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É uma hora. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, vamos às notícias na Rádio Observador. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas e 124 foram detidas depois do envolvimento numa rixa antes do jogo de futsal entre Sporting e Benfica. Esta é uma informação confirmada pela PSP ao Observador. Os adeptos envolveram-se em desacatos junto ao Estádio de Alvalade. A polícia foi chamada a intervir. Em comunicado, a PSP indica que 63 adeptos estão associados ao Benfica e 61 ao Sporting. Foram detidos pela presumível prática do crime de participação em rixa, entre outros ilícitos, como a utilização, o uso indevido e arremesso de artigos de pirotecnia. Neste incidente, há pelo menos dois feridos a contabilizar. Entretanto, a Federação Portuguesa de Futebol instaurou um inquérito para apurar responsabilidades dos incidentes. A federação enaltece ainda a rápida ação das forças de segurança que foram destacadas para o local e lança ainda um apelo a comportamentos de fair play e urbanidade que garantam a segurança de todos, em especial de equipas e adeptos. E aqui na Rádio Observador ouvimos Augusto Inácio, antigo jogador e comentador nas emissões de desporto. Avisa que este tipo de desacatos são sempre planeados. Augusto Inácio apela, por isso, a um maior controle por parte das autoridades.
Cabe à Polícia de Segurança Pública e depois aos tribunais castigar severamente esse tipo de gente que só vai para criar desacatos, porque isto é gente violenta, é gente que não quer assistir a um desporto, a uma modalidade que as pessoas vão ali para se entreterem no sentido de verem um espetáculo e depois deparam-se com essas situações. Como eu já ia dizer ainda há pouco, isto já não é uma novidade, já não é surpresa nenhuma.
Augusto Inácio considera ainda que episódios como este só mancham a história e a dignidade dos dois emblemas de Lisboa. O jovem português acusado pelo Ministério Público de espionagem para a Rússia esteve preso na Ucrânia e deu uma pen a um agente russo em Lisboa. O suspeito encontra-se agora detido na prisão de Monsanto, roubou um computador de um militar da NATO num hotel na Costa da Caparica. Este militar estava em Portugal para participar numa conferência internacional. Não se sabe ao certo que informação relevante estava nesse computador. O suspeito dirigiu-se até à embaixada russa em Lisboa para entregar documentos, mas sem sucesso. Este é um caso que já estava a ser investigado pela Polícia Judiciária e o jovem prontificou-se a colaborar com as autoridades para mostrar arrependimento, mas acabou por fugir e entregou então uma pen a um diplomata russo. Foi já durante a investigação que as autoridades descobriram que o suspeito esteve preso na Ucrânia, também por suspeitas de espionagem. O jovem de 23 anos é agora acusado de vários crimes, entre eles furto qualificado, uso de documento de identificação alheio e falsas declarações. Mudamos de tema. Duas semanas é o quanto as pessoas que residem em algumas zonas afetadas pelas tempestades vão ter de esperar para verem repostas as comunicações. É o prazo estabelecido pelo ministro das Infraestruturas esta noite, numa entrevista à CNN, Miguel Pinto Luz diz que até lá milhares de aparelhos de contingência vão ser distribuídos para a população.
Convoquei todos os operadores e a ANACOM, e os operadores ontem. Chegamos a um acordo para fazer uma distribuição naqueles territórios que mais dificilmente terão, porque nós acreditamos que dentro de duas semanas teremos 100% da rede móvel a funcionar, 100% dentro de duas semanas, mas até lá serão distribuídos cerca de 5 mil e-SIMs de roaming, que funcionarão em todas as redes de forma transparente, nas zonas de maior criticidade, onde a rede está a ser mais difícil de repor, por questões energéticas ou por outras.
Já quanto ao troço da A1, na zona de Coimbra, que desabou, Miguel Pinto Luz acredita que vai ser a Brisa a pagar as obras de reparação.
Eu acredito que uma concessionária como a Brisa, com a história que a Brisa tem e com a riqueza que tem de talento, de conhecimento do território, que não irá fazer isso aos portugueses. E, portanto, aguardemos e na altura certa vamos avaliar de quem é a responsabilidade, de quem não é, mas digo-vos e digo a todos os portugueses que nos estão a ouvir lá em casa: não será por não existir alguém que vá pagar, que deixaremos de ter a A1 no início de março aberta.
Já sobre uma eventual reforma na rede SIRESP, Miguel Pinto Luz adianta ainda que vão ser entregues telemóveis a todos os presidentes da junta, com ligações por 5G, Wi-Fi à rede de emergência. O Chega pediu uma audição da ex-ministra da Administração Interna na Comissão Parlamentar de Inquérito aos incêndios do ano passado. Numa nota enviada às redações, o partido diz que Maria Lúcia Amaral foi uma ministra praticamente invisível durante todo o mandato e deixou muitas decisões críticas à margem e sem respostas claras. O Chega considera inaceitável qualquer tentativa de silêncio ou fuga às responsabilidades políticas. É o entendimento expressado pelo partido de André Ventura. E Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra, avisa que o novo ministro da Administração Interna não vai ter tempo para estágios. A próxima semana é o prazo indicado pelo governo para apontar-se um novo nome para o cargo. A autarca considera que, dado o contexto atual, trata-se de uma posição em que o novo ministro vai ter de pôr logo as mãos na massa.
Tem que ser uma pessoa com profundos conhecimentos desta área. Muito honestamente, aqui não podemos fazer estágios, porque aqui não há sequer tempo para alguém vir aprender e vir fazer um estágio. Portanto, espero que seja alguém com grande perfil de maturidade e de autoridade, porque nós estamos a falar de alguém que tem a vida das pessoas nas suas decisões.
Quanto ao Plano Nacional para a reconstrução do país depois das tempestades, Ana Abrunhosa mostra-se preocupada com uma eventual discriminação entre municípios.
E que são para as tempestades sucessivas que sentimos. Depois, é com alguma preocupação que vejo serem classificados os municípios como municípios em estado de calamidade, outros em estado de contingência. E para mim, só há um tipo de municípios, aqueles que sofreram danos. Isso tem que ficar claro. É muito importante que não haja discriminação entre os municípios.
Ana Abrunhosa discorda ainda do PS quando pede o prolongamento do estado de calamidade, diz que já não se justifica. O Plano Nacional de Recuperação e Resiliência vai ser discutido em São Bento entre governo e partidos políticos na próxima quarta-feira. Luís Montenegro sinalizou esta quinta-feira, no debate quinzenal, que todos iam ser convocados, partidos, atual e próximo presidente da República, academia e sociedade civil. Do lado do governo, participam na reunião, além do primeiro-ministro, também o ministro da Presidência, António Leitão Marques, e o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida. O primeiro passo é dado já esta sexta-feira, com a aprovação deste PTRR em Conselho de Ministros. Vão ser aprovadas as linhas gerais deste plano para reerguer o país depois das tempestades. Quanto ao novo ministro da Administração Interna, como dizíamos, vai ter de esperar, Miguel Vítor Dias.
André Ventura pediu um nome para a Administração Interna, mas o primeiro-ministro vai esperar pelo regresso de Marcelo Rebelo de Sousa, na próxima semana, para apresentar o sucessor de Maria Lúcia Amaral. Mas, para já, prometeu para amanhã novidades sobre o PTRR.
Recuperação centrada nas populações e empresas afetadas. Resiliência para preparar Portugal para a ocorrência futura de fenómenos extremos e que possa abranger também a reforma do INEM, da Proteção Civil e da segurança das infraestruturas críticas.
Luís Montenegro, que vai aprovar já amanhã, em Conselho de Ministros, este pacote de resposta, que incluirá um fundo de calamidade, tal como pedido pelo presidente da República, num debate em que se defendeu das críticas à demora na resposta aos danos provocados pelas tempestades.
Depois de pessoas morrerem a reconstruir telhados, porque o seu governo foi de uma incompetência absoluta. Se aquilo que o senhor deputado verdadeiramente quer é andar a mandar larachas pro ar, então está no bom caminho. Seria o mecanismo europeu que iria compor os telhados. Isso é falta de seriedade. O senhor não é sério.
O primeiro-ministro irritado com André Ventura, mas também da parte do PS choveram reparos à forma como respondeu aos primeiros problemas.
Este não é um governo para tempos difíceis. Já o tivemos noutras demonstrações. Não disfarça as saudades que tem de ser ministro da Administração Interna?
A picardia de Montenegro com José Luís Carneiro, o líder do PS e também o Livre, mostraram-se disponíveis para aprovar um orçamento retificativo, mas o chefe do governo ainda não aproveitou a deixa.
Neste momento, nós ainda não encontramos nenhuma justificação para avançar.
Já os liberais pedem mais iniciativa, com Mariana Leitão a colar o estilo de Montenegro ao de António Costa.
Um modelo que promete mudança, queira ou não, entrega única e exclusivamente continuidade.
E à esquerda, críticas sobre a questão do layoff, com Paulo Raimundo a acusar o primeiro-ministro de fugir à verdade.
Alguma mentira. Garante que os milhares de trabalhadores nas zonas afetadas vão receber os 100% dos seus salários?
Também o Bloco de Esquerda pegou no tema, com o PAN e o JPP a pedirem mais prevenção por parte do Estado.
Miguel Vítor Dias, com os destaques do debate quinzenal desta quinta-feira com o primeiro-ministro. E ainda na política, o CDS anuncia um congresso nacional nos dias 16 e 17 de maio. Vão ser eleitos os novos órgãos sociais, estando confirmada a recandidatura de Nuno Melo à presidência do partido. A data do evento foi definida esta noite no encontro nacional do CDS, que se realizou em Vale de Cambra, no distrito de Aveiro. E na atualidade internacional, o Irão diz a António Guterres que vai responder de forma assertiva se for alvo de uma agressão militar. Vai classificar como alvos legítimos todas as bases, instalações e ativos dos Estados Unidos na região, caso se depare com uma ação militar norte-americana. Esta é uma notícia da Reuters. Esta informação surge também depois de o Wall Street Journal ter avançado que o presidente dos Estados Unidos estará a planear um ataque controlado no Irão, numa tentativa de pressionar Teerão a aceitar um acordo referente ao programa nuclear iraniano. Trump fez um ultimato para que o acordo seja alcançado no prazo máximo de 15 dias. E a fechar, o presidente polaco terminou com o programa especial de apoio a refugiados ucranianos. Karol Nawrocki transferiu para a Lei Geral de Proteção de Estrangeiros na Polónia. É o que noticia o Kyiv Independent. As medidas anteriores previam a simplificação no processo de obtenção de residência, emprego e acesso a benefícios fiscais para ucranianos que fugiram da guerra. A lei atual prevê uma legislação de proteção a estrangeiros mais ampla, criando um sistema de benefícios aplicável a todos os estrangeiros. Fica por aqui este jornal, edição da 01:00 a.m. A informação está de regresso à 13:30 com a síntese de notícias.