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Uma hora. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite. Uma da manhã, é tempo de atualizar a informação. Um professor de dança foi despedido da Academia Contemporânea de Espectáculo de Famalicão depois de alegados casos de assédio e é alvo de mais denúncias noutras três escolas. As alegações de assédio foram feitas por dezenas de ex-alunas, incluindo situações de quando ainda eram menores de idade. Segundo relatos recolhidos pelo Observador, o docente enviava mensagens persistentes e consideradas desconfortáveis através das redes sociais, com comentários de teor pessoal e emocional. Muitos destes contactos mantinham-se mesmo sem resposta das jovens, o que obrigou muitas delas a bloquear o professor por sentirem receio ou desconforto. Esta é uma notícia assinada pela jornalista Joana Moreira, que a esta hora faz manchete e que pode ler com mais detalhe no site do Observador. Olhamos para outro tema, as chamas aproximaram-se das habitações no incêndio em Ponte da Barca, em Viana do Castelo. Segundo declarações da Proteção Civil esta noite ao Observador, as casas na linha de fogo tiveram de ser protegidas por vários meios. O fogo está a ser combatido nesta altura por cerca de 230 operacionais, apoiados por 79 viaturas, agora já sem a ajuda de meios aéreos. Já segundo a Agência Lusa, que cita a fonte oficial do Comando Nacional de Proteção Civil, há também registro de um bombeiro com ferimentos ligeiros. Mudamos de tema. A greve na Mendes e provocou este domingo o cancelamento de 36 voos no aeroporto de Lisboa, 22 partidas e 14 chegadas, um número avançado por Carlos Araújo, dirigente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins. A greve em curso, convocada pelo SIMA e pelo Sindicato dos Transportes, começou à meia-noite de sexta-feira e vai prolongar-se até à meia-noite desta segunda-feira. Trata-se da primeira de cinco greves de quatro dias marcadas para os fins de semana até ao início de setembro. O sindicato está a apelar à participação dos trabalhadores numa concentração esta segunda-feira, às 10h00, no edifício 70 do Aeroporto Internacional Humberto Delgado. Vamos agora à política. O presidente da República garante que ainda não leu a Lei da Nacionalidade. O chefe de Estado alerta ainda para as dúvidas sobre a Lei de Estrangeiros, que o levaram a pedir a fiscalização preventiva do diploma ao Tribunal Constitucional. Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas à margem da cerimónia de encerramento do Festival Internacional de Música de Marvão, no distrito do Portalegre. Questionado pelo jornalista sobre dúvidas que tinha em relação à Lei de Estrangeiros, o presidente da República deu esta explicação.

Correspondem às dúvidas que foram levantadas por várias entidades e, portanto, é bom que haja certeza de direito. O Tribunal Constitucional, mais vale prevenir do que remediar, olhará e dirá: justifica-se, não justifica, e fica definida a certeza do direito, porque no nosso sistema, de outra maneira, o que acontece é que havendo dúvidas, qualquer tribunal pode a qualquer momento suscitar essa dúvida e depois sobe ao Tribunal Constitucional. E aí é já muito mais tarde e com eventuais divergências que o tribunal se pronuncia.

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o envio para o Tribunal Constitucional da Lei de Estrangeiros. Já sobre a Lei da Nacionalidade, o presidente da República diz que ainda não leu.

Ainda não li a Lei da Nacionalidade. Em princípio, como sabe, ela vai ser votada em setembro e, portanto, seguirei o mesmo sistema, que é depois de votada e chegada a Belém, eu naturalmente examino se há algum problema de constitucionalidade ou se há algum problema político e se for caso disso, acho, senão promulgarei.

Em relação a serviços de saúde encerrados neste fim de semana, o presidente da República não quis comentar e apenas sublinhou que está a acompanhar o que se passa em relação a esta matéria. Na atualidade internacional, pelo menos três pessoas morreram na sequência do descarrilamento de um comboio regional na Alemanha, perto da fronteira com França. O acidente ocorreu no sudoeste do país, perto da cidade de Biberach. Segundo o jornal Bild, estavam 100 pessoas a bordo deste comboio. A imprensa regional aponta para mais de 30 feridos, três estão em estado grave. Os Estados Unidos e a União Europeia chegaram a um acordo comercial para tarifas de 15% sobre os produtos europeus. A decisão foi anunciada depois de uma reunião entre Donald Trump e Ursula von der Leyen, na Escócia. A nova taxa que vai ser aplicada aos produtos europeus é metade da taxa de 30% que o presidente norte-americano tinha ameaçado impor já a partir do próximo dia 1 de agosto. No final do encontro, os dois líderes falaram aos jornalistas. Donald Trump vê este acordo como uma parceria entre a Europa e os Estados Unidos.

Acho que ambos queríamos fazer um acordo. Disse uma coisa muito importante: vai aproximar-nos. Acho que este acordo nos vai aproximar. É uma parceria, em certo sentido. É um ponto muito importante.

Já a von der Leyen fala em duras negociações, mas que vão reequilibrar as relações comerciais.

Vai trazer previsibilidade, que é muito importante para as nossas empresas dos dois lados do Atlântico. Será uma tarifa de 15% sobre todos os produtos, tudo incluído. Investimentos, como o senhor presidente disse, irão para os Estados Unidos e as compras que faremos. Basicamente, o mercado europeu está aberto, 450 milhões de pessoas. Portanto, é um bom acordo. É um acordo enorme, com negociações duras. Eu já sabia quando vim e foi realmente muito duro, mas chegamos a uma boa conclusão para os dois lados.

São as declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Na análise, Bruno Cardoso Reis diz que se trata de um mau acordo para a Europa.

É objetivamente um mau acordo. A Europa fica a pagar tarifas muito mais altas do que os Estados Unidos, compromete-se com uma série de compras de investimentos nos Estados Unidos sem nenhuma contrapartida. Portanto, é tudo menos o tal acordo recíproco que Donald Trump tanto fala. Só é explicável porque os líderes europeus, aparentemente, acham que a Europa não é capaz de mais ou eles não são capazes.

O historiador Bruno Cardoso Reis diz que a taxa de 15% acordada não vai fazer subir a inflação na Europa e explica por quê.

Esse parece ser outro argumento que é usado, que é: "Não podemos retaliar, não podemos avançar com tarifas contra os Estados Unidos como forma de pressionar e de ganhar peso poder negocial, porque isso vai trazer inflação para os países europeus". Bem, por essa via, realmente não vai haver inflação. Como nós vamos manter, aparentemente, as tarifas que já existiam com os Estados Unidos, não vai haver mais inflação na Europa, a não ser que seja importada dos produtos americanos.

A opinião do historiador Bruno Cardoso Reis sobre o acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, que estabeleceu a aplicação de taxas alfandegárias de 15% aos produtos europeus. E em reação a estas tarifas, José Luís Carneiro diz que o acordo comercial não é o ideal. Ainda assim, admite que a fixação de tarifas aduaneiras de 15% sobre os produtos europeus que entrem nos Estados Unidos traduz o acordo possível.

Não é um acordo ideal, é o acordo possível. Os 15% são menos que os 25% que estão a cobrar e não é pior que aquilo que o Japão obteve. É melhor que aquilo que o Canadá tem. É claro que o Reino Unido tem um acordo que é melhor, mas não tem excedente comercial. O mais importante é estabilizar as expectativas e acabar com a incerteza. Impor tarifas só aumentaria o custo dos produtos no nosso mercado. Contudo, do meu ponto de vista, o governo português tem o dever de o mais rapidamente possível procurar estimar os impactos destas tarifas no conjunto dos setores portugueses que mais exportam para os Estados Unidos.

Em declarações à Agência Lusa, José Luís Carneiro diz ainda que por cá é preciso que o governo faça uma avaliação extensa dos impactos das tarifas na economia portuguesa.

É importante estabilizar, realizar uma avaliação tão extensa quanto possível sobre os impactos dessas tarifas na nossa economia e também é muito importante estimar aquilo que podem ser os impactos das tarifas no quadro da economia europeia, porque sendo que nós vendemos mais de 70% dos nossos bens para a União Europeia, é muito importante estimar os impactos que as tarifas têm em toda a economia europeia, porque indiretamente terá também impactos nocivos na nossa economia nacional.

São declarações do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que esteve este domingo em Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, para a apresentação da candidatura de Nuno Ferreira às eleições autárquicas. Há ainda tempo para falar de desporto. No futebol, o Porto venceu os neerlandeses do Twente por 2 x 1. No regresso ao Estádio do Dragão, foi o primeiro teste de pré-época aberto ao público e a primeira vez que os adeptos puderam ver em ação vários dos novos reforços, assim como o próprio técnico italiano Francesco Farioli, em estreia no comando do clube azul e branco. Inglaterra renovou o título de campeã europeia de futebol feminino depois de vencer a Espanha por 3 x 1, já nos penáltis, um jogo que decorreu no Estádio St. Jakob-Park, em Basileia. As inglesas revalidaram o título europeu e conquistaram o segundo Euro seguido, depois de já terem vencido o mesmo em 2022. E a fechar, Tadej Pogačar venceu a Volta à França em bicicleta. O ciclista esloveno iguala os quatro títulos do britânico Chris Froome e fica apenas a um dos recordes históricos de cinco triunfos na prova. Pogačar, de apenas 26 anos, reforça-se assim entre os grandes nomes do ciclismo internacional. Terminou este domingo a prova em quarto lugar. A última etapa da Volta à França em bicicleta ligou Montlhéry aos Campos Elísios com 132 km e uma passagem inédita por Montmartre e foi vencida pelo belga Van Aert, que cortou a meta isolado. O noticiário fica por aqui, mas a informação regressa daqui a pouco, à 13h30, com a síntese.