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Do Observador. Começa agora o jornal da meia-noite, edição da jornalista Diana Rosa. E Diana, começamos com a missão Artemis 2. Foi lançada a nave espacial Orion, mais de 50 anos depois da última ida à Lua. Quatro astronautas vão entrar em órbita nos próximos 10 dias, numa operação histórica.

De preparação, Rita, para que o homem volte a alunar, desta feita em 2028. Eram 11h35 quando arrancou a nave espacial da NASA. Vamos ouvir esse momento que foi acompanhado aqui em direto na Rádio Observador. Vai descolar.

Vai descolar.

Vamos ouvir.

Vamos ouvir então. Vamos lá ver se tudo corre bem. Já estão os motores ligados, exatamente. Ele tem seis motores, tem quatro no andar principal e mais um motor em cada um dos propulsores auxiliares. Ok, ligou agora, cá estão eles a funcionarem. Portanto, quatro mais dois.

Acaba de ser lançada esta nave.

Exatamente. O SLS acaba de ser lançado, cá está. É de facto um lançamento espetacular. Portanto, cá vai ele. E agora o que é que vai acontecer? Ora bem.

Vamos descrever o que vemos na imagem. Vemos aqui uma chama gigante.

Exatamente.

Esta momento que foi acompanhado aqui na Rádio Observador e que contámos na emissão especial com vários convidados, entre eles José Augusto Matos, astrónomo, que ouvíamos aqui. Esta nave leva o comandante Reid Wiseman e o piloto Victor Glover com acesso aos painéis de controle, que vão comandar o aparelho. Na fila de trás, a partilhar um computador, estão Christina Koch e Jeremy Hansen, os especialistas de missão. Mais de 50 anos depois, o homem volta à órbita da Lua. Desta vez a nave não vai alunar, mas vão ser testadas as possibilidades para que isso aconteça em 2028. Entretanto, estamos também aqui a acompanhar o que vai sendo publicado no live blog do Observador. A cada segundo estão levantadas as viseiras depois de vários minutos de viagem, em breve vão poder começar as operações de missão. A tripulação já levantou estas viseiras dos capacetes e dentro de algumas horas já vão poder começar a ativar os sistemas da nave para começar então com as operações nesta missão, que é, Rita, histórica.

É histórica mesmo e felizmente conseguimos assistir a tudo do início ao fim. Ao fim não, nem nasce para o fim. Do início, só o início.

Do início ao fim deste lançamento, depois de alguns problemas de última hora que foram resolvidos pela NASA e com alguns minutos de atraso, acabou por correr bem este lançamento, tal como estava previsto.

E Donald Trump diz que os Estados Unidos vão sair do Irão bastante depressa, mas podem regressar se for necessário.

Os Estados Unidos podem voltar para aparições pontuais, caso seja preciso, é o que afirma Donald Trump à Reuters. Revela o presidente norte-americano que um dos elementos do discurso desta noite vai ser novamente a repulsa em relação à NATO, pelo que considera a falta de apoio relativamente aos objetivos dos Estados Unidos no Irão.

E na próxima semana, Donald Trump vai receber o secretário-geral da NATO na Casa Branca.

Depois de ter dito que está a ponderar a saída dos Estados Unidos, como dizia aqui, da aliança transatlântica, o presidente norte-americano reúne-se com Mark Rutte em Washington DC, mas esta noite Donald Trump fala às duas da manhã na Casa Branca.

E o Parlamento aprovou hoje as alterações à Lei da Nacionalidade. O diploma passou com luz verde da direita depois do acordo que o PSD fez com o Chega. O PS está a ponderar pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização da perda da nacionalidade como pena acessória no âmbito da Lei da Nacionalidade.

Uma declaração do vice-presidente da bancada do PS depois de a direita ter aprovado o novo diploma de alteração ao Código Penal. Este futuro diploma está nas mãos do Presidente da República, mas Pedro Delgado Alves afirma que os socialistas vão analisar o resultado final do decreto, independentemente da decisão de António José Seguro.

E depois do chumbo do Tribunal Constitucional à primeira versão do texto, a direita espera que desta vez o diploma vá mesmo por diante.

Uma votação no Parlamento acompanhada pelo Vasco Maldonado Correia.

O acordo chegou mesmo em cima da meta e foi anunciado pelo líder parlamentar do PSD.

Nós conseguimos um entendimento com o partido Chega para suprir as inconstitucionalidades da Lei da Nacionalidade e também no que diz respeito às alterações ao Código Penal.

Hugo Soares lamenta que o PS não faça parte do acordo, mas explica que os socialistas não se quiseram ficar pelas correções.

Nós dialogamos com todos, como sempre nos comprometemos, mas a verdade é que o Partido Socialista quis recuperar uma discussão que já tinha acontecido antes da primeira aprovação desta lei e nós dissemos sempre que só estaríamos disponíveis para fazer aquilo que nos competia.

Com o entendimento aprovado pelo Parlamento, a condenação por crimes com pena igual ou superior a três anos de prisão pode passar a impedir o acesso à nacionalidade e a sanção da perda de nacionalidade acontece para um leque variado de crimes com penas de cinco anos para cima. André Ventura, do Chega, grita vitória, mas assume que o acordo não era o ideal.

Naturalmente, queria ir mais longe nesta lei, mas entendemos que a democracia é mesmo assim. Entendemos que chegar a um consenso nesta matéria era melhor que não ter nenhuma lei da nacionalidade.

Já o socialista Pedro Delgado Alves avisa que o Tribunal Constitucional ainda pode levantar problemas em relação à sanção da perda de nacionalidade.

Parece que há passagens do acórdão que não leram ou que preferiram ignorar. O problema mantém-se e a solução que apresentam não é solução para parte dos problemas identificados.

Com maioria de dois terços, o Parlamento pode reconfirmar a lei, mesmo que volte a esbarrar no Tribunal Constitucional. André Ventura pede sensibilidade para que isso não tenha de acontecer.

Quis trabalhar

Para que as instituições possam colaborar melhor. Conseguimos fazer isso. Também que ninguém agora provoque mais esse conflito institucional.

Mais uma tarde tensa na Assembleia da República, depois da votação, ponto a ponto no hemiciclo. As alterações à Lei da Nacionalidade foram aprovadas com votos a favor de toda a direita.

Na nova proposta, houve também acordo quanto ao decreto que altera o Código Penal para incluir a sanção da perda de nacionalidade.

E o deputado constituinte do PCP, Avelino Gonçalves, garante que a reforma laboral do governo viola a Constituição.

Avelino Gonçalves foi deputado à Assembleia Constituinte, foi também ministro do Trabalho no primeiro governo provisório depois do 25 de abril. Em entrevista ao Observador, o militante do PCP assegura que a atual reforma é inaceitável.

Não respeita nada, é uma agressão brutal e incompreensível no quadro da vida moderna. Não vi em mais lado nenhum um caso destes, nem em Portugal, nem noutro país qualquer, a tentativa de subverter tudo o que são garantias dos trabalhadores.

Na nova proposta, aliás, Avelino Gonçalves, em entrevista ao Observador no sofá do Parlamento, o antigo deputado considera que as várias revisões constitucionais acabaram por piorar o texto fundamental.

O presidente da FENPROF desmente o ministro da Educação, diz que é mentira que haja professores a mais em várias escolas do país.

O ministro Fernando Alexandre afirmou hoje que há exemplos de estabelecimentos que têm o número superior a 20 docentes a mais para os alunos dos respectivos estabelecimentos. No entanto, rejeitou apontar os nomes das escolas a que se refere. Entrevistado pela Rádio Observador, José Costa, da FENPROF, contradiz esta informação, diz até que acha estranha a declaração do governante e afirma que há milhares de alunos que continuam sem professor.

E os dados, de facto, provam que não corresponde à verdade, porque o número de alunos em falta vai aumentando e, aliás, são números avassaladores. Neste período, que acabou agora recentemente, tivemos semanas onde cerca de 40 mil alunos, e isto é um número que se vai repetindo de semana para semana, não tiveram pelo menos um professor.

O presidente da FENPROF, em declarações à Rádio Observador, sobre as afirmações do ministro da Educação no Parlamento. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas também reagiu a este tema. Filinto Lima acredita na palavra do ministro, mas pede-lhe um esclarecimento, quer que o ministro aponte o nome das escolas.

E o presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas também reagiu a este tema.

Precisamente, Rita, como estava aqui a dizer, o Filinto Lima. Fernando Alexandre não quis apontar o nome das escolas que diz que tem professores a mais, foi em declarações à Rádio Observador, que vamos recuperar esta entrevista mais à frente nesta noite informativa.

E agora, com 10 minutos para lá da meia-noite, que outras notícias estão a marcar esta hora, Diana?

Começamos com uma notícia de última hora. Um terramoto de magnitude de 7,8 foi registado na Indonésia, em Ternate. Foi, de resto, ativado o alerta de tsunami, é o que adianta o sistema de alerta de tsunami dos Estados Unidos. O sismo ocorreu no mar das Molucas, provocou preocupações imediatas sobre o impacto na região costeira. É uma notícia que foi avançada há instantes pela CNN e que vamos continuar a acompanhar ao longo desta noite informativa. O presidente da República promulgou as alterações ao decreto que cria um regime de layoff simplificado a 100% para as zonas mais atingidas pela tempestade Christine. Tinha sido promulgado este decreto no Parlamento no dia 6 de março. Nunca se consumiu tanta eletricidade nos primeiros três meses do ano em Portugal como este ano. São dados divulgados pela REN. Pode ler-se em comunicado que o consumo atingiu entre janeiro e março o valor mais elevado de sempre, registando um máximo de 14,6 TWh. O valor foi superior em 3,8 ao anterior máximo. A Associação Nacional de Municípios Portugueses anunciou que vai enviar ao governo propostas para acelerar a execução do programa Portugal 2030. As 22 medidas apresentadas no documento dividem-se entre as medidas com impacto financeiro nos municípios e as medidas de simplificação e desburocratização. O presidente da associação ressalva que esta é mais uma oportunidade para realçar o papel decisivo dos municípios na execução dos fundos comunitários.

E assim terminamos o jornal da meia-noite, edição da jornalista Diana Rosa, que está de saída. Até amanhã, Diana.

Até amanhã. Vou aí para lua.

Exato, vais mesmo. E à 00h30 a informação regressa atualizada já com Beatriz Félix. Deixe-se ficar com a Rádio Observador. Já a seguir temos também o episódio de hoje de "Porque sim não é resposta". Eu sou a Rita Camarneiro e despeço-me por aqui também. Até amanhã. Boa noite.

Até amanhã.