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É uma hora.

Boa noite, eu sou o Martim Madeira. Vamos ao jornal da uma da manhã. Começamos com os efeitos do mau tempo. As zonas ribeirinhas estão sob alerta. A Metro de Lisboa adotou medidas de proteção das infraestruturas e dos comboios nas estações do Terreiro do Paço e do Cais do Sodré. As duas estações fazem parte das linhas azul e verde. As medidas preventivas podem criar constrangimentos na circulação de sexta-feira de manhã. A decisão foi tomada perante os alertas da Proteção Civil, que apontam para uma noite complicada em termos de aumento do caudal do Tejo e da possibilidade de inundação das zonas ribeirinhas. É o esclarecimento do diretor de comunicação da Metropolitana de Lisboa, Nuno Soares, à Agência Lusa, mas Nuno Soares admite a possibilidade de haver atraso na abertura das duas linhas. Entretanto, na outra margem do Tejo, a autarquia do Seixal ativou o plano municipal de emergência, numa altura em que a bacia do Tejo está sob alerta vermelho. Já o Conselho de Almada decretou a situação de alerta até ao dia 13. Pode ser renovada se for pertinente. É o que adianta a autarquia, que estabelece que foram identificadas situações de instabilidade em encostas e taludes, bem como edifícios e outras construções em situação de risco, com potencial ameaça à segurança de pessoas e bens. A Proteção Civil avisa que esta madrugada há um conjunto alargado de municípios que pode ser afetado pelas cheias. As condições climatéricas vão agravar-se nas próximas horas. O comandante nacional Mário Silvestre sublinha que os rios estão a transbordar e garante que já não são só zonas ribeirinhas que estão em risco. A Proteção Civil ativou ainda sete planos distritais: Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Leiria, Lisboa, Beja e Setúbal, e mais de 80 planos municipais. A Iniciativa Liberal pede a demissão da ministra da Administração Interna. O partido, liderado por Mariana Leitão, acusa Maria Lúcia Amaral de estar em completo desnorte. Em causa está a gestão da crise relacionada com o mau tempo.

A ministra da Administração Interna não falou um momento que fosse, a não ser na sexta-feira. Ela estava em parte incerta. Ninguém sabia muito bem onde é que a senhora estava. Aparecia nas fotografias na Proteção Civil, mais nada. Ela própria depois veio dizer que estava a fazer trabalho invisível. Portanto, a Ministra da Administração Interna o que revelou foi uma completa ausência de capacidade de comunicação, de liderança. Muito pelo contrário, todos assistimos, e o jornal também viu as imagens da ida da senhora ministra a Leiria, que mostrou um completo desnorte e uma incapacidade total. Portanto, eu tenho sérias dúvidas que a senhora ministra da Administração Interna tenha quaisquer condições de continuar no cargo.

Mariana Leitão, em entrevista ao "Now", nesta quinta-feira, falhou o aviso da Proteção Civil, pecou por déficit de alarmismo, quando já se sabia que estavam previstos ventos de 170 km/h na semana passada. São essas as declarações de Mariana Leitão. O Presidente da República diz que não há condições para que seja alterado o dia de votação nas eleições presidenciais, até porque os instrumentos legais não o permitem, mas não só. Marcelo Rebelo de Sousa elenca um conjunto de razões para que isso não aconteça.

A ministra-

Não vejo como seja possível votar uma lei a um dia do fim da campanha eleitoral. Não vejo como seja possível declarar o estado de emergência, que exigiria a participação da Assembleia da República e a sua concordância, que aparentemente não existe da parte da maioria dos partidos, mais a intervenção do governo, que também não concorda. E, por outro lado, o presidente, que sobre essa matéria, tem uma doutrina firmada há cinco anos, foi a de que a lei da emergência diz que não devem ser tocados os direitos cívicos fundamentais no seu exercício. E o direito de voto é um direito cívico fundamental.

Quanto à forma como o governo enaltece a própria resposta à crise em dias de tempestade, Marcelo relativiza, diz que geralmente os governos tendem a enaltecer o que fizeram de positivo. O presidente da República, em declarações em Lisboa, promete ainda continuar a ir ao terreno nos locais mais afetados pelo mau tempo. O governo decidiu prolongar o estado de calamidade por mais uma semana. Fica em vigor até dia 15. Em causa, os danos causados pelas sucessivas tempestades que têm afetado os 60 conselhos abrangidos. Uma decisão anunciada esta quinta-feira por o primeiro-ministro.

O governo decidiu prolongar a situação de calamidade até o próximo dia 15 de fevereiro, porque sabemos que ainda teremos uma situação difícil, que vai prolongar as condições que justificaram precisamente esta situação de calamidade. Ao mesmo tempo, demos orientações para que, para além da prontidão em que se encontram todos os serviços de proteção civil e aqueles que com este colaboram, fosse decretada a situação de contingência nas zonas com risco maior em termos de inundações.

Luís Montenegro revela ainda um diploma aprovado em Conselho de Ministros que retira a burocracia referente à reconstrução das casas e empresas afetadas. Diz que é um voto de confiança nas entidades locais.

Estamos a falar nas obras de reparação urgente, nas obras de reconstrução ao longo dos próximos meses, em todas as regiões afetadas, deixar de haver controle administrativo prévio. O Estado vai exprimir toda a sua confiança nas autarquias do Estado, administração central, nas pessoas

E nas empresas

E para prevenir a especulação de preços no setor de construção, o primeiro-ministro quer colocar a ASAE no terreno em ações de fiscalização. O primeiro-ministro falou ainda sobre o adiamento ou não das presidenciais do próximo domingo. Luís Montenegro considera que na esmagadora maioria do país há condições para ir às urnas. O governo acredita que, na grande maioria, os casos são superáveis, garante que todas as secções de voto podem funcionar em segurança. O plenário da Comissão Nacional de Eleições esteve reunido esta quinta-feira. Conclui que nada na lei eleitoral respalda essa possibilidade de adiamento de ida às urnas em todo o território. O que é possível fazer é alterar os locais de voto onde se justifique e os conselhos em estado de calamidade podem, esses sim, decidir adiar as eleições deste domingo, dia 8, para o seguinte dia 15. Há vários conselhos que já o fizeram. António José Seguro promete começar as presidenciais abertas do mandato na região Centro, se for eleito chefe de Estado. Numa noite marcada pela presidência de várias figuras socialistas no Fórum Lisboa, o candidato elogiou as medidas anunciadas esta quinta-feira pelo primeiro-ministro para as regiões mais afetadas pela Depressão Christine e pela Tempestade Leonardo. Seguro dramatiza o apelo ao voto e pede a rejeição de André Ventura em mais um comício fortemente centrado no mau tempo. Vasco Maldonado Correia.

Ainda com o mau tempo a marcar a agenda, Seguro elogia as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, mas já com uma exigência.

Se o Estado reconheceu que precisa de medidas extraordinárias para acudir numa situação de emergência, então significa que essas medidas extraordinárias terão que, no futuro, passar a medidas ordinárias para garantir que esse apoio às empresas e às famílias chegue a tempo e horas.

E aproveita para anunciar onde vai começar a trabalhar se for eleito presidente.

E a primeira presidência aberta que farei é precisamente na zona Centro, estando durante o tempo que for necessário nas zonas e nos territórios que foram devastados por esta tempestade.

No dia em que Ventura pediu o adiamento das eleições, Seguro subiu ao palco no Fórum Lisboa para acusar o adversário de querer enganar os portugueses.

E também já se aperceberam desta pequena manobra, que é ver se vai pouca gente a votar.

O socialista não quer os eleitores a cair na rasteira e recupera uma das máximas da campanha.

Quanto mais votos tiver o próximo presidente da República, mais força eleitoral ele tem para exigir ao governo aquilo que é necessário em matéria de soluções para melhorar a vida dos portugueses.

Pede que a decisão no domingo é fácil de fazer, diz que a rejeição de Ventura é uma questão racional.

Eu não acredito que um português que pense bem, que pense racionalmente, olhe para esta situação e não a retire das suas opções.

Em Lisboa, Seguro contou com o mandatário distrital e antigo ministro de António Guterres, Guilherme de Oliveira Martins.

O nosso principal inimigo é a abstenção.

E com a bênção da atriz Beatriz Batarda.

Disse que não era candidato da esquerda, mas o que se calhar ainda não sabia quando disse isso, é que é o candidato da democracia.

Comício animado na noite em que mais figuras do PS se juntaram à campanha de António José Seguro. No Fórum Lisboa apareceram nomes como Alexandra Leitão, Duarte Cordeiro, Maria de Belém e João Soares.

Vasco Maldonado Correia. A seguir a campanha de António José Seguro, o candidato termina esta sexta-feira a campanha oficial com três iniciativas no distrito do Porto. Passamos ao futebol. O Sporting venceu o AVS por 3 x 2, já no prolongamento em Alvalade, a contar para os quartos-final da Taça de Portugal. Os gols dos Leões foram marcados por Luís Guilherme, aos 29, um autogol também de Paulo Vítor aos 49 minutos, e Geny Catamo, que carimbou a vitória aos 117 minutos. O AVS teve duas grandes penalidades convertidas, uma por Pedro Lima aos 63 e outra por Nenê, já aos 90 mais dois, nos descontos da segunda parte, o que levou o jogo para prolongamento. O jogo esteve ainda marcado pela lesão grave de um jogador do AVS que aparentou ter partido a perna. Em declarações à Sport TV, na Flash Interview, o treinador do AVS elogia os 90 minutos da equipa, mas lamenta a lesão do jogador do AVS, Antoine.

Tudo positivo para nós. E quando eu digo tudo positivo, obviamente nós queríamos passar à eliminatória e não conseguimos, mas sobretudo porque fizemos 90 minutos fantásticos, tirando o infortúnio que aconteceu com o Antoine, saímos daqui com a cabeça levantada e a acreditar muito que estamos no caminho certo e que a vitória, que não consegue atingi-la, vai acontecer naturalmente, porque com este espírito que eles tiveram hoje, com esta atitude competitiva, com esta competência, naturalmente ela vai acontecer.

Já o treinador dos Leões, Rui Borges, dá mérito ao adversário, mas admite que houve ansiedade por parte da equipa do Sporting, apesar da vitória.

Acima de tudo, está a ser um jogo competente. O AVS a jogar sempre em transição, contra-ataque. Nós sabíamos disso. Aqui ou ali estamos um pouco expostos demais. Não estamos muito preparados para aquilo que era transição, mas de qualquer das formas fomos sempre conseguindo anular. Uma segunda parte onde depois do 2 x 0, não sei se a malta acabou por desligar um bocadinho, o que é certo é que o AVS também chega ao empate com dois lances um pouco fortuitos, dois lances de grande penalidade. Mérito deles também, no sentido de acreditar, de ir em busca do empate. Também muitos passes falhados, não sei, muito precipitados, muita ansiedade. Eles vão nos errar muito. Faz parte, há jogos assim, acima de tudo, ganhamos, que é esse o objetivo.

Os Leões estão agora nas meias-finais da Taça de Portugal, onde vão defrontar o Futebol Clube do Porto. Mas antes dessa partida, Dragões e Leões encontram-se esta segunda-feira às 20h45 no Estádio do Dragão, para um jogo que pode ser decisivo no campeonato e que pode acompanhar com relato e análise aqui na Rádio Observador. Ponto final neste jornal da 1:00 a.m. A informação regressa à Rádio Observador à 1h30 com a síntese de notícias. Até já.