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É uma hora.
Boa noite, eu sou o Miguel Pina Andrade. Está na hora de atualizar toda a informação na Rádio Observador e começamos com a atualidade internacional. Estados Unidos e Irão vão reunir-se na próxima segunda-feira para mais uma ronda de negociações. Vai ter lugar em Islamabad, capital do Paquistão. A informação é avançada pela CNN, que cita responsáveis iranianos envolvidos no processo. Ainda hoje, Donald Trump mostrou-se otimista quanto às negociações em curso. Diz que estão a acontecer muitas coisas boas e isso inclui também o Líbano. Questionado sobre as declarações de responsáveis iranianos de que continuam a existir diferenças significativas, Trump minimiza as divergências. Estados Unidos e Irão estão a preparar um memorando de três páginas para alcançar a paz em 60 dias. O documento redigido entre os dois países pode servir de base para um acordo de paz mais duradouro. É o que confirmam três altos responsáveis iranianos com conhecimento direto das negociações. De acordo com essas fontes ao New York Times, o memorando estabelece um enquadramento geral para o processo negocial, incluindo esse prazo de 60 dias para a chegada a um acordo final. Os mesmos responsáveis sublinham que existe otimismo quanto à possibilidade de o documento ser assinado quando as delegações voltarem a reunir-se no Paquistão. Vão ser levantadas todas as restrições aplicadas por Israel em tempo de guerra aos cidadãos, em causa os acordos de cessar-fogo no Líbano e no Irão. Grandes ajuntamentos passam agora a ser permitidos e as escolhas obrigatórias em certas regiões ficam sem efeito, exceto as comunidades na zona de fronteira com o Líbano. É o que adianta o The Times of Israel. De Israel passamos para Portugal. O primeiro Conselho de Estado convocado por António José Seguro terminou com uma conclusão: Portugal precisa de se preparar melhor para fenómenos extremos, como as tempestades que assolaram o país no início do ano. É o que se pode ler na nota final divulgada depois do encontro. O tema da preparação para situações de crise ligadas ao mau tempo esteve no centro da discussão. Vasco Maldonado Correia.
Durou mais de quatro horas e acabou já com algumas cadeiras vazias. António José Seguro tinha prometido que a primeira reunião do Conselho de Estado, centrada nos temas da segurança e da defesa, seria focar também na proteção civil e na capacidade de resposta do país ao mau tempo. O comunicado lançado no final do encontro é mais longo do que as notas dos tempos de Marcelo Rebelo de Sousa. Em seis parágrafos, pode ler-se que o Conselho de Estado se reuniu para proceder a uma reflexão sobre matérias relativas à segurança interna, à proteção civil, à cibersegurança, à proteção de infraestruturas críticas e à defesa nacional. Foi sublinhada no encontro a importância de reforçar a preparação do país face a fenómenos atmosféricos severos, ameaças híbridas e também riscos emergentes, assim como a importância de assegurar a proteção eficaz de infraestruturas críticas e do regular funcionamento dos serviços essenciais. Para isso, frisam os conselheiros, é necessário promover a articulação entre os principais responsáveis destas áreas para reforçar a capacidade de prevenção, resposta e recuperação em situações de crise. No plano internacional e com várias guerras a marcar a atualidade, foi também abordado o enquadramento geopolítico e sublinhada a relevância da cooperação internacional e do cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal. Num dia que contou com cinco caras novas no órgão de consulta do Presidente da República, a nota termina com a garantia de que António José Seguro valorizou os contributos apresentados pelos conselheiros de Estado e de que o presidente reafirma a importância de garantir a estabilidade, a segurança e a confiança dos cidadãos.
Vasco Maldonado Correia, que acompanhou o primeiro Conselho de Estado da presidência de António José Seguro, Miguel Bastos Araújo, que ainda não tomou posse, e o antigo presidente da República, António Ramalho Eanes, foram os únicos ausentes neste Conselho de Estado. André Ventura e Miguel Albuquerque abandonaram a reunião mais cedo. A Ministra do Trabalho garante que a proposta do pacote laboral do governo está fechada. Falta agora a luz verde da UGT, que só decide depois de reunir o Secretariado Nacional. Depois de quase 60 reuniões, as confederações patronais e o Executivo dão o processo negocial por terminado. Agora a decisão está do lado da UGT. Laura Figueiredo.
Embora não seja a proposta idealizada pelo Executivo, Maria do Rosário Palma Ramalho diz que a versão atual continua a ser muito boa para as empresas e para os trabalhadores. Se ainda assim, depois de 58 reuniões, a UGT não der o aval, a ministra já sabe qual a versão que vai seguir para o Parlamento.
Será com certeza uma coisa a meio entre o anteprojeto do verão e a versão que chegamos hoje, porque o governo, em qualquer caso, não dá este tempo como um tempo infrutífero, mesmo que não haja acordo.
Também os patrões dão as negociações por terminadas. Armindo Monteiro, presidente da CIP, diz que agora a bola está do lado da UGT.
Este processo, quanto a nós, terminou hoje e esperamos que, naturalmente, também a UGT corresponda a este esforço que fizemos de aceitar os ganhos e cedências que todos fizemos.
Já Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, diz que a versão atual do documento é a possível.
Se era o que queríamos? Não. O que queríamos era o anteprojeto. Mas, como disse o doutor Armindo, e bem, estes processos têm que haver cedências de um lado para o outro. Houve cedências de todas as três partes envolvidas. Esta é a aproximação possível.
Quanto à UGT, Mário Mourão garante que ainda não há acordo.
Há matérias que ainda não estão consensualizadas, mas o governo e os patrões entendem que havia que haver já a versão final. Isso foi feito. Agora a UGT vai ouvir os seus órgãos na próxima semana. Vai marcar uma reunião extraordinária para que o Secretariado possa se debruçar sobre a versão final.
Quinta-feira é o dia apontado pra reunião do Secretariado Nacional. Só aí a UGT vai revelar se dá ou não luz verde à versão final da reforma laboral.
Claro Figueiredo, com o desfecho desta fase negocial da reforma do pacote laboral, a ministra do Trabalho garante que vai enviar a versão final também para a CGTP. Ao mesmo tempo que decorria esta reunião, milhares de pessoas manifestavam-se em Lisboa contra as mudanças na lei laboral. A manifestação começou no Saldanha e terminou junto à Assembleia da República. No fim, o secretário-geral da CGTP voltou a criticar o governo para dizer que Portugal nunca teve um executivo assim. Tiago Oliveira adianta também que ainda está à espera de uma reunião que já pediu ao Presidente da República.
A CGTP já pediu por duas vezes uma reunião ao Presidente da República. Uma delegação da CGTP já se encontrou com o Presidente da República numa iniciativa da Presidência Aberta em Leiria, em que questionou o Presidente da República qual era o ponto da situação do nosso pedido de reunião. E aquilo que o Presidente da República disse na altura foi que essa reunião estaria para breve. Ainda hoje estamos à espera.
Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, em declarações aos jornalistas no final desta manifestação. No desporto, morreu o mais antigo atleta olímpico português. Joaquim Grangé tinha 95 anos. A notícia foi avançada pelo desportivo "A Bola". Joaquim Grangé era o último sobrevivente da histórica equipa pioneira de ginástica artística masculina que participou nos Jogos de Helsínquia em 1952. Para além do palco olímpico, a marca no desporto de Joaquim Grangé foi abrangente e administrativa. Foi diretor do Estádio Nacional e deu aulas no Sport Algés e Dafundo e no Lisboa Ginásio Clube, onde ajudou a formar centenas de atletas. Joaquim Grangé morreu esta sexta-feira, tinha 95 anos. Lanterna vermelha, a AVS empatou a duas bolas na casa do Rio Ave. A equipa da Vila das Aves até esteve a ganhar por 2 x 1 perto dos 70 minutos, mas André Netoi fez o segundo do Rio Ave e voltou a igualar a partida. O AVS não tem a vida facilitada para garantir a manutenção. Nos quatro jogos que restam da liga, vai defrontar Porto e Sporting. O Senado norte-americano prolongou até 30 de abril um programa que permite espiar estrangeiros. Segundo a agência AP, alguns republicanos queriam renovar o programa por 18 meses ou cinco anos. Foi uma noite de negociações intensas, mas essas propostas foram chumbadas devido à oposição de deputados de ambos os partidos. Em causa está a possibilidade de monitorizar e rastrear, sem consentimento, as comunicações de pessoas estrangeiras, caso haja suspeita da existência de atos criminosos ou ligações a grupos terroristas. Agências como a CIA e o FBI podem, desta forma, recolher e analisar comunicações internacionais sem qualquer mandado judicial. Há a preocupação de poder incluir incidentalmente cidadãos norte-americanos. Donald Trump tem agora nas mãos a possibilidade de promulgar ou não a medida. Ponto final neste jornal da 1:00 a.m. A informação está de regresso à 1:30 a.m. Até já.