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Vamos à análise dos temas que marcam a atualidade com notas de zero a 20. Começa agora o "E o Vencedor É", das manhãs 360 de Caruaru. Hoje juntam-se a nós a Sara Antunes de Oliveira, a Ana Sanles e o José Manuel Fernandes. E hoje o tema é incontornável: a reforma laboral morreu na concertação social, vai seguir para o Parlamento. Sara, será que vai ser possível reanimá-la?
Não sei. A verdade é que o dia de ontem foi a confirmação de que, a dada altura, se calhar desde o início das negociações, as partes sentadas à mesa só estavam à procura de defender objetivos paralelos àquela negociação, não exatamente o que estavam ali a debater. E progressivamente, esses objetivos eram mais longínquos de chegar a um entendimento qualquer. Foi, por um lado, a confirmação, mais uma, é verdade, mas a confirmação de que as centrais sindicais estão capturadas pelos partidos. A CGTP nunca largou aquele chavão de que a única ideia era atirar o pacote ao chão, mas a dada altura ainda quis fazer de conta de que queria negociar e apresentou-se às negociações. A UGT, sobretudo desde que entrou na greve geral, mas provavelmente desde o início, nunca quis chegar a um acordo, tal como o PS agora também diz que é para chumbar no Parlamento. Isto é clarinho como água, não há a menor dúvida disto, mas a UGT foi pedindo para negociar. Aliás, ontem a fazer a mesma coisa. E ainda tivemos uma espécie de golpe de teatro atamancado da CIP, que decidiu, numa espécie de pista própria, até à margem dos outros representantes dos patrões, lançar aquele repto, aparentemente inconsequente. Eu não sei se era para apertar a UGT e provar que os sindicatos, viesse o que viesse, nunca diriam sim, ou se era para se afirmar como o adulto na sala, a estrutura disponível, flexível, alinhada com os interesses do país, sabendo que a UGT nunca alinharia. Tudo isto com um governo que acha que fez tudo bem, mas que na verdade conseguiu inquinar esta discussão logo desde o início. Por exemplo, com aquela forma absolutamente desastrosa como a ministra decidiu lançar e abrir este tema, que na verdade acabou por dar o flanco a que se vincasse esta ideia, cada vez mais permanente neste tipo de debates e discussões, de que tudo isto é, afinal, uma luta dos bons contra os maus, e os maus têm é de perder.
Ninguém sai bem. É isso?
Não, uma pessoa olha para o dia de ontem e só pode dar um seis a esta nossa incapacidade de nos entendermos, seja no que for, que é uma incapacidade que, acho eu, nos devia preocupar muito mais do que aquilo que aparentemente nos preocupa.
Aparentemente, nisso estamos de acordo todos. A incapacidade de nos entender. Fica esse seis. Ana Sanles, a primeira conclusão que se tira quando se olha para este processo é que ninguém sai bem.
Pensei que me ias perguntar se eu tinha ficado surpreendida, já estava aqui a preparar a minha melhor cara de espanto. Não, estou a brincar. Não foi nada surpreendente, quer alguém tenha seguido o processo de início, entrada ou meio, ou visto só o que aconteceu ontem. Acho que surpreendente seria se tivesse realmente saído de lá um acordo. O povo tem sempre razão e o povo diz que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita, e esta reforma laboral nasceu torta, cresceu torta, pelo meio entortou mais um bocadinho. E portanto, acho que havia muito pouco chão comum desde o início, apesar das narrativas que se foram compondo. Nunca diminuiu, a UGT nunca teve condições para aprovar este pacote, e não foi por três, quatro ou cinco pontos que faltavam alinhar. Foi por ter uma visão completamente oposta à do governo e à dos patrões sobre o que deve ser o mercado laboral e uma reforma laboral, e o que é preciso fazer neste momento. Portanto, pode falar-se em intransigência, que sim, que houve. Pode lembrar-se que a UGT já assinou outros acordos em concertação que até seriam mais prejudiciais para os trabalhadores. A ministra ainda ontem disse isso. Ou seja, o acordo não era uma impossibilidade à partida, mas era uma impossibilidade política e a política sobrepôs-se, como fomos vendo ao longo dos meses, ao longo das semanas. Também acho que houve, e concordo com a Sara, e também já o disse aqui, alguma inabilidade ou falta de tacto da ministra desde o início. Não basta ter a convicção, é preciso saber defendê-la. E nem digo só na concertação social, porque não estive lá, mas mesmo na defesa desta reforma laboral junto de quem é interessado nela, que são os trabalhadores. E o governo nunca fez muito para contrariar uma ideia que se criou de que esta reforma seria terrível para os direitos dos trabalhadores. E as sondagens que se fizeram dizem isso, as impressões das pessoas são muito más. E a reforma, se calhar, se fosse mais bem explicada, percebia-se que há ali coisas que até podem ser benéficas para as pessoas. Eu acho que a maior parte das pessoas provavelmente não sabe ainda hoje o que está em causa, porque isto começou com a questão dos direitos parentais e da amamentação, e o governo nunca soube dar a volta e dar a sua mensagem de que o mercado de trabalho está a evoluir, que é preciso haver mais flexibilidadeE que algumas mudanças podem ser benéficas para os trabalhadores. Muitas vezes o governo e a ministra apegaram-se aos números, foram dizendo: "Já consensualizamos 60 ou 70 medidas", como prova de que as negociações estavam a correr bem e que isto é uma coisa boa, mas isso realmente não diz muito. Era preciso também, por exemplo, explicar no que o governo cedeu, o que estava a evoluir, e isso não aconteceu. Não é uma derrota ainda total ou o fim, porque isso só vai acontecer no Parlamento. Ficou muito claro nos últimos dias que ninguém está com muita vontade de negociar com o Chega. Os patrões não têm, disseram, o CIP disse-o quase abertamente, a UGT não tem, o governo também não deve estar propriamente entusiasmado. Não pode estar quando o debate começa com uma condição que faz todos rir.
A ministra até fez contas sobre o impacto que teria.
Exatamente, 2,5 mil milhões de euros.
Só pra saber do que estamos a falar.
Sim, levou a sério. Fez bem. É esta a condição, então quanto é que ela custa? É um ponto de partida. Mas nós sabemos como as convicções do Chega são moldáveis de acordo com as conveniências e com o que pode render mais ao partido. Portanto, eu não mataria já a reforma laboral antes de chegar ao Parlamento, até porque ainda não sabemos o que vai lá chegar. Não sei se a ministra nos dará umas luzes na entrevista que nos vai dar já a seguir. Eu repito aqui as palavras do presidente da CCP, Vieira Lopes, que disse no final da reunião que os textos aprovados em concertação sofrem menos alterações no Parlamento, duram mais anos e tendo em conta a correlação de forças na Assembleia, isso teria sido positivo. Acho que resume bem o que teria sido um desfecho em que as partes saíam melhor desta fotografia toda, ou quase todos. E, portanto, a Sara deu um seis?
Dei um seis.
Eu vou dar um quatro.
Pode ser.
Vamos ver, Paulo, como é que tu te posicionas com esta sensação. A Ana traz aqui a sensação de uma oportunidade perdida.
Sim, certo, isso é claríssimo. Se bem que o jogo está a meio, digamos que agora vamos pro Parlamento. Mesmo com o acordo na concertação social, obviamente nunca dispensaria a ida ao Parlamento e eventualmente mexidas por parte dos outros partidos. Mas chega lá sem esse acordo, que é pior, como a Ana acaba de dizer. Eu acho que isto no fundo ilustra bem a dificuldade de fazer mudanças. Os diagnósticos do país são mais ou menos consensuais, todos sabemos que temos salários baixos, que há muita precariedade. Temos uma taxa de desemprego jovem de 20%. Nós olhamos pros 5%, 6% de taxa média e não vemos os 20%.
Quase que ofusca a realidade dos mais jovens.
Sabemos que quatro em cada 10 jovens está precário também. Temos uma das taxas de precariedade jovem mais altas da União Europeia ou da OCDE mesmo, e isso contrasta com uma rigidez muito grande em quem está dentro do mercado de trabalho já e quem está há mais anos no mercado de trabalho. Isto é uma dualidade que é conhecida. O que significa que nós, provavelmente, para deixar entrar mais pessoas, temos que nivelar um bocadinho o nível de jogo entre quem está à porta e quer entrar e quem já lá está há muito tempo. Isso acontece noutros mercados. O mercado da habitação também funciona assim, entre quem já tem a sua casa e por aí fora e agora quem quer comprar ou arrendar. Portanto, todos concordamos com este diagnóstico, os baixos salários, com a baixa produtividade, baixa competitividade. E quando fazemos a pergunta: muito bem, não concordamos com aquilo que temos ou não gostamos com aquilo que temos e queremos sair mais ambiciosos, então vamos mudar. E aí é que começam os problemas, porque depois os bloqueios à mudança são estes, cá estão. Porque não se concorda com isto, não se concorda com aquilo. Eu diria que é impensável que neste ponto, o caminho seja mais rigidez no mercado de trabalho, porque o tempo não está pra isso, porque cada vez mais o tipo de funções, a própria vontade de novas gerações. Eu já tenho idade pra falar desta maneira. Eu sou do tempo em que quando saía da faculdade, queria-se entrar numa empresa e fazer carreira até o fim.
Um emprego pra vida.
Um emprego pra vida. As pessoas que estão agora a sair da faculdade ou que saíram há pouco tempo, têm horror só a essa ideia. E tiram anos sabáticos, entre empregos, despedem-se de um lado, vão viajar uns meses e depois vão arranjar outro emprego. Portanto, as coisas mudaram completamente. Mesmo dentro das empresas, a ideia é uma carreira em zigue-zague, como se costuma dizer, e não fazer aquele caminho na vertical sempre, mas ir pra lá, ter outro tipo de experiências e por aí fora. E portanto, os tempos mudaram, a tecnologia está a mudar também, e obviamente que os tempos são para mais flexibilidade e menos. Isto obviamente que a flexibilidade tem que ser compensada depois com segurança da parte dos trabalhadores, como é evidente quando as coisas não correm bem. E portanto, este é o plano de fundo. Agora, querer resistir a esta mudança não depende sequer de governantes ou de governos, ela vai ocorrer de uma forma ou de outra. E quando o mercado e a lei não se adaptam a isso, vamos entrar em formas marginais para contornar as leis, que é aquilo que já temos. Temos os falsos recibos verdes, porque como as empresas sentem que é muito difícil despedir se enganam numa contratação, já não contratam com contrato e, portanto, inventam-se os falsos recibos verdes e por aí fora. O mercado encontra sempre maneira de contornar estas coisas, como a água encontra sempre maneira de chegar ao mar, não há hipótese. Depois nós partimos pra este tipo de discussões numa visão dualista de luta de classes. De um lado estão empresários, que para um lado da barricada são os tipos horríveisQue só querem explorar as pessoas. Ainda ontem eu ouvi nas televisões a dizer que querem perpetuar ou até aumentar o trabalho escravo. É assim que se colocam as coisas e do outro lado da barricada também olha-se muitas vezes para os trabalhadores como uma cambada de mandriões que não quer fazer nenhum, quer levar o salário ao fim do mês, sem fazer nada. Ora bem, não esquecendo que nos extremos há sempre pessoas com estes perfis, existem em todo lado, nós temos que abandonar isso. Na realidade, não é assim, o essencial da questão não é assim. Não há esta luta de classes entre trabalhadores e empresários. Aliás, os trabalhadores fazem parte, e são a parte mais importante muitas vezes, das empresas e, portanto, todos deviam olhar para a forma de fazer as empresas crescer, ser mais produtivas e por aí fora. É a única forma que nós temos de aumentar salários. E eu acho que é este caldo de cultura que importa mudar. E já percebemos que com esta UGT não dá, faz-nos ter saudades. E aqui outra questão: nós, por regra, só reagimos e só tendemos a aceitar alguma mudança depois de batemos na parede, depois de um problema muito grande. Isso aconteceu com a UGT em 2012. Com a troika cá, a UGT e João Proença fizeram um acordo impensável com o governo de Passos Coelho. Mas aí já tínhamos batido na parede. Aí já estávamos no meio de uma crise económica e social e de finanças públicas terrível. Ou seja, nós vamos como o sapo na panela da água, nós vamos nos deixando cozer, deixando apodrecer as condições de crescimento, prosperidade e por aí fora, e só quando chegamos a uma crise violenta é que reagimos e que aceitamos alguma mudança já no limite. E eu acho que isso vai acabar por acontecer no mercado de trabalho. Vai acabar por acontecer na Segurança Social também, com a reforma do sistema. Só quando houver uma crise social muito grande é que vamos mudar alguma coisa. E é reflexo disso. E, portanto, temos sempre forças mais conservadoras que acabam por preferir aquilo que temos.
E, portanto, temos um seis da Sara, um quatro da Ana, Paulo.
Eu acompanho o quatro da Ana nesta nossa quase incapacidade de fazer qualquer mudança programada e controlada.
O José Manuel daqui a pouco, a partir das 10:00 no Contracorrente, vai dedicar-se muito a isso, por isso é que tem estado aqui caladinho e não tem acrescentado nada.
Caladinho porque está se a guardar para dizer.
Está se a guardar e por isso traz aqui dois temas, dois vencedores. Não sei se vês alguma ligação entre eles, queres explicar o que se passa com os médicos tarefeiros?
Não, não vejo ligação nenhuma, são dois vencedores e para compensar isto, hoje é sexta-feira, a gente tem que compensar um pouquinho e só temos dois quatros e um seis, isto está muito mal.
Está muito mal, tens que ser tu a salvar a honra do convento.
Vou dar... Hã?
Tens que salvar a honra do convento.
Exatamente, tenho que salvar a honra do convento. Portanto, eu vou começar pelas medidas relativamente aos médicos tarefeiros. Vamos ver se é esta. Da outra vez empancou. As primeiras tentativas empancou no Presidente da República. Há médicos tarefeiros a dizer que fazem greve e que vai faltar o sistema todo. Agora, não há dúvida que o sistema que está montado, eu não sei se as medidas que a ministra Admar resolvem. Eu acho que boa parte destes problemas têm a ver com tomarem-se medidas iguais para o país inteiro, para os hospitais todos, para os serviços todos, em vez de ter mecanismos de gestão completamente diferentes destes. Uma parte dos problemas começa em haver uma carreira médica única no país. Enfim, mas isto sou eu a dizer. Portanto, já se sabe que a nossa mentalidade e a mentalidade dos sindicatos é unificar tudo, centralizar tudo, porque isso lhes dá mais poder. Vamos ver se desta maneira, criando mecanismos que tentam impedir os abusos. O tema dos tarefeiros, que de repente toda a gente começou a falar quando percebeu até que ponto esse tema criava muita gente com muitas vantagens. No curto prazo, possibilidade de ganhar muito dinheiro. Nessa altura, as carreiras deixam de ser importantes, o que era importante era apenas o cheque no fim do mês. Vamos ver se isto melhora um bocadinho. Eu só sei que as medidas tomadas vão na boa direção. Se são suficientes ou não, não sei. Sobretudo porque creio que isto precisa de uma volta muito maior. Seja lá como for, é positivo e, portanto, como é positivo, vou dar o 14 para compensar o seis da Sara. Não consigo compensar os outros dois quatros, mas vou dar um 20. Vê lá tu, acho que não cabem 20 no vencedor.
Se calhar, não.
Não cabem um 20 no vencedor. Hã?
Se calhar, não.
Vou dar um 20, tem que ser. E mesmo assim o 20 é apenas um quinto da nota que eu devia dar. Porque devia dar um 100. Por quê? Porque faz hoje 100 anos um grande senhor, aliás, um sir, sir David Attenborough. É uma das figuras mais populares do mundo. É um homem que há décadas ajuda a divulgar a natureza, percorreu os sítios mais recônditos do planeta para mostrar o planeta, foi às profundidades do oceano, foi ao alto das montanhas, foi aos polos, foi a todo lado e é alguém que nos ensinou a olhar para a vida, portanto, para a vida das plantas, para a vida dos animais, para a vida das aves, em particular, de tudo. Tem uma coleção infindável de documentários e também de livros. E é aquilo que se pode dizer um grande, grande naturalista. Naturalista é um nome que se usa pouco.
Foi substituído pelo ecologista, não é?
Naturalista é diferente. Pode ser um ecologista, mas não é a mesma coisa. A pessoa que estuda a ecologia estuda a relação entre os seres vivos. O naturalista estuda os seres vivos, ponto final. Pode estudar num dia as famílias, pode estudar noutro dia os comportamentos. A ecologia é a ciência das relações, dos equilíbrios naturais. É evidente que o naturalista também percebe os equilíbrios naturais, mas está preocupado com porque é que o chimpanzé, o orangotango, a baleia ou o periquito
Têm determinado comportamento e como é que ele se parade.
O inseto tem aquele comportamento, qual é a sua lógica, porque é que ele se comporta daquela forma. É uma perspectiva diferente e David Attenborough não só nos mostrou esse mundo, como nos explicou esse mundo, como o fez de uma forma empática, criando um gosto por esta descoberta. E depois, viver na natureza dá saúde. Ele fez 100 anos. É uma bonita idade, como se costuma dizer. Eu não lhe posso dar o 100, dou-lhe o 20.
E é daquelas figuras que nós todos, pelo menos algumas gerações, ainda há pouco falávamos disso aqui. Eu acho que as gerações mais novas já não têm.
Aquelas dos 20 não sofreram o mesmo impacto que nós. Não tínhamos escolha na televisão.
Sim, mas há muitos documentários que nós vemos naqueles canais de vida natural, mas que não têm personagens, não têm pessoas. Ter uma pessoa, ter alguém que está ali na intimidade daqueles espaços. Eu lembro-me, por exemplo, quando eu era miúdo, havia um espanhol.
Félix Rodríguez de la Fuente.
Que também tinha uns documentários fabulosos sobre coisas daquele lado em Espanha. E era muito importante, era alguém que estava ali no meio, se fosse preciso, abraçado à natureza, e explicava como é que funciona uma folha, como é que funciona um solo, como é que funciona um olho, como é que os olhos podem ser tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais em seres tão diferentes como um polvo ou um ser humano. Tudo isto com alguém a olhar para nós e a falar de uma forma que nos faz sentir quase que estivéssemos lá ao lado. E ali não estávamos, estamos em casa.
Interagia sempre.
É muito relevante.
É muito relevante. Há ali um bocadinho de encantamento na forma como David Attenborough nos mostrava o mundo e a natureza. Um 20 para ele.
Da silva este filme.
Parabéns. Todos nós. E o "Vencedor É" regressa mais logo na Tarde Política da Rádio Observador.
Numa versão alargada que começa a seguir ao jornal das 18h00. Esta tarde dão notas a Judite França, o António Costa e o Anselmo Crespo. Logo depois chegam o "Ideias Feitas" com Alberto Gonçalves. É às 18h50.