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As notícias com Carla Jorge de Carvalho. Donald Trump revela que mudou o discurso previsto para a convenção do Partido Republicano depois do atentado. Vai focar-se num apelo à união dos Estados Unidos e não em ataques a Joe Biden. O anúncio feito por Donald Trump em entrevista conjunta de dois jornais norte-americanos a bordo do avião a caminho para a convenção do Partido Republicano, em Milwaukee. Donald Trump explica que foi Deus que o salvou e que assim tem uma oportunidade para unir o país e o mundo inteiro. Rui Casanova.
Donald Trump afirma que este é um momento histórico, é a expressão utilizada nesta entrevista ao New York Post e ao Washington Examiner. O ex-presidente explica assim que no discurso que vai fazer na convenção republicana, se vai focar na união do país e do mundo inteiro e não em ataques a Joe Biden, tal como estava previsto antes do ataque. Donald Trump afirma ainda que já cá não deveria estar e que era suposto estar morto. Diz que só está vivo porque pouco antes do disparo, tinha virado ligeiramente a cabeça para a direita para ler o teleponto, quando estava a discursar. Acabou por ser atingido na orelha. Fala numa experiência surreal. Trump até queria continuar o discurso, mas as autoridades disseram-lhe que não era seguro e que teria de seguir de imediato para o hospital. Trump revela ainda nesta entrevista que queria ter saído do palco pelo próprio pé e não escoltado pelos seguranças, como acabou por acontecer. O republicano elogia ainda assim a resposta rápida das autoridades e conta que o protegeram com tanta força e empenho que até lhe saltaram os sapatos. Há mesmo um áudio a circular no qual é possível ouvir Donald Trump a pedir para que lhe levem os sapatos. Já no hospital, Trump conta que o médico lhe disse que nunca tinha visto nada assim e que estar vivo era um milagre. Destaque também para o fato de a equipe do candidato republicano Donald Trump não ter permitido a recolha de imagens ou vídeos nestas entrevistas a bordo de um avião para a convenção do Partido Republicano, que hoje começa.
Não houve imagens dessa entrevista, Rui Casanova, mas há pouco surgiram imagens de Trump a sair desse avião, já em Milwaukee. O ex-presidente dos Estados Unidos desceu pelo próprio pé, aparentemente bem, voltou a erguer o punho num sinal de força. Trump estava acompanhado de vários seguranças nesse momento. Já quanto à convenção do Partido Republicano, que começa hoje, não deverá sofrer alterações ao nível de segurança. É pelo menos o que adianta, em declarações à CNN Internacional, o presidente da Câmara de Milwaukee, onde o evento vai decorrer. Quanto a Joe Biden, volta a apelar à união dos Estados Unidos e defende que, apesar das naturais divergências, a política não pode transformar-se num campo de batalha. Palavras num discurso esta madrugada, a partir da Sala Oval da Casa Branca. Foi a terceira vez que Joe Biden falou sobre o ataque contra Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos pede um serenar dos ânimos na política norte-americana.
Não há espaço na América para qualquer tipo de violência, ponto final, e não há exceções. Não podemos deixar que esta violência seja normalizada. A situação política deste país escalou e aqueceu muito. Está na altura de arrefecer os ânimos e todos temos a responsabilidade de o fazer. Sim, temos opiniões claramente divergentes. Debatemos e discordamos, comparamos os candidatos e o seu caráter, o passado, os problemas, o programa eleitoral, a visão para o país. Mas, na América, resolvemos as divergências nas urnas e não com balas.
Declarações de Joe Biden num discurso esta madrugada na Sala Oval da Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos volta a sublinhar que ainda pouco se sabe sobre o atirador, um jovem de 20 anos que acabou por ser abatido no local, mas garante que as autoridades estão a investigar. Paulo Rangel afirma que o ataque a Donald Trump é grave e tem que ser condenado. O ministro português dos Negócios Estrangeiros considera que o ato de violência que decorreu no sábado é preocupante. Em declarações aos jornalistas esta manhã, Paulo Rangel afirma que se assistiu a um ato que não é admissível nas sociedades democráticas.
Um ato de violência política desta natureza é absolutamente censurável, é extremamente grave e tem de ser condenado sem qualquer reticência.
As palavras de Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, num registo captado pela SIC Notícias esta manhã em Carcavelos. Paulo Rangel afirma que é necessário baixar os níveis de radicalismo e de extremismo na política. E coloca-se a questão: houve ou não falhas na segurança no comício? Para o comandante do Corpo de Segurança Pessoal da PSP, a resposta é sim. Apesar de referir que os serviços secretos fizeram o trabalho de preparação, Alexandre Vieira diz também que são precisas mais explicações sobre o que se passou no comício.
Naturalmente que, e pelos relatos que nos foram chegando, houve avisos por parte de cidadãos para um indivíduo que estaria no telhado de um edifício, armado, e o fato é que não houve qualquer medida tomada para impedir que o atentado fosse feito. Hoje ou ontem já, os próprios serviços secretos estarão à procura de explicações, por que isto aconteceu, mas a frio já considero que de fato há ali uma falha que não deveria ter acontecido.
O especialista em segurança Paulo Batista Ramos concorda que esta falha de segurança existiu, mas lembra que este tipo de atos de campanha não têm tido a mesma preparação do que, por exemplo, uma visita de Estado de um governante estrangeiro.
Isto, na prática, é um ato de uma campanha eleitoral que é programado muito em cima da hora É a própria campanha de Donald Trump que escolhe os locais, os horários, etc. Não é um evento normal que está sujeito ao grau de preparação e planeamento antecipado que normalmente uma visita de Estado ao estrangeiro ou uma cimeira, como aconteceu a cimeira da NATO, que estão sujeitos antecipadamente a um elevado grau de preparação e de planeamento, que é o que sucede nos serviços secretos norte-americanos.
Declarações de Paulo Batista Ramos, professor na Universidade do Minho. Foi um dos convidados do Explicador desta manhã. Ao longo do dia estamos a assinalar a chegada da Rádio Observador a Leiria, com reportagens e entrevistas sobre temas essenciais da região. Já olhámos para o estado da saúde, da educação, o ambiente. Agora falamos de outro setor: a comunicação social. O jornal Região de Leiria nasceu em 1935, a caminho dos 90 anos. O Região de Leiria é um dos títulos de referência da imprensa regional portuguesa e o mais antigo em publicação no distrito de Leiria. Francisco Rebelo dos Santos é o diretor do jornal e a Rádio Observador destaca a importância desta publicação para o distrito.
O jornal Região de Leiria acompanha um território que é composto pelo distrito de Leiria e pelo concelho de Ourém. É um jornal que nasceu em 1935 e que se afirma pela sua capacidade de acompanhar todo este território através das suas edições em papel, mas também através de todas as plataformas onde está presente.
Francisco Rebelo dos Santos explica ainda que não só de informação se faz um jornal regional.
Temos um conjunto de iniciativas de cidadania, de responsabilidade, que colocam o jornal ao serviço de causas comuns e junto de grupos mais vulneráveis, mais desfavorecidos, desde logo os idosos, mas também os jovens em idade escolar, em todos os seus ciclos escolares, desde a creche até ao mundo do ensino superior.
O diretor do jornal Região de Leiria, Francisco Rebelo dos Santos, a explicar os desafios do jornalismo regional neste dia em que os 94.0 FM são da Rádio Observador. É a estreia em Leiria e alargamos assim a cobertura no litoral centro. São agora 10h09, Carla, antes do Contracorrente, que outros temas estão em destaque a esta hora? O ex-presidente do Banco Espírito Santo Angola, Álvaro Sobrinho, o antigo presidente do Grupo Espírito Santo, Ricardo Salgado, e mais três arguidos ficam hoje a saber se vão a julgamento no processo BES Angola. A leitura da decisão instrutória está marcada para às 15h, no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa. A GNR liderou uma equipa selecionada pela União Europeia, que formou 162 elementos das forças de segurança ucranianas. A formação, que contou ainda com membros das forças de segurança de França, Espanha e Lituânia, ajudou elementos ucranianos no policiamento em ambiente de conflito. O anúncio foi feito pela GNR em comunicado. Espanha é campeã europeia de futebol depois da vitória de ontem à noite por 2x1. Rodri foi eleito o melhor jogador do Euro 2024, Lamine Yamal, o melhor jogador jovem do torneio. E vamos voltar a Leiria, agora com a Rádio Observador, numa nova frequência. O ano da fundação do Castelo de Leiria vai ser o tema do próximo Leiria Medieval. A partir de quinta-feira, o evento vai animar durante quatro dias a cidade com música, teatro, mercado, conferências, há de tudo. Para todos os gostos. É a 11ª edição. Recorda-se a história daquele que é o principal monumento de Leiria, foi mandado construir por Afonso Henriques ainda antes de ser rei, ainda antes de ser dom. Organizado pelo município, o Leiria Medieval realiza-se numa série de espaços da cidade que vão do Castelo ao Moinho do Papel. Fica a sugestão para os nossos ouvintes de Leiria, que já podem ouvir a Rádio Observador em 94.0. Foi o Jornal das 10 com Carla Jorge Carvalho. Às 11 voltamos a olhar para o mundo.