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Não se fala de outra coisa.

Não, do incêndio num complexo residencial em Hong Kong.

As imagens são impressionantes.

As imagens são verdadeiramente impressionantes. Quando aproximamos o foco para as histórias de cada uma daquelas pessoas, há realmente situações extraordinárias. Estamos a falar de duas mil casas destruídas, eram oito blocos, cerca de quatro mil residentes. Este foi o pior fogo na região desde 1996. Na altura, morreram 41 pessoas num edifício comercial. Agora serão pelo menos 55 vítimas mortais, mas ainda há muitos desaparecidos. E ouvindo relatos, inicialmente, até porque aquele complexo estava em obras de recuperação, muitas das pessoas tinham as janelas fechadas, não perceberam o que estava a acontecer. Alguns diziam que parecia fogo de artifício ou trabalhadores a deitar betão. Depois gerou-se algum pânico e neste momento há abrigos temporários para cerca de 900 desalojados. Há 4 mil quartos de hotéis reservados para quem perdeu a casa. A tragédia é exatamente essa, há pessoas que viviam ali há 20 anos e que perderam tudo. Há uma segunda tragédia que é a falta de notícias, de não saber onde estão as pessoas, os seus bens e até animais domésticos. Tudo é trágico. Há uma aplicação online, que é um documento partilhado que regista dezenas de pedidos de ajuda e alguns exemplos são muito sintomáticos. Por exemplo: "Sogra na casa dos 70 desaparecida", ou uma outra nota que diz apenas: "27º andar, sala um, ele está morto." Cada caso é dramático. Há um homem de 65 anos a explicar que muitos dos vizinhos eram idosos que usavam cadeiras de roda ou andarilhos, terão tido muita dificuldade em conseguir escapar. Há muitas pessoas a tentar recuperar os animais domésticos e que tentam agora subir até às suas casas e percebem a instabilidade dos edifícios e o risco que enfrentam só para tentar recuperar algumas das coisas que deixaram para trás. Já estão a surgir também muitos gestos de solidariedade, muitos voluntários, muitos estudantes que estão a deslocar-se ao local para ajudar e às vezes a ajuda é da forma mais simples. Há um estudante que diz: "Passei a noite inteira a transportar garrafas de água, roupa quente, o que fosse preciso". E, por isso, a situação, vamos deixar de a ver nas notícias, mas vai continuar a ser profundamente dramática. Olhando para cada um dos casos, é percorrer a imprensa, toda ela, para tomar nota desta situação que se está a viver ainda em Hong Kong.

Um horror absoluto. Vêem-se as imagens e percebe-se.

Sim.

Muito bem. Também não se fala de outra coisa que não de presidenciais, e vamos continuar a falar até fevereiro, em princípio, com a segunda volta. A sondagem de que estamos a falar esta manhã, do ISCTE IGS para o Expresso e para a SIC, tem uma segunda leva de perguntas, estas mais qualitativas. No fundo, aquelas em que se pergunta às pessoas qual é a qualidade mais desejável num ou numa presidente da República. E então, as pessoas inquiridas põem à cabeça ou a honestidade e a competência, com 31% das escolhas, depois, uma liderança forte, um líder forte, 18%, depois ser justo, 11%, preocupar-se com as pessoas, 10%, e simpático, zero. Portanto, a simpatia não entra neste campeonato.

Isso pode explicar muita coisa.

De alguma forma.

Há uns mais empáticos que outros.

A simpatia não entra, portanto, zero. Há de haver aqui uma décima qualquer, mas não chega para mexer o ponteiro. Se contasse, Luís Marques Mendes tinha aqui alguma vantagem. Ele é considerado o mais simpático para 21% das pessoas. Logo a seguir, com cinco pontos de distância, 16% André Ventura e depois 15% Henrique Gouveia e Melo. Mas vamos então começar pela honestidade e competência, duas características apontadas como as mais importantes. Gouveia e Melo vence nas duas, 17% na honestidade e depois 19% na competência. Aqui está taco a taco com Marques Mendes, também é considerado por 19% das pessoas como o mais competente. Quando chegamos à liderança forte, é André Ventura, que aparece à frente, 22%, depois logo a seguir Gouveia e Melo com 21% e Marques Mendes com 17%. Sem surpresa, já agora, estes três candidatos, que são aqueles que têm maior intenção de voto também, são aqueles que aparecem a liderar as várias características. Depois, muito rapidamente, o mais justo. O mais justo é Henrique Gouveia e Melo para 19% das pessoas, mas mesmo assim tudo muito próximo. André Ventura com 18% e Marques Mendes com 17%. Portanto, aqui não há grandes diferenças. E preocupação com as pessoas. Quem leva aqui o troféu é André Ventura para 19% das pessoas, depois também 18% para Marques Mendes, 17% para Gouveia e Melo. Enfim, a imagem que passa daqui é que também tudo muito taco a taco nestas avaliações qualitativas.

Também é preciso uma segunda volta nesta matéria.

Uma segunda volta. É preciso uma lupa neste momento para descobrir diferenças.