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Notícias da meia-noite, com edição da Diana Rosa. E Diana, começamos com a guerra no Médio Oriente. Donald Trump garante que os Estados Unidos vão abrir o estreito de Ormuz, com ou sem os iranianos.

Afirma ainda que há uma condição essencial que representa 99% do acordo: o Irão não pode ter nenhuma arma nuclear. Para o presidente norte-americano, já houve uma mudança de regime no país, embora rejeite ter essa medida como critério. Foi em declarações aos jornalistas na base militar de Andrews, no estado de Maryland. Trump volta ainda a defender, Filipa, que a capacidade militar iraniana foi neutralizada. As negociações de alto nível entre Washington e Teerão, previstas para amanhã em Islamabad, devem combinar contactos diretos e indiretos entre as duas delegações, é o que adianta a CNN. As duas partes vão começar por definir a agenda das negociações através de contactos mediados pelo Paquistão, antes de avançarem mais tarde, no mesmo dia, para encontros presenciais entre as delegações.

Entretanto, os Estados Unidos estão a reforçar a presença militar no Médio Oriente, em vésperas das negociações com o Irão.

Apesar dos preparativos de que aqui falava e da chegada de uma delegação iraniana ao Paquistão, os Estados Unidos continuam a reforçar o dispositivo militar, avança o Wall Street Journal. Foram recentemente enviados caças e aeronaves de ataque para a região. A mesma fonte indicou ainda que entre 1500 e 2000 militares podem ser destacados nos próximos dias. O reforço inclui também, Filipa, forças navais como porta-aviões.

E Diana, há momentos soaram as sirenes no norte de Israel, na sequência de ataques do Hezbollah. O grupo confirma que apontou a posições israelitas no sul do Líbano.

As sirenes de alerta foram acionadas em Kiryat Shmona e nas áreas circundantes, em causa rockets lançados a partir do Líbano atribuídos ao Hezbollah. A população local mantém-se em estado de alerta permanente. Até ao momento, os serviços de emergência israelitas não reportaram quaisquer feridos na sequência dos ataques.

E apesar das negociações acordadas e dos pedidos do governo libanês e da administração de Trump, Israel recusa um cessar-fogo com o Hezbollah.

Numa primeira conversa telefónica com o homólogo libanês, o embaixador israelita nos Estados Unidos afirmou que Israel não pretende cessar os ataques contra o Hezbollah. É o que se pode ler num comunicado citado pelo Times of Israel. Isto, Filipa, apesar do acordo alcançado para o início das negociações formais a partir da próxima terça-feira, que vão decorrer supostamente em Washington DC.

E a Hungria vai a eleições no próximo domingo e Donald Trump promete ajuda económica ao país se Viktor Orbán for reeleito.

O presidente norte-americano diz estar pronto para usar todo o poderio económico norte-americano para fortalecer o país se a extrema-direita de Orbán ficar no poder. Nas redes sociais, Trump considera que o atual primeiro-ministro húngaro é sinónimo de prosperidade no futuro. Está no poder desde 2010. Orbán enfrenta no domingo um teste de fogo, uma vez que parte nas sondagens atrás do líder da oposição, Péter Magyar, mais próximo dos desígnios da Europa e mais afastado da tendência pró-russa do atual chefe de governo. O apoio norte-americano já foi manifestado anteriormente a Viktor Orbán. O vice-presidente norte-americano J.D. Vance deslocou-se a Budapeste durante a campanha e discursou num dos comícios do primeiro-ministro húngaro.

Noutro tema, António José Seguro deixa um recado ao governo. Está em falta e é devido ao país, um relatório que explique o que verdadeiramente aconteceu no comboio das tempestades no início deste ano.

E promete manter-se vigilante relativamente à reconstrução da zona centro depois do mau tempo. No âmbito da iniciativa Presidência Aberta, que esteve esta sexta-feira na Marinha Grande, António José Seguro alerta que não pode ficar tudo na mesma. Vasco Maldonado Correia.

Ao fim de cinco dias a saltar de concelho em concelho pela região Centro, a avaliar os estragos da depressão Cristina, António José Seguro conclui:

Não podemos pensar que tudo já passou.

E se tudo continua na mesma, o presidente da República vai continuar a bater na mesma tecla.

As consequências desta tempestade ainda persistem e a minha vigilância em relação aos apoios e à necessidade do país, em particular do Estado, tirar daqui ilações, também vai continuar.

E para clarificar:

O Estado não estava preparado para uma devastação, um comboio de tempestades desta natureza. E, portanto, nós quando dizemos que é preciso tirar ilações desta situação, é preparar o Estado para responder melhor.

Depois da reunião de balanço da Presidência Aberta, que contou com a presença do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, sai novo recado com o governo como destinatário.

Não podemos continuar a passar o tempo sem que tenhamos um documento também que explique verdadeiramente o que é que se passou nestes dias finais de janeiro e também nos dias iniciais de fevereiro. É impossível tirar ilações se não soubermos corretamente o que é que correu bem, o que é que correu mal, quais foram os apoios e os meios que chegaram mais tarde.

De resto, o presidente continua em modo acelerador.

É preciso acelerar apoios, clarificar medidas e adequá-las a realidades muito concretas.

E mostra-se preocupado com os meses mais quentes que estão já aí à porta.

Há muitas árvores caídas nas florestas, ainda há muitos caminhos que estão obstruídos, há muito material combustível.

A pensar nos incêndios do verão, mas ainda preocupado com o mau tempo do inverno, António José Seguro vai promover uma reunião com especialistas na próxima quinta-feira, no Palácio de Belém.

E esteve na Marinha Grande a dizer que quer que as populações da região Centro não fiquem esquecidas depois da tempestade. Mais três dias de férias consoante a assiduidade do trabalhador, foi um ponto de negociação entre a UGT e o governo, em que o executivo acabou por ceder. E há outros pontos de aproximação. É o que revela Sérgio Monte, é secretário-geral adjunto da UGT, foi entrevistado aqui na Rádio Observador, mas há outros consensos, para já verbais.

Há uma questão da jornada contínua, que é outra questão que tem dado aqui alguma controvérsia. A jornada contínua, a redação que está na proposta que nos foi entregue é taxativa. com filhos até aos 12 anos e a jornada contínua depende do acordo com o empregador. Houve uma proposta, verbal também, que permitia eventualmente que trabalhadores com filhos até aos oito anos pudessem ter a jornada contínua, não dependendo do acordo do empregador, mas sim da vontade do trabalhador.

Há, no entanto, matérias em que os parceiros sociais ainda não se entenderam, mas a UGT diz que continua disponível para negociar. Está marcado um novo encontro entre governo e confederações patronais na segunda-feira. E ainda sobre este tema, Filipa, a Presidência da República, que tem pressionado um acordo, também quer receber os parceiros sociais em Belém. Sete minutos para lá da meia-noite. Diana, vamos a outros temas em destaque. O cadáver de um recém-nascido foi encontrado numa empresa de reciclagem em Cascais. A notícia foi avançada pelo Jornal de Notícias e confirmada pelo Observador. O corpo foi encontrado durante a madrugada de quinta-feira, quando os funcionários faziam a separação do lixo. Já não é a primeira vez que acontece. Em setembro, foi também encontrado um bebê, ainda com o cordão umbilical, na mesma empresa responsável pelo tratamento de lixo em Cascais, Oeiras, Sintra e Mafra. O governo vai manter o valor do desconto do ISP durante a próxima semana. É uma medida que continua em vigor, apesar da perspectiva de uma descida no preço dos combustíveis. O gasóleo deve baixar €0,05 por litro, a gasolina deve descer cerca de €0,03. Famalicão e Moreirense empataram uma bola no jogo inaugural da jornada 29 do campeonato. Rodrigo Alonso colocou o Moreirense em vantagem aos quatro minutos, aos 71, Pedro Santos marcou o gol da equipe da casa, que repôs a igualdade. O Famalicão sobe à condição ao quinto lugar, com 48 pontos. O Moreirense está em oitavo, com 36, também à condição. Artemis 2, Filipa, falta pouco mais de uma hora para o splashdown, no momento em que a nave Orion aterra, depois de 10 dias de missão à Lua. Acompanhamos aqui o início dessa missão numa emissão espacial, aqui na Rádio Observador. Os últimos 13 minutos desta missão vão ser determinantes. A cápsula vai aterrar na costa de San Diego, Estados Unidos, quando passarem 7h01. Com os fatos colocados, a cabine preparada e a tripulação quase pronta para assumir os lugares à medida que se aproximam da atmosfera terrestre. As imagens transmitidas pela NASA mostram que não falta muito para regressarem a casa. Aqui na Rádio Observador, vamos ter uma emissão especial depois do Jornal da Uma para acompanhar esse momento. O jornalista Ricardo Lopes vai contar com o astrónomo José Augusto Matos em mais um momento que vai ficar para a história. Certamente. Portanto, ficar desse lado para acompanhar esta edição espacial. Vai ser uma noite emocionante. É isso mesmo. Diana Rosa com o Jornal da Meia-Noite. Diana, bom fim de semana. Bom fim de semana.