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Muito boa noite, eu sou o Ricardo Lopes, é a uma da manhã, hora de atualizar toda a informação aqui na Rádio Observador e vamos começar pela atualidade internacional. Donald Trump acredita que vai chegar a um acordo com o Irão já na próxima semana. Uma crença expressada esta noite em entrevista à ABC News. Nesta entrevista, o presidente norte-americano garante que está tudo a correr bem. Menciona, no entanto, que houve um pequeno glitch, uma falha durante o dia de ontem, isto ao referir-se à suspensão das negociações por parte do Irão, devido aos ataques israelitas no Líbano. O Irão chegou mesmo a ameaçar, durante esta segunda-feira, fechar o estreito de Ormuz por completo, em resposta a esta ofensiva de Israel no Líbano. Donald Trump acredita também que um memorando de entendimento para a reabertura do estreito possa ser alcançado já na próxima semana, garante faltar ajustar apenas alguns tópicos. Na tarde desta segunda-feira, Donald Trump também anunciou a suspensão dos ataques entre Israel e o Hezbollah. O presidente dos Estados Unidos fez o apelo diretamente a Benjamin Netanyahu numa publicação. Donald Trump escreve que teve uma chamada muito produtiva com o primeiro-ministro israelita, agradece a Netanyahu por ter suspendido os ataques a Beirute e também por garantir que não vai enviar mais tropas. Netanyahu também já comentou, confirma esta conversa com o presidente norte-americano, mas avisa também que caso o Hezbollah ataque Israel, Beirute será fortemente bombardeada. Em análise a estes recentes episódios do conflito, o major João Vieira Borges explica que a preocupação do Donald Trump durante esta segunda-feira, foi trazer de novo o Irão para as negociações e evitar o fecho total do estreito de Ormuz.
Há uma resposta imediata do Trump, no sentido de ir ao encontro daquilo que também foi dito pelo presidente, neste caso, Pezeshkian, que também tinha a ver, e não só ele, mas que a questão do Líbano era fundamental para todo o processo de paz. E, portanto, lá esteve novamente Trump falar com Netanyahu, arranjou contatos também para falar com o Hezbollah, no sentido de travar mais uma vez a situação no Líbano, de maneira a que a situação da guerra com o Irão continuasse as negociações.
Declarações do major João Vieira Borges no programa Gabinete de Guerra da Rádio Observador, esta segunda-feira entrevistado pelo jornalista Martim Madeira. Na última hora, em Itália, um sismo de magnitude 6.1 atingiu a costa sul do país, segundo as primeiras estimativas do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia, o sismo terá tido o epicentro no mar. O abalo foi registado a uma profundidade superior a 200 km, no entanto, sentiu-se a terra tremer em várias regiões do sul de Itália. Passamos agora à política nacional. Os sindicatos da PSP lamentam que o acordo feito com o governo esteja estagnado há dois anos. O acordo foi assinado em 2024 e tinha como principal intuito iniciar negociações sobre a tabela remuneratória, os suplementos e os estatutos profissionais dos polícias. No entanto, ainda está por concretizar. As negociações com os sindicatos para dar seguimento a este acordo foram retomadas ontem. O ministro da Administração Interna iniciou uma ronda de reuniões. No final do encontro, Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Polícia, admitiu, em conversa com a Agência Lusa, não ter visto grandes avanços no processo negocial.
Diria que é mais uma reunião, parece que andamos a fazer uma renovação de votos. Reunião após reunião, voltamos a dizer que queremos negociar um acordo que foi celebrado há dois anos, mas o que é certo é que do ponto de vista material, temos um acordo que está por ver a luz do dia do ponto de vista de consequência negocial. E o que vemos é, andamos aqui reunião após reunião, a apresentar os problemas, a falar de uma programação quanto a essa mesma negociação, sem ver e sem tratar de forma consequente cada um dos assuntos.
Ouvíamos Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Polícia, aqui a lamentar não ter visto grandes avanços no processo negocial. Já o presidente do maior sindicato da PSP diz que o governo se deve centrar no mais importante. Paulo Santos confessa também que achou a reunião estranha.
Esta reunião pareceu-nos um pouco estranha, desde logo porque estávamos convencidos, durante a parte às, de que uma vez que já existe um acordo negocial assinado, um protocolo negocial, uma vez que existe um acordo que versa sobre as matérias que seriam discutíveis. Aquilo que o senhor ministro fez foi dizer que, à vontade, da parte dele, agendou mais três reuniões, mas eu acho que era importante a parte do governo centrar-se naquilo que é realmente importante, que são as tabelas remuneratórias, que são os suplementos.
Paulo Santos, presidente do maior sindicato da PSP, depois da reunião com o ministro da Administração Interna, Luís Neves agendou, entretanto, mais três reuniões. O ministro das Infraestruturas pede que quem vier a seguir não reverta as medidas atuais na habitação por preconceito ideológico. Miguel Pinto Luz falava na apresentação pública da recém-criada Fundação da Construção. O ministro apelou a que não se faça uma política de terra queimada.
E o desafio é garantir que o próximoNão faça política de terra queimada, não desfaça tudo, tal e qual como nós estamos a fazer. Porque há muito, e aqui desculpar-me-ão esta pouca modéstia, dizer-vos isto: nós tivemos esta preocupação desde que chegámos. Não desfazer aquilo que vinha de trás. Corrigir, apontar, acelerar, fazer mais por cima, mas desfazer tudo o que vem por trás, estritamente por critérios ideológicos, banais, às vezes sem sentido, é que o país é um país aos solavancos permanentes.
Declarações do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, esta segunda-feira na apresentação da Fundação da Construção. No Dia da Criança, o PSD, o Chega e o PS estão preocupados com o número elevado de horas que as crianças passam na escola, embora existam algumas divergências quanto às possíveis alternativas. As crianças portuguesas passam, em média, 38 horas por semana na escola, o que equivale a um terço do dia. São dados divulgados hoje pela Pordata. Estes dados colocam Portugal entre os países da União Europeia onde a escola ocupa mais tempo. Inês Barroso, deputada do PS, diz que o governo está a criar medidas de forma a mitigar o problema, mas admite que possam não ser suficientes.
O governo português tem adotado algumas medidas que tentam contrariar esta tendência. Por exemplo, o aumento do apoio às famílias através do abono de família, das prestações sociais, os benefícios fiscais para famílias com filhos, incluindo deduções no IRS, apoios à habitação para jovens e famílias, incentivos à conciliação entre o trabalho e a vida familiar, como licenças parentais mais flexíveis. Mas apesar destas iniciativas, é óbvio, e os especialistas também assim o dizem, persistem obstáculos importantes à natalidade.
Declarações de Inês Barroso, do PSD. Já Rita Matias diz que o Chega está disponível para chegar a um consenso com os restantes partidos, isto referente ao problema da natalidade e também o número de horas nas escolas. Mas a deputada acusa o Partido Socialista de não colocar a família como prioridade.
Ouvir aqui alguns intervenientes políticos, nomeadamente do Partido Socialista, dizer que tentaram ao longo das últimas legislaturas dar apoios ao nível de prestações para que as famílias tenham filhos, como se isso significasse apoiar verdadeiramente a família, é contraditório, porque ninguém decide ter um filho com base no subsídio que o Estado vai poder dar. Por outro lado, passam metade do ano a demonizar a família, a dizer que a família é o espaço primordial onde acontecem os abusos, a dizer que o Estado tem que substituir a família e, portanto, as crianças têm que estar na escola, porque a escola é que tem competências para educar, porque a família é um conjunto de incompetentes que não sabem educar crianças.
A deputada do Chega, Rita Matias, na resposta a Aida Carvalho, deputada do Partido Socialista, defende que o partido não mudou a ideia da infância.
O Partido Socialista reforçou as componentes de apoio à família, devido às exigências laborais, transformando a escola num espaço de acolhimento, mas que era um espaço de acolhimento saudável. Ou seja, o Partido Socialista não mudou a infância de lugar, antes pelo contrário, deu-lhe dignidade e mais tempo na escola só faz sentido se for tempo de qualidade com aprendizagens significativas. Foi isso que o Partido Socialista tentou fazer.
Aida Carvalho, deputada do Partido Socialista. O debate entre o PSD, o Chega e o PS, por ocasião do Dia Mundial da Criança, aqui no Explicador da Rádio Observador. É a notícia de fecho deste jornal da 1:00 a.m. A informação regressa já daqui a sensivelmente 20 minutos, à 1:30 a.m. Até lá.