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E o vencedor é na Rádio Observador. Começa agora a edição de sábado com notas de 0 a 20 para distribuir. E nesta edição, nas manhãs "360" de fim de semana, juntou-se a nós a Eunice Lourenço, editora de política do Expresso, e o Pedro Benevides, jornalista da TVI e da CNN Portugal. A moderação é contigo, Miguel Videra.

Bem-vindos, Eunice e Pedro.

Olá, bom dia.

Há um tema comum escolhido pela Eunice Lourenço e pelo Pedro Benevides: as eleições presidenciais. Eunice, queres começar por abordar o surgimento de mais um candidato blefe desta feita, o deputado do LIVRE, Jorge Pinto, também está na corrida.

Sim, também está na corrida. Confesso que fiquei surpreendida com a escolha, porque achei que talvez Rui Tavares ia aproveitar para mais uma vez se afirmar, ou então o LIVRE iria escolher uma mulher, eventualmente Isabel Mendes Lopes, porque só temos uma mulher candidata. Quer dizer, há mais nas que querem ser candidatas, mas daquelas que efetivamente serão candidatas, por enquanto, só a Catarina Martins. O LIVRE, que tem uma atitude permanente de apelo à agregação da esquerda e à união da esquerda, acaba por dividir ainda mais a esquerda com mais uma candidatura e a ser, de certa forma, incoerente consigo próprio, porque para além desses constantes apelos à união da esquerda, depois disse que afinal não havia quem os representasse. Ainda admitiram várias vezes fazer uma consulta que incluísse os nomes de António Filipe, Catarina Martins, António José Seguro. Depois, afinal, conhecemos o nome sem consulta nenhuma e afinal ainda vão fazer uma consulta interna sobre o Jorge Pinto e já se percebeu, como o Observador noticiou, que há divisões internas, que Ricardo Sá Fernandes, que é dirigente do partido, afinal até já apoia António José Seguro. E, portanto, eu acho que o LIVRE entra aqui numa atitude que lhe pode ser prejudicial pelas várias incoerências que representa escolhendo um candidato só para marcar terreno, por assim dizer, e não propriamente por ter um objetivo maior, um objetivo nacional, que é o que se pretende com uma candidatura presidencial.

É uma candidatura para levar até ao fim, Eunice, ou admite-se a possibilidade de ele, a dada altura-

Eu tenho muitas dúvidas que seja uma candidatura para levar até ao fim. Aliás, Jorge Pinto, nas declarações que fez ao Expresso esta semana, admite que conforme for o evoluir da situação, pode de novo o LIVRE voltar a um discurso de agregação. De qualquer forma, eu acho que será certamente uma candidatura para ir até aos debates, para ter um momento de afirmação, se é que vamos ter debates, porque também esta entrada desta candidatura veio trocar aqui um pouco as voltas ao que já estava a ser preparado. E acho que no fundo, é só isso que esta candidatura é, é um momento de mais uma tentativa de afirmação do LIVRE, apesar de todas as incoerências que representa para dentro e para fora. E como esta é mais uma edição com o Pedro Benevides, e eu sou uma fã da doutrina Benevides, uma seguidora da doutrina Benevides, as minhas notas não vão para o LIVRE, nem para o Jorge Pinto, vão para António José Seguro e para Henrique Gouveia e Melo. Para António José Seguro, porque vai recolhendo apoios das mais diferentes áreas, desde Ricardo Sá Fernandes, do LIVRE, a José Miguel Judice, uma figura claramente da direita e que apareceu no lançamento do seu livro e que, como o Expresso já tinha noticiado, esteve naquele jantar em que também estiveram algumas figuras próximas de Passos Coelho. Depois, por outro lado, consegue ter também ali um apoio muito significativo para dentro do PS, que é o do Duarte Cordeiro, ao ir lá explicitamente. Portanto, de fora estão ainda algumas figuras como Santos Silva ou como Ferro Rodrigues, mas António José Seguro vai recolhendo apoios, apesar de, como escreve Miguel Sousa Tavares no Expresso esta semana, não ser uma candidatura muito entusiasmante e parecer programada por inteligência artificial. Portanto, um 14 para Seguro por ir recolhendo todos esses apoios e um 14 também para Gouveia e Melo por ter um discurso cada vez mais claro. Aquele candidato que muitos diziam que não se sabia o que pensava, eu acho que talvez é o candidato que hoje sabemos mais o que pensa. Há uma semana, ao Expresso, ele dizia que não iria radicalizar o discurso para recolher votos à direita. Esta semana, num podcast com o Daniel Oliveira, ele é muito claro na condenação do Chega, muito mais claro do que talvez qualquer outro dirigente até este momento, ao dizer que o Chega é de fato uma ameaça para a democracia e é também claro sobre o que pensa, por exemplo, sobre o código laboral. E eu acho que tem sido muito positivo ver como Gouveia e Melo vai mostrando o que pensa e sem grandes problemas ou estratégias de perder eleitorado, nomeadamente perder eleitorado à direita.

E rumo às eleições do próximo ano, André Ventura deu ontem uma entrevista à SIC. Pedro Benevides, o que te chamou mais a atenção nesta entrevista ao candidato que manifesta a ambição de instituir uma Quarta República em Portugal?

O que me chamou mais a atenção, bom dia a todos, foi aquilo que ainda não tínhamos ouvido, mas acho que ainda vamos a tempo de ouvir. Três vezes. Foram três vezes que eu contabilizei que a Eunice conseguiu, nesta intervenção inicial, falar do seu expresso. Mas eu não estou a olhar para isso com crítica, aliás, nunca faço, e muito menos quando vejo que tens aí um tupperware com bolo. Portanto, Eunice, eu estou contigo.

Sim, é um prémio de consolação.

É um prémio de consolação sobre uma certa tarte de amêndoa que escapou das mãos. Para quem segue esta narrativa paralela do "O Vencedor É...", senão vamos fazer um podcast a explicar às pessoas com receitas e tudo. É uma ideia que fica aqui. Bom, vamos só falar das presidenciais para dizer que eu estou completamente alinhado com a Eunice, sobretudo na questão do LIVRE. É uma coisa que eu não consigo perceber e não sei se os eleitores percebem. Mas a entrevista de André Ventura permite clarificar ao que ele vem. Acho que esta entrevista foi muito mais longe do que talvez ele tenha ido nos últimos tempos nas últimas entrevistas. Nós sabemos sempre todos os vícios de linguagem do Chega, mas tem havido sempre uma certa cautela para chegar até à fronteira do admissível e recuar para nunca ser acusado de ter passado essa fronteira. Eu acho que nesta entrevista que ele deu à SIC, parece-me que ele já assumiu uma coisa bastante mais ousada. Não que nunca tivesse falado sobre isto, atenção. Mas acho que na qualidade de candidato presidencial, aquilo que ele diz sobre o sistema em que vivemos, as referências que ele faz a Salazar, são tudo, obviamente, como aquele apito que faz os cães reagirem, que mais ninguém ouve, mas determinados animais que têm uma sensibilidade auditiva.

São os apitos próprios para isso.

Exatamente.

Eu tenho um para quando acontece um terremoto.

Pronto, vês? A Eunice percebe de apitos também, esta mulher percebe de tudo. Por isso é que é uma honra vir aqui fazer este programa com ela. E portanto, eu sei que isso faz parte da campanha de André Ventura, mas acho que ao mesmo tempo é clarificador, porque se sabe ao que ele vem. Ele não quer esta democracia, apesar de se afirmar como democrata, mas todos os projetos políticos que passaram de democracias a autocracias também tinham grandes elogios à democracia. Não é como ela funcionava por dentro em determinado contexto político. E isso André Ventura tem feito. Quando ele fala de outro sistema, ele não está a falar de ser um presidente de um país que é uma democracia liberal, com uma constituição como a que nós temos, que eventualmente terá também alguns defeitos, mas que nos tem permitido viver em liberdade nestes últimos 50 anos, num processo de construção que, aliás, teve um papel importantíssimo de Francisco Pinto Balsemão e penso que ainda falaremos dele até ao final deste programa. E portanto, se à esquerda, as candidaturas do LIVRE e todas as que foram proliferando são confusas para o eleitor, porque não sabe para onde é que se há de virar. Por outro lado, eu acho que é bom que haja esta clarificação para que quem vote em André Ventura nas presidenciais saiba exatamente em que é que está a votar. E portanto, desse ponto de vista, eu vou dar um 16 aos eleitores que ficaram mais esclarecidos, pelo menos numa certa ala deste menu de candidatos que temos para as presidenciais. As eleições presidenciais são no próximo ano. A votação final das alterações à Lei da Nacionalidade é já na próxima terça-feira e não tem aprovação garantida. O PS já anunciou que vota contra, o Chega ainda não disse o que vai fazer. Eunice, e tu, o que te apraz dizer?

O que me apraz dizer, tendo em conta que o desfecho final ainda não se conhece, é sobretudo por algumas intervenções a propósito da Lei da Nacionalidade. Quer uma intervenção de Pedro Passos Coelho na apresentação do livro de Miguel Morgado, em que Pedro Passos Coelho disse que qualquer dia somos estrangeiros no nosso próprio país, quer as afirmações de António Leitão Amaro ontem na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, em que ataca o PS, partido com o qual o governo negociou, acusando o PS de reengenharia demográfica. E eu acho que numa altura em que a principal preocupação devia ser as questões do acolhimento, da inserção e a coesão social, a coesão da sociedade portuguesa, apostar em declarações deste calibre, que só agravam a tensão e agravam o fosso, é não conseguir olhar para o que é mais importante. É querer vencer o imediato sem pensar naquilo que é mais importante para o país e preocupa-me muito este tipo de atitude, que é uma atitude que eu acho que está a ganhar muito terreno no PSD, que acha que este é um momento para conseguir diminuir ainda mais o PS e vai fazendo esse caminho, sobretudo ao nível da linguagem. E portanto, é sobretudo pela linguagem que eu trago aqui a Lei da Nacionalidade e, mais uma vez, para dar uma nota positiva, para seguir a doutrina Benovides. A minha nota é um 15, ou mesmo um 16, para todas as organizações que trabalham com imigrantes, em particular a Obra Católica das Migrações, dirigida por Eugénia Quaresma, que tem sido em todo este processo, quer da revisão da Lei de Estrangeiros, quer da revisão da Lei da Nacionalidade, muitas vezes a única voz no espaço público, com alguma moderação e bom senso, a defender aquilo que é essencial, que é a integração, que é o respeito pelo outro e que é a coesão social.

Falemos agora de governança ou da falta dela. O Pedro Benevides traz a este "Eu Venço Dourei" as medidas aprovadas em Conselho de Ministros na área da saúde, por exemplo, a criação das urgências regionais, tema que leva o Pedro a concluir que há um país que não se deixa governar. Por quê, Pedro?

Não é uma conclusão muito original, na verdade. Nós andamos a pensar isso desde os tempos dos romanos.

Ainda não li o Asterix.

Por acaso também não.

Mas estou muito J.

Também eu. O que eu acho é que nós assistimos aqui a uma coisa que é um bom sinal. Nós vimos uma ministra que durante muito tempo pareceu um bocadinho passiva e resignada face àquilo que nós assistíamos diariamente e que, de resto, não era algo que acontecia apenas com este governo. Desta vez houve aqui um passo em frente, houve aqui uma série de medidas que foram anunciadas. No caso concreto das urgências regionais, também sejamos francos, é basicamente formalizar aquilo que já começava a existir, que é as urgências deixaram de ser locais e passaram a funcionar em termos regionais.

E que vinha de trás e que Fernanda Araújo muito defendeu.

Exatamente.

E por isso mesmo foi atacada.

Ou ainda mais atrás, com o Correia de Campos, que acabou por sair do governo por causa precisamente da defesa das agências regionais.

E pode-se ir mudando de protagonistas, mas a verdade é que aparentemente há algumas soluções que fazem sentido. Tendo em conta, no limite, a falta de recursos que há para gerir, a falta de meios.

A questão de meios que é preciso fazer.

É obrigatório fazer. Neste momento, não há como não o fazer. É obrigatório fazer. O que esse processo teve? Teve alguns desastres de comunicação e de política.

Pior que desastres, teve uma ministra a mentir no Parlamento.

Pronto, é isso mesmo.

Mentiu quando disse que não ia haver uma mobilização forçada.

Quando o Expresso fez uma manchete a dizer que os médicos podiam ser forçados a mudar de hospital, a ministra desmentiu no Parlamento, e acho que ainda por cima ter sido no Parlamento ainda mais grave, disse que não ia ser assim, e depois descobre-se que afinal o decreto dizia que ia ser assim.

E acenou-se com subsídios e com incentivos que depois acabaram por não ficar na letra do diploma que foi escrito. E eu acho que isso é grave. Isso é naturalmente grave e, desse ponto de vista, é difícil governar assim com este tipo de coisas. Por outro lado, é aquilo que nós dizíamos, há aqui medidas que parecem tão racionais, que já vêm de trás, já tiveram vários dirigentes de várias áreas políticas a defendê-las, porque o país que temos é assim, nós até podemos discutir se não chegamos a esta situação porque se foi fazendo, por exemplo, para a profissão de médico aquilo que não se fez por outras profissões, ou seja, um controle muito rígido das entradas nas universidades, das pessoas que se podiam formar todos os anos para estas áreas. Até pode haver outros argumentos, mas há uma conclusão que independentemente dos argumentos que se apresentam, ela existe, que é: os médicos ganham poder negocial enorme, porque são poucos e são necessários e são fundamentais, e portanto, não havendo a necessidade, não podendo o mercado escolher com quem quer ficar e tendo de lutar por eles porque são os únicos que há no mercado, a situação fica difícil de gerir. Mas aquilo que a mim me espanta é, logo a seguir a estes anúncios, nós temos todas as organizações sindicais que representam os médicos, os enfermeiros, etc., já a contestar isto, a recusar aquilo que honestamente, é difícil de perceber para a maioria dos cidadãos. Quando se diz que um médico, vamos imaginar, hoje vai ter que ir ao Barreiro e não à Almada necessariamente fazer o seu trabalho e que não quer, como está na lei, receber apenas as ajudas de custo que irá receber para fazer essa deslocação, quer um incentivo de centenas de euros, etc., é difícil de perceber isso para a maior parte dos cidadãos. É difícil. Mais ainda no contexto em que estamos, em que este problema ganhou dimensões tão graves que as pessoas já não sentem um nível de confiança no Serviço Nacional de Saúde que lhes permita dizer: "Se eu tiver algum problema, eu posso ir ali e as coisas vão ser resolvidas." E portanto, eu acho que isto é um sintoma de um país que efetivamente não se deixa governar, está capturado por vários interesses, está capturado também por políticos que têm de ter muita noção daquilo exatamente que é o poder que têm nas mãos e como é que o devem exercer, e que não podem cometer este tipo de erros, como estávamos aqui a falar e como a Eunice também destacou. E portanto, eu acho que é difícil nesta situação, depois, não haver espaço para outros políticos que vão vender ilusões e vão vender conversas de café como soluções mágicas para problemas que os humanos normais, racionais, inteligentes e competentes, não estou aqui a fazer nenhum julgamento sobre a capacidade ou a falta de capacidade de quem tem o poder para decidir, mas efetivamente, quem se rege pelas nossas regras desta democracia deve ter noção daquilo que o país precisa e da forma como se deve executar aquilo que o país precisa.

E a tua nota vai para quem? Para os representantes dos profissionais de saúde?

Não, a minha nota vai para os utentes do Serviço Nacional de Saúde, que mais uma vez tiveram aqui uma fagulha de esperança e mais uma vez estão a ver as coisas acontecerem exatamente pela forma do guião que acontece sempre e continuam à procura de respostas, mas não hão de desistir e, portanto, é um voto de confiança, um 16 para os utentes do Serviço Nacional de Saúde.

O Copom Fechado pelo olhar do Pedro Benevides. Vamos ao último tema desta edição. Morreu esta semana uma figura marcante das últimas décadas, alguém que contribuiu para que o país pulasse e avançasse, por exemplo, na área da liberdade de imprensa. Eunice, queres assinalar a partida de Francisco Pinto Paula Simão?

Sim, quero assinalar, porque foi uma partida e uma despedida que marcou a semana e mostrou como é possível as pessoas respeitarem-se e admirarem-se mesmo quando pensam diferente. E quero destacar aqui duas facetas de Francisco Pinto Paula Simão, ambas pelo respeito pelo outro que Que mostraram uma é a faceta de professor que eu conheci na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, e que era um professor muito respeitador daquilo que era a sua função e muito respeitador dos alunos. Era o único professor que fazia questão de avisar quando não podia dar aulas e raramente faltava. Era alguém que nos falou de internet quando nós nem sequer sonhávamos com internet, cinco anos antes de haver um computador com internet numa redação, já ele nos falava disso. E depois, o político, porque é uma dimensão mais longínqua pelo exercício do lugar de primeiro-ministro, mas Francisco Pinto Balsemão nunca deixou de ser político, a política percorreu a sua vida, mas agora para escrever alguns dos textos que escrevi no Expresso, tive de ler muita coisa e isso aumentou o meu respeito pelo seu desempenho como primeiro-ministro e sobretudo por esse olhar mais longe, olhar para aquilo que era realmente importante, que era uma revisão constitucional que desmilitarizava o regime e que abria as portas à integração europeia. E nessa negociação com um PS muito fragilizado, com muitas divisões internas, divisões que vinham desde o início, mas divisões que também tinham a ver com o chamado grupo do ex-secretariado, que apoiava Ramalho Eanes, Francisco Pinto Balsemão percebeu que era mais importante essa grande reforma, que é a reforma que nos deixa o tal sistema político de equilíbrios que Ventura agora quer mudar. Isso era mais importante do que estraçalhar o adversário. Portanto, o adversário é adversário, mas não é inimigo. E eu acho que nos falta muito hoje na política, esse olhar para o que é mais importante, em vez de para a vitória imediata. Não posso deixar de dar um 20 a Francisco Pinto Balsemão nesta semana.

Pedro, queres deixar alguma nota?

Não, eu já fui falando aqui algumas vezes do legado de Francisco Pinto Balsemão, a quem, como jornalista, estou profundamente agradecido. Eu também trabalhei no grupo Impresa e gostei muito de trabalhar no grupo Impresa e houve, de facto, uma liberdade que foi trazida pelos principais órgãos de comunicação social desse grupo, nenhuma dúvida sobre isso. E de facto, do ponto de vista político, nós devemos-lhe muito também por esta liberdade e por esta vida democrática saudável que temos, apesar de todos os problemas, mas a democracia também serve para fazer um pouquinho de autocrítica sobre o que não está bem, encontrar as soluções dentro daquilo que são as regras democráticas. E portanto, eu espero que esse legado de Francisco Pinto Balsemão perdure. Como professor, eu também já tive a oportunidade de dizer que não me deixou uma marca enorme, mas também porque eu não era um aluno que talvez fosse impressionável a marcas naquela altura. Eu depois amadureci um pouquinho mais, mas quando dei por isso já tinha acabado o curso e portanto, já não deu para ter essa memória.

A atualidade pelo olhar de Eunice Lourenço e do Pedro Benedita, ajudaram-nos aqui.

E agora vamos ao Boldness.

E agora vamos ao Boldness, que é outra característica.

Um grande 20 pra Eunice.

Para além do olhar e da análise do Pedro Benedita e de Eunice Lourenço, são também ótimos fazedores de tardes. Assim reza a história e vamos comprovar isso já a seguir.