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É meia-noite, atualizamos as notícias na Rádio Observador, a edição do António José Soares. Começamos com a França, que vai reconhecer o Estado da Palestina na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro.

O anúncio foi feito por Emmanuel Macron, num longo comunicado publicado nas redes sociais. O presidente francês escreve que a paz é possível e que não há outra alternativa. A necessidade urgente hoje é que a guerra em Gaza termine e que a população civil esteja em segurança, defende nesta publicação. A carta endereçada ao líder palestiniano Mahmoud Abbas termina com uma pequena mensagem escrita à mão por Emmanuel Macron, em que o chefe de Estado francês expressa o seu compromisso com a paz e a segurança. Entretanto, a Hamas afirmou que ficou surpreendido com as declarações do enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, que sugerem que o grupo não mostrou interesse em alcançar um cessar-fogo em Gaza. Num comunicado citado pelo Haaretz, o movimento palestiniano afirma o seu empenho em continuar as negociações.

Luís Marques Mendes considera arrepiante a situação na Faixa de Gaza e condena o silêncio do Ocidente, sobretudo da Europa.

Foi em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita ao Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança. O candidato à Presidência da República diz que a Europa tem um comportamento hipócrita face a uma situação que considera ser preocupante.

Acho que aquilo que acontece em Gaza é, em primeiro lugar, arrepiante do ponto de vista humanitário. E aquilo que é a resposta do Ocidente e, sobretudo, da Europa, é absolutamente inaceitável. O silêncio do Ocidente e, sobretudo, da Europa, é absolutamente inaceitável. Mais ainda, acho que a Europa tem aqui um comportamento de enorme hipocrisia, porque a Europa, e bem, sempre criticou a Rússia pelos ataques a civis na Ucrânia e agora não tem uma palavra forte relativamente a Israel, que está também a atacar civis na Faixa de Gaza. Não pode haver dois pesos e duas medidas.

Luís Marques Mendes considera que tanto a Europa como Portugal devem agir rapidamente e dizer a Israel que há barreiras que estão a ser ultrapassadas e que os direitos humanos têm de ser repostos na Faixa de Gaza.

O líder parlamentar do CDS-PP disse aguardar com serenidade a apreciação do Tribunal Constitucional ao decreto que altera o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do país.

São declarações à margem do jantar de aniversário do partido em Sintra. Interrogado sobre alguns reparos feitos pelo chefe de Estado, nomeadamente quanto à forma como o processo legislativo decorreu, Paulo Núncio disse respeitar a decisão de Marcelo Rebelo de Sousa, mas diz que não concorda. Recordamos que o Presidente da República enviou esta legislação dos estrangeiros para o Tribunal Constitucional e não poupou nas críticas ao Governo e ao Chega. Para Marcelo, trata-se de um diploma feito à pressa, sem audições constitucionais, sejam elas obrigatórias ou não, e que podem promover a discriminação. O chefe de Estado lembra que há várias instituições jurídicas que têm de ser ouvidas nesta matéria e ataca conceitos da lei proposta pelo Governo que violam o princípio constitucional da segurança jurídica. Uma das maiores preocupações do Presidente da República vai para a questão do reagrupamento familiar.

E António, o incêndio que deflagrou esta noite em Alcântara obrigou ao corte de várias vias de trânsito naquela zona de Lisboa.

Em declarações à Agência Lusa, o comissário de dia do Comando Nacional da PSP explica que o trânsito está cortado no cruzamento da Rua dos Lusíadas com a Rua Luís de Camões, nos dois sentidos, e ainda na Rua Primeiro de Maio. Além dos meios de combate às chamas, no local estão também quatro carros de patrulha da PSP. À Rádio Observador, fonte dos Bombeiros Sapadores de Lisboa confirma que os bombeiros continuam no local e que até ao momento não há feridos a registar.

Nuno Melo admite que o Estado tem de investir nos heliportos para a emergência médica.

Uma posição assumida pelo Ministro da Defesa esta quinta-feira em Torres Vedras, à margem de um evento militar. Nuno Melo diz que é preciso que o Estado invista em heliportos para que os meios aéreos de emergência médica possam aterrar o mais próximo possível dos hospitais.

Quando o Koala não aterra, também não aterra nenhum outro. O problema não é do helicóptero, o problema é da infraestrutura. São infraestruturas críticas nas quais o Estado tem que investir. O fato é que se um dia tiver uma catástrofe maior e tiver que transportar pessoas em maior número, tem que ter infraestruturas críticas para que os helicópteros maiores, que transportam o maior número de pessoas, possam o mais próximo possível dos hospitais, deixar essas pessoas. E é por isso que o Estado, mais do que helicópteros, tem também que investir nestas infraestruturas críticas.

O Ministro da Defesa Nacional sublinha o fato de que o maior helicóptero em ação apenas pode aterrar em seis dos 47 heliportos analisados pela Força Aérea. Nuno Melo diz ainda que esta força militar não substitui os meios aéreos a contratar pelo INEM para a emergência médica, mas atua em complementaridade e recorda que, em caso de catástrofe, só os meios da Força Aérea são capazes de garantir o transporte de várias pessoas ao mesmo tempo.

Mariana Vieira da Silva defende que o PS apenas deve conversar com o Governo depois de ver o orçamento.

São declarações da antiga ministra do Executivo de António Costa no programa da Vixi Suave, da Rádio Observador. A vice-presidente da bancada do PS avisa que o Governo não pode excluir o PS de todas as discussões sobre políticas públicas. Mariana Vieira da Silva também criticou a revisão dos conteúdos da cadeira de Cidadania. A socialista compara o Ministério da Educação a uma personagem de Herman José e afirma que parte da matéria lecionada sobre educação sexual não consegue ser dada noutras disciplinas.

Dizer que naquele documento o Ministério da Educação fez uma folhinha, que julgo que circulou pelos jornalistas, onde explicava que estava lá a educação sexual e depois dizia em que frases e eram sempre frases sobre bem-estar, evitar comportamentos de risco. Parecia quase aquele personagem do Hérmen José.

Foi ao Ctrl+F, fazer "unfind".

E apagou. Parecia aquela personagem do Hérmen José, do "Diário de Remédios". Apagou todas as palavras que podiam ser vagamente associadas ou criticadas pelos setores mais, eu nem digo pelos mais conservadores, porque os setores mais conservadores estavam pacificados com a educação sexual na escola. São mesmo os setores mais radicais e não os setores mais conservadores a quem o governo tentou agradar.

A vice-presidente da bancada do PS critica também a escolha de Álvaro Santos Pereira para governador do Banco de Portugal.

E esta entrevista de Mariana Vieira da Silva à Rádio Observador, na Vixi Suave, já pode ser ouvida na íntegra, no site e nas plataformas habituais de podcast. Meia-noite e sete, António. Que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?

O Sindicato Independente dos Médicos manifesta preocupação após uma carta aberta da equipa do Serviço de Urgência Geral da Unidade de Saúde Amadora-Sintra a alertar para a desestruturação do serviço. Os médicos denunciam degradação da capacidade assistencial, falta de planeamento e sobrecarga de funções, pondo em risco a segurança dos doentes. O sindicato destaca que as condições de trabalho ameaçam a qualidade dos cuidados prestados à população. O SIM apela, por isso, a uma resposta rápida para fazer face a estes problemas. Foi inaugurado esta quinta-feira o Parque Papa Francisco, em memória da Jornada Mundial da Juventude de 2023. O antigo Parque Tejo foi abençoado pelo patriarca de Lisboa. A cerimônia decorreu no âmbito de um encontro mundial de escuteiros. Leão XIV enviou uma mensagem agradecendo aos municípios de Lisboa e Loures a homenagem. O atual líder da Igreja Católica recordou os momentos vividos pelo Papa Francisco em Portugal, desejando que se perpetue o eco do seu apelo à paz. Para terminar, João, uma sugestão de fim de semana, especialmente pensada para quem gosta de cultura e de design com história.

Ui, conta-me tudo, António, quero saber o que é que vai acontecer.

O Museu do Design, que é conhecido por MUDE, que fica na baixa de Lisboa, como tu sabes, vai celebrar o primeiro aniversário de reabertura ao público.

Já passou um ano?

Desde as obras de requalificação.

Tempo passa muito rápido.

E para assanhar a data, uma coisa fantástica, a entrada vai ser gratuita já a partir desta sexta-feira e todo o fim de semana.

Entrada gratuita, olha, parece-me ótimo. Mas se bem que eu vou estar a trabalhar ao fim de semana, mas posso sempre ir lá à tarde. Faço as manhãs e vou lá à tarde.

Tu fazes as manhãs, eu faço as noites. Olha, vamos os dois à tarde. Está combinado.

E o que é que vai acontecer, António?

O museu preparou visitas guiadas feitas por curadores e especialistas às exposições que estão em cartaz, desde a mostra dedicada à Vivienne Westwood, passando por cinco décadas da obra gráfica do João Machado e também alguma coisa sobre a moda portuguesa das últimas décadas.

Então isto é mesmo para todos os gostos. E é só aparecer, a entrada é gratuita.

Quase. É gratuita, mas é preciso marcar lugar, porque as visitas, se é de graça, aparece lá toda a gente, tem que haver um limite. As reservas podem ser feitas por e-mail ou diretamente na recepção do MUDE, mas têm que ser feitas até meia hora antes do início da visita.

Muito bem. E fica aqui então a sugestão, passar pelo MUDE este fim de semana. Fica na Rua Augusta, na baixa de Lisboa. É muito fácil, é um bonito edifício.

É verdade.

Fica por aqui o Jornal da Meia-Noite, teleedição do António José Soares.