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Olá, sejam bem-vindos a mais um "Isto é Ser Mãe", um programa dedicado às maiores preocupações do dia a dia dos pais. Eu sou a Fabíola Carletis, consultora de moda e beleza da MAG e mãe da Francisca, de dois anos e meio.
E eu sou a Catarina Belester, jornalista da MAG e tenho uma filha com dois anos, a Caro. Hoje temos conosco no "Isto é Ser Mãe" Margarida Marques de Almeida, blogger, uma das fundadoras do blog "Style It Up" e mãe do Manuel, de dois anos. Bem-vinda, Margarida, obrigada por teres aceito o nosso ilustre convite.
Obrigada, Catarina.
E hoje no "Isto é Ser Mãe", falamos sobre infertilidade, um tema que infelizmente te diz muito.
E infelizmente cada vez é mais comum.
Exatamente. E a muitas mulheres.
Certo.
Algumas delas que não falam tão abertamente deste tema como tu.
Sim, eu na altura decidi abordar esse tema exatamente por isso, porque foram muitos anos de tratamento. Só para terem uma noção, uma das vezes que eu fui à clínica, era uma clínica só disso, ninguém ia lá para fazer análises.
Já se sabia para o que ia.
Sim. E eu encontrava sempre alguém conhecido. E uma das vezes eu cheguei e havia sempre pessoas na sala de espera, porque são vários consultórios, e uma miúda que eu conheço disfarçou e fingiu que não me viu. E eu pensei ...
Achas que sentiu vergonha por ela?
Não, por ela. Ela não era minha amiga, mas eu conheço-a perfeitamente. E ela disfarçou, simplesmente. E eu pensei: "Bem, ela acha que eu acho que ela veio aqui, não sei.
Talvez quisesse esconder.
Tirar sangue, fazer análises, qualquer coisa. Porque eu acho que as pessoas ainda têm, hoje em dia se calhar não tanto, mas ainda existe, alguma vergonha, algum preconceito em relação a isso. Toda a gente à minha volta engravida só de quase lavar os dentes com a escova de dentes do marido. E eu estou aqui há não sei quanto tempo e as pessoas sentiam-se um bocadinho mal e eu acredito que ainda se sintam, espero que cada vez menos. E foi muito nesse sentido que eu quis abordar esse tema, não para acharem: "Coitadinha", porque eu não sou uma coitadinha.
Claro.
Sempre tive algumas amigas com a mesma dificuldade e sempre encarei todo este processo de uma forma muito positiva, porque eu sou assim.
E porque também já tinhas algum conhecimento de causa, neste caso.
Sim, tinha pessoas próximas que já tinham passado por isso e que felizmente também correu bem, umas mais difíceis que outras. Tenho outras amigas que ainda não aconteceu, mas eu acho que é importante nós acreditarmos e termos um pensamento positivo, porque eu acredito muito quando nós estamos na fossa, e muita gente que gosta de estar na fossa e de puxar ainda mais para a fossa. É verdade.
Sim.
E quanto pior estamos e quanto mais nós nos sentimos coitadinhas, é pior.
As coisas não acontecem.
As coisas não acontecem. Eu acredito muito nisto.
Margarida, diz-me uma coisa, quando é que te apercebeste que engravidar naturalmente não seria possível ou seria muito complicado?
Olha, eu não sei se me apercebi alguma vez que era impossível, porque eu sempre acreditei que isso ia acontecer. E às tantas não estava a acontecer naturalmente, e eu pensei: "bem"
Já estavas a tentar há muito tempo?
Não sei precisar anos. Lá está, eu também não decorei. Mas imagina, eu casei com 28, depois pensei: "vamos parar um bocadinho, vamos aproveitar." Nunca há a altura certa.
Sim, não vamos para a altura certa. Senão não nascem bebés.
Exatamente. Mas ao início foi um bocadinho: "ai, agora calma, vamos aproveitar um bocadinho, viajar, etc." Depois tinha sido promovida no trabalho. Se calhar agora não é muito boa ideia, é chato. Estava a dizer promovida. Depois também mudei de trabalho. Agora também se calhar não é muito boa ideia.
Não dá, a pessoa vai deixando para trás.
Exatamente. Havia sempre uma razão lógica para eu esperar mais um bocadinho. E depois às tantas pensei: "bem, olha, cá saber, vou deixar de tomar a pílula", aquelas coisas todas, e nada se passava. Eu via as minhas amigas já no segundo, no terceiro. Tenho amigas que têm quatro e cinco filhos.
Pois, já diz.
Exato. E às tantas pensei: "bem, se calhar não perdemos nada em ir ouvir uma opinião, se calhar tem algum problema, ou se calhar o João tem algum problema, que pode acontecer."
Mas encaraste isso com muita descontração. Deixa lá ver o que é que se passa.
Sim, e até pensei: "bem, eu adorava ter gêmeos." Achas que eu pensei isso?
O pensamento foi lá.
Eu adorava ter gêmeos. Se calhar, se houver realmente alguma razão para eu fazer tratamento, se calhar até é mais fácil.
Até aí, viste o lado positivo da coisa.
Até aí vi o lado positivo, exatamente. Hoje em dia agradeço não ter tido gêmeos.
Mudaste um bocadinho de opinião.
Mudei, porque eu acho que quando as minhas amigas que já tinham filhos diziam: "Tu és maluca, como é que é possível?" Eu não sei o que custa fisicamente, emocionalmente, essas coisas todas, ter um. Portanto, eu não sei o que é que vou.
Quanto mais ter dois.
Se as pessoas que têm dois sobrevivem. Eu acho que também sou capaz.
Sobrevivem. É capaz de ser um pouco mais puxado.
Sim, é capaz de ser um bocadinho mais difícil. E então decidimos ir ouvir Uma opinião de um médico especialista sobre o assunto e fiz não sei quantos mil exames, tudo o que eu podia fazer, porque antes de fazer qualquer tratamento, eu disse que eu queria fazer tudo, todos os exames possíveis para despistarem o que poderia acontecer ou o que se poderia passar comigo, no caso, ou com o João. A verdade é que não se passava nada.
Não encontraram.
Não encontraram nada.
Isso às vezes ainda pode ser mais frustrante, ou não?
Ainda é mais complicado, porque houve uma altura na minha vida em que eu pensei: "Estes guys são todos incompetentes". Desculpem lá, mas é verdade.
Você fica frustrada, não é?
Nós não sabemos, mas nós não somos médicos, não somos especialistas, simplesmente queremos que a coisa aconteça. E vamos a um especialista que nos diz: "Olhe, não há razão". Desculpe lá, mas isso não é justificação, não é resposta. Portanto, faça lá o que tiver que fazer, isto vai ter que acontecer e pronto. E não é assim. É uma ciência que eu acho que cada vez percebem menos. E é normal que exista aquela frustração de quem está a passar por isso e que nos dizem: "Não sei o que se passa".
Claro, as pessoas querem respostas.
Querem respostas e querem taxas de sucesso elevadas, que não são elevadas. Acho que é 40%, uma FIV, uma taxa de sucesso é 40%. E quando me disseram que era 40%, eu fiquei em choque. Eu disse: "Não, desculpe lá, mas não. Diga-me lá então outro tratamento que tenha uma percentagem um bocadinho mais elevada". Mas pronto, não existe. E eu acho que é preciso um bocadinho de poder de encaixe e muito otimismo, eu sei que não é fácil e acredito para algumas pessoas que seja ainda mais difícil, porque se sentem muito sozinhas e que pensam que para toda a gente à sua volta, isso é tudo muito fácil.
Sentem essa pressão.
"E só eu? Isto só me acontece a mim". É natural. Essa foi também uma das razões que me levou a escrever o tal post no blog, mas eu só escrevi o post depois do Manuel nascer, acho eu.
Sim.
Porque eu não queria estar: "Calma, isto agora pode não correr bem".
Era o momento teu.
Deixem-me lá ter aqui tudo garantido para falar.
E então, Margarida, a que tratamentos é que acabaste por recorrer?
Eu comecei por fazer uma fertilização normal. Eu não sei se existe uma normal, mas vá. Mentira. Antes disso, eu ainda tomei uns comprimidos para estimular a ovulação no ginecologista antes de partir para a clínica. E ainda cheguei a levar uma outra injeção para estimular também. Não se passou nada. E eu acho que a ansiedade também não ajuda. Eu sei que: "Não venham dizer, não penses nisso". Esqueçam.
É impossível. Essa é a resposta típica que as pessoas dão.
As pessoas dizem: "Não podes pensar nisso". Está bem, não posso pensar nisso. Quer dizer, é impossível, ninguém não vai pensar nisso, porque é uma coisa que nós queremos. Mas se calhar existem outras formas de nós tentarmos relaxar de alguma forma. Pronto. Então comecei por essa medicação, que não funcionou. Depois, quando fui a essa clínica, fiz uma fertilização.
Sim.
Não sei os termos muito bem.
Os técnicos.
Apagam-se da minha memória. Fiz duas vezes e depois a médica ainda achou que devia fazer outra vez. Eu disse: "Olhe, não. Não, que eu já estou farta disto, vamos lá para o próximo, que a taxa de sucesso é um bocadinho mais elevada, vamos embora". E o próximo era uma FIV.
É a fertilização in vitro.
É in vitro. Retiram o esperma, retiram os óvulos, depois juntam tudo num pretinho. Calma, não precisa ser num pretinho.
Exato. É um processo externo ao teu corpo.
Romantizaram um bocadinho a coisa. É totalmente externo e depois fazem a que eles chamam implantação, que pode funcionar ou pode não funcionar. No meu caso, funcionou à quinta vez, porque eu fiz sete tratamentos, à contar com os dois outros. Portanto, foi à quinta vez e eu já disse: "Mais um".
Já estavas crente na coisa.
Sim, e essa já foi a segunda FIV, porque a FIV é o processo de retirar os óvulos, há uma estimulação ovárica, etc. E depois vai-se fazendo as tais implantações à medida que ainda existem óvulos e que são de qualidade. E a quinta vez já foi o segundo tratamento. Os óvulos têm uma qualidade, já não sei, de A até E. E da primeira recolha da primeira FIV, eram todos A espetaculares e nada se passou.
Depois foram diminuindo.
E na segunda recolha havia um C, havia um A, havia não sei quantos Bs. Eu pensei: "Bem, se os outros eram todos A e a coisa não aconteceu, se calhar agora também não vai acontecer". E aconteceu.
Diz-me uma coisa, Margarida, é um processo doloroso física ou psicologicamente, ou as duas coisas?
Fisicamente, para mim não foi. Não dói, mas eu sentia-me inchada.
Desconfortável.
Desconfortável, porque eu gosto de fazer exercício e quando eu fazia esses tratamentos, eu não podia fazer exercício, tinha que estar ali mais calma, mais sossegada. E isso para mim era: "Não é nem uma coisa, nem outra. Estou a fazer o tratamento, não posso fazer exercício."
Claro, desconecia com a tua vida.
"Depois não vou fazer exercício, vou ficar uma lontra. Vou ficar uma lontra, mas depois isso não dói nada."
Mais psicologicamente cansativa.
Psicologicamente é muito mais duro, mas eu tinha que levar injeções todos os dias. Eu dava a mim própria as injeções na barriga e eu percebo que há pessoas que têm pânico de agulha e isto se calhar fisicamente para algumas pessoas é duro também.
Alguma vez pensaste em desistir?
Não. Não, porque eu tinha a certeza do que ia acontecer.
Sempre positiva.
Sim.
E diz-me uma coisa, a tua gravidez foi uma gravidez calma, mais preocupada, porque como engravidaste devido a um tratamento, se alguma coisa corresse mal, terias que recomeçar tudo do zero. Pensavas muito nisso?
Não.
Nem por isso.
Não, nunca pensei muito-
Sempre positiva .
Sim, nunca pensei nisso. Quando fiz o teste e deu positivo, porque aquilo não dá positivo ou negativo. Vocês sabem, se fizerem o teste de sangue. Não é teste de farmácia, é teste de sangue.
Pois, não, de sangue não sei também.
Tem a ver com números, com uma escala.
Tem uma escala, então inferior a 50, não estás grávida, superior a 50 estás. Depois depende do valor, depende do número de semanas que estás. E aquilo dizia 200 e tal, e eu fiquei a olhar para aquilo.
Já estavas muito grávida .
Já não sei quantas semanas é que era, mas fiquei a olhar meio desconfiada, porque vinha sempre inferior a 50. Portanto, eu já estava habituada àquilo.
A veres aquele número.
E dessa vez foi a única vez, das outras vezes que eu fiz o exame de sangue, eu fazia de manhã, depois aquilo envia um resultado por e-mail. Eu passava o dia todo a fazer refresh do e-mail, a ver.
Sempre à espera.
Sempre à espera. Dessa vez, eu não sei, eu tive um dia tão ocupado e às tantas cheguei a casa, eram tipo oito e tal da noite, fui ver o e-mail e eu: "Ah!" Eu até liguei a uma amiga minha. Reparem, isto é matemática. Qualquer número superior a 50-
Não havia grande margem de dúvida. Se dava 51, ainda tinhas que esperar.
Não, era 200 e tal. Mas eu fiquei na dúvida, juro. Eu liguei a uma amiga minha e disse: "Olha, desculpa lá, ajuda-me . E ela: "Ai, calma, eu estou tão nervosa que eu também não estou a perceber."
Veem aí a ansiedade.
Ela também ficou tão nervosa por mim que também não estava a conseguir ajudar. Não estávamos a ver a coisa com clareza. E depois, a partir do momento em que eu percebi que estava tudo bem e fiquei com alguma expectativa até ir à primeira consulta, e quando disseram que estava tudo bem, eu relaxei. Voltei outra vez a fazer exercício, depois tive que voltar a parar, porque eu tinha a placenta baixa, então não era aconselhado. Tive a gravidez toda sem fazer nada. Só comecei a fazer aos três meses, porque é sempre uma gravidez de risco. Mas a gravidez foi supertranquila.
Que bom. Margarida, antes de engravidares-
Era o que faltava, já não chega .
Margarida, antes de engravidares, e também devido um bocadinho à tua exposição nas redes sociais e com o blog, eras muito massacrada com aquelas perguntas típicas de: "Quando é que vais engravidar? Já estás casada há não sei quanto tempo, quando é que tens um filho?"
Ainda sou.
Mas agora é o segundo.
Mas mesmo assim, eu não percebo porque as pessoas ficam tão curiosas, o que isso contribui para a felicidade delas.
Se tens um namorado, tens que casar. Se estás casada, tens que ter um filho. Se tens um filho, tens que ter um segundo.
Não, e se eu tenho marido, tenho que mostrar. Imagina.
Senão não é real.
Senão não é real. O meu marido não é real. Pronto, ele é um boneco. Mas as pessoas ficam muito ansiosas e querem muito saber. Nem eu sei.
Mas não te incomoda, principalmente agora falando de um segundo filho, sabendo que tu passaste por estes tratamentos?
Não me incomoda nada. Não me incomoda nada, até porque eu sei que foi difícil. Incomoda-me mais saber que fazem esse tipo de perguntas a pessoas que emocionalmente estão mais instáveis. Porque eu já passei por isso. Quer dizer, se não acontecer novamente, claro que gostava de ter mais filhos, mas se não acontecer, eu já tenho um, está tudo bem. Não vivo mal com isso.
Obsessada com isso.
Mas gostavas de ter mais?
Gostava de ter mais, sim. Não vão perguntar todos os dias agora, outra vez. Mas perguntam-me todos os domingos, eu faço aquelas coisas, perguntas abertas no Instagram, não há um domingo que não venha essa pergunta.
Agora vão ouvir e vão dizer: "Para quando?" Ou "ouvimos."
É amanhã.
E se calhar, isso também é um bocadinho falta de sensibilidade das pessoas. Mesmo estas pessoas que te seguem e sabem todo o processo que passaste, se calhar, esta pergunta devia acontecer com menos frequência.
Eu quero acreditar que assim, pessoas novas e que não sabem essa história. Porque não têm que saber. Mas há pessoas que eu já decoro os nomes delas nas perguntas. Já sei decor. Não as bloqueio porque não sou de bloquear pessoas no Instagram, a não ser que me ofendam, não é o caso. Que nunca aconteceu, graças a Deus. Mas acho que é falta de noção.
Mas há muita falta de noção nas redes sociais. Isso era todo um outro capítulo.
Isso era todo um outro capítulo.
Meu Deus.
E recebes muitas mensagens de mulheres que estão a passar por este processo a pedir-te ajuda?
Recebo imensas mensagens. Recebi muito na altura em que eu escrevi esse post e hoje em dia ainda recebo a dizer: "Cada vez que eu faço o teste e que dá negativo, ou cada vez que eu me sinto mais em baixo, eu vou ler o teu post."
Dá-lhes força, se calhar.
Essa é a parte boa.
É a parte boa, e foi exatamente por isso que eu fiz esse post. E acabo por ter ali grandes conversas com elas no Instagram, não as conheço de lado nenhum, elas me conhecem. E é bom haver essa lente.
Sim, claro. Diz-me uma coisa, gostavas de ter sido mãe mais cedo ou achas que depois acabou por acontecer tudo no timing certo?
Eu acho que as coisas acontecem quando têm que acontecer. Se eu gostava de ter sido mãe mais nova? Gostava, porque eu adoro crianças e gostava de não ter uma diferença de idade tão grande. Como a minha mentalidade é muito, costumo dizer, eu tenho 15 anos.
O Manuel nunca vai sentir muito a diferença.
Não, eu acho que ele às tantas olha para mim como se eu fosse da idade dele, sou tão palhaça.
Margarida, voltando um bocadinho aos tratamentos. Em termos financeiros, é um processo que pode pesar muito na carteira, não é?
É, sem dúvida. Isso não há volta a dar, a não ser que se faça no público, mas aí tem que se esperar alguns anos. Não sei exatamente quanto tempo.
E têm regras também muito específicas.
Sim. E tem que esperar alguns anos e pode acontecer que Que nunca aconteça, que nunca sejam chamados. Eu tenho a sorte de ter podido financiar esse tipo de tratamentos, que sem isso não sei se naturalmente tinha acontecido.
Margarida, vamos agora desafiar-te a responder a uma série de questões rápidas, de forma espontânea, na nossa rubrica "Vou Contar até Três". Vamos a isso?
Vamos a isso.
Amamentação ou leite de fórmula?
Leite de fórmula, porque correu pessimamente comigo a amamentação, mas sou apologista da amamentação. Atenção.
Sempre disclaimer. Sim, mais vale. Quando é que mudaste o Manel para o quarto dele?
Cinco meses.
Ele ainda usa chucha ou já tiraste?
Ele só usa chucha pra dormir. Não usa durante o dia porque acha que eu vou pôr a dormir.
Isso também quando eu pergunto à Francisca: "Tens sono?" E ela tem a chucha na boca, e eu: "Estás com sono?" E ela tira logo a chucha, de imediato. Isso é um reflexo.
Por isso é que o Manel não usa chucha.
Até que idade usou fralda ou ainda usa?
Ainda usa. Em casa já vai avisando, mas ainda usa.
Já saíste de algum sítio por causa de uma birra?
Não, mas já saí de casa por causa de uma birra sem ele.
Exato. Tablet ou telemóvel? Costumas usar pra entretê-lo?
Olha, ele não liga muito, nem televisão.
Coitado. Que sorte! Estás bem. Não é uma sorte? É, mas às vezes até é de facto.
Ele não liga muito aos pandas, essas coisas. Não liga muito à televisão. Eu dou-lhe o meu telemóvel sempre que eu vou tomar banho, pra ter a certeza que ele está ali sentado, quieto, porque senão é que ele abre a porta de casa e sai.
Ai, que horror!
E a minha porta a tranca é automática. Mas ele gosta de ver os vídeos dele próprio. Que eu faço-lhe imensos vídeos.
Tu sabes que o teu filho tem também agora, fica a olhar e diz: "Mais Carmo". Mas ele já sabe ir buscar as pessoas pelas fotos. Autoestima. A Francisca tira selfies também. Sim, o Manuel também, mas normalmente aparece o teto. Pois. Costuma ser muito a área da testa. Baby wearing, acessórios pra carregar o bebê. Sim ou não?
Não, nunca me ajeita com isso.
Grupos de mães no Facebook, uma ajuda ou um antro de críticas? Já te passei. Vai logo pra onde?
O entretenimento. Dá-me vontade de rir, só. Nem vou entrar nesse.
É melhor. Margarida Marques de Almeida, do blog "Style it up". Muito obrigada por ter juntado a nós neste "Ser Mãe".
Obrigada.
Podem voltar a ouvir o programa ao final do dia em observador.pt ou em mago.pt. Eu e a Catarina estamos de volta no próximo sábado, às 10h30, com um novo tema e um novo convidado. Até lá, queremos saber o que acharam da emissão desta semana com a Margarida. Comentem nas nossas redes sociais ou enviem-nos um e-mail para issermae@observador.pt. Só não vale irem perguntar à Margarida quando é que ela vai ter outro bebê.
Eu vou responder-vos já.
Eu e a Fabíola voltamos pra semana. Um bom resto de fim de semana.
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