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É uma hora. As notícias com Marta Caramelo Nobre.

Começamos com o Campeonato do Mundo. A seleção portuguesa já está em Miami, nos Estados Unidos. Aterrou há cerca de uma hora no aeroporto de Palm Beach. A acompanhar a chegada da seleção ao hotel, está o enviado especial ao Campeonato do Mundo, Miguel Cordeiro. Miguel, boa noite. O presidente da Federação Portuguesa falou há instantes. O enviado Miguel Cordeiro, que está em Miami, e estamos aqui com dificuldades a estabelecer a ligação. Vamos continuar até que seja possível estabelecer a ligação. Na atualidade internacional, o memorando de entendimento entre o Irão e os Estados Unidos parece estar cada vez mais próximo. Ainda assim, Teerão avisa que o acordo final não avança se os termos do acordo não forem implementados. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano avança que o rascunho do memorando de entendimento prevê o levantamento do bloqueio naval de uma nova gestão do Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito na televisão estatal iraniana. No que toca ao dossiê nuclear, o ministro iraniano diz que as exigências nucleares dos Estados Unidos não eram aceitáveis para o Irão nesta fase e, por isso, essa parte das negociações foi adiada. Apesar das imposições, Abbas Araghchi afirma que o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão poderá ser assinado remotamente por ambas as partes nos próximos dias. Do lado americano, uma fonte oficial citada pela agência EFE confirmou, sob anonimato, que o acordo cumpre os objetivos centrais do presidente norte-americano. A greve dos trabalhadores dos registros e do notariado teve uma adesão superior a 90%. De acordo com dados do Sindicato dos Trabalhadores dos Registros e do Notariado, a maioria das conservatórias fecharam em Portugal continental, pelo menos em 14 distritos. A paralisação, que decorre até este sábado, tem como principais reivindicações o reforço de recursos humanos e menores salários. Para o sindicato, a crise de recursos humanos é grave, com quase 300 conservadores de registros e perto de 3 mil oficiais de registros em falta. Numa resposta anterior à Lusa, o Ministério da Justiça realçou a contratação de mais de 100 novos conservadores e de mais de 605 novos oficiais de registro em 2024 e 2025, que já iniciaram ou vão iniciar funções ainda este ano. Sobre os níveis da adesão à greve, o Ministério de Rita Alarcão Judy se remete um balanço para segunda-feira. E regressamos ao Campeonato do Mundo, onde está o Miguel Cordeiro, enviado especial ao Campeonato do Mundo. Miguel Cordeiro, o presidente da Federação Portuguesa falou há instantes.

Sim, Marta, falou ainda há pouco, no momento da chegada da seleção. Os jogadores deixaram o autocarro, foram recebidos por, eu diria, mais de 50 adeptos que estão à frente do hotel. Pedro Proença, quando chegou, falou da viagem, disse que correu bem, que o calor é um desafio natural nestas competições no Mundial, que se joga no verão, e disse que a equipa a partir de amanhã vai começar a preparar essa estreia. Falou de um grupo difícil, mas acredita que a seleção portuguesa pode conseguir vencer esse grupo frente à Colômbia, Uzbequistão e Congo. Ora, o que escutamos aqui em fundo são essas cerca de cinco dezenas de adeptos com camisolas de Portugal. Nem todos são portugueses. Há adeptos norte-americanos que vieram procurar os jogadores portugueses. Há até adeptos da Colômbia, um dos adversários de Portugal, aqui estão com camisolas de Cristiano Ronaldo a tentar uma fotografia. O autocarro passou por aqui, não parou, não houve momento para fotografia, mas estes adeptos, ainda assim, continuam a cantar. Eu tenho comigo, ao meu lado, um português, emigrou para os Estados Unidos da América já há vários anos, para Boston, e agora vive aqui na Flórida. Zé Manel, como é que foi este momento junto da seleção portuguesa?

Boa tarde. Este momento foi excepcional, foi bastante emocionante, porque eu vivo aqui a 12 milhas, muito perto. E a América é muito grande. Portugal podia ter ido para Califórnia, para Kansas, para Boston. Vieram aqui mesmo para serem nossos vizinhos. Portanto, bastante emocionante. Estamos aqui, estamos muito contentes. Já sabe, a comunidade portuguesa aqui é muito pequena. Quase metade das pessoas que estão aqui são de Miami e de Fort Lauderdale, vieram cá esperar a seleção. Vamos lá ver. É pena não terem vindo ali à porta.

Queria ter visto os jogadores, não é?

Sim, só para dizer um adeus, porque os treinos não são abertos ao público. E é isso. É bastante emocionante.

Está confiante para este mundial?

Sim, estou. Portugal vai ter que ter vontade, força, porque este é um mundial muito especial. E vamos lá ver. A fase de grupos vai ser, penso eu, isto é sempre muito perigoso dizer, vai ser fácil.

Pedro Proença disse o contrário, disse que vai ser difícil.

Pois, vamos lá ver.

Zé Manel não é presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

Sim. Eu sou presidente aqui na minha casa. Mas estamos muito contentes de ter aqui a nossa seleção perto de casa.

Queria falar sobre isso. Vive aqui há muitos anos. Há quanto tempo vive aqui nos Estados Unidos?

Estou nos Estados Unidos há 46 anos.

Quarenta e seis anos. Portanto, são muitos anos a acompanhar as figuras portuguesas à distância, principalmente a seleção, e é disso que estamos aqui a falar. Agora ter a seleção aqui tão perto é quase como se estivesse em Portugal.

É muito emocionante. Já tive um programa de televisão em Lowell, perto de Boston. Já estive envolvido em várias coisas lá na costa leste. Reformei-me há três anos, vim aqui pra Flórida. Estou a gostar muito, isto aqui é um paraíso.

Alguma coisa que recomende aqui à seleção portuguesa para fecharmos nesta zona de Palm Beach, se os jogadores tiverem um tempo livre para fazer?

Não sei. West Palm Beach é um downtown, vou dizer em inglês, é uma cidade maravilhosa, linda, aqui perto. Tenho a certeza que eles vão em outros lugares, porque da maneira que está, essa segurança é uma coisa-

É apertado.

É muito apertado. Temos um clube aqui em West Palm Beach, clube português, que convidámos para ir. Lá alguém. A senhora da FIFA disse logo para esquecer o Cristiano.

Mas se recebesse lá algum jogador, o que é que serviam, como é que ia ser essa recepção?

Ia ser extraordinário para a nossa comunidade e também para eles e da maneira que iam ser recebidos. Vamos lá ver, temos esperança. Vão estar aqui quase três semanas e vamos ver no que é que vai dar.

Muito obrigado. Obrigado. Zé Manel, um adepto da seleção portuguesa, veste uma camisola deste mundial, camisola de Portugal, a camisola secundária com o número sete, camisola de Cristiano Ronaldo. E foi em clima de festa, mas à distância, que a seleção nacional chegou a este Four Season em Palm Beach, um resort com vista para a praia, com uma enorme piscina. E é aqui que Portugal vai ficar nas próximas semanas, durante toda a fase de grupos. Vai viajar, sim, para Houston, para os dois primeiros jogos com o Congo e com o Uzbequistão e depois tem o último jogo aqui em Miami, frente à seleção da Colômbia. Portugal já está nos Estados Unidos, já está no Mundial. O primeiro jogo é na próxima quarta-feira.

O enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro, que está em Miami a acompanhar a seleção portuguesa no Campeonato do Mundo. O secretário-geral da CGTP diz que estão reunidas todas as condições para o pacote laboral ser derrotado no Parlamento. A discussão da proposta da lei do governo em plenário está marcada para o dia 18 de junho. Tiago Oliveira está confiante na derrota do pacote laboral.

Criar todas as condições para o pacote laboral ser derrotado no próximo dia 18, na Assembleia da República, dando resposta àquilo que é um anseio que existe por parte dos trabalhadores, àquilo que tem sido a exigência dos trabalhadores em todo este processo de luta ao longo de todos estes meses. Qualquer das formas que venha a ser colocada a discussão na Assembleia da República carece de votação. Caso haja vontade de que ele desça à especialidade, terá que haver um requerimento que também terá que ser alvo de votação. E por isso é que eu estava a dizer que o documento só sobrevive se os partidos com assento na Assembleia da República permitirem que ele sobreviva.

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, que critica ainda o governo pela escolha do timing da discussão do pacote laboral. Notícia de fecho do Jornal da Uma, a informação regressa à 13h30.