Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

E o "Vencedor" é das manhãs 360, que também pode acompanhar com a imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. E Carla, esta segunda-feira estão conosco o José Manuel Fernandes e o Pedro Jorge Castro. E na véspera de uma maratona parlamentar, vamos dar nota também ao rating da República e às nossas escolas de gestão, enquanto avaliamos o boicote ao espetáculo de Jerry Seinfeld. Bruno, afinal, o que se passou?

Não é propriamente um boicote ao espetáculo. Temos aqui vários artistas que iriam atuar no primeiro festival Comédia à la Carte e que resolveram, perante a confirmação da atuação de Jerry Seinfeld, o conhecido humorista norte-americano, cancelar as suas próprias participações. Esta história já vem de trás, não é a primeira vez que há tentativas mesmo de boicote a presenças públicas de Jerry Seinfeld. Aconteceu quando ele fez aqui há uns meses, em abril, o discurso inaugural numa universidade norte-americana. Houve vários estudantes apoiantes da Palestina, da causa palestiniana, que se foram embora, se retiraram. Ele depois conseguiu fazer o discurso sem ser interrompido. Os estudantes retiraram-se. E isto começou não há muitos anos. Jerry Seinfeld é judeu, mas tornou-se quase um ativista a partir dos acontecimentos do 7 de outubro. Ele e outras 700 personalidades subscreveram uma carta de apoio a Israel, ao direito de Israel se defender após o ataque do 7 de outubro. E já em junho deste ano, ele teve uma declaração quando foi confrontado também numa aparição pública em relação à situação da Palestina. Ele respondeu com as palavras: "Isso não existe". E aparentemente foi interpretado como a Palestina não existe. Isso deu origem depois também a outras reações. Muitos dos ativistas da esquerda norte-americana, muitos estudantes ligados às universidades norte-americanas, e agora finalmente chegou a Portugal. Chega a Portugal com algum atraso. E aqui o que me surpreende não é tanto a questão. É verdade que estes artistas já poderiam ter cancelado a sua participação no festival, mas não é tanto esse atraso no cancelamento, porque já se sabia que Jerry Seinfeld ia participar.

Desde abril.

Desde abril que se sabia.

Muitos dos que estão agora a cancelar ter-se-ão vinculado eles próprios a isso, já depois de saberem que ele viria.

Que era o grande cabeça de cartaz.

Houve aqui, de facto, outros acontecimentos, como aquilo que eu estava a falar, aquelas declarações que já foram em junho, de Jerry Seinfeld, e que poderão motivar aqui ou poderão explicar o porquê este timing de ser agora que cancelam a participação. Mas o que eu acho estranho é que isto, de facto, veio dar uma visibilidade muito maior à atuação de Jerry Seinfeld. Eu acho que muitos portugueses nem estariam cientes de que o Jerry Seinfeld vinha a Portugal.

Eu já não me lembrava, confesso. Na altura reparei no anúncio, mas depois já nem me lembrava.

Ou seja, tem um efeito contraproducente para aquele que seria o objetivo, porque claro, Jerry Seinfeld continua a ser uma figura bastante conhecida e reconhecida internacionalmente, mas para muitas pessoas a atuação dele em Portugal iria passar ao lado.

Até porque os preços eram caros, quando foram postos à venda, e portanto, se calhar, mesmo quem tivesse interesse em ir ver nessa altura.

Eu, sinceramente, lembro-me de ouvir falar deste festival e da participação de Jerry Seinfeld, mas já não me lembrava quando é que seria. Estava um bocadinho fora. E agora este cancelamento das atuações.

É menos mau isso do que tentarem cancelar a vinda dele.

Tentarem cancelar ou de alguma forma, porque vamos ver o que é que vai acontecer.

Vai haver barulho.

As manifestações também.

Sim, é provável que aconteça. Agora, enquanto sinalização da virtude, de facto, por parte destes artistas, acho que é mais triste esta reação. Nem vou pôr as coisas naquele patamar de fazer uma comparação entre a visibilidade, o reconhecimento e o trabalho de uns, de um lado, e de Jerry Seinfeld do outro. Acho que não há comparação possível entre uns e outros.

Eu confesso que alguns nem sabia bem quem eram. Tive que ver quem eram. Mas eu também não sou um especialista nestas áreas.

Agora, claro, estão a manifestar a sua posição.

Que é legítimo.

Que é legítimo, se não querem participar.

Qualquer pessoa não quer participar num evento qualquer, em função de outras pessoas que lá vão estar também.

Mas não deixa de se poder fazer uma leitura, porque esse posicionamento, essa posição tem um significado.

É incomparável ao pedido de cancelamento que houve em relação a um concerto também de Kanye West. O mês passado foi em agosto, um concerto no Algarve, em que também houve muita polêmica. Nesse caso contrário, inversamente oposta.

Sim, por razões diferentes. Eu, por princípio, sou contra estes cancelamentos Os artistas, por exemplo, não querem ir atuar em Israel, têm todo o direito de não ir atuar, não são obrigados, ninguém os pode obrigar. Quando passamos para cancelamentos, como por exemplo boicotes, como o de alguns países europeus ao Festival da Eurovisão, por causa da participação de Israel, isso incomoda-me um pouco mais, da mesma forma que me incomoda o cancelamento de artistas, de desportistas russos, que não têm nenhuma ligação com o regime, como me incomoda a proibição de transmissão de canais russos na grelha que estava definida na Europa. Sou contra isso, por princípio, e acho que isto vai no mesmo sentido. Nada contra a liberdade das pessoas, destes artistas, de cancelarem a sua atuação, têm todo o direito de fazê-lo. Já as razões para o fazer, que têm a ver com as posições de Jerry Seinfeld, e se olharmos de uma forma mais alargada para isto, tem a ver com o direito, de facto, de Israel se defender. Esta utilização do genocídio, do suposto genocídio, também me parece exagerada. Não é, obviamente, um exclusivo destas pessoas. Tem sido utilizado como uma arma praticamente desde o início, desde o primeiro dia após os ataques do 7 de outubro, que se fala de genocídio. Agora, não deixo de ver aqui também uma forma de culpabilizar as vítimas e culpabilizar os judeus, que é uma velha tradição também do Ocidente, e que aqui se manifesta com todas as atenuantes que possamos ter aqui, até em relação à dimensão destes artistas e do impacto que isto poderá ter. Mas, de qualquer das formas, parece-me uma reação exagerada em relação.

A quem darás nota?

Eu vou dar aos artistas que cancelaram a participação pelos motivos que o fizeram. Poderiam tê-lo feito mais cedo. Percebo de alguma forma que o tenham feito agora nesta altura, também para ter impacto seria agora, teria mais impacto.

Mas esse é o ponto. Já agora, deixa-me só meter a colherada. Se em abril, quando é conhecida a vinda do Seinfeld, eles individualmente tivessem dito: "Olha, lamento, mas não vou estar disponível." A coisa morria ali, ninguém saberia.

Ninguém saberia, claro.

Era uma contratação não feita e, portanto, deve acontecer dezenas de vezes em festivais, pessoas não têm agenda, não querem, não podem, uma coisa qualquer e portanto não era assunto público. Agora, é assunto público. E portanto, basicamente, eles estão à procura de notoriedade, que ponto. E da tal sinergiação de tudo.

E nesse sentido conseguem ter essa visibilidade.

Aliás, eu recomendo vivamente um post de Canela Deiras, ex-vocalista da Banda do Casaco, que faz no Facebook sobre isto. Está lá essencialmente aquilo que, no meu entender, como é evidente, é o processo de decisão deste tipo de coisas. E portanto, há aqui uma bolha lisboeta também. Eu penso que ela está em Coimbra, era de Coimbra na altura.

Sim, era de Coimbra, não sei onde está.

Mas há aqui também uma visão para aquilo que são os artistas da corte, se quiseres. Estamos a falar de artistas da corte. E aquilo é interessante, o post dela é interessante.

É um aproveitamento, claro, e que com este timing certamente teve muito mais impacto. Agora, também tem um impacto, que provavelmente não terá sido calculado por estas pessoas, que é o de chamar a atenção para a própria atuação do Jerry Seinfeld.

Suspeito que nem sequer estamos a falar disso. Não estamos a falar de uma ação concertada para causar impacto agora. Estamos a falar de eles serem distraídos. Isso é que pra mim é surpreendente, porque nem em abril, nem mesmo depois em junho, quando são estas declarações, poderiam ter decidido aí, mesmo que tivessem que pensar um bocadinho. E não, há um efeito manada agora.

Agora só para ler um bocadinho do que escreve a Nel Deiras. Ao somar à ganância da relevância grátis. Participar num festival dá um cachê e pouco mais. Cancelar um festival por motivos morais dá manchetes no público, dezenas de crónicas de apoio no Expresso, centenas de partilhas e carimbo dourado de artistas de causas. Eles não estão a ser corajosos, estão a fazer investimento publicitário a custo zero.

E nesse aspecto não deve estar a correr mal.

Vou dar um dois. Pedro, amanhã vamos ter um grande dia e não tem a ver com o Jerry Seinfeld.

Não. Esperemos que não haja assim também muitos momentos de humor, embora sejam inevitáveis com tudo aquilo que podemos estar à espera. Se calhar o primeiro ponto é mesmo esse, vai ser um longo dia. Eu acho má ideia terem marcado tudo isto para o mesmo dia. Quem tiver interesse, e eu acho que apesar de tudo haverá muita gente com interesse em seguir todo o escrutínio à Luiz Neves na audição da Comissão de Assuntos Constitucionais, e depois quem tiver interesse em seguir todo o debate da moção de censura, tem que estar pelo menos oito horas.

Não vai largar a rádio observador, é uma machada.

Não é uma machada, caramba.

Fica sem bateria.

O problema é o resto. É que isto mete-se na vida das pessoas. Bom, infelizmente, a maior parte das pessoas nem tem vida pra isto, mas portanto, a bolha

Que segue tudo isto, pode estar se calhar 8 horas, pelo menos, a seguir política e se calhar não será mais, porque há um jogo da Liga dos Campeões à noite do Porto e tendencialmente os trabalhos tenderão a terminar antes disso. Normalmente costumam desaparecer deputados das bancadas quando começa o futebol. Vamos ver o que acontece. Mas o primeiro ponto é este, as coisas não deviam ter sido marcadas para o mesmo dia, até porque uma influencia a outra ou poderia, em tese, influenciar a outra. É muito improvável que o ministro Luís Neves aguente um escrutínio intenso de quatro horas a responder a perguntas dos deputados sem se afundar ainda mais nas suas próprias polémicas. Eu acho que é praticamente impossível que ele consiga chegar lá depois de todas as histórias que têm saído e da forma atabalhoada como os seus dois períodos de explicações foram postos em causa, é altamente improvável que da audição da manhã não resulte uma beira-funda e um pântano ainda maior em relação à sua situação.

Que pode contaminar toda a discussão à tarde.

Seria dificílimo que ele conseguisse ter respostas limpinhas sem entrar em contradições, que apaziguassem os espíritos, até porque ele próprio se foi pondo numa posição cada vez mais difícil. Até por essa razão, não devia ser no mesmo dia. Na verdade, vamos ter deputados cansadíssimos, que não vão preparar umas coisas em relação com outras e creio que também por isso isto foi má ideia. Independentemente da gravidade do que sair daqui, desta audição de Luís Neves, a partir de hoje já decidiram que não vão permitir a queda do governo e eu creio que o Chega era um dos vencedores do processo até aqui, por ter suscitado esta questão, por ter sido o mais persistente a pôr em causa o ministro da Administração Interna e por ter conseguido fazer aquele argumentário para justificar a moção de censura. Ontem ouvimos José Luís Carneiro a elogiar, de certa forma, este verbo é meu, a capacidade do líder do Chega para ocupar o espaço mediático. Que ele diz que a ocupação do espaço por sistema é que tem evitado o escrutínio do governo em matérias fundamentais, como as falhas graves na saúde, na educação e na falta de professores. Mas isto também é incompetência dele. É incompetência do líder do terceiro partido e que quer pelo menos ser o líder da oposição, de conseguir ocupar o espaço dessa outra forma, chamar a atenção para esses temas. Eu creio que um vencedor deste agendamento também é o PSD, é quem tem mais interesse em despachar isto. Em garantir que num só dia se encerra este assunto ou pelo menos se põe uma pedra sobre o assunto, mesmo que ela depois se destrua e as coisas se levantem. Vamos assistir aqui a estas batalhas de aura amanhã no Parlamento.

Pró farmar a aura.

Sim. Acho que vamos seguir com muito interesse aqui, com grande emissão especial na Rádio Observador. Depois já a minha nota de domequeiras, que estamos a ficar com pouco tempo. O PSD, em 1987, foi o partido do governo derrubado por uma moção de censura, passou de 29 para 50 pontos, 50% nas eleições. Foi o grande vencedor, nessa altura, da moção de censura, embora a moção de censura tenha de fato vingado. Na verdade, quem saiu reforçado foi Cavaco Silva, que depois partiu daí para duas maiorias absolutas. Cavaco Silva, que continua a ser o exemplo apontado por Luís Montenegro, mas que não tem conseguido levar avante as tão proclamadas e prometidas reformas. O PSD subiu na altura 20 pontos. Eu vou baixar isto para metade, porque continuamos com o governo adiado e com o país adiado, à espera de conseguir resolver os principais problemas do país.

Fica 10, portanto.

Sim.

Fazendo muito rápida. Esta conta é muito fácil, não era preciso um mestrado em gestão . Mas hoje ficamos a saber que as escolas portuguesas, nomeadamente os mestrados em gestão, estão muito bem classificados.

É verdade, saiu o ranking do Financial Times. Enfim, eu estou voltado para isto, quero boas notícias para dar. Vamos ter muito tempo para dar notas negativas, vou começar por uma nota positiva e esta vai para as escolas de gestão, porque não é um resultado isolado. É um percurso consistente, a maior parte das escolas, quem está melhor classificado é a Nova SBE, Nova School of Business and Economics, aquela escola que fica ali no Carcavelos. Mas as outras escolas portuguesas também subiram todas as suas posições este ano. A Nova ficou em segundo lugar, ficou à frente de escolas muito famosas, como a INSEAD, por exemplo, em Paris, e outras, a London School of Business, que são escolas com trajeto e um prestígio muito antigo. Mas nós temos também o ISCTE Business School, temos a Católica Lisbon School of Business and Economics, temos o ISEG Lisbon School of Economics and Management e temos ainda a Católica Porto Business School. Não sei porque têm todos nomes em inglês, é capaz de irritar alguns reitores portugueses, mas para ter projeção mundial é necessário concorrer no mercado global e estas escolas têm tido sucesso e têm tido um percurso que eu acho que combina, por um lado, uma aposta consistente ao longo dos anos, o facto de darem as suas aulas em inglês, que é a língua franca atual, terem professores internacionais e terem muitos alunos internacionais, o que também ajuda aqui. Repara que quatro destas cinco escolas são em Lisboa, só a Católica do Porto é que se intromete neste conjunto. Não é apenas a Nova que está muito bem classificada, a Católica de Lisboa também está bastante bem classificada, está em, salvo erro, 63º lugar

Ao 25º lugar.

Deve ser a segunda no ranking português.

É a segunda no ranking português. Isto é bastante significativo, representa um esforço e uma aposta que está a funcionar. Até porque estas classificações são dadas com critérios rigorosos, porque por um lado, é a avaliação que os alunos fazem, quem passa por lá, e depois, talvez mais importante ainda que isso, é a avaliação do que a passagem por estes cursos representou na carreira dos alunos que vieram fazer esses cursos. E portanto, elas estão a sair bem com critérios objetivos. Às vezes diz-se que os avaliadores foram conversados. Não, há aqui alguns critérios objetivos, bem explicados pelo Financial Times. Não são aqueles rankings chineses que a gente não sabe bem às vezes o que significam, são rankings muito claros. E portanto, para estas escolas de gestão, vou dar um 15, acho que merecem.

Um 15 para essas escolas. Também te merece uma boa nota a subida do rating.

Sem dúvida. E tem um bocadinho a lógica também deste tema que o José Manuel acaba de falar, porque é um trabalho consistente das escolas portuguesas dura há mais de uma década. E a subida do rating também. Nós soubemos na sexta-feira, ao fim do dia, sempre divulgadas ao fim do dia de sexta-feira as notas de rating para que os mercados possam digerir durante o fim de semana, soubemos que a Fitch subiu mais um degrau na nota de crédito atribuído a Portugal, foi de A para A+, o que significa que Portugal tem neste momento uma elevada qualidade de crédito. E esta trajetória, que é acompanhada também pela Standard & Poor's, tem sido um caminho lento, como nós sabemos, desde a saída da Troika e o fim do programa de ajustamento. Por que Portugal está a subir nesta classificação? Já agora, acima deste só há mais dois níveis, é o AA e depois os três As. Por quê? Porque são apontadas genericamente finanças públicas reforçadas, a dívida pública em queda e uma persistente prudência fiscal. Em termos orçamentais, o país tem sido consistentemente ou persistentemente prudente. E obviamente que é ótimo, porque isso significa, no limite, que Portugal paga pela sua dívida menos juros do que pagaria com notas abaixo. E esse juro mais baixo contamina também aquilo que é o financiamento do setor bancário e que permite também que as pessoas possam ter financiamentos mais baratos do que teriam noutra circunstância de rating. Isto acontece num momento particularmente importante, porque nós estamos precisamente, nos últimos meses, sobretudo nas últimas semanas, a iniciar um ciclo de subida de juros de dívida pública, como não se via há algum tempo, porque a inflação está aí, os mercados estão a prever que a inflação vá durar e porque na última década, nos últimos anos, houve um crescimento muito grande da dívida emitida, quer por Estados, quer, por exemplo, pelo setor tecnológico, para financiar os investimentos em inteligência artificial. E portanto, Portugal destaca-se ainda mais positivamente com esta nota, num contexto que é cada vez mais difícil. Nós hoje temos juros mais baixos do que Espanha, muito mais baixos do que França, por exemplo, e muito próximos da Alemanha. Isso é um ótimo sinal. E queria só, como nota, recordar aqui, recuado 15 anos, o que se dizia das pessoas que defendiam, na altura, orçamento equilibrado e redução da dívida pública. Que eram neoliberais, que defendiam um Estado social mínimo, que eram os tecnocratas insensíveis àquilo que era a necessidade do Estado gastar. Bom, felizmente, esse tempo acabou e eu acho que agora há um consenso muito grande no país sobre a necessidade e a vantagem de ter, de facto, orçamentos equilibrados, até superavitários, e uma dívida que já não tem os níveis que tinha. Neste momento, estamos nos 90%, na altura tínhamos 120%. Lembro-me ainda do Manifesto dos 70. Vocês lembram-se que 70 personalidades assinaram em 2014 um manifesto. Mas atenção, personalidades que iam desde João Cravinho, na altura, saudoso, Manuel Ferreira Leite ou Freitas do Amaral, isto para falar só dos mais à direita, mas que juntava muita gente de esquerda. Defendiam na altura a renegociação da dívida pública portuguesa.

Também estava o Loção, salvo erro.

Loção também. Portanto, juntava uma série de gente que na altura achava que a dívida era impagável, Portugal não ia conseguir pagar a dívida e que tinha que se renegociar com os mercados, que era o primeiro passo para nós estarmos fora de taxas aceitáveis durante muito tempo. Portanto, só para recordar, vou fechar já.

É que esta questão das contas certas é linda, mas a hora dá-nos sinal.

O tempo é impredoável. Que estas coisas a médio e longo prazo, as políticas quando são bem feitas, acabam por ter bom resultado.

E ficam mais consensuais.

Sem dúvida. Quanto é que eu vou dar a isto? Dou um 15 a este caminho, que foi feito ainda por cima por governos de partidos diferentes, o que é sempre bom.

Dois 15. Estamos mesmo no início da semana e o "Venceré" regressa mais logo na tarde política.

Começa logo a seguir ao jornal das 18h. Esta segunda-feira dão notas a Judite de França, o António Costa e o Vítor Matos. Assim que acabar o e o "Venceré", chega o Alberto Gonçalves com a Ideias Feitas.