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Começa agora mais uma edição do Youven Soré das manhãs 360. Nos próximos minutos, como sempre, damos notas aos principais protagonistas da atualidade e para isso hoje, Luís, juntam-se a nós e à Helena Matos, o Carlos Diogo Santos.
E hoje com verdades alternativas, uma coleção de livros, a escolha de Maria Luísa Albuquerque. Mas voltamos à saúde, Carlos. Três meses depois do anúncio, grande parte das medidas mais urgentes do plano para a saúde ainda está por concretizar.
Bom dia. Sim, verdade. No final de maio, eu dei aqui um 17 à ministra da Saúde, porque até aí estavam a ser cumpridas todas as promessas feitas. Havia um plano que mais do que aguentar escalas no verão e medidas pra tapar buracos, trazia já um conjunto de medidas, algumas urgentes, a cumprir em três meses, outras a médio prazo, para cumprir até o final do ano e outras estruturantes. A verdade é que hoje faz três meses desde a apresentação do plano e o Observador fez um balanço de como é que estava a implementação das medidas urgentes, aquelas que eram para concluir em três meses. Das 15 medidas urgentes, até ao final do dia de ontem, a informação que tínhamos é que apenas cinco estavam cumpridas. Portanto, nós além da plataforma do SNS, fomos falando ao longo da semana e pedindo esclarecimentos ao Ministério da Saúde. Até ao final da tarde de ontem, esta era a confirmação, concluídas apenas cinco, ou seja, um terço das medidas que deveriam estar cumpridas ao dia de hoje. Mas depois de publicarmos a notícia, fomos informados de que o portal tinha sido atualizado e que tinha passado a estar com o selo de concluídas, não cinco, mas 10 medidas. E essas cinco medidas que o ministério acrescentou ontem depois da nossa notícia, foi a atribuição de incentivos financeiros aos partos, às equipas que fazem partos, a requalificação de espaços de serviço de urgência, a afetação de médicos de família aos utentes em espera, a contratação de 900 médicos de família, a criação de um plano estruturado de saúde mental para as forças de segurança e a contratação de psicólogos. Recordo cinco medidas que horas antes nos tinham sido ditas que não estavam cumpridas pelo Ministério da Saúde e por especialistas do terreno. E de fato, o que acontece é que os especialistas mantêm a posição de que algumas destas cinco medidas não estão concluídas. Por exemplo, a contratação de psicólogos, é o próprio bastonário dos psicólogos que nos diz que não tem nenhuma indicação de que o processo de contratação esteja em curso. Sobre os incentivos financeiros à realização de partos, o presidente da Comissão Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, uma comissão criada pela ministra, explicava ontem à tarde ao Observador que seria importante avançar com esta medida. Portanto, a medida não está concluída. E a contratação dos 900 médicos de família, é do conhecimento geral e é a própria associação que representa esses profissionais a garantir que o número de colocados até o dia de hoje é residual, o que levanta dúvidas também sobre a conclusão desta medida. E, portanto, tudo isto, não só o fato de três meses depois, as medidas urgentes do plano de emergência para a saúde não estarem todas cumpridas, mas sobretudo porque ontem decidiu-se acrescentar cinco medidas depois de vários dias de pedidos de esclarecimentos feitos pelo Observador e de o portal dizer até o dia de ontem que apenas um terço das medidas estavam concluídas e depois há aqui uma alteração, faz com que aqui também atualize a nota da Ministra da Saúde, passando de um 17 pro 9. Lá está, porque mais grave do que aqui as falhas e se terem incumprido as medidas de curto prazo, parece ser esta decisão de dar como concluídas medidas depois de ter saído uma notícia, e apesar de, no terreno, os especialistas dizerem que ainda não viram a implementação das mesmas.
Fica então esse baixar de nota do Carlos para a ministra da Saúde. Bruno, de ontem vem a escolha de Maria Luísa Albuquerque para a Comissária Europeia. Houve muitas reações. Encontras aqui algum vencedor ou vencedora?
O vencedor é a Troika, sem dúvida nenhuma, porque foi o mais falado nas reações da esquerda, nomeadamente, e vê-se que a Troika continua a ser o abono de família da esquerda. Eu pensei em dizer que era o Euromilhões, mas talvez seja aquela raspadinha pé de meia, porque todos os meses dá algum lucro à esquerda. É mais estranho que a conversa sobre a Troika também venha do PS, continue a vir do PS. E alguma desfaçatez, algum atrevimento no PS em recuperar a Troika. Eu percebo que o Bloco de Esquerda, até o PAN, o Partido Comunista falem sempre da Troika, tragam sempre a Troika pra discussão. Estranho que ao fim destes anos todos, isso continue a acontecer por parte do PS. Parece que havia ali algum problema em trazer um elogio à escolha do governo e à escolha de Maria Luísa Albuquerque. E por isso Optou por o PS voltar à carga com a troika, com a austeridade. Foram várias as figuras do PS, Marta Temido falou disso, falarem da troika, da austeridade. Maria Luísa Albuquerque vai para Bruxelas e volta à austeridade. Esta narrativa, esta tentativa de despertar o fantasma da troika é muito estranha. De alguma forma, a esquerda deve achar que os portugueses sofrem de estresse pós-traumático e provavelmente alguns ainda estão magoados, zangados com o governo de Passos Coelho, mas é estranho que ao fim destes anos todos, os partidos políticos continuem a agitar este fantasma da troika. Maria Luísa Albuquerque vai para a Comissão Europeia, e é bom lembrar, a Comissão Europeia era parte da troika. Até por aí poderia estar justificada.
Alguma narrativa diz que ela é o rosto da troika. Ela no fundo já era representante da Comissão Europeia cá.
Em Portugal durante esse período.
Agora só vai exercer na sede.
Até a tornaria mais habilitada a exercer estas funções. Depois, houve toda a questão do processo de escolha, de se comentar o processo de escolha e levamos novamente com a história da negociação, do diálogo. O PS acha que o governo lhe devia pedir autorização para tudo, mesmo para aquilo que não precisa da autorização do PS. E quando o governo não pede autorização ao PS, quando não vai dialogar com o PS, então o PS diz que é porque não está de boa fé, porque é um governo arrogante que não quer diálogo. Nestas circunstâncias, a verdade é que o diálogo seria sempre muito difícil. E o PSD, o governo, o governo AD, não quer correr o risco de ir dialogar com o PS e depois disso ser apresentado, como seria, naturalmente, como um sintoma de fraqueza do governo. Agora, um governo minoritário também não é um governo a meias com o PS. E o PS insiste nesta ideia: tudo tem de ser negociado, porque o governo não tem maioria no Parlamento. Não, nem tudo tem de ser negociado. Quando tem de ser negociado, já vimos que o PS também faz vender caro a sua colaboração, por assim dizer. Vimos isso na eleição do presidente da Assembleia da República. Agora não pode estar à espera que nos casos em que o governo não precisa, de facto, de votos da oposição, e nomeadamente do PS, vá também novamente bater à porta do PS a pedir autorização com esta ideia de que se trata de um cargo suprapartidário, supranacional. Se fosse assim, também convinha que o PS mostrasse alguma solidariedade para reforçar até a posição da escolha portuguesa para o cargo na Comissão Europeia. Porque vir dizer que o cargo de comissário europeu é um cargo com muita importância, é supranacional, é suprapartidário, e depois atacar todas as escolhas do PSD sempre que o PSD escolhe o comissário europeu também não faz muito sentido. E isto não é novidade nenhuma. Estas críticas, nem no tom das críticas, nem no conteúdo das críticas. Quando o governo de Passos Coelho escolheu Carlos Moedas como comissário europeu, as críticas do PS foram praticamente idênticas. E na altura estava na liderança do PS António José Seguro, que disse que na altura em que foi anunciada a escolha, disse negativamente surpreendido pelo nome. Disse na altura que foi uma oportunidade perdida para Portugal. O PS discordava da escolha porque era a oportunidade de o país escolher uma personalidade com resultados europeus, com prestígio europeu, com peso político, para que se pudesse até obter um pelouro na Comissão Europeia que pudesse defender os interesses nacionais. E o engenheiro Carlos Moedas, disse António José Seguro na altura, não corresponde a nenhum dos itens deste perfil, o do prestígio político europeu, o de reconhecimento pelos pares, o de trabalho europeu. Portanto, não tinha as mínimas condições para o cargo. Disse também, acrescentou ainda o PS, através do líder na altura, de António José Seguro, que o governo escolheu um dos seus, o governo não ouve absolutamente ninguém. É o que está a dizer na prática agora. Fez uma escolha não a pensar no interesse do país, no interesse nacional, mas foi uma escolha estritamente partidária e sugeria o PS na altura, através de António José Seguro, que em vez de Carlos Moedas tivesse sido escolhida Maria João Rodrigues, que tinha sido ministra do PS e que era eurodeputada. Agora, vamos fazer aqui uma comparação destas reações do PS na altura, que são muito idênticas, João, quase idênticas às de agora, com a reação do PSD quando foi escolhida Elisa Ferreira em 2019 prum governo de António Costa. E por acaso foram reações, eu encontrei reações de pessoas, de políticos responsáveis do PSD que agora estão em funções, são ministros Paulo Rangel e Maria Graça Carvalho. Rangel destacou a competência de Elisa Ferreira E não só isso, realçou a experiência, também elogiou por ser a primeira mulher portuguesa a ocupar um cargo na Comissão Europeia. Disse que pela experiência e pela competência podia até ter uma boa pasta na Comissão Europeia. E Maria Graça Carvalho, que é agora ministra do Ambiente e da Energia, também destacou na altura a competência, o profundo conhecimento dos assuntos e do modo de funcionar das instituições europeias e disse que seria uma excelente comissária. Portanto, aqui temos um PS que critica sempre e com os mesmos argumentos as escolhas do PSD para a Comissão Europeia, acha que devia participar nessa escolha, mas na verdade devia ser o PS a escolher. E um PSD que, no caso desta escolha de Elisa Ferreira, não é um desportivismo, mas se o PS reclame e recentre a discussão no interesse nacional, o PSD revelou essa preocupação com o interesse nacional ao elogiar a escolha e dizer que Elisa Ferreira tinha todas as condições para ter uma pasta importante na Comissão Europeia.
A tua nota vai para quem, Bruno?
A minha nota é negativa para o PS, mais do que a restante esquerda, porque no fundo quer governar e decidir quando não está no governo e quando não está no governo não é capaz de pôr o interesse nacional, de facto, acima dos interesses partidários, aquilo de que acusa o PSD. Vou dar um seis.
Um seis do Bruno para o PS. Paulo, estas reações, também a Maria Luís Albuquerque, mostram de certa forma que há quem tente reescrever a realidade?
Nós por vezes esquecemos, eu às vezes esqueço, que estamos naquela era da pós-verdade, dos factos alternativos e por aí fora, em que se misturam factos, meias-verdades com opiniões, com desejos, muitas vezes. E se tenta passar essa narrativa. E ontem quando, mais uma vez, como o Bruno acaba de sublinhar e muito bem, estivemos a falar da troika. A troika foi chamada por um governo socialista há 13 anos, foi-se embora depois de uma governação da execução do seu programa por um governo PSD/CDS há 10 anos. Podemos gostar ou não daquilo que se passou, mas os factos são estes. Enquanto nós não acertarmos nos factos, nós não vamos chegar a conclusão nenhuma. E ontem isto fez-me lembrar isso. De facto, parece que os factos interessam cada vez menos. E eu ouvi muita gente socialista a negar que a austeridade tenha sido começada por ele, só tenha resultado da troika, mas foi uma vontade do governo em funções. Vamos só deixar aqui uma coisa clara. Os cortes na função pública de médios de 5% foram decididos e comunicados no dia 29 de setembro de 2010 por José Sócrates e Teixeira dos Santos, portanto meio ano antes da chamada da troika, na tentativa de evitar que a troika viesse. Portanto, a grande austeridade é o PEC 3. Depois continua, obviamente, com a troika, mas o primeiro grande pacote é o chamado PEC 3. Corte salarial de 5% na função pública, a taxa de IVA passou de 21 para 23%, as pensões foram congeladas, o quarto e quinto escalão do abono de famílias foram eliminados e reduziram-se em 20% as despesas com o rendimento social de inserção. São só algumas das medidas tomadas e comunicadas nesse dia 29 de setembro de 2010. Governo socialista. E portanto, se isto não é austeridade, eu não sei o que é austeridade. Podemos achar que isto estava certo e na conjuntura eu acho que estas medidas estavam corretas. Quem tem vergonha delas, pelo visto, é o próprio PS. Mas isso é um problema que eles têm que resolver. E portanto, eu acho que devíamos assentar nos factos e depois ter a interpretação dos factos e as opiniões sobre eles mais diversas possíveis, como é evidente. Mas isto não é caso único neste ambiente. Ontem a ERC também veio corrigir, e bem, um pressuposto em que tinha emitido aquele disparate, aquela deliberação absolutamente disparatada sobre a entrevista de José Rodrigues Santos a Marta Temido. A ERC agora a dizer como é que se devem fazer entrevistas ou não. Chegamos a este ponto. Acho muito bem que a ERC tenha reconhecido o erro de uma citação, portanto ouviu mal a transcrição. Tudo bem, acontece a todos. Mas a minha pergunta é: a quantos factos errados é que a deliberação da ERC resiste? É à prova de factos errados, isto é, ok, parece a história dos Monty Python e dos romanos. Digam lá uma coisa que os romanos tenham feito.
Tenham feito por nós.
As estradas. Está bem, mas além das estradas, o que é que eles fizeram? Aquedutos. Está bem. Aquele está errado. Depois a ERC também, mais uma vez, confunde factos com opiniões. Aquilo que o José Rodrigues Santos fez ali foi confrontar Marta Temido com factos que estão comprovados por estatísticas. Aquilo não era opinião. Neste caso, a ERC perante factos, vê ali opiniões. Está errado, sobretudo vindo de um órgão que é suposto regular a comunicação social, seja lá o que isso for. E acabamos no triste episódio de Marcelo Rebelo de Sousa, e eu acho que este é o mais grave de todos até. Sobre esta questão de comentar ou não comentar o referendo do Chega. Marcelo Rebelo de Sousa já mentiu e mente em papel timbrado da Presidência da República. Isto é grave. Quando o Presidente da República escreve o seguinte: "O Presidente da República não se pronunciou, nem podia ou devia pronunciar-se sobre qualquer iniciativa referendária." A parte do não se pronunciou é mentira, está em papel timbrado da Presidência da República. E depois Marcelo Rebelo de Sousa, para manter a mentira sobre a verdade, omite e trunca aquilo que foram as respostas que deram ou as perguntas que deram origem às respostas que deu, onde ele comentou, de facto, o referendo. Isso é muito feio. Eu acho que nós todos em casa penalizaríamos um filho que fizesse uma coisa destas numa questão de lana caprina, que nestas coisas não se mente e não se trunca, não se cortam pedaços de textos para manter a mentira. Mas nós temos isto neste momento na Presidência da República, o Presidente da República a fazer isto, é um órgão de soberania, e isto é gravíssimo. Digo eu.
E é aí que queres dar a tua nota ou queres dar em geral?
Dou um quatro, de facto, porque vamos pelo menos assentar nos factos e depois a partir daí temos as discussões todas.
Helena, parece que a Câmara do Porto vai pagar €85.000 por oito livros que retratam a gestão de Rui Moreira na autarquia. Achas que isto vai virar moda?
Não vai virar, porque é moda. Nós temos muito frequentemente a saída de publicações a nível autárquico, que coincide com os mandatos do presidente em funções, ou que vai sair, ou que se vai recandidatar. É claro que é importante mostrar o que se tem feito, mas a verdade é que nós temos muitas vezes a saída da publicação desses livros de uma forma mais ou menos coincidente e para assinalar a obra. Não quer dizer que não se assinale o que se fez. Agora, temos de entender que uma coisa é relatar o que tem mudado na cidade, outra coisa é fazer coincidir isso com os mandatos autárquicos. Neste caso, estamos a falar de alguém que não se vai recandidatar. Agora, o que eu quero chamar a atenção é que este aspeto foi notícia porque são livros, mas se nós formos ao portal da transparência, onde se veem os contratos, nós chegamos a uma realidade que é absolutamente vergonhosa e que são as revistas municipais. As revistas municipais, há muitos anos, no tempo em que os animais falavam, traziam artigos de historiadores daquela zona, davam conta que se tinha descoberto isto, aquele edifício e tudo isso. Elas estão transformadas em absolutos órgãos de propaganda. Algumas chegam a ter nas suas parcas folhas, eu contei, 16 fotografias. No caso, era uma presidente em funções, graças a Deus era uma mulher bonita e, portanto, apesar de vir 16 vezes, era uma carinha sorridente. E depois, quem já fez e quem trabalhou na imprensa escrita, olha para ali e percebe que aquilo é fotografia, página dupla, depois um bocadinho de texto. Eu dou aqui um exemplo, apenas para este ano, do município de Odivelas. O município de Odivelas contratou, agora em agosto, por €60.000, a prestação de serviços para impressão da revista municipal, mas já tinha contratado, no princípio deste ano, um outro serviço por €8.000 para a distribuição da revista. E depois já tínhamos tido, também no ano passado, por €62.000, a contratação para esta revista. Mas podemos chegar aos €79.000 de Loures, podemos até chegar aos €63.000 de Câmara de Lobos. Quer dizer, é disto que nós estamos a falar. Abram-se estas revistas, veja-se o que está lá dentro e é propaganda pura. Eu não tenho nada contra a propaganda. Acho que é muito interessante, mas deve ser paga pelos partidos. Uma revista municipal faz sentido, mas não desta forma como elas estão a ser utilizadas. E também temos de perguntar que custos são estes, porque nós aqui tivemos a notícia, porque são livros, porque é o Rui Moreira, porque houve uma apresentação numa feira do livro, mas nós temos uma prática destas revistas municipais. Eu faço mesmo um apelo: abram-nas, vejam o que está lá dentro. Vão ao portal dos contratos públicos e vejam quanto é que elas custaram. E quer dizer, como diria a rainha Maria Pia, quem quer rainhas, paga-as. E quem quer propaganda, também as deve pagar e nesse caso devem ser os partidos.
Nota?
A nota? Isto é um assunto que me enerva imenso.
Já percebi.
E eu vou dar um zero, mas não é a estes autarcas. Vou dar um zero à nossa sacrossanta distração.
Não é olhar para estas coisas.
Nem não olhar para estas coisas. Abram as revistas municipais e depois vão ver quanto é que custou aquele belo folheto de propaganda partidária.
O zero da Helena Matos no fecho deste "O Vencedor É". Estamos de regresso amanhã.