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Muito boa noite, edição da meia-noite com António José Soares e a começar no desporto, que o Benfica perdeu por 1 a 0 frente ao Barcelona.

A partida da primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões decorreu esta noite no Estádio da Luz. No final do jogo, o treinador das Águias, Bruno Lage, diz que apesar da derrota, mantém a ambição de vencer a partida da segunda mão, que se realiza na próxima terça-feira.

É futebol. Nós também tivemos a mesma situação com o Mônaco e depois a eliminatória foi decidida no segundo jogo. Aconteceu aquilo que eu previa, um resultado que deixa expectativas para o jogo seguinte. Agora, em função daquilo que nós fizemos, das oportunidades criadas, da forma como jogamos, podíamos ter obtido outro resultado, é um fato, mas isso não nos tira a nossa ambição de projetar o jogo daqui a cinco, seis dias, com a ambição tremenda de vencer e seguir em frente.

Bruno Lage, depois da derrota do Benfica, esta noite na Luz frente ao Barcelona, um som captado pela Sport TV cinco.

Agora, na política, o governo prepara-se para reunir em Conselho de Ministros na sexta-feira, uma informação que foi apurada pelo Observador.

Ainda assim, isto não significa necessariamente que a moção de confiança seja aprovada e entregue nesse dia, uma vez que teoricamente até pode acontecer antes. Há matérias que são decididas de forma mais rápida e consultando de forma virtual os ministros, por exemplo. Contas feitas, e apesar de não haver ainda um calendário fechado, a moção de confiança deverá ser discutida entre segunda e quarta-feira da próxima semana.

O presidente da República, esse, admite possíveis eleições legislativas antecipadas em maio.

Marcelo Rebelo de Sousa prevê que seja discutida a moção de confiança na próxima quarta-feira, a moção que foi anunciada hoje por Luís Montenegro. O chefe de Estado diz que vai esperar pelo resultado dessa votação e caso a moção de confiança seja chumbada, o país deve ir a votos entre 11 e 18 de maio.

No caso eventual de haver eleições, nesse caso, mas temos que esperar pela votação, pela rejeição e pela posição dos partidos e do Conselho de Estado, nesse caso, primeira data possível é algures entre 11 e 18 de maio.

Senhor presidente, então admite haver eleições antecipadas?

Não admito neste sentido, eu tenho a obrigação de trabalhar em todos os cenários. Há um cenário que é a moção de confiança ser aprovada. Isso implicaria, naturalmente, em função do debate e da ponderação, que houvesse uma constelação, uma conjugação de votos que permitisse isso.

Mas isso não parece possível.

Agora, se isso não for possível, na base do debate que houve hoje, se isso não for possível, então eu tenho a obrigação de pensar na alternativa.

Declarações aos jornalistas de Marcelo Rebelo de Sousa em Viseu, num registro captado pela RTP. O chefe de Estado anunciou também o cancelamento de uma visita de Estado à Estônia, marcada para a próxima semana, devido ao debate da moção de confiança.

Declarações do presidente da República que seguiram ao chumbo da moção de censura do PCP.

O debate foi um passa-culpas sobre quem é o responsável pela crise política. Depois, Miguel Vitor Bento Dias, do anúncio da moção de confiança pelo primeiro-ministro.

Avançaremos para a última oportunidade de o fazer, que é a aprovação de voto de confiança.

Luís Montenegro destrunfou o debate da moção de censura. Em breve volta ao Parlamento para defender uma moção de confiança ao governo. O primeiro-ministro acusa o PS de querer fragilizar o executivo e prefere instabilidade durante dois meses do que desgaste durante ano e meio.

E o Partido Socialista, todas as questões que suscitou terem sido esclarecidas, optou pelo taticismo e pelo oportunismo, com o propósito de aprofundar um clima de suspeição e desgastar artificialmente o governo.

Mas no passa-culpas, Pedro Nuno Santos acusa o primeiro-ministro de ter criado um problema ao não responder às perguntas e usou o caso pessoal.

O parlamentar do PSD fez vídeo com várias notícias sobre como eu paguei a minha casa em Lisboa, sobre o IMI que pagava na casa do Alentejo. Durante a campanha, tive que responder a essas questões todas. São usadas como memes nas caixas de comentários. Sabe por que nenhuma dessas questões foi problema político para mim? Porque eu respondi.

Pedro Nuno Santos a recordar as incompatibilidades com a empresa do pai, da qual teve que se desfazer da cota que tinha. O líder do PS lembra ao primeiro-ministro que havia uma alternativa.

Optou por calar o Parlamento. Foge das explicações como o diabo foge da cruz.

A alternativa era aceitar a comissão de inquérito. A iniciativa liberal lamentou durante o debate que Montenegro tenha escolhido o Espiridion Viva em vez do país e o bloco diz que um líder de governo que não quer esclarecer os assuntos não pode desempenhar o cargo. Mas quem também acusa Montenegro de escapar às perguntas é André Ventura.

Medo do escrutínio e com medo da avaliação parlamentar, escolheu uma fuga para a frente.

E o primeiro-ministro recusa as acusações de que está a fugir.

Eu não tenho medo nenhum de comissão parlamentar de inquérito. Eu não tenho nada a esconder, nada.

No encerramento, Paulo Rangel ainda pediu ao PS para se abster da moção de confiança e lançar a comissão de inquérito, ao contrário do que defendeu o líder do Livro, Rui Tavares, que pediu a demissão imediata do chefe do governo. Na moção de censura apresentada pelo PCP, Paulo Raimundo aproveitou para atirar não só ao executivo, mas também à falta de compromisso do PS.

O que falta saber é se há hoje a responsabilidade e vontade de confirmar esse inevitável desfecho.

O secretário-geral dos comunistas, que viu rejeitada a moção de censura, com os votos contra do PSD e a abstenção do PS e do Chega.

Miguel Viterbo Dias com alguns dos destaques do debate da moção de censura do PCP.

Agora, meia-noite e seis. Quanto ao ministro da Presidência, acusa o PS de ter uma estratégia de desgaste do Governo.

Em entrevista esta noite à SIC Notícias, António Leitão Amaro diz que eventuais eleições antecipadas serão sempre culpa da oposição. Para o governante, o Partido Socialista está apenas focado em criar instabilidade política.

O Partido Socialista, à falta de projeto político, optou por isto: instabilidade longa, permanente e desgaste do Governo. Isto podia não ser um problema, o Partido Socialista ter esta posição, que não tem programa, só está a fazer chicana política. Podia não ser um problema se nós tivéssemos maioria no Parlamento para governarmos sem nenhuma intervenção de nenhum dos outros partidos da oposição, mas o problema é que não temos. Portanto, o que nós sabemos? É que na circunstância política que temos hoje, mais vale ter, se necessário, como dizia o senhor presidente da República, com rapidez, um mês e meio ou dois meses para clarificar, para depois ganharmos estabilidade e continuarmos a transformar.

António Leitão Amaro afasta também qualquer relação entre a moção de confiança e a comissão de inquérito avançada pelo PS. O ministro diz que o objetivo é parar com a política de desgaste permanente dos socialistas.

Eu sinto que há muitas pessoas neste país que se perguntam, e que muitas perguntam: por que vai haver eleições agora? Por nós, não há eleições. Repare, o que nós estamos a apresentar é uma moção de confiança para parar esta estratégia do Partido Socialista, sobretudo da instabilidade e da degradação permanente e lenta.

António Leitão Amaro, em entrevista à SIC Notícias esta noite, o ministro da Presidência garantiu ainda que não há razões para colocar em causa a relação entre o primeiro-ministro e o presidente da República.

Ainda na política, o presidente do Governo Regional da Madeira concorda com a apresentação de uma moção de confiança por parte do primeiro-ministro.

Miguel Albuquerque sublinha a importância de terminar com a crise política que se instalou em Portugal. Ao mesmo tempo que aplaude a iniciativa do Governo, o líder regional da Madeira defende o primeiro-ministro, que diz estar a ser cozido em lume brando.

Neste momento, temos de pôr todas as cartas na mesa. O que não podemos estar sujeitos é o Governo e o primeiro-ministro estarem a ser cozidos em lume brando e cada partido tem que assumir as suas responsabilidades. Eu sou ultra favorável a esta circunstância do Governo apresentar neste momento uma moção de confiança, senão vamos estar num impasse durante meses e meses a discutir qual é o hotel em que o primeiro-ministro ficou, se ficou em cinco estrelas, se ficou em quatro.

O presidente do Governo Regional da Madeira defende ainda que é preferível avançar para a realização de eleições antecipadas a continuar a discutir situações que classifica como bizarras.

Agora, meia-noite e oito. António, para fechar, que outras notícias vão marcando o atualidade?

Uma cimeira extraordinária do Conselho Europeu vai decorrer esta quinta-feira em Bruxelas. O encontro pretende analisar a defesa europeia e discutir a continuação do apoio à Ucrânia. A cimeira decorre duas semanas depois de se terem assinalado os três anos da guerra e numa altura em que os Estados Unidos anunciaram retirar o apoio a Kiev. Os 27 querem agora analisar mais apoios monetários para a defesa militar da Ucrânia. Os cortes no financiamento norte-americano para os programas de combate à tuberculose colocam em risco a vida de milhões de pessoas. É um alerta deixado pela Organização Mundial de Saúde. Após tomar posse, Donald Trump assinou uma ordem executiva para que os Estados Unidos congelassem ajuda externa durante 90 dias. Em resposta, a OMS refere que os programas de prevenção, testagem e tratamento da tuberculose já salvaram mais de 79 milhões de vidas. A região africana é a mais afetada pelos cortes de financiamento dos Estados Unidos.

Final da edição da meia-noite com António José Soares. Informação essa estará de regresso à meia-noite e meia. Quanto a nós, é tudo. Até amanhã.

Até amanhã, Nuno.

Até amanhã.