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É uma hora.
Boa noite, eu sou o Martim Madeira. Vamos ao jornal da uma da manhã. Começamos pelo mau tempo. Marcelo Rebelo de Sousa garante que o Primeiro-Ministro e o Presidente da República estão de acordo sobre o diagnóstico, as prioridades e as medidas para fazer face à passagem da tempestade da semana passada. No final de uma reunião no posto de comando de Ourém, Marcelo Rebelo de Sousa avisa que a revisão do PRR tem que ser virada para esta calamidade.
O que já estava a fazer de revisão do PRR, agora tem que ser virado para esta calamidade. Estava a ser revisto em termos de prazos de execução, agora é rever, e as instituições europeias são as primeiras a aceitar, porque o PRR nasceu precisamente de uma calamidade, que foi a Covid. Portanto, se surge, a nível de um país, uma situação de calamidade que justifica haver uma reafetação de projetos, de meios e uma revisão de prazos, tem de ser.
Marcelo Rebelo de Sousa admite que a prevenção pode ter falhado antes da passagem da tempestade, mas diz que a resposta foi melhor do que nos incêndios de 2017.
Em primeiro lugar, aprendemos que o trabalhar em equipa é fundamental. E o trabalho em equipa aqui, na resposta de conjugação de entidades, foi melhor do que há oito anos. Muito melhor. Aprendemos que era fundamental prevenir. E aqui, pode ter falhado, porque a prevenção ficou aquém do que aconteceu, mas houve uma preocupação de prevenção. E agora está a haver para quinta-feira e para sábado.
Marcelo Rebelo de Sousa explica ainda que a Proteção Civil tem que estar atenta aos próximos dias, sobretudo quinta-feira e sábado, como se pôde ouvir, devido à passagem de uma nova depressão, desta vez a depressão Leonardo. O presidente da República vai estar esta quarta-feira de visita a Pedrógão. Ainda sobre o mau tempo, a Proteção Civil dá conta de mais de 100 ocorrências. A esta hora, a chuva forte relacionada com a tempestade Leonardo já se faz sentir. No site da Proteção Civil, começam a multiplicar-se as ocorrências relacionadas com o mau tempo, como queda de árvores e inundações. Há também vários alertas para limpeza de via e sinalização de perigo. A região Centro e Lisboa e Vale do Tejo mantêm-se as zonas mais afetadas. Na região de Leiria estão no terreno cerca de 500 operacionais devido ao vento forte. Também, devido aos ventos fortes no médio Tejo, em Ourém, foram mobilizados mais de 200 operacionais e mais de 100 em Ferreira do Zêzere. Uma das zonas com inundações é Oeiras, mas o presidente da Câmara diz que são situações pontuais e normais quando chove com intensidade. Isaltino Morais está no terreno, mas desvaloriza o problema. Diz que é comum que a ribeira dela galgue com estas chuvas. O presidente da Câmara sublinha que as casas estão longe das zonas alagadas e que a única preocupação reside na Associação Desportiva de Oeiras.
Esta ribeira, não é preciso muita água, ali na zona do Jardim Municipal, transborda com frequência. É uma situação normal quando há chuva intensa. Por isso é que não é uma grande preocupação para nós, porque já estamos habituados a que transborde. Se realmente transvazar mais acima, pode provocar problemas ali na Associação Desportiva de Oeiras. Mas digamos que é o único equipamento suscetível de poder vir a sofrer alguma coisa com a cheia. Apesar de ser uma área urbana, as habitações aqui estão muito afastadas. Portanto, esse problema não se põe.
Isaltino Morais diz ainda que há mais de 200 meios no terreno atentos ao desenvolvimento do mau tempo. Entretanto, a Proteção Civil registou 26 ocorrências apenas em Oeiras, entre as 08h e as 11h da noite de terça-feira. Balanço feito pelo comandante sub-regional da Grande Lisboa à Rádio Observador. Hugo Santos admite que é possível que estejam algumas estradas cortadas por estarem alagadas, mas garante que é uma situação normal perante a precipitação que se faz sentir.
Estamos a falar de inundações na via pública, fruto da precipitação intensa que se fez sentir. Não há assim grande impacto, principalmente nas vias principais, nem autoestradas, nem na marginal, nem nada disso. Estamos a falar de sarjetas entupidas, alguma insuficiência de drenagem nos sistemas de escoamento e como não estava a dar vazão, acabou por haver alguns alagamentos de vias naqueles sítios historicamente identificados, principalmente nas zonas mais baixas.
Hugo Santos, o comandante sub-regional da Grande Lisboa, em declarações à Rádio Observador. A Ministra do Ambiente e de Energia afirma que 10 mil euros são suficientes para uma primeira fase de reconstrução das casas afetadas pelo mau tempo. No domingo, o Primeiro-Ministro anunciou que os donos das casas atingidas vão ter acesso a uma verba de até 10 mil euros. Ora, em entrevista esta terça-feira à CNN Portugal, a ministra Maria da Graça Carvalho esclarece que se trata de um valor suficiente para os estragos observados.
Os casos que nós verificamos, tanto no distrito de Leiria como em vários locais afetados, o tipo de destruição é essencialmente os tetos ou parte dos tetos e é um valor que eu penso que é razoável para esta primeira reconstrução de uma habitação. Compor as telhas, muitas vezes não é todo o telhado, às vezes é todo o telhado, mas muitas vezes é parte do telhado e, portanto, os 10 mil euros será uma boa ajuda para
Repor o telhado.
A ministra Maria da Graça Carvalho, esta terça-feira, em entrevista à CNN Portugal. Entre a terça e quarta-feira fica disponível a plataforma online para que as pessoas possam pedir os apoios à reconstrução das casas. Não é necessária documentação, basta apenas uma vistoria de comissões de coordenação e desenvolvimento regional ou das câmaras municipais. Ainda no mau tempo, a CP garante que, devido ao mau tempo, a circulação ferroviária continua suspensa nas linhas do Oeste e do Douro, entre a Régua e o Pocinho. A atualização mais recente revela ainda que a circulação dos comboios urbanos de Coimbra já foi retomada. Dar conta também que o serviço ferroviário de longo curso entre Braga e Lisboa e o Intercidades na linha da Beira Alta foram também retomados esta terça-feira, depois de terem estado suspensos na sequência do mau tempo. Passamos às presidenciais. António José Seguro continua à frente nas sondagens, mas a distância de André Ventura começa a ser menor. É o que indica a mais recente sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica para o jornal Público, RTP e Antena 1. António José Seguro conta com 67% das intenções de voto. Já André Ventura aparece com 33%. António José Seguro já reagiu a esta sondagem e deixa um apelo ao voto. Diz o candidato presidencial que, apesar de as sondagens serem positivas, o resultado da eleição está longe de ser decidido.
Esse é que é o meu receio, é que as pessoas pensem dessa forma e que digam: "bem, o meu voto não faz a diferença." Não é verdade. Faz toda a diferença. E por isso eu apelo a cada portuguesa e a cada português que no próximo domingo vão votar. É importante que fique claro que o país vai escolher um candidato, um presidente da República, o próximo presidente da República, mas também um caminho, um caminho de moderação, um caminho de diálogo. Eu venho para mudar, mas preciso do voto de cada português. É a isso que eu apelo. É melhor votarem no domingo do que ter dissabores na segunda-feira.
O apelo de António José Seguro, em declarações esta terça-feira à RTP, em Lisboa. Um grupo de reitores está ao lado de António José Seguro na corrida a Belém por dar um papel essencial ao conhecimento. A declaração de apoio é intitulada "Defender a Democracia, Valorizar o Conhecimento". É subscrita por antigos e atuais reitores de universidades portuguesas. Entre os apoiantes de Seguro está Maria de Lourdes Rodrigues, atual reitora do ISCTE, que explicou à Rádio Observador o porquê de decidir assinar este manifesto.
Há um movimento, uma dinâmica de apoio à candidatura de António José Seguro, que ao fim e ao cabo também tem um símbolo de defesa dos valores da academia, de defesa dos valores da investigação, num momento que é um momento muito importante, em que aquilo que podemos estar a decidir com esta eleição é, de facto, a defesa da democracia, a defesa dos valores do humanismo, dos valores da academia, do pluralismo, da universalidade.
Já em relação ao opositor de Seguro, a reitora do ISCTE diz que não faz sentido que André Ventura se apresente como um candidato antissistema.
Faz parte como ninguém, é deputado, tem um grupo parlamentar de grande dimensão e, portanto, ele integra o sistema, ele faz parte do sistema e, portanto, não se consegue compreender quando anuncia uma candidatura para destruir o sistema, o sistema democrático. São as declarações que faz, além do estilo, se nos ativermos apenas ao conteúdo, faz a defesa de valores que são os valores contrários àquilo que defendemos na academia.
A reitora do ISCTE, entrevistada pela Rádio Observador, Maria de Lourdes Rodrigues, é uma das subscritoras do manifesto que critica André Ventura e apoia António José Seguro, uma declaração assinada por vários reitores e antigos reitores de universidades portuguesas. Passamos a notícias no âmbito internacional. Bill e Hillary Clinton vão depor no Congresso sobre o caso Epstein. O ex-presidente e a mulher chegaram a acordo para testemunhar ainda este mês perante uma comissão do Congresso que investiga o caso Epstein, neste caso, uma comissão democrata. Segundo a Associated Press, Hillary Clinton prestará o depoimento a 26 de fevereiro. Já Bill Clinton fala um dia depois, nesta que será a primeira vez que os congressistas forçam um ex-presidente a depor. Ponto final neste jornal da 1 hora. As notícias voltam à Rádio Observador à 13h30 com a síntese de notícias. Até já.