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Não se fala de outra coisa. Não sei se viram, mas nos últimos dias, um vídeo pôs Hollywood em estado de alerta. São 15 segundos de Brad Pitt e Tom Cruise a lutar no topo de um edifício, mas com imagens tão hiper-realistas criadas por inteligência artificial, que não se percebe que não são eles em carne e osso. É impressionante.
Também não vi.
É mesmo impressionante.
É mesmo impressionante. O vídeo foi divulgado nas redes sociais por um realizador irlandês, que diz que bastou usar um comando de duas linhas, num gerador de vídeos chamado C Dance 2.0. É um novo modelo de inteligência artificial ligado à empresa chinesa ByteDance, a dona do TikTok. Mas apesar de curta, a cena é tão real que está a causar uma enorme controvérsia na indústria do cinema. E claro, como os temas centrais é a utilização de imagens e de vozes de estrelas mundiais sem o consentimento. Organizações importantes de Hollywood, como a Motion Picture Association, reagiram imediatamente e exigem que a ferramenta acabe com práticas como esta, que para eles infringem os direitos de autor e as leis do setor. Argumentam que a tecnologia como esta ameaça o trabalho dos criadores, técnicos, atores.
Claro, tudo.
É evidente.
Figuras da própria indústria também se mostram muito preocupadas. O argumentista Rhett Reese, conhecido pelos filmes Deadpool, chegou a publicar: "É o fim para nós". E diz que tem medo que ferramentas como esta possam substituir rapidamente o trabalho.
Os duplos num instante.
Pelo menos as cenas mais arriscadas.
O Tom Cruise não gosta.
O Tom Cruise gosta de fazer. Sim, ele não gosta, mas de facto, em termos de custos, até.
E até de custos, claro. De custos, de riscos.
Mas essa conversa de estúdios vai acabar rapidamente. Quando eles perceberem que podem, a partir do momento em que tenham os direitos daqueles atores, e têm, eles vão filmar essas cenas com um milésimo dos custos que teriam se tivessem que montar todo esse pessoal.
Antes, não há muito tempo, só se falava da voz. Dos direitos sobre a voz, a Scarlett Johansson foi muito radical esse propósito.
Agora é a imagem.
A imagem é em movimento.
E basta pensar que muitas vezes eles têm que voltar a filmar algumas cenas, porque não está bem, aquilo não correu como eles queriam ou precisam de acrescentar alguma coisa. Agora podem fazê-lo já depois dos atores estarem noutras filmagens, com outro contrato.
As imagens andam a circular, mas de facto, o debate está outra vez lançado.
Pois, claro.
Porque a tecnologia não para. Sim, é cada vez mais avançada.
Cuidado.
Estamos todos a jeito.
Decidam-se o que querem. Olha, eu trago-vos um aniversário e um funeral.
Então, ó Carla.
Morreu. Vamos começar pela má notícia.
Sim, então.
Vamos começar. Morreu Palmerston. Não sabem quem é. Foi um gato que foi muitos anos o animal de estimação do Foreign Office, o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico. Palmerston, mais conhecido por Diplocat, entrou no Foreign Office em 2016. O que estava a acontecer nessa altura? O referendo ao Brexit, e este gato assistiu a tudo. Em 2020 reformou-se, quando o Brexit terminou, mas o ano passado, em 2025, voltou à atividade. Ele estava reformado, mas voltou à atividade quando se juntou à equipe do governador das Bermudas. Esteve feliz no calor. Agora nas redes sociais foi anunciada a morte de Palmerston. No último dia 12, ele tinha quase 100 mil seguidores nas redes sociais. Foi um gato resgatado, que se não sabia bem a idade. Talvez 12 anos, é o que se acredita. E há uma despedida muito bonita sobre este gato, dizer que vai fazer muita falta e que era muito dócil. Ao mesmo tempo em que os britânicos se despedem deste Diplocat, o Larry the Cat está mais um ano em atividade. O Larry the Cat será provavelmente mais famoso, é o gato de Downing Street.
Do número 10.
Do número 10.
Para não fazermos confusão.
Sim, é outro estatuto. Já há 15 anos. E este é um estatuto mesmo a sério. Ele é uma verdadeira celebridade, e mesmo os órgãos de comunicação mais sérios fizeram esse anúncio. Há vídeos deliciosos sobre os melhores momentos deste gato, que se falasse, teria de certeza muito para contar. Ele passou por seis primeiros-ministros. Começou com David Cameron. Depois, lembram-se todos, Theresa May, Boris Johnson, Liz Truss, Rishi Sunak e agora Keir Starmer. Os melhores momentos de Larry the Cat são deliciosos, desde tentar correr atrás de uma raposa, caçar um pombo, e depois ele muito displicente quando as várias figuras internacionais passam por lá, desde Trump, Zelensky. Muito entediado daquele aparato todo.
Às vezes a lavar-se, a coçar-se. Há um muito célebre momento.
Fazer coisas de gato.
É o estatuto.
Há um momento em que a Liz Truss, acabadinha de chegar à Downing Street, se baixa para lhe dar uma festinha e ele foge.
Claro, e nem teve tempo de a reconhecer, de se habituar a ela.
Ele prefere alfazes, de certeza. Tem também uma base de fãs muito sólida e tem uma presença nas redes sociais. Paulo, eu sei que tu também o segues no X.
Sim, senhor.
É uma delícia, muito sarcástico, o Larry the Cat. É muito divertido. O Larry the Cat acredita-se que tenha nascido em janeiro de 2007, o que lhe dará atualmente 19 anos.
Isto para um gato é imenso.
Para um gato é imenso, é mesmo já um senhor e continua em muito boa forma. Deve ter muitas relações, até porque os donos estão sempre a mudar.
Tem relações com os outros gatos das outras chancelarias.
Deve ser muito mimado.
Dos outros países.
Sim, os seus homólogos.
Os seus homólogos de outros países.
Ele não tem, ao contrário de muitas casas britânicas, não tem aquela portinhola. Portanto, ele usa a passadeira vermelha, fica sentado à espera que um Bobby, que um dos guardas da porta lhe abra a porta para ele poder entrar e sair, quando sua excelência quiser. Isto é uma tradição muito longa dos governos britânicos e dos ministérios. É claro que há uma relação entre britânicos e felinos. Sabemos que há ali uma relação de proximidade muito grande, mas eles têm mesmo uma função, que é caçar ratos.
E há aqui fotos, estou a ver a BBC. Há dois dias, aliás, fez a peça. A peça aos 15 anos. Como eles chamam, Number 10's Chief Mouser.
Estava a ver mesmo.
E procurei o best of.
E há uma foto dele com o ratinho na boca.
A dizer que está a cumprir a sua missão.
Pode ser chocante.
Não, isso é natureza.
Pode ser chocante pra alguns.
A Sky tem também um best of com o Larry the Cat, em que o tenta entrevistar, e o Larry the Cat não comenta.