há, no entanto, alguns dados que me parecem mais ou menos seguros. O almirante, para todos os efeitos Creio que continua a ter vantagem, pode estar a perder vantagem, mas creio que continua a ter vantagem. E António José Seguro em dois destes estudos não está tão bem como talvez se esperaria numa altura destas. Há um efeito de notoriedade e por isso eu penso que Jorge Pinto pode vir a ter dificuldades. Esse efeito de notoriedade é visível nas intenções de voto de Catarina Martins, que neste momento está bastante à frente daquilo que são as intenções de voto no Bloco de Esquerda, do que foram os votos no Bloco de Esquerda nas últimas eleições, e isso pode prejudicar muito Jorge Pinto. Veremos o que acontece daqui pra diante, mas eu aconselharia a seguir, ver com cuidado estas sondagens, até porque os candidatos aparecem muito colados àquilo que são as bases dos seus partidos. Por exemplo, André Ventura tem vantagem nos eleitores mais jovens, como já se sabe que é o padrão do Chega, e António José Seguro tem vantagem nos mais velhos, como também se sabe que é o padrão do Partido Socialista. Portanto, vamos ver o que é que sucede. As promessas deste fim de semana, designadamente de Cotrim Figueiredo, mostram ambição, mas conseguir interferir no grupo dos quatro, que no fundo vão decidir a segunda volta, que é Gouveia e Melo, Marques Mendes, Ventura e Seguro, penso que seria mais que uma lança em África. Seria uma verdadeira alteração das circunstâncias. Mas não sei se isso vai acontecer, veremos o que é que pode acontecer. Agora, eu recomendo, de facto, que nós tenhamos a ter discussões umas atrás das outras, porque alguém subiu umas décimas percentuais ou desceu umas décimas percentuais, que neste caso não valem nada por duas ordens de razão. Primeiro, porque as sondagens nem deviam ser publicadas com décimas percentuais. Não faz sentido estar a publicar décimas percentuais e depois dizer que candidatos com cinco pontos de diferença uns dos outros estão na margem de erro. Não faz sentido. Então publiquem isto sem esse erro da casa decimal. E, por outro lado, há, de facto, eu não diria sondagens para todos os gostos, mas quase. E, portanto, talvez lá para o fim deste mês de novembro, nós tenhamos um quadro mais claro, até porque eu creio que não deverá aparecer mais ninguém. Infelizmente, deixem-me saudar esta nota final, a proliferação, a multiplicação dos debates televisivos, já não sei quantos é que são.
Vinte e oito.
Vinte e sete, vinte e oito. Vamos ver se não vão acabar a ser mais com alguma interferência da parte das autoridades.
A ERC seguramente.
Da ERC e por aí fora.
Ou vai cancelar tudo ou vai obrigar a fazer mais 50 mil.
Mais 50 mil. Também há aqui, devo dizer, algum desequilíbrio, porque isto não se resolve assim. Quando há muitos candidatos, fazem-se debates com todos, não são muito bons.
Ou poremos em grupos de candidatos.
Ou poremos em grupos, alguma coisa qualquer. Isto é uma solução fácil, é uma solução que provavelmente agrada os candidatos todos, porque têm o seu dia de glória.
E para as eleições é melhor um duelo sempre, em termos de audiências, é sempre melhor um duelo do que um debate a quatro.
Vamos ver as audiências no fim do dia. Ao fim de 28 debates, eu creio que as pessoas vão estar a fugir dos debates e não a vê-los com muita atenção. Quando eu me recordo, e as pessoas podem se recordar disso ao ouvir o nosso podcast sobre as eleições de 86, e quando eu me recordo da importância que tiveram aqueles debates, da centralidade que tiveram aqueles debates, sobretudo aqueles em que participou o Mário Soares, mas não só, é uma tristeza ver aquilo que se está a passar aqui. Bem, dito isto.
Falta só a tua nota, João.
Falta a minha nota, a minha nota para já vai para as sondagens e é uma nota que tem que ser negativa, porque elas não estão a mostrar grande fiabilidade. E uma nota também para a atenção excessiva que às vezes é dada às sondagens. Portanto, vai um oito.
Um oito para as sondagens e a atenção excessiva. Cuidado com as sondagens e a forma como elas são muitas vezes apresentadas. E o vencedor regressa mais logo na Tarde Política.
Numa versão alargada, já sabe, começa a seguir ao jornal das 18h, esta segunda-feira dão notas a Judite França, o António Costa e o Alexandre Borges.