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É o Jornal da Meia-Noite, edição de António José Soares e a começar com a Seleção Nacional Portugal na final da Liga das Nações, depois de ganhar esta noite a Alemanha por duas bolas a uma na cidade de Munique. Os gols da equipa das Quinas foram marcados por Francisco Conceição e Cristiano Ronaldo. Já do lado dos germânicos, marcou Wirtz. No final da partida, o selecionador nacional, Roberto Martínez, relembra que Portugal já não vencia frente aos alemães há 25 anos e acrescenta que a seleção portuguesa precisa de estar preparada para mudanças táticas.
Acho que precisamos de desfrutar da vitória. Estamos a falar de coisas que não são importantes. O importante é o espírito que mostramos. É a primeira vez em 25 anos que ganhamos na Alemanha, e porque é muito difícil. Então, praticamente estivemos excepcionais. Acho que o compromisso ajuda e depois acho que à frente da baliza melhoramos muito na segunda parte, era o que precisávamos na primeira parte, mas acho que hoje mostramos que trabalhamos muitas diferentes variantes táticas e utilizamos isso e precisamos utilizar isso.
Roberto Martínez, no final da vitória de Portugal frente à Alemanha. Já o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, avisa que Martínez tem contrato com a seleção e, por isso, tem tempo para trabalhar.
Neste momento, o Mister Martínez está a fazer o seu trabalho com esta qualidade e, portanto, ninguém pode pôr isto em causa e nem se tem que comentar, não há nada para comentar, há um trabalho para ser praticado. As coisas estão definidas. É este caminho que vamos seguir, com esta tranquilidade, com este nível dos jogadores e com essas alegrias para todos os portugueses, que é isso que estes jogadores sabem dar. Nós, enquanto dirigentes, pura e simplesmente, somos os simplificadores deste trabalho e temos que, no recato, na tranquilidade, dar condições para que todos os portugueses possam estar satisfeitos como hoje estão. E no domingo cá estaremos com a nossa motivação e com a vontade de fazer cada vez melhor.
A final da Liga das Nações joga-se no próximo domingo, às 8 p.m. em Munique. O jogo vai ter relato aqui na Rádio Observador. A Seleção Nacional vai defrontar o vencedor da outra meia-final, que se vai disputar amanhã entre Espanha e França.
Agora na política com Pedro Duarte, que acredita que Carlos Abreu Amorim tem capacidade para ser um bom Ministro dos Assuntos Parlamentares.
Foram declarações exatamente antes desta partida entre Portugal e a Alemanha. O ainda ministro dos Assuntos Parlamentares acredita que realizou um bom trabalho no cargo. Quanto ao seu sucessor, Pedro Duarte, refere que a passagem da pasta vai ser tranquila e afirma que Carlos Abreu Amorim tem qualidades para tutelar os assuntos parlamentares.
Eu diria que é fácil, porque ele estava na equipa, ele já foi uma grande ajuda no último ano, portanto, foi um braço direito, eu diria. E está mais do que preparado para, com muita naturalidade, assumir agora a responsabilidade máxima naquele ministério. E eu não tenho grandes dúvidas que vai fazer um papel melhor do que aquilo que eu fiz.
As palavras de Pedro Duarte, captadas pela RTP, o candidato à autarquia do Porto cumpriu esta quarta-feira o seu último dia como ministro.
Entretanto, foram conhecidos esta tarde os nomes dos ministros do segundo governo de Luís Montenegro, que mereceram fortes críticas da oposição.
Da esquerda à direita, as mexidas que o primeiro-ministro fez no Executivo não foram bem recebidas. Duas junções de pastas, ministros que entraram e não deviam ter entrado e ministros que ficaram, mas deviam ter saído, é o que se ouve da oposição em relação ao novo governo. João Costa Campos.
Um novo ministério, quatro saídas, três entradas e dois ministros a acumular pastas. As novidades do segundo governo de Luís Montenegro com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a receber um renovado voto de confiança merecido, diz o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.
O trabalho na saúde é um trabalho estrutural que é preciso fazer-se. E não é mudando de ministro que nós vamos conseguir ultrapassar os obstáculos que ainda há, mas creio que esta confiança renovada na senhora Ministra da Saúde é também um sinal de esperança para todos os portugueses.
É a decisão mais polêmica neste novo governo, que recolhe críticas da oposição. O presidente do CHEGA, André Ventura, considera que a ministra da Saúde não tem condições para continuar no cargo.
O governo opta por manter uma linha de continuidade, isso é profundamente errado, sobretudo no caso da saúde. Quer dizer, houve um consenso quase nacional de que a ministra da Saúde cometeu erros, e erros de responsabilidade, erros graves.
Na mesma linha, o PCP, o Bloco, mas também o Partido Socialista, que diz que Ana Paula Martins é incompetente, mas aponta também o dedo à nova ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que abandona a Provedoria de Justiça e substitui Margarida Blasco.
Essa transição direta desprestigia a instituição Provedor de Justiça, que tem como primeira missão defender os cidadãos do Estado e da sua administração e das suas entidades.
A economia junta-se à coesão territorial, uma junção de pastas que para os liberais não faz sentido, mas nasce também o Ministério da Reforma do Estado, tutelado por Gonçalo Matias, uma pasta que para Paula Santos, do PCP, é um mau sinal para a Administração Pública.
O novo ministério, claramente com uma intenção de atacar os serviços públicos e as funções sociais do Estado.
Mexidas no novo Executivo que para o deputado Paulo Muacho, do Livre, sabem a pouco.
Estamos perante um governo que é mais do mesmo, mas em pior. Nós vemos isso quando sai a ministra da Cultura e essa pasta passa a ser acumulada pela ministra da Juventude e do Desporto, também na Economia, quando sai o ministro e passa a ser acumulada a pasta pelo ministro da Coesão Territorial.
As reações da oposição ao segundo governo de Luís Montenegro, que toma posse esta quinta-feira, das bancadas à esquerda e à direita, não leva grandes amizades
Um trabalho do jornalista João Costa Campos, com as reações dos partidos da oposição ao novo governo de Luís Montenegro.
E no dia em que foi conhecido o próximo executivo de André Ventura, garante que vai apresentar o seu governo-sombra nas próximas semanas.
Em entrevista esta noite à RTP3, o líder do Chega explicou que está a começar a trabalhar nos nomes que vai apresentar, mas deixa uma certeza: são nomes independentes.
Eu não lhe vou dizer nomes quando o Governo nem sequer tomou posse ainda, o Governo da República. Nem seria de respeito para com esse governo, nem para com o Parlamento. Mas posso garantir que nas próximas semanas apresentarei ao país um conjunto de nomes credíveis, independentes.
Independente significa que não serão do Chega?
Sim, significa que uma grande parte não serão do Chega, em muitas áreas.
Não serão das importantes, que são as personalidades que o Chega quer, que nós conhecemos mais.
Muitos não são sequer nem militantes do Chega, nem sequer foram apoiantes nos últimos anos do Chega. Porque não é isso que me preocupa quando quero a escolha de um governo. É pessoas sérias, independentes e honestas.
André Ventura, na grande entrevista da RTP esta noite.
Agora, meia-noite e sete, quanto a Dalila Rodrigues, ministra cessante da Cultura, diz que não teve qualquer interferência na demissão de Aida Tavares, até aí directora artística do CCB, que foi exonerada esta tarde.
Foi demitida no mesmo dia em que o executivo de Luís Montenegro nomeou a composição do próximo governo, do qual Dalila Rodrigues não vai fazer parte. À Rádio Observador, Aida Tavares, directora artística do CCB, diz que foi demitida por telefone, numa conversa com o presidente do Centro Cultural de Belém, Nuno Vassalo e Silva, e Madalena Reis, vogal do Conselho de Administração. Aida Tavares fala ainda numa demissão com significado político, feita à 25ª hora da ministra. À Rádio Observador, Dalila Rodrigues nega qualquer envolvimento na demissão da directora artística do CCB. Dalila Rodrigues acredita mesmo que a alegação de que teve responsabilidades na decisão é inventada pela própria Aida Tavares.
Essa notícia é falsa e é certamente inventada pela pessoa que se vitimiza. Peço desculpa, mas eu tenho absolutamente que esclarecer o público que eu não sou essa pessoa e que eu não cometi essa ação.
A ministra cessante da Cultura assegura que nunca interferiu neste tipo de decisões. Um dos principais pontos de discórdia entre a ministra da Cultura e a administração do CCB era precisamente a nomeação de Aida Tavares como directora artística, um cargo que até então não existia.
Ainda na política, Mariana Leitão é candidata à liderança da Iniciativa Liberal.
O anúncio foi feito esta noite nas redes sociais, onde afirma que decidiu avançar porque tem a vontade e a capacidade de agregar um movimento que inspire uma mudança no país. Mariana Leitão foi reeleita nesta terça-feira líder da bancada parlamentar da IL. É também o nome apontado pelo partido para a corrida a Belém. Tem sido, aliás, um dos nomes mais falados para suceder a Rui Rocha, desde que este apresentou a demissão no sábado passado.
Agora é meia-noite e nove. António, que outras notícias estão a marcar a atualidade?
O Papa apelou à Rússia para que tome um gesto que favoreça a paz. Foi na conversa que teve ao telefone com o presidente russo. A informação é avançada pela Vatican News e cita o porta-voz, Matteo Bruni. No comunicado lê-se ainda que Leão XIV pediu a Vladimir Putin para que enfatizasse a importância do diálogo, para criar contactos positivos entre as partes e procurar soluções para o conflito. Nuno, diz-me uma coisa: tu gostas de séries de televisão sobre assaltos, tipo "Casa de Papel"?
Sim, senhor.
Gostas?
Adoro.
Eu também. Então imagina agora um assalto em que o personagem principal é um elefante.
Estás a gozar?
Não, não estou.
Tipo elefante, elefante?
Elefante, elefante. Aconteceu na Tailândia, um elefante fugiu de um parque nacional e invadiu uma mercearia.
E o que é que levou?
Olha, este assaltante original roubou nove sacos de bolachas de arroz, maçãs e bananas. Este elefante, este assaltante, já é conhecido das autoridades. Não é a primeira vez que ele anda a roubar comida em casas próximas do habitat. Olha, a história tem graça, nós estamos a rir, mas a causa do assalto é um problema bem sério.
Então fala-me disso.
É que com a invasão das florestas tailandesas, os habitats dos elefantes estão a ficar cada vez mais ameaçados e eles acabam por ver-se forçados a sair para procurar alimentos.
O meu pai sempre dizia: "Quem rouba para roubar não merece castigo".
Quem rouba para roubar não merece castigo.
Não, quem rouba comida. Isso é assim uma coisa.
É uma coisa.
Olha, tu escreveste isto para eu dizer.
Não, isso inventei tudo por ti.
Caso para dizer que com o prejuízo que causou, os proprietários da mercearia devem ter ficado trombas.
É verdade.
É isto. Não é minha autoria.
Não.
Mas olha que é um problema sério.
É um problema sério dos florestas e dos habitats que estão a ser desaparecidos.
Exatamente.
É verdade. Aliás, lembras-te quando foi a pandemia, uma quantidade de animais começaram a entrar dentro de cidades?
Sim, lembro-me perfeitamente disso. Olha, António José Soares, de trombas ou não?
Não, eu a errar.
Tu a errar. Tu por acaso és um good guy. Olha, sempre bem-disposto, é verdade. Meia-noite e 12, amanhã de volta?
Amanhã de volta, e tu?
Também.
Ok, cá estaremos.
Sem trombas. Um grande abraço.
Um abraço, Nuno.