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Do organismo. Jornal da meia-noite com a Laura Figueiredo. Laura, Pedro Nuno Santos incluiu na lista de deputados do PS por Lisboa Hugo Mendes, o ex-secretário de Estado da polêmica da TAP. Mariana Vieira da Silva volta a ser cabeça de lista.

O nome da ex-ministra da presidência consta no topo da lista a que o Observador teve acesso e que foi esta noite a votos na Comissão Política Distrital do PS. Desta vez, os socialistas não contam com Fernando Medina nas listas do partido. O ex-ministro das Finanças manifestou indisponibilidade ao líder do PS para voltar a ser candidato. De fora da lista de Lisboa, fica também Marcos Perestrello, que vai ser cabeça de lista por Santarém. Pedro Nuno Santos incluiu ainda Hugo Mendes, o ex-secretário de Estado das Infraestruturas, que esteve no centro da polêmica indenização à Alexandra Reis na TAP. Hugo Mendes surge em penúltimo lugar na lista de candidatos a deputados pelo círculo de Lisboa.

E a mais recente sondagem para as legislativas, conhecida hoje, revelou o fim do empate técnico entre AD e PS. Luís Montenegro segue na frente com uma vitória clara.

Se as eleições legislativas fossem hoje, a Aliança Democrática, liderada por Luís Montenegro, voltaria a ganhar e numa posição ainda mais favorável em relação à das últimas eleições, em 2024. É o que mostra a nova sondagem da Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN. AD segue na frente com 34,4% das intenções de voto, uma vitória clara, mas que ainda assim não alcança os 35,6% da sondagem feita em fevereiro. Em sentido contrário, está o PS, um dos partidos que descem mais e perdem ponto percentual em relação à última sondagem, fica assim desfeito o empate técnico com a AD. O CHEGA continua a ser apontado como a terceira força política, mas longe de conseguir alcançar os mesmos 18% que permitiram a eleição de 50 deputados no ano passado. Boas notícias para a Iniciativa Liberal e Livre. Os resultados obtidos são superiores aos de 2024, os melhores de sempre para ambos os partidos. A CDU apresenta uma subida pouco significativa, o Bloco de Esquerda volta a perder força e o PAN fica em risco de desaparecer, ficando atrás do ADN. De destacar ainda o número de indecisos. De acordo com a sondagem, quase 19% dos inquiridos ainda não decidiu o sentido de voto.

E Luís Montenegro diz não ser suspeito de nada no caso Pinhu viva e acusa a oposição de falta de argumentos na pré-campanha eleitoral.

Em resposta às críticas dos partidos, em especial o PS, que diz que o caso entorno do primeiro-ministro não fica arrumado depois das legislativas, o chefe do governo discorda.

Eu não tenho nenhuma questão. Eu não sou suspeito de nada relativamente à minha vida profissional e patrimonial. Eu tenho sido alvo de muitas denúncias anônimas não comprovadas. Aqueles que se agarram a isso para me fazer o combate político mostram que têm poucos argumentos.

Luís Montenegro, que presidiu à reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, na sequência do relatório provisório do RADI, que aponta para um aumento de criminalidade violenta, apesar da descida da criminalidade geral. O primeiro-ministro admite que Portugal é um país seguro, mas deixa alguns alertas.

Temos de estar muito atentos. Outros países tiveram uma performance muito similar à nossa e hoje têm problemas muito graves de aumento da criminalidade, em particular da criminalidade mais grave e violenta. Portanto, a minha opinião não mudou. Nós temos todas as razões para continuar a investir na segurança, no policiamento de proximidade, na prevenção das condutas criminais.

Há ainda outros dados do relatório que vão ser divulgados em breve, particularmente preocupantes para as escolas. As ocorrências criminais em contexto escolar aumentaram quase 7%, o maior número da última década.

E já é conhecido o calendário dos debates televisivos para as eleições legislativas, proposto pelas televisões aos partidos com assento parlamentar.

Os debates começam a 7 de abril, com frente a frente entre PSD e PCP, com transmissão na TVI, e terminam a 28 de abril, com o debate entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos, que vai ser transmitido nas três televisões generalistas. No total, a proposta das televisões são 28 debates, três com Nuno Melo em representação da AD.

Laura, João Massano é o novo bastonário da Ordem dos Advogados, quer mais proximidade, inclusão e representatividade.

A lista R, encabeçada por João Massano, alcançou cerca de 55% dos votos, enquanto a lista U, liderada por Fernanda de Almeida Pinheiro, não foi além dos 45%, e por isso Fernanda de Almeida Pinheiro deixa de ocupar o cargo como bastonária da Ordem. Como objetivos para o mandato, João Massano propõe-se a unir a classe, modernizar a profissão e restaurar o prestígio da Ordem dos Advogados. Ainda assim, para o novo bastonário, o grande objetivo é apostar na formação gratuita.

E na atualidade internacional, Marine Le Pen afirma que a condenação do Tribunal de Paris foi uma decisão política e acusa a juíza que presidiu ao julgamento de violar o Estado de Direito.

A líder da União Nacional Francesa falou pela primeira vez esta noite sobre a condenação do Tribunal de Paris, numa entrevista ao canal francês TF1. Marine Le Pen foi hoje condenada a quatro anos de prisão por desviar fundos europeus. Vai recorrer da decisão, mas não pode, no entanto, candidatar-se às presidenciais de 2027. Marine Le Pen explica que deixou o tribunal antes da sentença acabar de ser lida, porque compreendeu de imediato qual seria a decisão da magistrada.

A motivação da presidente é clara: eu não quero que a Marine Le Pen possa ser eleita presidente da República. Dá-se conta deste dia desastroso. Esta segunda-feira, dia 31/03/2025, o dia desastroso que isto representa para a nossa democracia e para o nosso país, em que milhões de franceses vão ser privados por um juiz de primeira instância, sem recurso possível, da candidata que é hoje dada como a favorita das eleições presidenciais.

Marine Le Pen insiste que está inocente e refere que o pagamento a funcionários do partido com fundos europeus foi um desacordo administrativo entre o Parlamento Europeu e os deputados eleitos A líder da União Nacional deixou ainda elogios a Jordan Bardella, presidente do partido e o nome apontado como possível candidato às eleições, mas Le Pen diz que ainda é cedo para Bardella se assumir como candidato oficial.

No desporto, Pedro Proença deixa o recado: ninguém está acima das instituições. O presidente da FPF garante ainda que vai ser inflexível na credibilidade do organismo.

Mensagens deixadas no discurso feito no jantar da celebração dos 111 anos da Federação Portuguesa de Futebol, um jantar que acontece numa altura em que antigo e atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol trocaram acusações com a eleição de Pedro Proença para o comitê executivo da UEFA a ficar em risco. Agora, sem se dirigir diretamente a Fernando Gomes, Pedro Proença garante que vai ser inflexível pela transparência e credibilidade da Federação.

Lutaremos simultaneamente por princípios, por valores que não têm preço. Afirmo hoje, com toda a nossa convicção perante vós: seremos intransigentes na seriedade de procedimentos. Seremos inflexíveis na luta da credibilidade desta instituição. Seremos irredutíveis na transparência e na integridade da gestão de uma organização como a Federação Portuguesa de Futebol. Doa a quem doer, mesmo que não queira. Há escolhas que esta missão nos obriga a fazer. E ninguém manda na Federação, porque a Federação não é de ninguém.

Pedro Proença, que mencionou apenas por uma vez o nome de Fernando Gomes para agradecer o trabalho feito, porém, deixa também um aviso ao agora presidente do Comitê Olímpico de Portugal: ninguém está acima das instituições. A crise mereceu ainda um comentário do presidente do Futebol Clube do Porto. André Villas-Boas deixa duras críticas à guerra de palavras, apelida como lamentável. Para o presidente do Futebol Clube do Porto, há uma paz podre de vários anos, agora revelada.

É um momento lamentável a todos os níveis, de registrar a consciência que o futebol português está gravemente doente e que nos andamos a enganar uns aos outros há bastante tempo. Não basta as recentes questões entre o ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e o atual, mas também um certo desalinhamento entre os três grandes agora e o fato de continuarmos a adiar discussões da liga centralização.

Também Frederico Varandas marcou presença no jantar da Federação Portuguesa de Futebol, mas não prestou declarações.

Oito minutos para lá de meia-noite, Laura. Que outras notícias estão a marcar a atualidade?

O regulador do setor de energia propôs um acréscimo de 4% no preço do gás natural para o mercado regulado. Esta proposta significa um aumento de 63 a 87 cêntimos para as duas tipologias de clientes domésticos mais representativos. A medida pode entrar em vigor a 1 de outubro. Vai abranger os cerca de 440 mil consumidores que permaneciam, no final de fevereiro deste ano, no mercado regulado. O número de portugueses expulsos ou deportados para Portugal no ano passado aumentou 43% face a 2023. De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna, em 2023, foram expulsas ou deportadas para Portugal 387 pessoas, mais 117 do que no ano anterior. Quanto aos portugueses que se encontram a cumprir pena no estrangeiro, de acordo com o RASI, são cerca de 1500, sendo que só em 2024 foram detidos 47. No desporto, o Sporting confirmou hoje os dois primeiros reforços para a próxima temporada. O médio georgiano, Giorgi Koroshvili, vem dos espanhóis do Levante e assina contrato até 2030. Em comunicado dos Leões à CVM, o negócio ficou fechado por 5 milhões e meio. Já o extremo brasileiro, Alisson, chega proveniente do ES Vitória por 2 milhões e 100 mil euros, o atleta que estava emprestado à União de Leiria e também assinou contrato até 2030. É assim que fechamos este jornal da meia-noite.