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Laura, boa noite, bem-vinda. Já terminou a reunião do Conselho de Estado, o encontro convocado pelo presidente da República para debater a coesão social durou cinco horas.

Foi tempo necessário para ouvir os contributos dos 15 conselheiros que marcaram presença no Palácio de Belém. Apesar da longa reunião, o comunicado divulgado à imprensa no final do encontro não revela grandes conclusões e fica-se por uma mensagem lacônica sobre a importância da coesão social para a confiança dos portugueses nas instituições democráticas. Vasco Maldonado Correia.

Foram cinco horas de reunião com a habitação em pano de fundo para o tema que levou António José Seguro a convocar o Conselho de Estado a coesão social. O comunicado divulgado à imprensa no final da reunião não revela praticamente nada sobre as conclusões do encontro. Nota apenas que os conselheiros de Estado foram ouvidos sobre os caminhos que consideram adequados para o reforço da coesão social, sendo que olham para essa questão como condição para a resposta aos desafios estruturais do país. Desafios tais como a desigualdade, a coesão territorial e também o acesso a bens essenciais, como a habitação, a educação e a saúde. Sem mais detalhes, o comunicado termina com a informação de que o presidente da República valorizou os contributos apresentados pelos conselheiros, sublinhando que enriqueceram a reflexão sobre a matéria. E reafirma também que a coesão social tem importância acrescida para a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas. Nesta reunião, estiveram presentes 15 dos 19 conselheiros. O encontro contou já com o contributo de duas caras novas: o presidente do Tribunal Constitucional, João Carlos Loureiro, e a Provedora de Justiça, Luísa Neto.

Vasco Maldonado Correia que esteve no Palácio de Belém a acompanhar a reunião do Conselho de Estado, a segunda no mandato de António José Seguro como presidente da República.

E no Porto, Laura, o Movimento pela Habitação decidiu voltar a montar tendas esta noite.

Uma decisão tomada em assembleia popular. Na Praça Dom João I estão cerca de 100 pessoas numa votação de braço no ar, como tem sido habitual desde o início das manifestações. Foi então decidida a permanência na praça esta noite e com tendas. Entretanto, o movimento sodou hoje a disponibilidade ao presidente da Câmara para uma reunião pública, mas diz que não há condições para esse encontro. O autarca Pedro Duarte tinha convidado os membros da acampada pela habitação no Porto para uma reunião amanhã, nos Paços do Conselho, para debater a possibilidade da existência de acampamentos ocasionais. Ora, numa carta a que a Lusa teve acesso, o movimento só adianta que depois da intervenção policial de 1 de novembro, está agora a dar prioridade aos cuidados e acompanhamento jurídico dos detidos. Explica que a recusa ao convite para a reunião já tinha sido deliberada pela assembleia.

E a PSP garante, Laura, que vai cumprir a decisão do tribunal relativa aos protestos pela habitação. No entanto, considera que a decisão judicial que hoje deu razão ao protesto de Renata Câmara vai ao encontro do que tem sido a atuação da polícia.

É a reação à decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que deu razão à manifestante Renata Câmara e reconheceu a legitimidade da utilização das tendas nas acampadas como símbolo de protesto. Em declarações aos jornalistas, o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, diz que sempre foi dada aos manifestantes a possibilidade de manter tendas de forma simbólica nas praças.

Relativamente mesmo à questão de estruturas de acampamento ou estruturas colocadas nas duas praças, quer em Lisboa, quer no Porto, já em diversas negociações, em mediação, diálogo, comunicação que foram encetadas com os promotores, tínhamos dado a possibilidade de, de forma simbólica, ficar um número razoável e simbólico, passo o pleonasmo, de estruturas de acampamento, já mesmo depois da 00:30. E, portanto, era algo que para nós era negociável, que foi sugerido. Todavia, nunca foi acatado pelos promotores e pelos restantes manifestantes.

Sérgio Soares diz que os manifestantes não quiseram abraçar essa hipótese e dá como exemplo o que aconteceu ontem no Porto.

Desde que não haja outros direitos fundamentais em conflito, a PSP aceitou sempre negociar, mediar. Chegámos inclusivamente ontem, durante a madrugada, negociar e mediar com os promotores que ficasse um número simbólico de tendas na Praça do Pedro.

Que número é esse, número simbólico? Quantas tendas é que poderão ficar então?

É o número simbólico que não viole outros direitos fundamentais que aqui possam estar em conflito.

Sérgio Soares, porta-voz da PSP, não concretiza o número de tendas, mas garante que vai cumprir a decisão do tribunal relativa aos protestos pela habitação.

E o diretor-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição, Laura, garante que apenas sete supermercados do Intermarché em Portugal foram alvos de um ataque informático que afetou a cadeia de frio.

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuidores esclarece que só estas superfícies comerciais estão vulneráveis a este tipo de ataque. Um ataque informático que causou alguns problemas a vários supermercados na Europa, especialmente nos sistemas de refrigeração. Em Portugal, o grupo Mosqueteiros, que detém o Intermarché, confirma à Rádio Observador que foram identificadas ocorrências em sete lojas. Em entrevista à Rádio Observador, o diretor-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, esclarece que três das sete lojas afetadas tiveram perdas totais de mercadoria.

Estes sete estabelecimentos da rede Intermarché, dos sete, quatro não tiveram qualquer tipo de dano em termos de mercadoria. Outros três, sim, em que se registaram perda de mercadoria, perda total de mercadoria, porque o ataque foi feito durante a madrugada. Nos outros quatro, não houve qualquer dano.

Explicação de Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, refere que em Portugal apenas esta cadeia de supermercados é mais vulnerável a estes fenómenos, devido à estratégia operacional do grupo.

A maioria, aqui é um caso muito específico. O Intermarché tem um modelo de negócio dos seus associados muito específico e aqui, neste caso, não é muito replicável, porque todos os outros sistemas, mesmo dentro da própria rede, têm outra infraestrutura por trás deste sistema. Portanto, há aqui uma questão técnica muito específica.

Gonçalo Lobo Xavier, em entrevista à Rádio Observador: os frigoríficos e congeladores de dezenas de supermercados foram alvos de um ataque informático durante a noite, uma situação que está a afetar lojas na Bélgica, Luxemburgo e na Suécia.

E no desporto, Laura, o Benfica está empatado a zero frente ao Alverca, no Estádio da Luz.

Um jogo a contar para a décima jornada do campeonato. As Águias estão no segundo lugar. Com este resultado ao intervalo, os encarnados ficariam com uma distância de sete pontos para o primeiro lugar, do Futebol Clube do Porto, e a vantagem sobre o terceiro lugar, do Sporting, seria de dois pontos. Estamos então a esperar, Vicente, para ver se estas contas batem certo.

Uma emissão especial que vamos continuar a ouvir aqui na Rádio Observador, já depois do jornal das 21h. Primeiro, tempo ainda para atualizar a informação de âmbito local, Laura, que está a marcar esta segunda-feira, dia 2 de novembro.

Em Santa Maria da Feira, o fecho da fábrica de calçado Eco vai deixar mais de 600 pessoas desempregadas. É o que adiantam os próprios operários da unidade portuguesa da multinacional de calçado à saída das instalações. O encerramento da fábrica foi revelado aos funcionários durante uma reunião esta manhã, já com a produção suspensa. A linha de comboio entre Caldas da Rainha e Torres Vedras vai reabrir a partir de 15 de novembro. Infraestruturas de Portugal confirma que os trabalhos de recuperação da ferrovia no troço da Linha do Oeste já terminaram. O percurso entre Mira Sintra, Meleças e Torres Vedras mantém-se suspenso. O grupo Casaes e o IKEA concretizaram a primeira aplicação do conceito Well Live no município da Amadora. O empreendimento de 48 habitações no Serrado da Mira acolhe agora mais de 50 pessoas e é o primeiro exemplo de construção híbrida no concelho. Este projeto está inserido na estratégia local de habitação da Amadora e foi financiado pelo PRR. Em Matosinhos, começa amanhã a Semana da Reabilitação Urbana. Este ano é a antiga fábrica de conservas Vasco da Gama que durante três dias recebe o evento. O maior evento nacional dedicado à habitação, construção e sustentabilidade acolhe conferências, debates e seminários jurídicos num programa que conta com mais de 100 oradores. O município de Pombal aderiu ao Passaporte Climático das Cidades, um projeto promovido pela ADN em parceria com a Agência para o Clima. O Passaporte Climático é uma iniciativa voluntária que valoriza e dá visibilidade ao progresso dos municípios na implementação destas políticas. O projeto incide na concretização dos planos municipais de ação climática e incentiva a ação local para um futuro mais sustentável. O Barreiro vai receber 59 filmes e cinco estreias mundiais no Entreolhares a partir de 7 de novembro. Durante 10 dias, a cidade vai acolher a oitava edição do Festival de Cinema no Auditório Municipal Augusto Cabrita e também nos cinemas Castelo Lopes. A programação deste ano cruza ficção, documentário e animação. Entre os destaques estão cinco estreias mundiais, também uma secção para crianças.

Laura Figueiredo, regresso com as notícias nesta noite de segunda-feira, no final do jogo entre Benfica e Alverca, tudo empatado a zero ao intervalo. Emissão especial que retomamos já a seguir. Laura, um abraço, até já.

Até já.