Russell Brand foi condenado esta quinta-feira por um crime de violação e três de agressão sexual. Os casos investigados remontam a diferentes episódios entre 1999 e 2009, que só começaram a ser analisados em 2023, e a decisão chega mais de um ano após a acusação. Sentença final só será conhecida na segunda-feira, mas o juiz admite que “é óbvio que resultará numa pena de prisão de alguma duração”.
A deliberação do júri chegou após pouco menos de um mês de julgamento no tribunal de Southwark. Das sete acusações inicialmente avançadas — três de violação, três de agressão sexual e uma de atentado ao pudor — o ator e comediante acabou por ser absolvido de três.
A sessão desta quinta-feira estava “cheia”, como descreve a BBC. Após a confirmação do veredicto, a mulher do réu abandonou a sala, mas Brand permaneceu sentado. À saída, após o juiz ter dado as instruções para a leitura da sentença, Russell Brand foi visto a repetir “estou bem, estou bem” à sua equipa legal.
No momento do anúncio da decisão, o jornal britânico descreve que Russell Brand manteve uma cara “sem emoções”, mas que terá fechado os olhos brevemente após conhecer o resultado da deliberação do júri. O juiz Joel Bennathan confirmou que o ator permanecerá sob custódia policial até segunda-feira, quando se determinará oficialmente a sentença de Russell Brand.
À BBC, Ron Brand, o pai do ator, revelou estar “chocado e perplexo” com a decisão anunciada esta quinta-feira. “Não estava à espera — é errado. É devastador”, afirma. O superintendente Andy Furphy, da Polícia Metropolitana de Londres, afirmou que a condenação constitui “um testemunho da extraordinária coragem, resiliência e determinação das mulheres que se apresentaram e denunciaram o que lhes tinha acontecido”.
“Brand usou a sua influência, posição social e fama para explorar e cometer crimes sexuais contra mulheres”, afirmou, acrescentando que “à medida que a sua notoriedade aumentava, também crescia a sua convicção de que tinha direito a tudo”.
O júri, constituído por oito homens e quatro mulheres, no Tribunal da Coroa de Southwark, deliberou durante mais de oito horas, ao longo de dois dias.
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