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Uma hora. As notícias com Beatriz Félix.
Boa noite. Vamos às notícias na Rádio Observador e começamos com o artigo que a esta hora faz manchete no site do Observador. Três anos depois do despedimento da TAP, a ex-CEO da companhia aérea ainda está à espera que o caso seja encerrado. Christine Ourmières Widener diz ter sido usada como escudo político e bode expiatório pelo governo de António Costa. Numa entrevista ao Observador, a ex-CEO da transportadora aérea insiste que o atual governo só pode pensar na privatização da TAP por causa do trabalho que fez à frente da empresa e queixa-se, por isso, de injustiça.
Vejo-me como um bode expiatório ou escudo político numa situação que nada teve a ver com a minha performance. Entreguei os melhores resultados da história da empresa. Fizemos coisas muito difíceis durante o meu mandato na TAP, mudanças e transformações que eram pré-requisito para qualquer privatização que hoje é possível. Isso só foi possível porque fizemos coisas difíceis, como a resolução da situação da Green Force e da manutenção no Brasil, dois dossiês prioritários para o governo antes de qualquer privatização.
A ex-CEO da TAP pede uma indenização de quase € 6 milhões por um despedimento que diz ser ilícito. Christine Widener admite chegar a acordo com a TAP e garante que apenas se limitou a cumprir as indicações do executivo de António Costa.
Nunca houve qualquer dúvida de que estávamos a fazer o trabalho e a cumprir o que o governo nos tinha pedido. Não nos desviamos, em momento algum, do plano definido pelo acionista, por isso, não se tratou da nossa performance ou da confiança na nossa capacidade de executar. Tratou-se de uma situação política que levou o governo a tomar a decisão que tomou. A confiança na nossa capacidade de executar o plano ficou demonstrada pelos resultados de 2022 da TAP. Foram excepcionais e surpreenderam toda a gente.
Christine Widener, a entrevista exclusiva às jornalistas do Observador, Diana Suspiros e Alexandra Machado. É um artigo que a esta hora faz manchete no site do Observador. Passamos à política nacional. O governo está disponível para rever o teto máximo de €400 mil nos apoios à agricultura. Uma disponibilidade manifestada pelo ministro José Manuel Fernandes, que admite que a dimensão dos estragos será muito superior a €4,5 milhões.
Eu vou procurar rever isso e esse limite. No entanto, como eu disse, o montante desta tragédia, chamemos assim, é brutal e por isso nós socorremo-nos de todos os fundos possíveis, do fundo de solidariedade, que há de vir também para os equipamentos, mas para equipamentos sobretudo públicos, mas também da reserva agrícola, que nós já pedimos para acionar.
O ministro José Manuel Fernandes admite até que os apoios nunca vão ser suficientes para fazer face à quantidade de danos provocados pelas tempestades.
Há explorações onde o prejuízo é, por exemplo, de €5 milhões. O montante de €400 mil é injusto, mas o montante de 1 milhão também há de ser. Um montante de 1,5 milhão também há de ser injusto e o de 2 milhões. Portanto, nós teremos de também olhar para as tipologias, para os estragos e vamos acudir da forma que estamos a acudir o mais rapidamente possível e era impossível fazer mais rápido.
O ministro da Agricultura reconhece que o limite atualmente previsto não é justo para muitas explorações, mas lembra ainda assim que o dinheiro é finito e os recursos também. A União Europeia promete atuar com urgência para apoiar Portugal depois da destruição provocada pelas cheias, garantia deixada pelo comissário europeu da Agricultura e Alimentação, que indica, no entanto, que o apoio europeu vai chegar este ano, mas ainda não adianta qualquer data. O comissário avisa também que a reserva agrícola, €450 milhões, não é suficiente para responder à dimensão dos prejuízos.
"É de partir o coração quando vemos a vida das pessoas destruída. Temos de mobilizar os mecanismos europeus e internacionais para ajudá-las a regressar ainda mais fortes. É importante, no futuro, pensarmos nos sistemas de seguros, porque a maioria dos agricultores não os têm, não investe nisso. Com estes eventos climáticos, que vão ser cada vez mais frequentes, temos de nos precaver e ajudar os agricultores".
Christophe Hansen esteve a visitar as zonas afetadas no rio Tejo, Mondego, no rio Lis e do Pinhal de Leiria e acompanhado pelo ministro da Agricultura, adiantou que é necessário ponderar sobre outros instrumentos de apoio, como o Fundo Social Europeu. Entretanto, a isenção de portagens na região de Leiria vai manter-se, mas sem o suporte do governo destes custos, vai ser feito pelas autarquias. Uma decisão da Comunidade Intermunicipal de Leiria, quando o secretário de Estado da Proteção Civil, ainda esta segunda-feira, ter entendido que o período crítico da tempestade já teria passado e, portanto, deixou de fazer sentido manter esse apoio. Falamos de troços da A8 e A19, fundamentais pra deslocação dos cidadãos entre as várias localidades em Leiria. A isenção de portagens nestas estradas foi implementada ao mesmo tempo que o estado de calamidade decretado pelo governo no final de janeiro. Estado de calamidade que terminou no domingo à noite, por conseguinte, caiu também a isenção de portagens. O presidente da Comunidade Intermunicipal de Leiria, Jorge Vala, já tinha também enviado uma carta ao presidente da República, o presidente Marcelo, para que intercedesse junto do governo, mas não obteve resposta. E esta quarta-feira, a Ministra do Trabalho vai reunir-se com os parceiros sociais para discutir as alterações à legislação laboral. A CGTP não foi convocada pelo governo. O encontro deverá contar apenas com a presença da União Geral de Trabalhadores, a UGT, com quem o governo tem negociado contrapropostas da reforma laboral. A CGTP não vai participar na reunião com Rosário Palma Ramalho, no Ministério do Trabalho, marcada para às 15h. À UGT vão juntar-se parceiros ligados ao patronato. Falamos da Confederação Empresarial de Portugal, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, a Confederação dos Agricultores de Portugal e também a Confederação do Turismo Português. Falamos agora de atualidade internacional, porque esta terça-feira foi dia de mais uma ronda de negociações entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia, e houve quatro países europeus que também quiseram estar presentes. Autoridades europeias da Alemanha, Itália, do Reino Unido e de França também estavam em Genebra para se reunirem com a delegação ucraniana e possivelmente a norte-americana. O primeiro dia de negociações trilaterais durou mais de cinco horas. Ruslan Demchyshyn, secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, afirmou que as discussões se concentraram em questões práticas. A Rússia fala em questões complexas e importantes concessões numa reunião tensa. E antes disso, Donald Trump pressionou a Ucrânia a chegar a um acordo de cessar-fogo, no dia em que foram retomadas as negociações trilaterais sobre o conflito. O presidente norte-americano considera que a Ucrânia ainda não está sentada como era suposto à mesa das negociações. No gabinete de guerra da Rádio Observadores, a especialista em assuntos internacionais, Ana Cavalieri, considera que nesta altura a Ucrânia não deve aceitar qualquer tipo de acordo feito através de pressão.
Neste momento, é algo pouco desejável os ucranianos aceitarem um acordo pressionado pelos Estados Unidos, numa altura em que os russos não têm conseguido fazer avanços significativos. Um acordo de paz que envolva os russos ficarem, ou pelo menos os ucranianos perderem o controle das partes mais valiosas de Donetsk.
A reunião desta terça-feira juntou as três equipas, já terminou. As negociações vão ser retomadas esta quarta. E fechamos este jornal, edição da 01h, no desporto, com o Benfica Real Madrid para a Liga dos Campeões. Os encarnados perderam por 1 x 0 frente aos merengues no Estádio da Luz. O brasileiro Vinicius Júnior apontou aos 50 minutos, na segunda metade do jogo, o único gol desta partida, na primeira mão do playoff de acesso às oitavas de final da competição. Na flash interview, no final do jogo, José Mourinho, técnico encarnado, considera que a equipa da Luz perdeu ao longo da partida.
Nós entramos bem, eu diria mesmo muito bem. E depois começamos a perder demasiadas bolas. Eles começaram a sair com perigo ainda na primeira parte e depois acho que a seguir ao gol, o jogo passou a ser mais instabilidade e emoção do que propriamente jogo, cérebro e controle. E depois foi um jogo já sem o brilho que eu acho que a primeira parte teve.
Para Ancelotti, treinador do Real Madrid, venceu a estratégia e, sobretudo, o espírito de equipa madralena.
Bom, eu acho que fomos uma equipe muito mais sólida, estivemos muito mais juntos, atacamos muito juntos, defendemos também muito juntos. Foi um jogo onde colocamos muito esforço por parte de todos, muita mentalidade de equipe, muito companheirismo. Acho que também atacamos melhor, mais organizados e, no final, é uma questão de quando se organiza melhor, tanto para atacar quanto para defender, nos sai um jogo como este.
O encontro da segunda mão está marcado para o dia 25 de fevereiro, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, sendo que o vencedor da eliminatória irá encontrar nos oitavos de final o Sporting ou o Manchester City. É o ponto final neste noticiário, edição da 01h. A informação fica por aqui. Está de regresso às 02h. Até lá, fique com mais um episódio do novo podcast Plus da Rádio Observador.