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Meia-noite.
As notícias com José Rafael Lopes. Começamos com o empate do Benfica a um golo com o Casa Pia. José Mourinho diz que os encarnados estão fora das contas do título.
O Benfica esteve a vencer com golo de Richard Rios, já na segunda parte, quando o relógio do encontro ia nos 68 minutos. Rafael Brito, aos 78, restabeleceu a igualdade para o Casa Pia. Os encarnados desperdiçaram o empate do Futebol Clube do Porto, marcaram passo na reta final do campeonato. Após o encontro, esse empate a um golo com o Casa Pia, José Mourinho criticou a atitude dos jogadores e deixou essa despedida às contas do título.
Eu diria mais do que aquilo que você disse. Você diz que nós perdemos dois pontos. Eu diria que nós perdemos as últimas possibilidades que teríamos de lutar pelo título e deixamos de depender de nós próprios para ficar em segundo lugar. Depois de estar a ganhar 1 x 0, estou de acordo com a sua introdução, que há desperdício, que não há aquela energia, que não há aquela fome de quem está realmente a jogar muito, eu diria a jogar tudo.
A reação de José Mourinho após o empate a um golo com o Casa Pia no campeonato. Já Álvaro Pacheco, o treinador dos Gansos, realça a resposta da equipe do Casa Pia quando estavam a perder.
Eu acho que foi uma grande resposta da nossa equipe. Penso que a equipe, desde a nossa chegada, tem vindo sempre a crescer. Realçar a exibição. Fomos capazes de virir o jogo, sabíamos que íamos ter que ser uma equipe muito compacta, uma equipe muito serena, muito humilde, muito unida para passar as dificuldades que o Benfica nos iria provocar. E depois nós também sermos capazes de nunca perder aquilo que nos caracteriza: a ambição de chegar ao gol, a ambição de discutir o jogo, a ambição de conquistar os três pontos.
Álvaro Pacheco, após o empate a um golo entre Casa Pia e Benfica, um resultado que leva José Mourinho a assumir que o Benfica está fora das contas do título.
Noutras contas, o Sporting joga amanhã com o Arsenal para a Liga dos Campeões e Rui Borges diz que os sonhos podem tornar-se realidade.
O encontro dos quartos de final da Liga dos Campeões está marcado para amanhã, às 20h. O Sporting recebe a equipe inglesa em Alvalade e em conferência de imprensa, Rui Borges diz que os Leões podem fazer história e lembra que o sonho comanda a vida.
Tornar a realidade o sonho. É isso que nós queremos tornar realidade. Continuar, de alguma forma, a marcar o nosso caminho, individual e coletivamente, seja os jogadores, seja a equipe técnica, mas acima de tudo, e é isso que nos move, marcar a história de um grande clube como o Sporting. Esperamos e acreditamos que poderemos continuar a fazer algo diferente, algo extraordinário. Dizer com isto também que será muito importante a ajuda e a energia dos nossos adeptos.
O treinador do Sporting em conferência de imprensa antes do jogo com o Arsenal. Rui Borges falou ainda sobre o reencontro com Viktor Gyökeres, que deixou o Sporting para jogar no Arsenal. Diz o treinador dos Leões que ninguém tem direito a tratamento especial. Do lado arsenalista, a equipe do Arsenal, que chega a Alvalade depois ter sido eliminada da Taça de Inglaterra e da Taça da Liga Inglesa, o treinador Mikel Arteta diz que a Liga dos Campeões é uma prova completamente diferente.
Isto são os quartos de final da Liga dos Campeões, não fica muito melhor do que isto. Trabalhamos muito durante a temporada para estarmos na posição em que estamos nesta competição. Vamos jogar frente a um oponente que sabemos dos seus recordes e o que eles já fizeram. Então, estamos com mais fome do que nunca, muito animados e motivados para o jogo de amanhã. Claro que falei com o Viktor para entender a dinâmica e a cultura aqui no Sporting, para saber também o que é que eles falaram e as coisas que discutiram quando jogaram contra nós. No fundo, para ter mais informação sobre eles, que podemos usar em nosso favor amanhã.
As palavras de Mikel Arteta, treinador do Arsenal, antes do jogo com o Sporting para a Liga dos Campeões.
Primeira mão dos quartos de final da Champions, que se joga em Alvalade a partir das 20h e que conta com relato e análise aqui na Rádio Observador. A ministra do Trabalho diz que a reunião com a UGT e os patrões correu bem e garante que está tudo encaminhado para chegar a um acordo.
Garantia deixada por Maria Rosário da Palma Ramalho, que adianta que as negociações do pacote laboral prosseguem. A ministra do Trabalho revela já o próximo passo: as partes envolvidas têm de consultar órgãos e associados. A ministra do Trabalho destacou ainda uma reunião positiva com a UGT e os patrões. Foram até agora 53 reuniões com as alterações ao código do trabalho em cima da mesa. A UGT, que vai reunir na próxima quinta-feira, o Secretariado Nacional.
O governo aprovou a alteração temporária do regime de imposto sobre produtos petrolíferos para prolongar o alívio fiscal nos combustíveis.
Os preços dos combustíveis continuam a subir, têm escalado devido ao conflito no Médio Oriente. Segundo o comunicado, o Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei que altera de forma temporária o registro jurídico do ISP. O Executivo vai descer os limites mínimos do imposto. O comunicado do governo diz ainda que esta alteração temporária permite continuar a reduzir o ISP através da devolução da receita adicional de IVA
Zé, o presidente do Brasil vai visitar Portugal ainda este mês.
Lula da Silva é esperado no dia 21 de abril. É o que revela a Agência Lusa, fonte da presidência brasileira. O presidente do Brasil vai encontrar-se com o primeiro-ministro Luís Montenegro. Tem prevista também uma reunião com o presidente da República, António José Seguro, a confirmar se vai ser o primeiro encontro do novo chefe de Estado português com o presidente do Brasil, uma vez que Lula da Silva não marcou presença na tomada de posse de António José Seguro.
Passamos agora para a atualidade internacional. Donald Trump voltou a ameaçar o Irão e diz que o país pode cair numa só noite.
E essa noite pode ser já à meia-noite desta terça-feira. É o que diz Donald Trump.
"O país todo pode ser tomado numa noite, e essa noite pode bem ser amanhã. Todas as pontes no Irão vão ser dizimadas amanhã à noite, às 12h. Todas as plantas de poder no Irão vão ser desfeitas, queimadas, destruídas. Nunca mais vão poder ser usadas. Vai ser uma demolição completa às 12h e, se quisermos, vai acontecer num período de quatro horas. Nós não queremos que isso aconteça."
As palavras de Donald Trump em conferência de imprensa na Casa Branca. O presidente norte-americano insiste que a meia-noite de terça-feira é o prazo limite para o regime iraniano aceitar um novo acordo e reabrir o estreito de Ormuz sem restrições. Caso tal não aconteça, os Estados Unidos admitem atacar pontes e centrais energéticas do Irão.
O especialista em Relações Internacionais, João Albuquerque, diz que os Estados Unidos subestimaram a capacidade de resistir do Irão.
As forças iranianas continuam a resistir, apesar dos ataques e dos ultimatos vindos dos Estados Unidos da América. João Albuquerque lembra que Donald Trump já tinha dito há uns meses que o Irão tinha sido destruído. No Gabinete de Guerra, na Rádio Observador, o especialista em Relações Internacionais diz que Trump está a olhar para a guerra no Irão como um negócio e que a retórica do presidente norte-americano não bate certo com a realidade.
Há, de certa maneira, uma retórica de conquista ou de vitória, que depois acaba por não ter correspondência com a realidade e que acaba única e exclusivamente por ser uma progressão de força dos Estados Unidos, que na realidade não tem correspondência com as ações no terreno e, portanto, resta ver o que é que o Donald Trump fará efetivamente a partir do dia de amanhã com esta ameaça de aniquilar o Irão, seja lá o que isso for. Mas não há antevisão de que o Irão esteja numa situação de cedência.
João Albuquerque no Gabinete de Guerra, na Rádio Observador. O especialista em Relações Internacionais sublinha ainda que há membros do Executivo norte-americano que estão a tomar decisões sem ter capacidade para tal e aponta João Albuquerque, Pete Hegseth, o secretário de Estado da Defesa, como um exemplo.
E os quatro astronautas da missão Artemis 2 fizeram história. São agora os humanos que fizeram a mais longa viagem espacial.
Nunca os humanos tinham ido tão longe como este grupo de quatro astronautas. O recorde era de 400.171 km. Era o registo da missão Apollo 13, que foi ultrapassado hoje pela nave Orion, que está a sobrevoar a face oculta da Lua. Esta passagem dos astronautas pela face oculta da Lua é um momento-chave da missão Artemis 2. Vai permitir fotografar e ver de perto o satélite natural da Terra, a parte que está habitualmente fora de alcance. Esse é o objetivo da missão, que está a tentar descobrir se existem condições para uma nova missão espacial para levar de novo humanos à Lua.
Sendo que a esta hora, Zé, a nave está sem comunicações com a Terra.
Uma situação prevista pela NASA. Tudo normal para já com a nave Orion. O contacto perdeu-se às 23h44. São agora 40 minutos de ausência de comunicação com a Terra. Isto acontece devido à posição da Lua. É o que explica o astrónomo José Matos.
Essa parte da viagem é a parte em que a Lua fica mesmo à frente da Terra, em relação à própria nave. E eles, nesse caso, como não têm nenhum satélite à volta da Lua para fazer a transmissão pra Terra, vão ficar bloqueados. Ou seja, eles durante 40 minutos não conseguem comunicar com a Terra porque a Lua está mesmo à frente deles e, portanto, não há qualquer hipótese de as ondas de rádio passarem.
A leitura de José Matos, astrónomo, a explicar o porquê da nave Orion perder as comunicações com a Terra. E destaca ainda o astrónomo que estes 41 minutos são o ponto em que a nave está mais próxima da Lua.
As explicações de José Matos fazem parte do "Cabeça na Lua", o podcast da Rádio Observador que acompanha a missão Artemis 2. O episódio desta segunda-feira já está disponível em podcast. Fica por aqui a edição da meia-noite com o José Rafael Lopes.