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E Paulo, começam agora mais uns momentos de glória.
É verdade, e temos andado a discutir moedas. Atenção, moedas não no sentido
Não no sentido de Carlos.
De Carlos, exatamente. Não no sentido de Carlos, mas no sentido de trocos mesmo, de dinheiro de bolso. Alfredo Maia, deputado do PCP, levou o assunto à audição parlamentar com o Ministro das Finanças e levou na versão padaria.
Muito obrigado, senhor Presidente. Senhor Ministro, certamente sabe bem quanto é que custa um pão bijou. Um pão bijou no exato dia de hoje e que é de, pelo menos, 11 cêntimos, nalguns sítios é mais caro. Eu tenho que perguntar-lhe, senhor Ministro, se não considera ofensivo propor aos trabalhadores da administração pública um aumento em 10 cêntimos do seu subsídio de alimentação para 2027, isto é, quando um bijou já não custará pelo menos 11 cêntimos, mas mais, para não falar da carcaça que já hoje custa 21 ou 25 cêntimos.
Portanto, basicamente, o Governo também podia propor um bijou por dia. 10 cêntimos.
Se uma senha para levantares um bijou.
Ou meia carcaça. Portanto, andamos aqui à volta do bijou e da carcaça. Miranda Sarmento, obviamente, respondeu e faz outras contas.
É preciso pôr as coisas em perspetiva. Estamos a falar de um aumento de 2,5% depois de pelo menos três anos em que não houve aumento.
Isto também, puxa.
Exatamente. Portanto, depois de três anos.
Com percentagem muda tudo.
É isso, à aritmética os números dizem aquilo que nós quisermos. Portanto, é pouco, são 2,5%. E perante esta fartura toda de dinheiro, Alfredo Maia volta à carga e ele sabe bem o destino a dar a este dinheiro.
Muito obrigado, senhor Ministro. Ainda bem que nos recorda que há três anos que não era aumentado. Isso mostra que os 10 cêntimos que oferece é uma verdadeira loucura para os trabalhadores da administração pública. Eu não sei que jantar ou pipa vão fazer para celebrar esse aumento, sinceramente, senhor Ministro.
Portanto, no fundo, isto é a versão portuguesa e atual do "se não há pão, comam brioches". Se não há bijou ou carcaça, comam brioches. Mas este assunto do subsídio de refeição dos 10 cêntimos tem sido, nos últimos dias, uma bandeira dos comunistas e Bruno Dias quis mesmo ilustrar do que se trata.
Isto que eu trago aqui é uma moeda de 10 cêntimos. É o que o governo diz que poderá dar de aumento daqui por um ano e meio, lá para 2027, um aumento de 10 cêntimos no subsídio de refeição de quem trabalha para o Estado.
Moedinha amarelinha na mão.
Podia ser um bijou. Podia ser um pacote.
Absolutamente.
Foi ele que levou peças de Lego para explicar questões parlamentares.
E funciona muito bem. Eu não sei se foi antes ou depois, não me dei ao trabalho de ver o que é que tinha ido pôr, mas 10 cêntimos, Bruno Dias. Pacheco Pereira também sacou de moedas que tinha no bolso. Falou dos estafetas que entregam a comida em nossa casa. Não quis ficar atrás, subiu a parada, claro.
Está a pôr na mesa.
Eu estou a pôr na mesa €3 por hora. E isto, provavelmente, muitos não ganham isto. €3 por hora. Se trabalharem 10 horas, ganham €30 por dia.
E não se engana nas contas, de facto. Três moedas de euro ali em cima da mesa. Isto basicamente em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Onde não há bijou...
Não faças rimas.
É melhor não fazer.
Não faças rimas.
Melhor não as fazer. Nas autarquias, mudando aqui de assunto, depois das eleições é tempo da instalação dos novos vereadores. Pedro Frazão, do Chega, foi eleito vereador em Oeiras, mas também podia ser o novo angariador da Remax.
Olá, bom dia, estamos aqui na Câmara Municipal de Oeiras. Estou com a Graciete Bernardo, a número dois da lista do Chega, e vamos conhecer os nossos gabinetes.
Eles estão a entrar agora no Palácio Marquês de Pombal.
Muito bonito.
Muito bonito. Antigo.
Parece que os nossos gabinetes são próximos da campela. É ótimo sinal.
Próximos da campela, que felicidade, mas da capela. É tão bom, meu Deus, ficar ali.
É mesmo para dizer isso, meu Deus.
Meu Deus.
Graças a Deus.
Fica mesmo no Palácio do Marquês de Pombal. No Barreiro, a oposição não teve a mesma sorte. Sérgio Palaio, vereador eleito pela AD e na oposição, já fez até o seu protesto.
O modelo que é proposto é termos uma sala comum a dividir pelos três partidos.
Aqui o modelo.
Sim. Pronto. O modelo aparentemente proposto é uma divisão de recursos entre os três vereadores da oposição, não permitindo a privacidade, não permitindo um trabalho feito com a elevação que a função merece. Obrigado.
Portanto, fica a oposição toda na mesma sala.
É um T zero.
Que nem estará ao lado da capela. Esta sala.
Se calhou, pelo menos uma pessoa podia ir aliviar.
Desvaloriza logo o imóvel. Mas nada disto acontece sem um bom motivo. Alexandre da Costa Rosa foi o presidente eleito pelo PS no Barreiro. Explica basicamente o que se passou nos bastidores.
Posso esclarecer, de resto. Parece-me que há aqui um equívoco grande. Já agora dizer que não há. Primeiro, vamos começar do início. A gente fala muito sobre respeito democrático e ainda hoje estou à espera de um telefonema dos senhores vereadores a congratular pelas eleições. Por isso, contacto zero.
Nem um telefonemazinho depois das eleições, nem nada disso, e depois querem ficar com um gabinete cada um. Esta gente.
Quer dizer, isso é demais. Mas também depois há uma certa promiscuidade entre vereadores.
Pois, todos sabem onde.
Todos apertadinhos.
Mas não há linhas vermelhas.
Não há linhas vermelhas. Quem teve também problemas imobiliários este fim de semana foi o Reconquista ou a Reconquista.
Já falaste na semana passada.
Exatamente, que teve à última hora que encontrar um espaço alternativo para realizar o seu congresso. Afonso Gonçalves, o racista, supremacista branco que lidera o movimento, sabe muito bem de quem é culpa disto tudo.
A esquerda imunda e a imprensa mentirosa e corrupta achavam que conseguiam parar a reconquista. Pois é, meus amigos, o relógio não abranda. Enquanto vocês estão nas vossas festas e nos vossos clubes gays e a beber álcool para esquecer aquilo que é a tristeza da vossa vida de escardalha, nós estamos a trabalhar e já assegurámos um local alternativo.
Um local alternativo. Afinal, não é só a escardalha gay e alcoólica que gosta de locais alternativos. Eu não sei onde é que eles foram parar.