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As notícias com Nadine Soares. Boa noite. Subiu para quase 1000 as ocorrências registradas devido à Depressão Martinho, 994 ocorrências. É o balanço mais recente da Proteção Civil. São dados até à meia-noite. A região da Grande Lisboa está a ser a mais afetada, mas a esta hora há registros de ocorrências em Leiria e Coimbra. A queda de árvores é a ocorrência mais registrada. Ainda esta tarde, há já registro de pelo menos um ferido grave devido a uma queda de árvore na zona de Sintra. Quinze distritos estão em alerta laranja devido ao mau tempo. A Depressão Martinho começou a fazer-se sentir em Portugal continental a partir das nove da noite, mas é expectável que os efeitos do mau tempo, sobretudo a chuva forte e ventos intensos, ganhem outra dimensão durante esta madrugada. Já no distrito de Viana do Castelo, mais de 100 bombeiros combatem a esta hora seis incêndios. A maior parte dos operacionais encontra-se a combater dois focos em Arcos de Valdevez, no Alto Minho. O vento está a dificultar o combate às chamas, que ameaçam neste momento as povoações no Soajo, em São Cosme e Vilela e nos Arcos de Valdevez. O comandante dos bombeiros desta região, Filipe Guimarães, confirma à Rádio Observador que estão em risco habitações. O comandante explica que se trata de zonas de eucalipto que estão a arder e também terrenos com registro de falta de limpeza. Os ventos intensos que se fazem sentir a esta hora estão a dificultar os trabalhos dos bombeiros. Para já, ainda não estão a retirar pessoas de aldeias, mas é possível, caso não consigam controlar as chamas em breve. Os bombeiros, neste momento, estão a reposicionar os meios. A Estrada Nacional 202 já arde também a esta hora de um dos lados e, por isso, está cortada à circulação. Há suspeitas de que se trata de um fogo posto. Olhamos para a política. Luís Marques Mendes critica o modo como Marcelo Rebelo de Sousa geriu a crise política. O candidato presidencial considera que o chefe de Estado poderia ter atuado de outra forma para evitar eleições legislativas antecipadas. Na grande entrevista na RTP, Marques Mendes dá dois exemplos de medidas que o Presidente da República poderia ter tomado. A primeira seria ter chamado Luís Montenegro a Belém antes da realização do Conselho de Ministros Extraordinário.
Eu gostaria de ter visto o presidente da República, antes desse Conselho de Ministros Extraordinário e antes dessa declaração ao país, a chamar o primeiro-ministro a Belém, a perguntar exatamente o que tencionava fazer e a acrescentar-lhe o seguinte: "Faça o que entender, mas há aqui uma linha vermelha. Não pode haver eleições". Eu tinha gostado que isso acontecesse. Por que eu acho que poderia ter resultado? Um presidente da República tem uma legitimidade muito forte. É eleito pelo país, é eleito pelos portugueses, não é eleito na Assembleia da República. E há momentos em que esta forte legitimidade tem que ser invocada.
Marques Mendes considera ainda que o Presidente da República deveria ter convocado o Conselho de Estado antes do debate da moção de confiança e explica o porquê.
A prática dos últimos anos tem dito o seguinte: os Conselhos de Estado, embora não seja a sua função primordial, quando está em causa a estabilidade, exercem um poder muito forte sobre os dirigentes políticos do governo e da oposição. E esse efeito positivo, eu esperaria de um Conselho de Estado feito não depois da crise, mas durante ou no início da crise.
Quanto ao futuro político do país, o candidato presidencial considera que nos próximos tempos Portugal vai continuar a ter parlamentos muito fragmentados e governos minoritários. Por isso, defende que o próximo chefe de Estado deve tentar fazer um acordo de estabilidade entre os dois maiores partidos, um entendimento que envolva PS e PSD em três compromissos. Já quanto ao caso da empresa familiar do primeiro-ministro, o candidato presidencial considera que Luís Montenegro cometeu uma imprudência. Devia ter se afastado da Spin Livra assim que tomou posse como chefe do governo. E falamos agora precisamente da empresa do primeiro-ministro. Os pareceres e e-mails internos da Spin Livra, a que o Observador teve acesso, provam a prestação de serviços. O Observador teve acesso a mais de mil páginas de documentação interna da Spin Livra, produzidas entre 2022 e fevereiro deste ano. Nesta documentação, constam os serviços de consultadoria prestados à empresa Joaquim Barros Rodrigues e Filhos, que atua na área do comércio de combustíveis. De acordo com os juristas contactados pelo Observador, os documentos provam a prestação de serviços por parte da Spin Livra com os clientes, os cinco clientes permanentes da empresa. Os especialistas consultados indicam também que os valores cobrados pela empresa do primeiro-ministro não destoam dos preços praticados no mercado. Este artigo está a esta hora em manchete no site do Observador, onde pode ler com mais detalhe. O líder da Iniciativa Liberal não exclui a hipótese do entendimento governativo com a AD nas próximas eleições legislativas. Ainda assim, Rui Rocha sublinha que não passa cheques em branco a ninguém. Esta noite, em entrevista à RTP, o líder da IL admite que não vê uma maior proximidade à coligação liderada por Montenegro. Sublinha que existem várias divergências programáticas, mas, ainda assim, não rejeita essa hipótese.
Eu diria o seguinte: a Iniciativa Liberal é um partido responsável. Nós estamos no momento do sistema político em que, de fato, as questões da governabilidade são muito importantes. Eu não creio que nós possamos entrar numa dinâmica sucessiva de eleições. Não creio que os portugueses desejem isso. Estão feitos estudos. É evidente que isso atrasa o país ainda mais e precisamos de acelerar o país. Mas, por outro lado, somos também um partido, para além de responsável, que não passa cheques em branco a ninguém. Portanto, quando chegar o momento, nós vamos ter que avaliar duas coisas, fundamentalmente: as questões programáticas, como é que se vê o país, que decisões, que medidas, que visão existe para o país, e as condições de credibilidade para exercer e para desenvolver essas medidas.
Rui Rocha sublinha que os liberais não passam cheques em branco a nenhum partido e, por isso, a governação conjunta é ainda um assunto em aberto. Já de olhos postos nas eleições legislativas antecipadas, o líder da Iniciativa Liberal está confiante no crescimento do partido. No desporto, a seleção portuguesa entra esta quinta-feira em campo na Dinamarca. Na conferência de imprensa de antevisão à partida, o selecionador de Portugal, Roberto Martínez, espera levar um bom resultado para o segundo jogo da eliminatória. O treinador da equipa das Quinas deixa elogios ao treinador da Dinamarca.
Gosto muito das ideias do selecionador. Só fez dois jogos, mas conheço muito bem o seu trabalho durante o período no Anderlecht e também o que ele fez no projeto do Brentford. É um selecionador que gosta das suas equipas numa pressão alta, de tomar riscos, de jogar olhos nos olhos. E fizeram isso contra a Espanha. Então nós precisamos de estar ao melhor nível amanhã. É a primeira parte, certamente, mas precisamos de estar ao maior nível.
Já Vitinha confessa que está em boas condições para ser titular esta quinta-feira.
É sempre bom estar bem individualmente, é sempre bom estar a fazer um bom trabalho e ser reconhecido por isso. Acho que qualquer jogador gosta e quer. E como disse, espero transportar isso para a seleção. Espero ajudar a equipa amanhã, precisamente a ter uma vitória.
Esta partida é a contar para os quartos de final da Liga das Nações. O Dinamarca-Portugal vai contar com relato e análise, como sempre, aqui em direto na Rádio Observador. A edição 2027 da Volta à França vai partir de Edimburgo. A revelação foi feita esta quarta-feira pela organização da prova, que revela ainda que as três primeiras etapas vão partir da Escócia, Inglaterra e País de Gales. Esta será a quinta partida da Volta à França em solo estrangeiro nos últimos seis anos. Pedro Lamy está de regresso à Fórmula Um, primeiro piloto português a pontuar na competição principal de automobilismo. Vai ser um dos comissários no Grande Prêmio de Xangai, já este fim de semana. O antigo automobilista de 52 anos está na Federação Internacional do Automóvel como comissário desde 2022 e prepara-se agora para voltar a ter um papel importante na Fórmula Um. É a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. Voltamos a atualizar a informação à 01h30 da manhã. Até já.