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É aquele momento das manhãs 360 em que destacamos histórias que podiam estar nos nossos noticiários. E há uma história que tu trazes, Bruno, que é um apelo. Que apelo é esse?

É um apelo da família de Teresa Caeiro, antiga vice-presidente do Parlamento, também secretária de Estado. Morreu na semana passada, isso foi notícia, esteve nos noticiários. Mas muito do que se tem escrito, e não só nas redes sociais, depois da morte de Teresa Caeiro, é que tem estado fora das notícias e por um lado, percebe-se porquê, por outro, não se percebe. Isto é Portugal, como sempre, a falar de muitas coisas, a meia-voz.

E de nada em concreto.

E nada em concreto. Teresa Caeiro morreu na semana passada, como foi noticiado, e a partir daí surgiram até, por exemplo, no Correio da Manhã, acho que foi da parte um artigo de Armando Esteves Pereira, a falar de questões da vida pessoal de Teresa Caeiro, que foi casada com Miguel Sousa Tavares e que isto já corria há muito tempo e ouvia-se, lá estava mais uma vez, nos bastidores, que teria havido situações de violência, teria havido alegadamente violência doméstica e que Teresa Caeiro teria sido, nesse casamento, vítima de violência doméstica. A verdade é que Teresa Caeiro nunca avançou com nenhuma queixa. Não se sabe o que terá acontecido, mas nunca falou publicamente sobre esse assunto. E tudo isto que se tem falado agora e que tem sido muito, não só nas redes sociais, como disse, aliás, eu peguei agora aqui numa notícia do Expresso, de um apelo da família de Teresa Caeiro para que de uma vez por todas pare com estas insinuações acerca da vida e da vida pessoal da antiga governante, rumores e falsidades que a própria família repudia. E de facto, há um tempo e um lugar para tudo. A Teresa Caeiro era uma mulher independente, inteligente, com um currículo, nomeadamente na governação, na política cívico, que fala por si. E se não escolheu falar destes assuntos enquanto estava viva, agora é um pouco difícil compreender esta ânsia em se vir falar do tema e de coisas que às vezes as pessoas não sabem bem do que é que estão a falar. Depois limitam-se a repetir o que se ouve e estes rumores. E para a família não deve ser nada fácil assistir a este espetáculo.

No fundo, é respeitar a pessoa, independentemente da sua condição.

Sim, independentemente das boas intenções que haja, que algumas pessoas tenham, nem todas, porque muitas também aproveitam para fazer ataques laterais.

Isso. E para justos de contas, não têm nada a ver.

Não têm nada a ver.

E muita gente a pôr-se também em bicos de pés, querendo fazer passar uma proximidade com as pessoas que eventualmente não têm.

Sim, isso acontece muito quando alguém morre.

Eram todos amigos.

Eram todos amigos e eram todos lá de casa.

Exato.

Mas de facto, há aqui uma série de coisas pouco recomendáveis e compreende-se este apelo da família.

Da família de Teresa Caeiro.

Não se fala de outra coisa, mas se calhar neste momento a família pedia e pede que se fale de outra coisa.

Claro, e que se fale menos. Paulo, o que é que tu trazes para cima da mesa?

Por cima de outra coisa e indo ao tema dos incêndios, aqui uma notícia que é útil ou pode ser útil para muita gente, porque a Ordem dos Advogados criou uma bolsa de advogados voluntários precisamente dedicada ao aconselhamento e apoio jurídico gratuito pro bono, precisamente a cidadãos e empresas que tenham sido ou que estejam a ser afetados pelos incêndios que têm lavrado em Portugal nas últimas semanas. A notícia está um pouco por todo lado, o anúncio foi feito ontem, é uma informação útil que pode ser útil pra muita gente. Este apoio jurídico pode ser, de facto, um instrumento essencial para auxiliar as populações neste momento de grande vulnerabilidade. E o que é que pode estar em causa aqui? Lidar com questões relacionadas com seguros, com indenizações, até o auxílio a processos administrativos, tratar da papelada, digamos assim.

A burocracia. O chamado inferno burocrático.

Sem dúvida, dos apoios públicos disponíveis. E a este nível há muita diversidade, desde agricultores que podem e devem ser ressarcidos por causa de colheitas que perderam, de animais que perderam, até recuperações das habitações ou de outras infraestruturas. Portanto, há muita coisa a tratar, a começar pelos seguros, como já dissemos. E portanto, há este anúncio da Ordem dos Advogados. Vai haver uma bolsa de advogados pro bono que vão estar disponíveis para auxiliar as populações. Portanto, quem estiver neste caso deve contactar, obviamente, a Ordem dos Advogados e perceber como é que isto tudo pode funcionar.

Muito bem. Leste essa história, desculpa, Luís, no Eco, não foi?

Ali no Eco, mas está em vários sítios.

Está em vários sítios. Luís.

Olha, eu trago aqui algo mais leve, que é agora para um ambiente aqui um bocadinho mais levezinho.

Nós agradecemos.

Sabem quem está de férias em Portugal ou esteve de férias em Portugal e partilhou muitas fotografias?

Tanta gente. Eu suspeito de que vais falar da Nick Cave.

Vimos interpretar.

É, Mick Jagger, o vocalista dos Rolling Stones, de 82 anos.

Esse rapaz novo.

É, esse rapaz novo tem estado por Portugal e partilhou nas redes sociais as imagens destas férias em Lisboa, em Sintra, no Porto, em Coimbra, também na Nazaré. Ele visitou monumentos, visitou museus, esteve em restaurantes, esteve em ruas históricas de várias cidades, até tirou fotografias com o agente da PSP. É possível, por exemplo, ver estas fotografias não só nas redes sociais, mas também num artigo do André Sertã no nosso site do Observador. Sendo que há, por exemplo, fotografias de Mick Jagger em Sintra a visitar dois monumentos, por exemplo, os azulejos da Quinta da Regaleira, também a cozinha do Palácio Nacional de Sintra. No Porto, Mick Jagger visitou a Sé Catedral, tirou também uma fotografia ao altar e aos azulejos, passeou pela Baixa do Porto e andou ainda de barco pelo rio Douro. Depois esteve também em Lisboa, tirou fotografias nas ruas históricas, apareceu também junto ao Porsche enfeitado por Joana Vasconcelos, no Museu de Artes Decorativas Portuguesas. Enfim, há muitas fotografias também em muitos restaurantes com vários chefs, que obviamente se congratulam também pelo fato de terem estado junto ao vocalista dos Rolling Stones.

Parece que gostou de croquetes.

É, acho que sim, parece que sim, gostou de croquetes. Em Coimbra, ainda tirou fotografias com o agente da PSP, que estava a fazer uma ação de policiamento na Baixa da cidade, encontrou o cantor, tiraram também uma fotografia juntos e a PSP de Coimbra publicou também essa fotografia. Esteve na Nazaré também, Mick Jagger.

Big waves.

A comer.

Calma, que a praia esteve interditada.

Exatamente, mas esteve a comer. E a comer bem, ao que parece.

Umas braçadas no restaurante.

Exatamente. E portanto, há aqui muitas fotografias desta digressão, digamos assim, de Mick Jagger pelos vários cantinhos aqui do nosso país.

Não é para vos fazer inveja.

Estiveste com ele?

Eu estive com o Mick Jagger. Eu depois mostro-vos a fotografia que tirámos juntos.

Depois não, mostra já.

Ali nas Festas do Barreiro, encontrámo-nos.

Na relota da Tinhinha, das Farturas.

O Mick Jagger disse-

Ele foi lá fazer a primeira parte de um grupo de fado.

Foi do Toy.

Exato.

Eu disse: "Olha, Mick, quando quiseres, a casa é tua, vem sempre, o Barreiro."

Claro, Mick é amigo.

É uma honra pra ti e é uma honra pro Barreiro.

Claro.