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"Guerra" traduzida na Rádio Observador. Espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. E Laura, começamos pela imprensa ucraniana. Em dia de Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Donald Trump e Volodymyr Zelensky estiveram reunidos.
No final da reunião, o presidente ucraniano classificou o encontro como produtivo e positivo. Afirmou que tanto os Estados Unidos como a Ucrânia querem o fim do conflito ainda antes do inverno. Na rede social X, Zelensky revelou que discutiu com Donald Trump potenciais passos para uma desescalada que possa abrir caminho para a diplomacia. Volodymyr Zelensky não confirmou se a Ucrânia vai ou não produzir mísseis Patriot, mas agradeceu às delegações por continuarem a trabalhar neste assunto. Ainda antes da reunião, Donald Trump falou aos jornalistas, disse não saber se será ou não possível realizar o tal encontro trilateral com Putin e Zelensky, mas garantiu que o presidente russo quer o fim do conflito.
E a União Europeia retirou dois oligarcas russos da lista europeia de sanções.
Os oligarcas Alisher Usmanov e Mikhail Fridman foram retirados da lista europeia de entidades e indivíduos sancionados, apesar dos pedidos de Zelensky a pedir a manutenção dos dois oligarcas na lista. A proposta de retirada de Usmanov foi feita por França, que alegou razões de segurança nacional, numa altura em que as autoridades francesas e uzbeques, Usmanov, que tem também nacionalidade do Uzbequistão, estão a negociar a libertação de dois cidadãos franceses do Azerbaijão, sob a condição de que o oligarca seria retirado da lista. Usmanov foi sancionado pela União Europeia nos primeiros dias de guerra, devido às ligações próximas com Putin e também investimentos em sectores estratégicos, algo que foi negado pelo multimilionário. Já no caso de Fridman, foi retirado por proposta do Luxemburgo, depois de o oligarca ter uma reivindicação de 16 mil milhões de dólares contra o país sobre activos congelados. No entanto, a nova lista teve a oposição de vários países, como a Letónia, que apesar dos protestos, optou por se abster da votação da nova lista. Entretanto, a Ucrânia já reagiu a esta decisão da União Europeia. Na rede social X, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirma que a retirada dos dois oligarcas da lista de sanções da União Europeia é vergonhosa.
E o secretário de Estado norte-americano acusou a Ucrânia de ter atacado navios dos Estados Unidos.
Marco Rubio acusa a Ucrânia de ter atacado navios ligados aos Estados Unidos, ainda que acredite que não tenha sido de forma deliberada. O secretário de Estado norte-americano diz que a questão precisa ser abordada. Foram declarações de Marco Rubio numa entrevista à Fox News, onde afirmou que nos últimos meses, em várias ocasiões, os navios ligados aos Estados Unidos foram alvos da Ucrânia. O chefe da diplomacia norte-americana pediu também um cessar-fogo aos ataques russos e ucranianos contra infraestruturas energéticas dos dois países, à semelhança do que Donald Trump havia proposto já na semana passada.
E quatro pessoas morreram num ataque russo a uma região industrial da Ucrânia.
Num ataque coordenado e simultâneo, Moscovo atacou as cidades de Dnipro, Kryvyi Rih e Pavlohrad, na região de Dnipropetrovsk, uma importante região industrial do país. No total, quatro pessoas morreram e seis ficaram feridas neste ataque, que recorreu a mais de 200 drones e vários mísseis. Ao mesmo tempo, a Rússia atacou também uma infraestrutura eléctrica no norte da Ucrânia, que deixou mais de 100 mil pessoas sem electricidade.
E são estes os principais destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com os destaques dos jornais russos.