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Boa noite, portugueses. Boa noite a todas e a todos. Antes de mais, obrigado por estarem aqui. As minhas primeiras palavras são, como não podia deixar de ser, para os militantes do Partido Socialista, para todos os militantes do PS. Aos milhares de militantes do Partido Socialista que participaram neste ato eleitoral e que mostraram, mais uma vez, que o Partido Socialista foi, é e continuará a ser o maior partido político em Portugal. Deste partido popular, que representa bem o nosso povo e que mostrou, mais uma vez, estar à altura das circunstâncias. Cumprimentar as pessoas que fizeram a minha candidatura possível e esta vitória possível. Cumprimentar a todos os dirigentes da campanha, na pessoa do Francisco César, o meu diretor nacional de campanha. Obrigado.
Os agradecimentos iniciais de Pedro Nuno Santos e os aplausos dos apoiantes que estão aqui no Largo do Rato.
Todos os diretores de campanha distritais, locais, todos os militantes que fizeram esta campanha possível, todos aqueles que participaram nos comícios, todos aqueles militantes que tive o prazer de abraçar, de agarrar, de tocar, todos os milhares de homens e mulheres que deram força em cada um destes dias e que mostraram que éramos capazes de mobilizar o partido, um partido mobilizado, capaz também de mobilizar a sociedade portuguesa. Agradecer a Alexandra Leitão, na pessoa dela, a todas as pessoas que se dedicaram.
Uma lista de agradecimentos que é longa, a marcar os primeiros minutos do discurso de Pedro Nuno Santos.
Na pessoa dela, a todas as pessoas que trabalharam as ideias. As ideias são tão importantes para nós darmos a volta a tantos problemas que ainda temos no nosso país. Cumprimentar-vos, portanto, a todos. A todos estes homens e mulheres que mostraram estar à altura da história do PS. Nós somos todos herdeiros de todos os fundadores do Partido Socialista, de todos os secretários-gerais do Partido Socialista. No próximo ano fará 100 anos ou faria 100 anos o nosso maior, o eterno militante número um, o nosso querido Mário Soares. Cumprimentá-lo.
Um aplauso particularmente mais alto para Mário Soares, que faria 100 anos.
Ele significa bem esta força dos socialistas, esta vontade de mudar, esta vontade de transformar, esta ambição de termos um país melhor. Cumprimentá-los a todos, fundadores e secretários-gerais do Partido Socialista. Cumprimentar, um cumprimento muito especial aos meus camaradas, que foram circunstancialmente meus adversários internos, ao José Luís Carneiro e ao Daniel Adrião. Agradecer o contributo dos dois para o debate interno no Partido Socialista, por terem contribuído para fazerem deste partido o grande partido que é. Dizer-lhes que contamos, obviamente, com eles para trabalharmos a unidade que sempre caracterizou o PS. Nós fomos sempre capazes, ao longo da nossa história, de fazer debate interno, de ter confrontos internos, mas no dia que terminavam, nós estávamos unidos, éramos um partido inteiro. É um partido inteiro que nós queremos daqui pra frente.
Olhos também postos no futuro, Pedro Nuno Santos agradece aos candidatos, aos adversários, Daniel Adrião e José Luís Carneiro, quer um partido unido para as próximas eleições.
Esta capacidade do PS se unir, não é por acaso que ao longo de toda a longa história do PS, nós tivemos apenas, comigo agora, nove secretários-gerais. O nosso principal adversário teve 19. Esta estabilidade que caracteriza as lideranças do PS é também a estabilidade que nós queremos dar ao país, que nós trabalhamos sempre para dar ao país. Vocês não se acanhem, podem bater palmas à vontade. Hoje é pra isso. Não podíamos, neste dia, deixar de dar uma palavra muito especial, de profundo agradecimento ao nosso, ainda, primeiro-ministro, secretário-geral do PS durante nove anos, António Costa.
E um aplauso particularmente longo para António Costa, ainda primeiro-ministro eleito do Partido Socialista, secretário-geral, que amanhã irá passar a pasta a Pedro Nuno Santos.
Temos um orgulho imenso nele, um orgulho imenso no trabalho que realizou. Eu tenho muito orgulho de ter estado com ele desde a primeira hora até ao último dia da sua liderança, um orgulho imenso nos resultados da sua governação. Estes oito anos foram muito importantes para Portugal. Nós fomos capazes de crescer acima da média europeia, fomos capazes de criar emprego como poucos governos ao longo da nossa história. Foram mais de 600 mil postos de trabalho. Crescimento económico, criação de emprego recorde, aumento de salários, um aumento sem precedentes do salário mínimo nacional. Um sinal de respeito profundo por quem trabalha: €505 para €820 em janeiro de 2024.
PS! PS! PS! PS! PS! PS! PS!
E as pensões, crescimento económico, emprego, aumento de salários, aumento das pensões. Não vou continuar. Isto chega, para já, para percebermos a importância que foram estes oito anos e o profundo agradecimento que os socialistas têm para com António Costa. Contamos sempre com ele e ele vai contar conosco.
E para já é António Costa, quem colhe os maiores aplausos por parte dos apoiantes de Pedro Nuno Santos, no Salão Nobre da Sede Nacional do Partido Socialista, no Largo do Rato.
Foram muito importantes estes avanços, avanços que nós queremos continuar, mas não está tudo bem. Há ainda muito trabalho para fazer em Portugal. Nós somos os primeiros a olhar para o país, perceber o que ainda não está bem e o que é que é preciso fazer. Nós somos um partido ambicioso, que não se resigna perante as dificuldades e que tem consciência dos problemas e das dificuldades que ainda se vive em Portugal, daquilo que nós ainda não conseguimos resolver. O lema da nossa candidatura é "Portugal Inteiro" e não é por acaso. No Portugal que nós queremos construir, que nós temos construído e que nós queremos continuar a construir, é um Portugal onde todos têm lugar, onde ninguém é esquecido, onde ninguém é invisível, onde ninguém fica para depois. Um Portugal inteiro, onde estão jovens e velhos, homens e mulheres, trabalhadores e empresários, um Portugal para todos.
Os aplausos têm sido uma constante neste discurso de vitória de Pedro Nuno Santos.
Um Portugal inteiro, do norte ao sul, do litoral ao interior, às regiões autónomas, um Portugal onde nenhuma região acha ou sinta que é de segunda, que não está no discurso dos políticos em Lisboa, todas as regiões são importantes. Portugal só será grande, só será rico, só será desenvolvido, quando souber aproveitar na plenitude todo o seu território. Portugal inteiro, também nas regiões. Temos dito ao longo de toda esta campanha interna, Portugal é, para nós, uma comunidade de direitos e deveres, de homens e mulheres dependentes entre si, onde cada um faz alguma coisa que é útil ao outro. Para nós, socialistas, os problemas de uns são mesmo os problemas de todos. Este país fez, construiu-se na cooperação, só avançará cooperando, só avançará com todos. É assim que nós vemos Portugal e isso tem tradução nas nossas políticas. É por isso que o Estado Social, a maior construção coletiva do povo português desde o 25 de abril, é tão importante para um socialista. É a materialização desta visão do país, desta comunidade, onde todos nós contribuímos, de acordo com a nossa capacidade financeira, mas nós estamos sempre prontos, organizados para acudir sempre que alguém precisar. Foi esse Portugal que nós conseguimos construir a seguir ao 25 de abril. É esse Portugal que nós queremos continuar a defender, a preservar, e a preservar esta grande construção coletiva do povo português, que é o Estado Social. Um país-
É a primeira pausa de Pedro Nuno Santos para tomar um gole do seu copo de água. Aproveita os aplausos, que não têm sido poucos, nesta noite de vitória do novo secretário-geral do Partido Socialista.
Um Portugal inteiro respeita toda a gente, reconhece e valoriza toda a gente, a começar, desde logo, nos nossos jovens. A nossa ambição para que Portugal seja capaz de dar oportunidades aos nossos jovens continua a ser uma grande prioridade para nós. Nós queremos estar ao lado dos jovens portugueses na sua luta pela emancipação, conseguirem construir a sua vida, construírem a sua família, terem acesso à habitação, terem emprego. Ser jovem em Portugal tem que ser um prazer, tem que ser um gosto, e nós queremos que os jovens cresçam em Portugal, desenvolvam, criem as suas famílias em Portugal. É nosso, é es! É nosso, é es! É nosso, é es! Um Portugal inteiro é um país que respeita os mais velhos, aqueles que trabalharam uma vida inteira para construir o país que nós conhecemos e que merecem ter uma reforma com dignidade. Portugal inteiro está ao lado dos nossos mais velhos e sabem, os mais velhos, em Portugal, que podem contar com o PS, que o PS os respeita e sempre que é possível, contribui para melhorar os seus rendimentos. Foi isso que nós fizemos ao longo destes últimos oito anos. Um líder do PS não tem que prometer fazer uma coisa diferente do que o PS fez. Um líder do PS, quando se apresenta perante os pensionistas, só precisa dizer que quer continuar o trabalho que tem sido feito. Ao longo destes oito anos, nós aumentamos as pensões, deixamos a lei de atualização das pensões funcionar e fizemos seis aumentos extraordinários nas pensões mais baixas. Nós respeitamos quem trabalhou uma vida inteira e nós queremos continuar. E nós queremos continuar este trabalho para melhorar os rendimentos dos nossos mais velhos, de quem trabalhou uma vida inteira, mas para combater o isolamento, a solidão, a que milhares de idosos em Portugal estão, sejam em suas casas ou mesmo no hospital, depois de terem tido alta. Esta é uma batalha de todos, uma batalha pelo respeito, pelo reconhecimento do trabalho que fizeram ao longo da sua vida, com carinho e amor de estarmos ao lado de quem fez o nosso país.
Pedro Nuno Santos, que já falou dos jovens, fala agora dos pensionistas e diz que o PS tem apenas que continuar a fazer o trabalho que tem feito para servir de arma de defesa com Luís Monteiro.
Nós não resignamos nunca. Nós não vamos deixar que ninguém se esqueça que ainda em Portugal as mulheres ganham muito menos do que os homens, predominam em profissões que são muito pior remuneradas que as profissões onde predominam homens e que mesmo nos empregos mais qualificados, há um momento a partir do qual as mulheres deixam de progredir. Deixam de progredir, nós sabemos por quê. Porque em Portugal as mulheres trabalham duas vezes, trabalham dentro de casa e na família e trabalham fora. Nós temos muito orgulho em todo o trabalho que foi feito ao longo de décadas e que mostram bem o respeito que o Partido Socialista tem para com as mulheres, mas é uma tarefa inacabada. Há muito ainda pra fazer sobre essa matéria. Nós temos que conseguir que as atividades em que predominam mulheres sejam mais bem remuneradas. Não é aceitável que as mulheres dediquem a sua vida a cuidar do outro, dos mais velhos, das nossas crianças, das pessoas com deficiência, sejam tão mal pagas em Portugal. Nós não seremos nunca um país decente, nem um Portugal inteiro, se nós continuarmos a tratar de forma tão desigual, profundamente desigual, tantas mulheres, mas ao mesmo tempo conseguirmos dar oportunidade que aquela proporção, que é maioritária, de qualificadas, licenciadas, mestradas, com doutoramento, que essa proporção se reflita no resto da carreira, que não haja um gargalo a partir do qual só os homens progridem, só os homens lideram, só os homens dirigem. Respeitar, valorizar quem trabalha. Todos nós falamos sobre isto várias vezes ao longo da campanha. Quando saímos de casa pra trabalhar, queremos sentir-nos respeitados. Quem trabalha quer se sentir respeitado, valorizado, reconhecido. Essa é uma das funções do trabalho. E sim, respeito é salário. E essa é uma das nossas grandes lutas, conseguirmos que os trabalhadores em Portugal tenham nível salarial superior àquele que têm. É justo, é um direito. Valorizar aqueles que, na nossa comunidade, decidiram empreender, criar, abrir uma empresa, arriscaram e lutam todos os dias pra que essa empresa possa criar emprego, possa vender mais, possa criar valor. O Partido Socialista quer um Portugal inteiro, um Portugal de trabalhadores e empresários, que valoriza os trabalhadores e valoriza os empresários. Nós não queremos um Estado que se substitua às empresas. Nós queremos um Estado que seja parceiro das nossas empresas e contribua para que elas se desenvolvam e cresçam.
São várias as mensagens que Pedro Nuno Santos vai passando neste discurso de vitória. Fala agora de empresários, já falou de pensionistas, das mulheres e também dos mais jovens. O mote de campanha é mesmo Portugal inteiro.
Não deixa ninguém pra depois. Todos estão no discurso do Partido Socialista, todos têm que continuar a ter centralidade no discurso do PS, porque Portugal só é forte quando for capaz de conseguir congregar toda a gente, quando for capaz de valorizar o trabalho de cada um. A nossa ideia de comunidade, como eu já disse várias vezes, ela é materializada do ponto de vista da política, no Estado Social, desde logo, o Serviço Nacional de Saúde, essa grande construção que o povo português conseguiu desde 25 de abril, com o voto contra deles, com o voto contra da direita. Nós criamos este grande instrumento de solidariedade nacional, em que nós estamos todos organizados para apoiar quem precisa. Não está tudo bem com o nosso Serviço Nacional de Saúde. Não está Mas a nossa solução não é desistir dele, não é privatizá-lo ou, como dizem alguns, complementá-lo com o privado. Nós queremos mesmo salvar o nosso Serviço Nacional de Saúde, pô-lo ao serviço público universal. Nós não renegamos o papel de nenhum setor, de nenhuma empresa privada e do setor privado da saúde, mas nós queremos cuidar do Serviço Nacional de Saúde, público, universal e tendencialmente gratuito. Esta conquista nós queremos mantê-la, preservá-la. O Partido Socialista sempre foi um partido que conseguiu conciliar a estabilidade, a proteção das nossas famílias, a proteção de quem trabalha, a proteção de quem cria valor, proteger, estabilidade, mas, ao mesmo tempo, ter ambição, inconformismo, querermos que o país avance, que seja possível viver cada vez melhor em Portugal. Nós não nos resignamos, nós não queremos um país a arrastar os pés. Nós queremos um país que decida, que faça, que faça acontecer, que quer viver melhor hoje. E nós queremos fazer tudo isto, sempre continuando com um grande objetivo que foi nosso durante estes últimos oito anos, termos as contas públicas certas, continuarmos a reduzir a dívida pública, como tão bem fizemos ao longo destes anos. Nós não estivemos a cortar salários, nem a cortar pensões, nem a reduzir a despesa social do Estado em nome da dívida pública, que, já agora, ficou maior em porcentagem do PIB quando eles começaram em 2011 o governo. Ninguém se lembra. Mas em nome da dívida pública, cortaram salários, cortaram rendimentos e deixaram a dívida pública em porcentagem do PIB mais alta do que aquela que herdaram. Nós tivemos uma estratégia oposta.
As críticas à direita surgem com o mote, aqui Pedro Nuno Santos a recuar aos governos da troika, de Pedro Passos Coelho e, em PSD, já contava com Luís Montenegro e Sandra Pereira.
A nossa estratégia funcionou, a nossa estratégia produziu resultados, nós aumentamos rendimentos, nós aumentamos salários, aumentamos pensões, aumentamos a despesa social do Estado e, pasme-se, eles nem acreditam. Conseguimos sempre reduzir a dívida pública, porque a riqueza nacional aumentou com o Partido Socialista a governar. A nossa estratégia é diferente da deles. O Partido Socialista é um partido europeísta, orgulhoso de fazer parte da Europa. Nós somos um país que quer crescer e fazer na Europa, mas somos também um país que se fez ao longo da história no Atlântico. É um país central no mundo, é um país central no Atlântico, é um país que também quer ser central na União Europeia. Nós somos europeístas, críticos, queremos uma Europa que sirva os cidadãos. Seremos sempre críticos, seremos sempre pró-ativos, mas sempre europeístas. Acho que já chega pra já. Vamos ter muitos meses de campanha, temos um programa eleitoral pra redigir, pra apresentar aos portugueses. Temos uma campanha pra fazer, pra mobilizarmos Portugal, pra mobilizarmos Portugal e os portugueses, pra construirmos um Portugal inteiro, onde caibam todos, onde todos tenham a dar um contributo, onde ninguém se sinta esquecido, abandonado ou invisível. Portugal inteiro, pra todas e pra todos.
Aplausos e gritos pelo Partido Socialista, aqui depois de Pedro Nuno Santos enunciar as várias bandeiras que vai levar vosso no dia 10 de março.
Vamos dar a palavra à nossa comunicação social e aos jornalistas.
As primeiras perguntas para Pedro Nuno Santos.
Já viu o que seria estarmos a tratar do futuro do PS, de todas as listas, do projeto do Partido Socialista aqui. Teremos a oportunidade pra falar com os meus adversários circunstanciais, com os meus camaradas José Luís Carneiro e Daniel Adrião, e trataremos de encontrar espaço para poderem participar no Partido Socialista e neste projeto que é Portugal inteiro.
A pergunta aqui sobre o futuro de José Luís Carneiro e Daniel Adrião no Partido Socialista. Pedro Nuno Santos, é claro, conta com eles.
O meu sonho sempre foi ter um país decente, um país com menos desigualdade, onde todas as pessoas se sentissem parte, sentissem que contavam. Essa foi sempre a minha luta, esse foi sempre o meu sonho, construir um Portugal inteiro, e esse sonho estou a concretizar com os meus camaradas. Sim, é verdade.
José Manuel Mestre.
Queria comentar, mais concretamente, tendo em exemplo o cargo no governo futuro para oferecer a José Luís Carneiro ou Daniel Adrião, não sendo secreto de Estado dos Assuntos Parlamentares
São duas perguntas por parte de si para Pedro Nuno Santos. A primeira sobre a reposição do tempo integral de carreira dos professores e uma sobre uma possível solução à esquerda depois das eleições de 10 de março, uma reedição da geringonça de António Costa, de 2015. São as perguntas sobre o dia seguinte ao resultado eleitoral do próximo dia 10 de março, para Pedro Nuno Santos.
Quem sou eu? Não faço perguntas, só respondo. De qualquer forma, acho que não estamos em momento de estar a fazer um governo e muito menos um governo em conferência de imprensa. E por isso teremos tempo para isso. Temos eleições primeiro para ganhar e depois de ganhar as eleições podemos pensar em formar um governo. E quando pensarmos em formar um governo, pensaremos nos melhores e nas melhores para constituírem esse governo. Acho que é a forma.
A composição do governo é uma decisão para não ser tomada.
Uma das principais razões para a estabilidade que nós conseguimos no primeiro governo foi com o Partido Socialista a ter um grande resultado. Essa é a melhor maneira de nós garantirmos estabilidade política no país, é ter o Partido Socialista com um grande resultado. É só nisso que nós estamos focados, em ter uma vitória no dia 10 de março. Ter uma grande vitória no dia 10 de março.
É uma não resposta sobre acordos políticos à esquerda depois das eleições. O PS quer o melhor resultado possível e nada mais.
É verdade. E então? Agora nós vamos para 10 de março, trabalhar e lutar para ter um grande resultado. E depois, consoante a configuração parlamentar, logo trataremos de encontrar uma solução governativa, mas que ninguém se esqueça, aquela que melhor garanta o cumprimento do programa eleitoral do PS. É para isso que nós vamos trabalhar.
E há mais uma pergunta por parte dos jornalistas. Uma pergunta sobre o futuro político de António Costa, se é ou não convidado na campanha de Pedro Santos para as próximas-
Ainda não estamos nesse ponto, mas é um pouco óbvio que nós queremos António Costa na campanha e José Luís Carneiro. José Luís Carneiro é um militante do PS e não é um militante do PS qualquer, candidatou-se a secretário-geral do Partido Socialista. Nós queremos que ele esteja na campanha, como é óbvio.
Pedro Nuno Santos conta não só com António Costa na campanha, mas também com o principal adversário, José Luís Carneiro. Agora questionado sobre as suas declarações neste discurso, Pedro Nuno Santos disse que queria um governo que faça acontecer e está a ser questionado outra vez a propósito de uma possível reedição da geringonça depois das eleições de 10 de março.
A primeira era a do faz acontecer. O que é que falta acontecer? Porque obviamente nós em oito anos fizemos muita coisa, já dei aqui alguns resultados, mas não se resolve tudo. Há muito por fazer ainda, há coisas que não estão a funcionar bem, aquelas às quais nós temos que dar a volta. Eu falei aqui de alguns desses casos. E por isso, na saúde, na habitação, nós temos ainda muito trabalho para fazer. Há trabalho que começou a ser feito e que só produz seus resultados com o tempo, mas há muito ainda mais por fazer e nós queremos fazer nessas áreas, como é evidente. Por exemplo, naquelas que eu fui falando ao longo da minha intervenção. Há muito ainda por fazer, mas são os socialistas os melhores para o fazer. Nós não inventamos grupos de trabalho em cima de comissões, nós decidimos.
É uma resposta que faz animar os ânimos no largo do Rato. Voltam a ouvir-se gritos pelo Partido Socialista e um compasso de espera por Pedro Nuno Santos.
Eu não falei em geringonça nenhuma, aliás, termo que eu nunca usei muitas vezes, porque aquilo de geringonça teve nada, aquilo foi mesmo estável e funcionou bem. Foi sólido. De qualquer forma, aquilo que eu disse, e repito, é que nós vamos trabalhar para ter uma grande vitória. Vamos querer mobilizar o povo português para ter uma grande vitória. E o nosso discurso, o nosso programa, é o programa eleitoral do PS. É com ele que nós queremos chegar à maioria do povo português. E é esse o nosso objetivo, tentarmos ter uma grande maioria para conseguirmos estabilidade, para que a solução de governo que venhamos a liderar tenha estabilidade. Essa estabilidade depende de um Partido Socialista forte e é isso que nós vamos tentar conseguir ao longo desta campanha junto dos portugueses. Não está convencido.
É uma insistência nos possíveis acordos de esquerda por parte de um PS liderado por Pedro Nuno Santos.
Eu tenho ouvido muito debate ao longo deste último mês sobre a suposta divisão do país e do Partido Socialista entre radicais e moderados. O país não se divide entre radicais e moderados. O país quando muito se divide entre quem tem convicções e quem não tem convicções. Eu cá tenho convicções. Nós falamos para todos os portugueses. Na minha intervenção inicial, falei para muitos: para os jovens, para os mais velhos, para as mulheres, para os trabalhadores, para os empresários. Nós falamos para todos os portugueses, nós queremos respostas para todos os portugueses. Confunde-se radicalismo com ter convicções. Essa é uma confusão a que vamos assistindo muito em Portugal. Eu fui dizendo muitas vezes nos comícios que eu não sou nem radical, nem moderado. Sou socialista, isso é um facto.
Pedro Nuno Santos, o social-democrata que rejeita o chapéu de radical e de esquerdista, como tem feito durante toda esta campanha interna. E há aqui uma longa lista de perguntas a ser feitas ao novo secretário-geral do Partido Socialista.
Como um homem do Norte, o que é politicamente interessante prestar para essa parte do país?
Uma pergunta do Porto Canal dirigida à visão de Pedro Nuno Santos para o norte do país, de onde é originário.
Eu me orgulho em ser do Norte, orgulho-me em minha família ser do Norte e há essa cultura de fazer, de concretizarmos, que nós temos na região do Norte, que eu quero para o país todo. A região do Norte é uma região, do ponto de vista económico, muito dinâmica, do ponto de vista empresarial, muito dinâmica. São homens e mulheres que trabalham e produzem para vender no mundo inteiro. É uma grande região e é um grande exemplo para todo o território nacional. Eu tenho uma convicção muito plena sobre cada uma das regiões, e as regiões autónomas também estão cá para nos ensinar isso, é que falta um nível de poder no nosso país e nós temos que confiar nas regiões, na capacidade das regiões tomarem os destinos nas suas mãos. E é por isso que nós defendemos a regionalização.
E cada resposta de Pedro Nuno Santos é recebida com um aplauso que enche a sala toda. Nesta parte de perguntas e respostas, Pedro Nuno Santos aqui a sublinhar a importância da região Norte para o desenvolvimento do país. E os jornalistas insistem. Pedro Nuno Santos é outra vez questionado sobre um PS mais à esquerda debaixo da sua liderança.
O que eu acho é que nós queremos duas coisas. Queremos continuar muito do trabalho que tem sido feito ao longo destes oito anos, que é muito importante e que precisa de ser protegido, preservado, porque foram conseguidos avanços muito importantes para os portugueses. Mas, ao mesmo tempo, nós queremos dar um novo impulso, uma nova energia para continuarmos a concretizar o projeto, e perdoem-me usar este termo, que em Portugal faz confusão, o projeto social-democrata que o PS tem para o país. Nós somos a única plataforma política que concilia o progresso social com o progresso económico. Elas para nós não são opostos, constroem-se em conjunto. E é isso que nós queremos continuar a fazer. Esquerda, centro, direito, é para nós, na bolha, políticos, jornalistas, comentadores. Não é assim que os portugueses olham para a política. Os portugueses olham para a política à procura de respostas para os seus problemas e é assim que nós nos vamos apresentar em Portugal. Eu posso estar cá até à 01:00. Estejam à vontade. A RTP está a monopolizar a noite, não sei se já repararam.
Queria tentar perceber o conselho que recebeu de António Costa.
Eu nessa matéria sou como António Costa, não partilho conversas privadas.
No caso de vencer as eleições legislativas e possível formar governo, o que é que vai fazer em relação ao Orçamento do Estado, que não correu bem ao longo deste momento, ser nítido, o que é que iria querer melhorar?
Uma pergunta direcionada ao Orçamento do Estado, o que Pedro Nuno Santos vai fazer com o Orçamento do Estado a ser eleito primeiro-ministro no próximo dia 10.
Nós temos um bom Orçamento do Estado e esse Orçamento do Estado deve ser executado e cumprido ao longo do ano 2024. Nós só teremos eleições a 10 de março, tomaremos posse algumas semanas depois e por isso a nossa concentração deve estar na execução deste Orçamento do Estado e na preparação do próximo.
Duas linhas de resposta, Pedro Nuno Santos elogia o atual Orçamento do Estado e quer estar preparado já para desenhar um próximo. Perguntas agora a Pedro Nuno Santos sobre o seu passado enquanto ministro das Infraestruturas. Pedro Nuno Santos, que já tinha dito que não iria comentar a conversa que teve com António Costa depois de ser eleito secretário-geral do Partido Socialista.
Eu tenho uma relação pessoal e política com o meu camarada António Costa e continuaremos com uma boa relação, obviamente que trocaremos impressões. Com certeza. Nós não temos tantos políticos com tanta experiência de política nacional e internacional como António Costa.
Pedro Nuno Santos já tinha dito que António Costa é o melhor político português. É uma declaração que merece um largo aplauso, no largo da banda.
Não aproveitar a experiência, a inteligência, a sagacidade de António Costa, seria tonto da minha parte. Eu não pretendo ser. Vou aproveitar.
Conta com António Costa na campanha para as legislativas no próximo dia 10.
Então, já estamos. Foi um prazer ter respondido às vossas perguntas, ter estado convosco, camaradas. Viva o PS, viva Portugal! Viva!
PS, PS!