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É uma hora. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
Começamos pela atualidade internacional. O Irão lançou esta noite novos ataques contra posições norte-americanas no Médio Oriente, informação avançada pelo Comando Central dos Estados Unidos, através da rede social X. Estes são os primeiros ataques iranianos desde o início da pausa anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As Forças Armadas norte-americanas dizem ter interceptado todos os mísseis disparados pelo Irão. Segundo o portal Axios, os mísseis tinham como alvo uma base militar dos Estados Unidos na Jordânia. Ainda nesta sexta-feira, Donald Trump recebeu na Casa Branca Volodymyr Zelensky e Benjamin Netanyahu. Os encontros decorreram à porta fechada. A presidência norte-americana diz que as reuniões foram positivas e produtivas. O Primeiro-Ministro de Israel classificou este encontro como um dos melhores que já teve com o presidente norte-americano. Os dois líderes discutiram a situação no Médio Oriente. Também o presidente da Ucrânia considerou a reunião com Trump positiva. Em cima da mesa estiveram os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra na Ucrânia, mas também a produção local de intercetores de mísseis Patriot. Na atualidade nacional, o incêndio da Guarda está praticamente dominado. Informação avançada pelo comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela. João Rodrigues adianta que o fogo está a ceder ao combate e que os operacionais estão a tirar partido da janela de oportunidade proporcionada pelas condições meteorológicas favoráveis.
Neste momento, a situação está numa fase avançada, de trabalhos a decorrer favoravelmente. O incêndio já está a ceder àquilo que é os meios do combate. Ainda há muito trabalho a fazer naquilo que é a consolidação do perímetro. Mas, efetivamente, a noite de hoje é uma noite em que empenhamos o maior dispositivo neste teatro de operações para aproveitar aquilo que é a pequena janela de oportunidade que as condições meteorológicas nos preveem.
Em relação aos próximos dias, João Rodrigues avisa que podem ser difíceis. A prioridade vai ser evitar reativações.
Os próximos dias, essencialmente durante esta semana, mais quatro dias, sabemos que serão desfavoráveis para aquilo que é o risco de incêndio rural e, portanto, temos que limitar ao máximo aquilo que é o potencial que é este incêndio, que tem uma área afetada já de cerca de 4 mil hectares e um perímetro de 40 km, e, portanto, temos que limitar ao máximo o potencial de reativação dele.
Declarações de João Rodrigues, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, num registo captado pela RTP. No teatro de operações, no incêndio da Guarda, continuam cerca de 660 operacionais apoiados por mais de 200 viaturas. Entretanto, e por causa da evolução da situação no terreno, a A25 e a Estrada Nacional 26 também já reabriram. Já em Valpaços, o incêndio mantém três frentes ativas. No terreno estão 380 bombeiros que combatem as chamas. Os meios de combate foram reforçados ao início da noite com operacionais mobilizados de várias zonas do país. Segundo o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, o fogo tem uma grande extensão e as frentes continuam a dar muito trabalho às equipas. A baixa humidade está a ser a principal dificuldade para este combate às chamas durante a noite. A Estrada Nacional 213, que liga Valpaços a Chaves, mantém-se cortada na zona do incêndio. Até o momento, não há registo de localidades em perigo nem de feridos. Seguimos com os novos desenvolvimentos no caso Luís Neves. Foi o diretor financeiro da Polícia Judiciária o responsável pela entrega do atrelado de droga à empresa do empreiteiro e amigo do ministro. A CNN Portugal avança que a proposta de enviar o atrelado apreendido na Operação Pacoba para a empresa Constrobarcelos partiu de Álvaro Pires. Em causa, a necessidade de retirar o veículo das instalações da Autoridade Marítima Nacional no Seixal por alegado risco de incêndio. A sugestão recebeu depois luz verde do então diretor nacional da Polícia Judiciária, dizendo à CNN que o atrelado, que transportava bidões com produtos utilizados no fabrico de droga, seguiu para Barcelos no dia 5 de setembro de 2025, sob escolta da PJ. Ainda sobre as polémicas em torno de Luís Neves, o secretário-geral do PS solicitou uma reunião com o Primeiro-Ministro para pedir esclarecimentos. José Luís Carneiro espera que o encontro aconteça ainda esta semana. Por agora, aguarda uma resposta de Luís Montenegro.
E, portanto, aquilo que exigirei ao Primeiro-Ministro é uma conversa que devo ter com o Primeiro-Ministro sobre as instituições democráticas, sobre a forma como as instituições democráticas estão ou não a salvaguardar valores fundamentais de transparência, de prestação de contas, de lisura e de sentido de probidade no desempenho das mais importantes funções no Estado. Pedi essa reunião, aguardo por essa reunião.
Declarações do líder socialista José Luís Carneiro, na tarde desta terça-feira, à margem de uma reunião com o representante da Santa Sé em Lisboa, na Nunciatura Apostólica. Esta terça-feira fica ainda marcada pela notícia de que o gabinete de André Ventura no Parlamento foi invadido e vandalizado. Segundo o líder do Chega, terão desaparecido documentos sobre Luís Neves, relacionados com a comissão de inquérito proposta pelo partido aos mandatos do atual ministro da Administração Interna na Direção Nacional da Polícia Judiciária. O presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República exclui que alguém tenha entrado no Parlamento durante a madrugada. Emídio Guerreiro diz que o responsável pelo incidente só pode ter entrado no local até às nove da noite do dia anterior, hora em que se realiza a última ronda de vigilância dos elementos de segurança da Guarda Nacional Republicana.
Desde o fecho das portas até à abertura das mesmas ontem à noite, não entrou ninguém na Assembleia da República. Desde que a porta foi fechada, as forças de segurança que estão nas portas garantem-nos que não registam ninguém entrar e as pessoas não entram sozinhas, isso é impossível. Das 18h20 até às 21h é um período temporal onde nós não sabemos o que é que aconteceu ali, porque nós estávamos todos a partir. O pressuposto que foi durante a noite que isso aconteceu, mas pode ter acontecido durante este período de tempo.
O social-democrata Emídio Guerreiro, presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República sobre a invasão do gabinete de André Ventura. Já o deputado do Chega, Pedro Frazão, lembra que o líder do partido não costuma trancar as portas do gabinete e diz que Ventura não deve ser censurado por isso.
É normal deixar as portas dos gabinetes abertas. Eu próprio deixo a minha porta do gabinete aberta porque há uma confiança absoluta na segurança, ou havia uma confiança absoluta na segurança e nas pessoas que têm acesso ao Parlamento, que não podem circular sozinhas. Essa pergunta que me está a fazer vem no decurso, provavelmente, de algumas pessoas e comentadores que eu vi, por exemplo, de manhã, a darem a entender que André Ventura teria culpa desta intrusão porque não tinha fechado a porta do gabinete à chave. Ora, isso é mais ou menos o mesmo que dizer que uma mulher tem culpa de ser violada por andar de minissaia.
Palavras de Pedro Frazão, o deputado do Chega e Emídio Guerreiro, membros do Conselho de Administração da Assembleia da República no Explicador da Rádio Observador. A Iniciativa Liberal pediu uma audiência ao Presidente da República. Os liberais vão ser recebidos por António José Seguro já na próxima segunda-feira para falar sobre o atual estado do país. É o que se lê no comunicado do partido. Na nota não é adiantado qualquer outro pormenor sobre os tópicos que Mariana Leitão pretende debater com o chefe de Estado. Certo é que este é um anúncio que surge depois de esta tarde a presidente da Iniciativa Liberal ter classificado como ensurdecedor o silêncio do ministro da Administração Interna em relação às polémicas. Mariana Leitão considera que Luís Neves já devia ter prestado esclarecimentos.
Cada dia que passa, o silêncio do ministro da Administração Interna é fatal. Está a pôr em causa a dignidade e a credibilidade das instituições e, portanto, estamos aqui a arrastar toda esta situação por conta de um silêncio ensurdecedor e que continua a não haver forma de o senhor ministro vir esclarecer o que tem para esclarecer.
Declarações de Mariana Leitão, a líder da Iniciativa Liberal, durante a manhã desta terça-feira. A bancada liberal tem sido particularmente crítica em relação à polêmica que envolve o ministro da Administração Interna. O partido chegou mesmo a pedir uma reunião extraordinária da Comissão Permanente da Assembleia da República para ouvir o governante, mas o pedido foi recusado por Aguiar Branco, por falta de consenso. PSD e CDS travaram a ida de Luís Neves ao Parlamento. Na reação, Mariana Leitão acusou os sociais-democratas de contribuírem para o degradar das instituições em Portugal. O ministro da Economia garante que nenhum euro do plano de recuperação e resiliência vai ser devolvido a Bruxelas. O país tem até ao último dia de agosto para cumprir as metas definidas junto da Comissão Europeia. Manuel Castro Almeida assegura que se não houver imprevistos, 100% os investimentos serão concretizados e que não será necessário devolver qualquer verba dos fundos comunitários.
Estamos agora na fase do último esforço. Se não surgirem acidentes ou incidentes imprevistos, chegaremos ao final do prazo com todos os marcos e metas do PRR cumpridos. Ou seja, cumpriremos 100% dos investimentos e das reformas programadas. O mesmo é dizer que investiremos a totalidade das subvenções colocadas à disposição de Portugal. Nenhum euro ficará por investir, nenhum euro será devolvido a Bruxelas.
Manuel Castro Almeida, o ministro da Economia e Coesão Territorial, numa conferência em Lisboa. O governante diz ainda que o governo se prepara para apresentar em breve o décimo plano de pagamento a Bruxelas. Notícia de fecho deste jornal da 01:00. O essencial da informação é atualizado à 13h30.