Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Relatório de jogo na Rádio Observador com o Gabriel Alves. Vamos falar da vitória do Benfica na Taça da Liga perante o Gil Vicente. 4 x 1 foi o resultado final. Lukebakio bisou, Sudakov marcou um gol pelos encarnados, também João Duran conseguiu colocar o nome na lista dos marcadores. Pelos gilistas marcou Lawson. Gabriel Alves, bem-vindo. Vamos começar pelas primeiras notas que há retirar deste encontro.

Quatro gols.

Agora sim.

Agora sim. Cinco gols fantásticos, de grande qualidade. Valeu a pena comprar bilhete para ir a este espetáculo só para ver os gols. Fantásticos, de índole diversa, embora os gols de meia distância tivessem prevalecido. Mas o gol de nota artística do Lukebakio, que é o terceiro gol do Benfica, é de fato uma obra de arte. E o gol do jogador do Gil Vicente, tendo sido do meio da rua, é daqueles gols que empolga, porque levanta estádios. Mas o primeiro gol do Lukebakio e o gol do Sudakov são também dois gols de grande dimensão. Portanto, começar num espetáculo onde há gols, e gols de grande dimensão. Não esquecer o último gol do Benfica, o raide, a velocidade do Rafa. É o Rafa que constrói, que tinha entrado e mostrado bem o que é a velocidade importante no futebol, e depois o que é o último passe, a forma, a visão, a questão técnica e tática de colocar a bola no ponta de lança para este faturar. E faturou. Houve definição. E essa definição no Benfica foi importante, porque quando o Benfica conseguiu construir o seu melhor jogo, teve-a e trouxe um resultado altamente favorável. É um jogo de gestão de ambos os treinadores. Sete alterações no Benfica, seis alterações no Gil Vicente, isto em relação aos últimos jogos que disputaram no passado fim de semana. Novos jogadores, novas posições. Acho que Marco Silva sai satisfeito com aquilo que os seus futebolistas mostraram, desde a nova posição de Sudakov no meio-campo, que ele cumpriu. Não entrou muito à vontade, mas depois obviamente que assumiu, e assumiu bem. Schjelderup faz uma boa partida, muito bem com o jogador marroquino. Hoje fez uma asa esquerda, o lateral esquerdo e Schjelderup. Schjelderup foi aquilo que se pode dizer numa determinada asa esquerda, mas com Schjelderup à frente, foi aquilo que se pode dizer uma gazua para abrir aquilo que era o bom sistema bem organizado e sólido da equipa minhota. E referir que este jogo tem esta faceta, é um Gil Vicente que discute o jogo e o resultado, face a face. E obviamente que Trubin, e bem, Marco Silva na entrevista que deu à Sport TV, foca que Trubin foi importante. Foi importantíssimo aquele minuto 33, porque tem duas defesas fundamentais.

É quando é o ponto de viragem.

É um ponto de viragem, porque é quando o Benfica assume o domínio do jogo. Porque até ali não há domínio, há face to face, há um jogo discutido em que o Benfica poderia marcar igualmente como aquilo que o Gil Vicente poderia fazer. O Benfica marca dois gols de rajada. Há que reportar que são dois gols mal dimensionados pela defesa gilista, mas muito bem aproveitados. Daí eu ter falado na tal definição que o Benfica foi capaz de produzir e obviamente atirá-lo para um domínio global do jogo. Segunda parte, há substituições na equipa do Gil. Aliás, a segunda parte foi benéfica e o Gil entra bem, entra com o Touré. Muito bem este jogador, excelente. Fez uma segunda parte extremamente interessante. O Benfica numa altura em que o jogo está dividido, volta a marcar e é Lukebakio com tal grande nota artística. É, de fato, um gol de compêndio, um gol maravilhoso, de criatividade. E eu lembro-me dele quando jogava no Sevilha e tinha encanto, naturalmente que me fez lembrar. O Lukebakio desses tempos do futebol em que ele atuava, no futebol espanhol, quando o Sevilha também estava em alta e ele ajudava a que esse Sevilha estivesse na alta em que esteve.

Foi quem melhor aproveitou esta oportunidade?

Eu acho que ele aproveitou muito bem. Está com saúde, está com moral. Um jogador que era para dispensar, que era para ir embora. Que se falou isso ano passado. Eu penso que aqui há um trabalho muito importante do Marco Silva, e acho que há que galardoar Marco Silva por isso. Eu já aqui o frisei. Marco Silva tem praticamente os mesmos futebolistas, ou mesmos, que tinha o ano passado, reforçado por Palhinha, mas perdeu Otamendi e perdeu António Silva.

Veio o Lenglet e Sirka.

Está bem, o Lenglet tem nome, mas o nome não chega. Lenglet para mim, eu sempre o disse e digo, cumpre, não vou dizer que não, mas não é um central de autoridade. Sirka poderá vir a ser um central interessante, mas para já vai jogando. A questão é esta A verdade é que com os mesmos jogadores, Marco Silva fez outra equipa. Uma equipa dinâmica, com vida, com postura atacante, com saúde, atitude, intensidade e que tem um jogador que se destaca, que é Prestián, que hoje em dia é o jogador diferencial. E todos os grandes conjuntos têm que ter um jogador dessa estirpe e o Benfica tem esse futebolista. Portanto, é que se podem juntar estes Lukebakios, o outro argentino que está também no Benfica.

Echeverri.

E o Echeverri. Portanto, são jogadores que podem crescer e naturalmente é importante que isso suceda. Daí que há uma segunda parte em que o Lukebakio marca este golo fantástico e o jogador Gil Vicente faz o outro golo. Foi ali uma resposta de empolgamento. Dizer que a casa das máquinas do Benfica estava em baixa e Marco Silva fez muito bem as substituições que tinha a fazer e obviamente que a entrada de Aursnes, Manu e do próprio Prestián. Aursnes e Manu vieram tomar conta do meio-campo, dar-lhe solidez e pôr ordem na casa, onde nasce mais um quarto golo, que é exatamente daquilo que eu já tive a oportunidade de frisar, de uma bela jogada de Rafa que veio para dizer: ponto final.

Gabriel Alves, antes de irmos ao melhor e ao pior, que notas a dar a este Gil Vicente de Luís Pinto?

Olha, é uma equipa muito interessante. Já no campeonato tinha feito um bom jogo aqui no Estádio da Luz. Luís Pinto é um jovem treinador.

Aguerrido.

Aguerrido. E cheio de futuro e que naturalmente gosta da superfície. Olhos nos olhos, mesmo com aqueles que ele sabe, e tem consciência disso, que tem outro naipe, tem outro banco, o Benfica tinha o banco, a carga, se tivesse dificuldades, para lá ir buscar. Portanto, todos os jogadores mais importantes, praticamente mais importantes que ali estavam para o meio-campo e o próprio Prestián que tem sido o jogador diferencial. Mas este senhor Luís Pinto, que é o detentor da Taça da Liga ao serviço do Vitória Sport Clube, é um treinador que se augura um bom futuro. Precisamente até pela sua postura, que é uma postura que agrada. Mas um treinador calmo, sereno, sabe o que tem que fazer, sabe o que não tem que fazer e sabe estar. E tem aqui uma equipa muito interessante com aquilo que é o plantel que pode ter dentro da estrutura existente nesta altura.

Gabriel Alves, vamos então ao melhor e ao pior deste encontro. A começar pelo melhor.

O melhor é o Lukebakio. Eu diria, o melhor no global, eu já vou ao individual. O melhor no global foi a partida. Foi uma partida muito interessante, entretida, divertida e depois o ponto alto são os cinco golos, que são cinco golos espetaculares. De artistas é aquilo que se pode dizer quando se está a narrar: é disto que o meu povo gosta. Porque é disto. Isto é que faz, de facto, a utopia do futebol. E é fantástico ter tido golos de tanta qualidade e diversidade. Depois temos o Lukebakio, que em termos individuais, é bonito ver um jogador daquela qualidade, a sua arte, a sua criatividade, o seu perfume, a sua elegância e depois com dois golos, naturalmente, extraordinários. E também aquela solidariedade que houve em relação ao Anísio, o jovem ponta de lança, em que os jogadores do Benfica, os mais maduros, olharam para o menino e disseram: "Vê lá se marcas, estamos aqui para te ajudar", porque o resultado até poderia, em vez de ser quatro, ter sido cinco, porque houve oportunidades, naturalmente, quer para Rafa, quer para o próprio Lukebakio fazer o hat trick, que prescindiu dele para tentar que Anísio marcasse. Portanto, isto também é bonito no âmbito do futebol. Acho que são pontos altos, pontos muito interessantes.

E o pior, Gabriel Alves?

Toda esta conversa à volta das arbitragens. Porque acho que é uma conversa-

Da penalização

...supernalização, etc. Eu acho que o futebol português tem que entrar dentro de uma regra, porque tudo isto hoje, a informação passa muito rápida, tudo é a alta velocidade e não é benéfico em termos globais, em termos internos e exterior, toda esta conversa. E não custei. Se gabo Marco Silva pelo seu trabalho, aquela conversa que ele teve com o árbitro ali no primeiro tempo, eu não sei o que lhe aconteceria em La Liga, mesmo se fosse treinador do Real Madrid ou do Barcelona, e mesmo de onde ele veio, da Premier League. Não fica bem. Por muitas razões que tenha, não fica bem.

Está entregue o relatório de jogo pelo Gabriel Alves. Este jogo da Taça da Liga, que terminou com a vitória do Benfica por 4-1 sobre o Gil Vicente. Os encarnados cheguem para a Final Four da competição. Gabriel, um grande abraço.

Um grande abraço e boa noite a todos os observadores. E frutifiquem. Curtam os golos que tiveram a oportunidade de ver.