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Esta semana no Isto Não Passa na Rádio, o tema é: Versões de Taylor Swift. Esta é a voz de Maggie Rogers a interpretar Taylor Swift, "Tim McGraw". Eu sou o Nelson Ferreira, está por cá o Tiago Pereira. É dele esta primeira escolha. Olá, Tiago, bem-vindo.
Olá, pensava que ias dizer: "É dele esta canção".
É, podia ser. Com esta temática, é um tema que tu abordas na tua obra.
Diariamente, aliás.
Estamos dedicados a Taylor Swift esta semana porque estamos aqui em vésperas–
Porque está quase! Eu sei que tu estás nervoso.
Então não estou, olha para mim. Estou aqui em pulgas.
Não sejas assim.
Surgiu algum nervosismo esta semana com falta de bilhetes. Os bilhetes ainda não chegaram.
Não, supostamente deveriam estar disponíveis.
Depois do pânico para a compra de bilhetes, o pânico com a não chegada dos bilhetes.
Isto não está fácil.
Não está fácil para os Swifties. Como é que se chamam?
Swifties.
Swifties. Os fãs de Taylor Swift. Ela que estará em Portugal nos próximos dias.
24 e 25?
Dois concertos.
Sexta e sábado.
No Estádio do Benfica.
Estádio da Luz, em Lisboa. Está quase. Esgotadíssimo. E tu não vais estar lá.
Não.
Eu também não.
Mas gostavas muito.
Eu não me importava nada. Por acaso não me importava nada. Gostava muito de ver tudo o que se vai passar por lá. Mas é assim, não dá para todos, meu amigo.
Não dá para todos. Gosto muito da Maggie Rogers. De resto, a Rádio Observador tem uma playlist espetacular, não sei se viu. Tem uma música da Maggie Rogers que eu gosto muito, chamada "Love You For A Long Time", que toca mais nas madrugadas.
A Maggie Rogers, eu até estava aqui a tentar perceber, porque eu não me lembro de cor, peço imensa desculpa, da idade da Taylor Swift.
Tem 34.
Trinta e quatro, pronto. E a Maggie Rogers tem 30. Eu acho que conta como contemporânea. E tem um lado meio country pop, pop americana, mas também toca aquele lado mais interior da América. Mas é estupidamente menos conhecida e assim deverá continuar. É interessante que ela tenha pegado nesta canção. Tim McGraw, que é o nome de um cantor country muito famoso, norte-americano, e é o nome da primeira canção do primeiro álbum de Taylor Swift, editado em 2006. Ficas a saber.
Fico, obrigado.
Eu acho que a Maggie Rogers consegue aqui.
Não estou a ver a versão da Taylor Swift original.
Não é estupidamente diferente, mas eu acho que não tem este lado. Taylor Swift também era bastante mais nova. A canção tem quase 20 anos. Ela aqui consegue dar um toque um pouco mais desesperado, está a pedir atenção.
Mais ferido.
É, consegue. Acho que consegue isso e acho que resulta bem.
Discutimos quando decidimos este tema, o quão o fenômeno Taylor Swift é um pouco inexplicável pra mim, porque artisticamente e musicalmente não lhe reconheço, até, se calhar, aquela coisa do "orelhudo", de ficar no ouvido. Pra além da "Shake It Off", eu não consigo identificar uma música da Taylor Swift, mesmo que ela esteja a passar na rádio. E isso não me acontece com outros artistas da mesma onda, sei lá, Miley Cyrus ou Billie Eilish, grandes estrelas da pop, a Dua Lipa. Grandes estrelas da pop mundial, mesmo não as seguindo, acho que já as consigo identificar se ela tocar na rádio. E a Taylor Swift é um fenômeno que eu não consigo entender muito bem, porque obviamente imagino que as canções dela passem muito na rádio, mas também não é da rádio que vem o grande sucesso da Taylor Swift. É, de facto, de uma base de fãs e de uma carreira que ela construiu, ela e os seus representantes. Mas lembrei-me de uma coisa que um tipo que eu acho absolutamente genial, que é o Chilly Gonzales, que já aqui falamos dele. Ele tem uma série de vídeos pra uma rádio alemã, a WDR. Ele fez umas music master classes onde tenta explicar por que é que determinada música é um grande êxito pop. E eu ia deixar aqui só um pouco, já falamos um pouco por cima, só para perceberem este vídeo, se o puderem ver, que é espetacular.
"Hi there, this is Chilly Gonzales with another pop music masterclass for Eins Live Radio. Today we're gonna talk about Shake It Off by Taylor Swift".
Ele faz sempre isto, mostra um excerto da música, do êxito.
E depois vai desmontar a canção.
E depois vai desmontar a canção. Há aqui uma parte no início em que ele faz um paralelismo com a Chariots of Fire.
Undoubtedly one of the catchiest songs of the year, what the Germans would call an "Ohrwurm", or literally, an earworm. So what makes a song-
Earworm.
É verdade, falámos.
Let's take a very catchy, annoying song from my childhood.
A repetição, meu caro.
Exato.
Esse é o sucesso desta canção.
And then he repeats it again. And ties it up with a little bow, fourth phrase. And basically, Taylor Swift uses the same idea, repeating something with a very distinct shape. The shape in this case is a very large descending phrase.
Aí fica o meu conselho, as music master classes.
Eu agora ia dizer, deixa estar.
Se quiseres, eu posso deixar. Mas pesquisem este vídeo de Chilly Gonzales, Music Masterclass com a Shake It Off da Taylor Swift. Onde tenta explicar como é que a canção está composta e se calhar, tenta explicar também o grande sucesso dessa canção. Como sendo a única que eu identifico, obviamente e inequivocamente com a Taylor Swift, fui aqui buscar uma versão completamente diferente de um senhor chamado Tim Eckers, que tem um projeto chamado Tim Eckers and The Smoking Section. Eles são de Nashville, Tennessee. Já te conto um pouco mais sobre essa história, mas prova que se calhar, quando uma canção é mesmo boa, ela pode ser adaptada a vários gêneros e não deixa de fazer sentido. É um pouco o que acontece aqui.
"I stay out too late. Got nothing in my brain. That's what people say, mmm. That's what people say, mmm. I go on too many dates. But I can't make 'em stay. At least that's what people say, mmm. That's what people say, mmm. But I keep cruising. I can't stop, won't stop moving. It's like I got this music in my mind. Saying it's gonna be all right. And the players gonna play play play play play. And the haters gonna hate hate hate hate hate. Baby, I'm just gonna shake shake shake shake shake. Shake it off, shake it off. I never miss a beat. I'm lightning on my feet. And that's what they don't see, mmm. That's what they don't see, mmm. I'm dancing on my own. I make the moves up as I go. And that's what they don't know, mmm. That's what they don't know, mmm. But I keep cruising. I can't stop, won't stop grooving. It's like I got this music in my mind. Saying it's gonna be all right. 'Cause the players..."
Hey, just think while you've been getting down and out about the liars and the dirty cheats of the world, you could have been getting down to this sick beat. My ex-man brought his new girlfriend. She's like, oh my God, but I'm just gonna shake. And to the fella over there with the hella good hair, won't you come on over, baby, we can shake. 'Cause the player gonna play. And the hater's gonna hate. Maybe I'm just gonna shake. I shake it off. A heartbreaker's gonna break. And the faker's gonna fake. Baby, I'm just gonna shake. I shake it off. 'Cause the player gonna play. And the hater's gonna hate. Maybe I'm just gonna shake. I shake it off. A heartbreaker's gonna break. And the faker's gonna fake. Baby, I'm just gonna shake. I shake it off. Shake it off.
Não sei se já conhecias a versão genérica de sitcom norte-americana para Shake It Off. Tim Acers and The Smoking Section, um coletivo de Nashville. Vi uma foto desta banda, eles são tipo 20, liderados por este senhor que já trabalhou com grandes nomes da música, desde Faith Hill a Megadeth. Gostaste? Jewel, Patti LaBelle, Joss Stone.
Eu, na preparação exaustiva e intensiva para este programa, ouvi umas versões de canções de Taylor Swift de bandas um pouco mais pesadas. Só não trouxe nenhuma, porque eram todas péssimas.
Eu sei. Aquele punk blink one at it.
Sim, mas muito fraco. E eu acho que se dispõe, portanto, era um bom desafio.
Há pouco tivemos aqui o Chili Gonzales a tentar explicar por que esta canção é orelhuda, por que esta canção teve tanto sucesso, mas eu tenho uma outra explicação por que esta canção teve tanto sucesso. Dois nomes. Max Martin.
Pois é.
O mago sueco é um dos coautores, com a Taylor Swift, desta Shake It Off, ele que é autor de muitos outros êxitos da pop de Britney Spears.
Qualquer dia parece que ele inventou a pop.
Eu acho que sim. E o que é que nos trazes agora?
Olha, agora trago algo completamente diferente, como diria o outro. Eu não gosto especialmente deste exercício, que é aquela coisa de dar o tom vintage a qualquer canção. Como se fosse: "Agora vai ser tudo aos anos 20. Agora vai ser tudo à moda rockabilly". E estes rapazes, Postmodern Jukebox, é isso que fazem, é esse exercício. Porém, neste caso achei graça, porque esta canção chama-se Style, faz parte do álbum Ninety: Eightynine, do qual também fazia parte essa Shake It Off.
É de julho de 14, acho eu. Se calhar assim o grande breakthrough internacional e global, talvez.
Eu não me arrisco a entrar nessas avaliações.
Dá-me a ideia que foi assim dos mais vendidos.
Eu acho que, neste caso, se calhar tu e eu chegámos tarde.
Ela tem anos em que edita três ou quatro discos.
Nós chegamos tarde a esta corrida, Nelson. Portanto, se calhar é melhor não.
E é um comboio que eu já não vou apanhar.
Pronto, se calhar não. Aqui tem graça porque, de facto, é desconstruir absolutamente a canção. E eu acho que se é para fazer uma versão, mais vale que seja assim.
I can't keep my wild eyes off the road. I wanna take you home. Lights are off, I'm taking off my coat. Said I heard, that you've been out and about with some other girl, some other girl. Well, what you heard is true but I can't stop thinking about you and I. Well, I've been here doing field time. He's got that James Dean daydream look in his eye. You've got that red lip classic thing that I like. And when we go crashing down, we come back every time. We never go out of style, out of style. He's got that long hair, slicked back, white T-shirt. And you've got that good-girl faith and a tight little skirt. And when we go crashing down, we come back every time. We never go out of style, out of style. Oh, take me home. Oh, take me home. Take me, take me, take me. He's got that James Dean daydream look in his eyes. And I got those red lip classic thing that you like. Crashing down, we come back every time. We never go out of style, out of style. He's got that long hair, slicked back, white T-shirt. And you've got that good-girl faith and a tight little skirt. And when we go crashing down, we come back every time. We never go out of style, out of style. Out of style. We never go out of style. Oh, yeah. Oh, we never go. Oh, we never go. Oh, take me, take me, take me home. Take me, take me home, baby. Take me.
Ora, esta semana, no Isto Não Passa na Rádio, estamos dedicados a versões de Taylor Swift. Tiago Pereira, olhamos também para as versões que ela fez de outros artistas, a maioria em duetos, em atuações ao vivo, com estrelas que ela admira, de alguma forma. Gosto particularmente de uma delas, que é a "You're So Vain", com a Carly Simon, que é um dueto muito giro. A canção é muito boa.
Estás a ver?
É.
Parece que estás a falar contra a tua consciência.
Mas não é da Taylor Swift, é da Carly Simon. Uma das melhores versões, ou mais interessantes, que eu encontrei de canções de Taylor Swift, e queria já também abordar isso. Quando mergulhei neste tema, a convite do Tiago Pereira, a quantidade de miúdas e miúdos que interpretam Taylor Swift na única esperança dela dar por ela, deles, da existência e lhes mandar um e-mail ou coisa do género. Parece-me que aquilo é tão colado ao original que parecem mais homenagens à Taylor Swift do que propriamente versões dela. Ainda assim, gostei de saber que a Soccer Mommy tem uma canção de Taylor Swift, precisamente do primeiro álbum, do disco de estreia dela, uma canção chamada "I'm Only Me When I'm With You". Bonito este título. Soccer Mommy também é de Nashville, no Tennessee, apesar da internet dizer que nasceu em Zurique, na Alemanha. Na Alemanha, desculpa, na Suíça. Soccer Mommy, de verdadeiro nome Sophia Regina Allison, editou em setembro de 2023 um EP com versões e tem Sheryl Crow, Taylor Swift, mas tem Pavement também. Chama-se "Karaoke Night". É de setembro e é por lá que encontramos esta versão da Soccer Mommy deste tema de Taylor Swift para o disco de estreia, que saiu em 2006.
Lying underneath the stars. In a field behind your yard. You and I are painting pictures in the sky. And sometimes we don't say a thing. Just listen to the crickets sing
Just a small town boy and girl. Livin' in a crazy world. Tryin' to figure out what is and isn't true. I don't try to hide my tears. My secrets or my deepest fears. Through it all, nobody gets me like you do. 'Cause you know everything about me. You say that you can't live without me. You pull me up when you're not down. Don't wanna fly if you're still on the ground. It's like no matter what I do. Well, you drive me crazy half the time. The other half, I'm only tryin' to let you know what I feel is true. And I'm only me when I'm with you. Just a small town boy and girl. Livin' in a crazy world. Tryin' to figure out what is and isn't true. I don't try to hide my tears. My secrets or my deepest fears. Through it all, nobody gets me like you do. 'Cause you know everything about me. You say that you can't live without me. You pull me up when you're not down. Don't wanna fly if you're still on the ground. It's like no matter what I do. Well, you drive me crazy half the time. The other half, I'm only tryin' to let you know what I feel is true. And I'm only me when I'm with you. And not with anybody else. It's so hard to be myself. And only you can tell. But you pull me up when you're not down. Don't wanna fly if you're still on the ground. It's like no matter what I do. Well, you drive me crazy half the time. The other half, I'm only tryin' to let you know what I feel is true. And I'm only me when I'm with you.
Provavelmente a melhor versão da Taylor Swift que encontrei, "Soccer Mommy", "I'm Only Me When I'm With You". Tema que Taylor Swift editou em 2006 no disco de estreia. Ela que era muito nova nesta altura. De resto, ela assinou com 14 anos o primeiro contrato com a Sony, que tinha uma cláusula que ela não podia gravar discos em 2005, para acabar o segundo ano do liceu. Era o que dizia lá.
E onde é que tu andavas no liceu? Nada estavas a fazer.
A fazê-lo? O liceu.
O liceu.
Sim.
Não tinhas desculpas.
Não, não tinha um contrato com a Sony a dizer que eu tinha que ir às aulas. Isso não aconteceu. Gostas da Soccer Mommy, que eu sei.
Gosto, aprecio. Acho que ela tem uma ótima imensibilidade para o sofrimento. Que é uma coisa que eu aprecio.
Esta canção depois tem um toque de sintetizador.
Pessoas que sabem sofrer.
Parece que aparece ali um sintetizador do Kevin Parker, do Tame Impala, no meio da canción.
E ele aparece a cavalo.
E que salva.
A cavalo num canguru.
Ele pode aparecer no que ele quiser, porque ele está muito rico com os Tame Impala, venderam os direitos todos.
Mas trabalhou para isso.
Trabalhou.
E aquilo é tudo dele também? Ele faz tudo sozinho?
Faz o que ele quiser com as coisas dele.
Injoso.
Traz aqui uma outra versão de Taylor Swift, "This Is Me Trying", de Billy Vena.
Trouxe esta por quê? Eu não conhecia este moço de lado absolutamente nenhum. É um moço novo e que gosta de eletrónicas e de sintetizadores, já se percebeu. Achei graça, porque esta canção, "This Is Me Trying", é do álbum Folklore de 2020.
Ok.
Portanto, saiu em ano pandémico e era assim, Taylor Swift na floresta a sofrer horrores com os acordes do senhor dos National, portanto, tudo muito melancólico, muito dramático. E chega aqui este garoto e espeta-lhe uns sintetizadores pelo meio e eu acho que isso tem muita graça.
I've been having a hard time adjusting. I had the shiniest wheels, now they're rusting. I didn't know if you'd care if I came back. I have a lot of regrets about that. Pulled the car off the road to the lookout. Could've followed my fears all the way down. And maybe I don't quite know what to say. But I'm here in your doorway. I just wanted you to know that this is me
Gostei. Billie Vina? Não sei.
Gostei. Dentro do gênero, não liguei absolutamente nenhuma. Gostei.
Isso é a minha relação com a Taylor Swift.
Isto é muito ambiental. É aquela cantiga que pode estar a tocar em qualquer lado enquanto tu faz outra coisa qualquer.
Mas eu prefiro esta pop meia eletrónica, indie pop.
Gostas mais?
Gosto. Parece aquelas coisas típicas do que se chamam bedroom producer. O miúdo novo em casa a fazer.
Sozinho.
Sim, é verdade. Vamos cá ver uma coisa. A Taylor Swift é cantora? É uma grande cantora?
Estás a falar em termos técnicos?
É uma grande intérprete.
Não diria que é uma grande cantora, não é uma virtuosa. Não é isso. Mas a pop não vive só de virtude.
Será que a Taylor Swift passava num concurso de talentos? Que ela não consegue fazer aqueles gritos que as pessoas fazem sempre nos concursos de talento.
Os concursos têm um lado em que a técnica às vezes é bastante importante. Porque às vezes é o único termo de comparação.
Quem é que berra mais alto?
Porque o concurso tem a comparação. Agora, eu acho é que o segredo da Taylor Swift é feito de muitos ingredientes, mas não me parece que a técnica vocal ou a grande virtude vocal sejam um deles.
Concordo. Por isso é que escolhi uma música Taylor Swift em que ninguém canta.
Vou só dar dois exemplos: Bob Dylan, Leonard Cohen, Lou Reed. Queres mais?
Mas tem uma voz muito fácil de identificar, muito característica.
E a Taylor Swift tem outras características.
Tem outras características, seguramente.
Que tu podes não gostar e apreciar, mas que terá o seu valor, sobretudo o seu valor pop.
É verdade.
Meu amigo, nós temos que aprender a viver com estas coisas.
Descobri um projeto que é assim meio nhec. Que é o seguinte: lembras quando-
Sabes o que eu estou a pensar? Devíamos começar a fazer programas, episódios em que era: porque não gostamos de?
Ok, pode ficar o próximo tema.
E trazemos canções para justificar os nossos argumentos.
Por mim pode ficar já esse para a semana. Deixa-me apontar, senão esquecemos.
Canções que temos odiado. Este era bom.
Canções que temos odiado. Pode ficar. De resto, já sabe que pode também deixar as vossas sugestões para ouvinte@observador.pt.
Tu escolhias canções que odeias e eu tentava explicar-te porque as canções são boas.
Pode ser.
Isto dá é trabalho, que é uma chatice.
É, e nós não temos tempo.
Mas diz lá.
Lembras de quando houve um projeto que tocou montes de vezes em Portugal, que eram os Apocalyptica, que era música das Metallica em cordas, contrabaixo?
Claro que sim.
Eu descobri os Vitamin-
Finlandeses?
Por aí.
Não era?
Escandinavos. Vitamin String Quartet.
Foste ao fim da internet.
Fui ao fim da internet descobrir este quarteto.
Finlandesa, está ali com ela.
Que anda ativo desde 1999 e tem feito coisas incríveis. Já tocaram e gravaram coisas de Lana Del Rey, a Björk, Sigur Rós, até para música dos estúdios Ghibli, muito ligados à televisão, música para televisão, Westworld, por exemplo, Shameless. Eles têm uma ligação também aqui às bandas sonoras muito engraçada e gravaram uma canção, que não é propriamente da Taylor Swift, chama-se "Two Is Better Than One", é de uma banda norte-americana chamada Boys Like Girls, mas que é um dueto com a Taylor Swift, é featuring Taylor Swift, e eu fui buscar essa canção. Mas atenção, aqui ninguém canta, nem a Taylor Swift, é só mesmo em cordas. "Two Is Better Than One" é uma canção da banda Boys Like Girls, editada em 2009, em dueto com Taylor Swift. Aqui ficou a versão de Vitamin String Quartet, que está muito ligado às bandas sonoras e tem feito muitos trabalhos para televisão e cinema. E de vez em quando fazem este cruzamento entre a música pop e a música clássica. E vamos fechar esta semana com o quê, Tiago Bran?
Vamos fechar com uma versão que eu acho que é relativamente surpreendente. Para já, porque é protagonizada por duas atrizes cantoras ou cantoras atrizes, como entenderes. Shoshana Bean e a Cynthia Erivo. É uma versão da canção "I Did Something Bad", que é uma canção incluída no álbum "Reputation", da Taylor Swift, de 2017, e que é acompanhada por violoncelo e violino. E é isso. E só por isto, para já, as protagonistas são inesperadas e o acompanhamento também é bastante diferente daquele que ouvimos no original e acho que este twist vale bem a pena.
Para a semana estamos de regresso com mais um tema no Isto Não Passa na Rádio. Se forem ver Taylor Swift, divirtam-se, aproveitem ao máximo.
Isso mesmo.
I never trust a narcissist, but they love me. So I play him like a violin, I make it look oh so easy. 'Cause for every lie I tell them, they tell me three. This is how the world works, now all he thinks about is me. I can feel the flames on my skin. Crimson red paint on my lips. If a man talks shit, then I owe him nothing. I don't regret it one bit, 'cause he had it coming. They say I did something bad, I, why's it feel so good? They say I did something bad, I, why's it feel so good? Most fun I ever had, I, I'd do it over and over and over again if I could. It just felt so good, good. I never trust a playboy, but they love me. So I fly 'em all around the world and I let them think they save me. They never see it coming, what I do next. This is how the world works, gotta leave before you get left. I can feel the flames on my skin. He says, "Don't throw away a good thing". If he drops my name, then I own nothing. If he spends my change, then he had it coming. They say I did something bad, I. Why's it feel so good? They say I did something bad, I. Why's it feel so good? Most fun I ever had, I. I'd do it over and over and over again if I could. It just felt so good, good. They're burning all the witches even if you aren't one. They got their pitchforks and proof, their receipts and reasons. They're burning all the witches even if you aren't one. So light me up, light me up, light me up, light me up, light me up. Go ahead and light me up, light me up, light me up, light me up. They say I did something bad, I. Why's it feel so good? They say I did something bad, I. Why's it feel so good? Most fun I ever had, I. I'd do it over and over and over again if I could. It just felt so good, good.