Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Uma hora . As notícias com João Costa Campos.

Boa noite. Começamos com o debate para as eleições presidenciais entre João Cotrim de Figueiredo e António Filipe. Em destaque esteve o papel do Estado, da saúde, com o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal a dizer que o SNS funciona mal. Cotrim de Figueiredo diz que este é o período da história em que mais cresceram os privados. Para isso contribuiu, diz, o mau funcionamento do atual Serviço Nacional de Saúde, um problema que, de acordo com o candidato, só se resolve ao alinhar os interesses de todos.

É o período da história da existência do SNS em que mais cresceram os privados na saúde. Quando o SNS funciona mal, são os privados que mais ganham. Portanto, eu digo que é irresponsável não atacar este problema na base. E seja qual for a solução, eu, enquanto presidente da República, uma coisa perguntaria mil vezes: estamos a criar um sistema que alinha os interesses dos doentes com os interesses dos profissionais de saúde, com os interesses dos prestadores de saúde, hospitais e clínicas, laboratórios e centros de saúde, alinha ou não? Porque enquanto isso não acontecer, os problemas que temos estado a verificar, infelizmente, dia após dia, vão continuar a aparecer.

A saúde marcou mesmo uma batalha ideológica entre os dois candidatos. António Filipe salienta os problemas no setor da saúde, diz que é resultado de políticas neoliberais dos últimos anos. O candidato apoiado pelo PCP defende um investimento claro do governo no Serviço Nacional de Saúde.

É preciso que haja um investimento claro por parte do Estado naquilo que é o seu dever, que é fortalecer o SNS, dando condições aos profissionais de saúde para que trabalhem no Serviço Nacional de Saúde e que os portugueses tenham uma garantia de que, independentemente da sua capacidade económica, tenham um apoio garantido no acesso à saúde. Porque o que se passa hoje é que as pessoas veem-se obrigadas a ter seguros de saúde, mas depois se o plafond do seguro é atingido no hospital privado, lá vão para o SNS. Eu creio que temos que afastar estas políticas neoliberais na área da saúde.

Mas onde é que está neoliberais?

Ainda neste debate, esteve em destaque a reforma laboral. António Filipe foi o primeiro a falar sobre o tema, para dizer que o pacote proposto pelo governo está a transformar serviços mínimos em máximos na greve. O comunista defende a paralisação convocada para o próximo mês.

Nenhum trabalhador faz greve por desporto ou com grande alegria. Os trabalhadores quando fazem greve é porque sentem que os seus direitos estão ameaçados e têm que os defender. A greve é uma legítima defesa dos trabalhadores. Ninguém recebe o salário mínimo porque quer e se conseguisse arranjar um emprego onde lhe pagassem melhor, certamente que o aceitaria. Não aceita porque não há. Ou seja, porque, de facto, estamos com a política de baixos salários. Toda a gente defende a existência de serviços mínimos, os trabalhadores são os primeiros a assegurá-los.

Mas isso é uma das alterações deste pacote laboral.

São os primeiros a assegurá-los.

Portanto, há alguma coisa nestas 100 medidas.

O que o pacote laboral quer é transformar os serviços mínimos em serviços máximos para eliminar qualquer efeito das greves.

Do outro lado, João Cotrim de Figueiredo acusa a CGTP de alinhar-se com o Partido Comunista Português. Confessa ainda que não está de acordo com alguns pontos do anteprojeto do executivo de Luís Montenegro.

Tem sido prática da CGTP alinhar-se sistematicamente com as posições do PCP. Isso é conhecido, não estou a dizer novidades nenhumas para ninguém, mas isso para mim não retira a legitimidade da greve. Retira a respeitabilidade com que se olha para a decisão. As questões do código laboral que vão, na minha opinião, contra o que devia ser uma política de natalidade, os períodos de amamentação das mães que hoje estão a fazer, a recusa de trabalho noturno ou fim de semana das pessoas que têm filhos com idade inferior a 12 anos, tudo isso é excessivo, porque é um contrassenso. Quer dizer, parece que o Estado não sabe que aqui há um problema de natalidade e estamos a fazer este tipo de soluções. Portanto, há coisas nesta lei que eu não estou de acordo. Quando eu digo que promulgava, é neste sentido abstrato.

Alguns dos destaques deste que foi o décimo debate de 28. O próximo é já amanhã, às 21h, frente a frente na RTP, vão estar o candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, e o candidato apoiado pelo Livre, Jorge Pinto. O secretário de Estado das Comunidades revela que o governo não recebeu qualquer pedido de ajuda vindo da Venezuela. Emídio de Sousa dá conta de um ambiente de tranquilidade no país. Um domingo normal, é mesmo o que diz o secretário de Estado, que descreve o momento na Venezuela como, para já, de tranquilidade, depois de Donald Trump ter pedido que se considere totalmente encerrado o espaço aéreo em torno da Venezuela. Em entrevista à CNN Portugal, Emídio de Sousa garante que tem contacto com várias pessoas no país e até agora tudo calmo junto da comunidade portuguesa.

As pessoas estão extremamente tranquilas. Há uma vida perfeitamente normal dentro das pessoas e das comunidades. Não há uma preocupação com a situação que se vive até mais do exterior. E o que as pessoas com quem eu conversei, tenho muitos amigos na Venezuela, já de experiências anteriores, é que as pessoas estão calmas. Há uma relativa preocupação relativamente ao cancelamento dos voos por parte da TAP, mas a vida decorre normalmente. As pessoas hoje, que é domingo, foram à missa, conviveram, fizeram a sua vida normal.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, à CNN Portugal, diz ainda que é difícil prever quando será retomada a normalidade na Venezuela. Entretanto, o governo de Nicolás Maduro acusou hoje o governo norte-americano de estar a tentar apoderar-se das reservas petrolíferas do país e de utilizar as alegações de narcotráfico como pretexto para esse mesmo fim. É um escalar de tensões que não vê fim à vista. Os Estados Unidos ofereceram ao presidente Nicolás Maduro a opção de ir para a Rússia ou para outro país. Uma informação revelada pelo senador norte-americano Marco Rubio do Partido Republicano. Em declarações à CNN, Rubio diz que foi dada a possibilidade de fugir da Venezuela ao atual líder Nicolás Maduro. O republicano lembrou ainda a eleição presidencial do ano passado, num ato eleitoral que desencadeou protestos no país, que foram fortemente reprimidos e levaram a centenas de detenções. Rubio diz que o povo venezuelano manifestou aí a vontade de ter um novo líder. No desporto, o Futebol Clube do Porto venceu esta noite o Estoril no Dragão por 1 x 0 e segue na liderança isolada do campeonato. Triunfo suado da equipa de Francesco Farioli. Os Dragões até se adiantaram no marcador bastante cedo, aos oito minutos, William Gomes aproveitou um erro na construção da equipa estorilista e atirou a contar. Foi o único gol da partida. No final do jogo, Farioli enalteceu o triunfo portista, mas não esqueceu a réplica adversária. O italiano deixou elogios ao Estoril.

Acho que, honestamente, o Estoril foi uma das melhores equipas a jogar aqui, quer pela organização, quer pelas qualidades individuais. O jogo não foi fácil, mas acho que faz parte do caminho. Acho que tivemos oportunidades para capitalizar o resultado um pouco mais cedo, mas em geral o jogo foi exigente, como esperávamos, mas com certeza é um resultado importante que nos ajuda a avançar.

Do outro lado, Ian Castro lamentou o resultado. Ainda assim, o escocês mostrou-se satisfeito com a exibição do Estoril. Diz que não sabe jogar de outra forma.

Também na minha escolha para vir para Portugal trabalhar aqui era tentar fazer algo diferente e principalmente este foi: não vamos jogar com medo. Isso nunca vamos fazer. Infelizmente, estamos num momento em que não temos os pontos que refletem a qualidade que nós temos, a qualidade do nosso trabalho, a qualidade dos jogadores.

Os elogios de Ian Castro à exposição destemida da equipa da linha. Os azuis e brancos jogaram aos 34 pontos na tabela classificativa. Na próxima jornada, o Porto viaja até Tondela, é no próximo domingo. Antes disso, a equipa de Farioli mede forças com o Vitória para os quartos da Taça da Liga. O Sporting goleou o Estoril da Amadora por 4 x 0 e voltou a distanciar-se do rival Benfica na jornada anterior ao derby de Lisboa. Jogo de sentido único em Alvalade. Os Leões já venciam por 3 x 0 aos 25 minutos, com gols de Eduardo Quaresma, Luís Soares e Ivan Fresneda. Na segunda parte, Soares bisou e confirmou uma goleada verde e branca. Os Leões chegaram aos 31 pontos na Liga e levam nove vitórias nos últimos 10 jogos. Um momento positivo, diz Rui Borges, que ainda assim recusa classificar esta fase como a melhor da temporada.

O crescimento da equipa tem sido visível em todos os momentos do jogo. A equipa está cada vez mais bem preparada para aquilo que é a exigência, para aquilo que é a capacidade física também dos jogos, para aquilo que nós queremos, a intensidade que queremos meter nos jogos também. Por isso, é uma fase boa de confiança. Agora, essa confiança, às vezes em excesso, não é muito boa, por isso não gosto de falar dessa parte de melhor momento de confiança. Não, a equipa está acima de tudo ligada.

Do outro lado, o técnico João Nuno lamenta a entrada em falso da equipa tricolor, sobretudo na questão das bolas paradas.

Qualidade que o Sporting tem e chegamos aqui e aos 20 minutos estamos a perder com dois de três gols de bola parada e um gol do Fresneda de cabeça. Estudamos muito o adversário, não me lembro, não sei se ele alguma vez fez um gol de cabeça. Revela o que nos faltou e no momento com a bola parada, fomos muito penalizados nessa entrada e não pudemos sofrer dois gols de bola parada.

As leituras dos técnicos João Nuno, do Estrela, e Rui Borges, do Sporting, no final deste Sporting-Estrela da Amadora, 4 x 0, que marca esta noite de domingo e fica por aqui este jornal da Uma. A informação está de regresso à Rádio Observador à 13h30. Até já.